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CORTE LIMPO



Domingo, 29.12.13

Taça da Liga – Sporting CP 0-0 FC Porto – As fichas de Fabiano

Nunca um clássico se disputou tão cedo na Taça da Liga. E as circunstâncias obrigaram o FC Porto a poupar menos unidades do que é costume em jogos para uma prova tradicionalmente menosprezada pelos dragões.

Tal não significou que o encontro de Alvalade fosse um mimo. Durante a primeira metade o jogo foi sensaborão, praticamente sem lances de perigo extremo do lado do FC Porto, enquanto as jogadas mais acutilantes construídas pelo Sporting terminavam em remates à figura de Fabiano.

Foi na segunda parte que o vice-guarda-redes portista chamou a si os holofotes, graças a um punhado de defesas que impediu o marcador de funcionar. Fabiano tem provado ser um suplente à altura, tanto entre os postes como nas saídas.

O momento mais exuberante do brasileiro surgiu a quinze minutos do fim, quando completou uma saída destemida aos pés de Carrillo com mais duas paradas, num lance em que se deslocou praticamente à largura da baliza no conjunto das três defesas.

O miolo portista, mesmo sem ter precisão maquinal porque Herrera esteve disperso, fechava bem os caminhos da sua baliza. O mexicano cederia o lugar a Lucho, e minutos mais tarde deu-se a saída forçada de Fernando. E foi aí que o jogo se desequilibrou.

Sem o “Polvo” o Sporting passou a ter mais facilidade em chegar ao último terço do terreno. Esse pendor atacante levará muitos a acreditar que o desfecho mais justo seria a vitória leonina. No entanto, o empate adequar-se-á, porque além do mérito de Fabiano, deve juntar-se os desperdícios do pouco utilizado Vítor, perto do fim, que em posição privilegiada colocou a bola uma nesga ao lado do poste, e da própria equipa do Sporting, que não aproveitou a superioridade numérica depois de Carlos Eduardo ser expulso – eis um travão na ascensão do médio.

Neste jogo o Sporting terá sido mais incisivo que o FC Porto, mas esbarrou sempre em Fabiano, que juntou mais fichas à sua aposta como sucessor de Helton. Numa altura em que o veterano guardião ainda não renovou, essas fichas podem revelar-se bem valiosas.

Quanto à competição, o empate significa que quem deslizar nos dois jogos que faltam no Grupo B ficará pelo caminho. Caso tudo corra como no livrinho, poderemos ter de utilizar o estapafúrdio critério da menor média de idades do plantel para desempatar. E aí certamente o Sporting terá vantagem.

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por Miran Pavlin às 23:45

Domingo, 22.12.13

Sporting 0 - Nacional 0 - Não saber ganhar jogando menos bem

A grande diferença entre o Sporting e os seus rivais, é que não jogando muito bem, o Sporting não consegue ganhar. Já tinha acontecido o mesmo contra o Rio Ave e voltou a acontecer contra o Nacional. Contudo, é importante dizer que o Sporting fez o suficiente para ganhar o jogo (incluindo um golo anulado) e que o Nacional foi uma equipa muito organizada. Apesar de ter sido viril ao ponto de roçar a violência, houve algo que me impressionou, em especial na segunda parte: quando cortava uma jogada na defesa conseguia sair sempre a jogar e iniciar um ataque - o Sporting raramente ganhou uma segunda bola, para empurrar o Nacional às cordas. Foi um jogo disputado, de parada e resposta, em que o tempo passou e o golo não surgiu. A saída de André Martins (depois de uma entrada violenta) para a entrada de Slimani de certa forma desequilibrou a equipa (embora tenha dado outras soluções na frente, já que Montero passou a primeira parte emparedado entre os centrais), com consequências ao nível do domínio do meio campo. As entradas de Wilson Eduardo e Mané acabaram por não acrescentar nada à equipa, o que é estranho... já que poucos foram os cruzamentos na segunda parte, quando finalmente estava alguém na área para os receber. Aliás, Wilson Eduardo teve duas situações em que visou a baliza, quando podia muito bem servir os avançados...

 

O destaque deste jogo vai para William Carvalho e Adrien, que foram ao mesmo tempo os motores do ataque e quem segurou as pontas a defender na segunda parte. Todos os outros não se exibindo mal, não chegaram ao nível destes dois. Uma nota para Carrillo, que fez uma primeira parte muito agradável, mas eclipsou-se completamente na segunda parte. 

O Sporting desperdiçou a oportunidade de assistir confortável ao Benfica-Porto, numa jornada em que se irá deslocar ao Estoril. Há que continuar a trabalhar e disfarçar as óbvias limitações deste plantel com atitude e vontade. Contudo, antes de o campeonato continuar (daqui a 3 semanas!) há um jogo com o Porto para a Taça da Liga. Confesso que tenho uma grande animosidade por esta competição e por mim, jogava a Equipa B, orientada pelo Abel, nas 3 jornadas da competição. É absolutamente ridículo existirem paragens de 3 semanas no campeonato, para se disputar uma competição menor que ninguém leva a sério antes da final, quando se podia facilmente voltar a ter um campeonato com 18 equipas. Mais uma daquelas situações que ninguém percebe muito bem no futebol Português...

 

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por Kirovski às 10:58

Sábado, 21.12.13

FC Porto 4-0 SC Olhanense – Mercosur vence ONU

O FC Porto aproveitou a visita do Olhanense para aplicar a sua maior vitória da época até agora, e somar o terceiro triunfo consecutivo para o campeonato, depois de uma série nada positiva durante o mês de Novembro.

Outros compromissos impediram-me de ver mais do que alguns minutos da primeira parte, altura em que o FC Porto ia paulatinamente empurrando o Olhanense para a sua área, onde o guarda-redes Belec ia repelindo as ofensivas azuis-e-brancas.

Antes do jogo temia que a multinacional olhanense, que tem deixado a sensação de ninguém ainda se conhecer o suficiente para fazer uma equipa funcionar, se engrandecesse num palco como o Dragão e usasse argumentos ainda não mostrados para reeditar o resultado quase chocante da época passada. Tal não viria a acontecer, e a turma algarvia acabou por confirmar o que refiro acima: o plantel é formado por perfeitos desconhecidos entre si.

Num onze inicial constituído, entre outros, por um esloveno, um francês, um croata, um nigeriano, um italiano e um albanês, pergunto-me constantemente o que faz o central Per Krøldrup em Olhão – ele que é internacional dinamarquês, com passagem (e um golo) na Liga dos Campeões e presença no Mundial 2010 ao serviço do seu país.

Não tendo visto o jogo todo, destaco apenas o belo golo de Carlos Eduardo, que assim manteve o seu estado de graça, e a gradual tranquilidade com que o FC Porto terminaria o desafio. É certo que o adversário confirmou não pertencer ao grupo dos ossos mais duros de roer, mas espera-se que a equipa aproveite os números do resultado para se moralizar, já que o próximo jogo para a Liga Zon Sagres é na Luz.

Para já, o plantel pode comer tranquilamente as batatas com bacalhau. Perdão, comer o asado e beber mate.

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por Miran Pavlin às 12:06

Segunda-feira, 16.12.13

Rio Ave FC 1-3 FC Porto - Todos aos seus lugares

Por enquanto, a vitória contra o Braga não terá sido só um paliativo. E este triunfo em Vila do Conde, terá sido um paliativo para a derrota de Madrid?

O FC Porto não deslumbrou, longe disso, mas pode ter semeado algo melhor para o futuro mais próximo. Quiçá pela primeira vez – a meio de Dezembro, pasme-se – o FC Porto alinhou com todos os jogadores nas suas posições habituais. E o resultado foi um jogo em que os dragões controlaram, com o resultado a sobrepor-se à exibição.

Pela primeira vez titular no campeonato, Carlos Eduardo voltou a deixar indicações de ser opção mais que válida para o equilíbrio do meio-campo, uma vez que retira alguma da carga física a que Lucho estava obrigado para interligar os sectores, ao mesmo tempo que consegue servir os jogadores mais avançados com precisão. A acompanhar nos jogos seguintes.

Por enquanto, ainda não se pôde pedir à equipa o futebol mais expansivo que se viu em alguns dos primeiros jogos. A marca de todos os tiros no pé que os azuis-e-brancos têm dado esta época ainda está presente. Valeu o dinamismo de Varela, muito solícito nos flancos, procurando a linha para o cruzamento e conseguindo mesmo assistir Jackson para o 1-2, e o oportunismo dos defesas Maicon e Danilo, que deram o melhor seguimento a lances de bola parada.

O Rio Ave ainda logrou empatar, aproveitando da melhor forma uma bola perdida a meio-campo pelo FC Porto. A fazer lembrar o golo sofrido com o Austria, Edimar teve “via verde” até à entrada da área portista, onde tabelou com Diego Lopes para ficar solto na cara de Helton. Foi um dos dois lances de perigo dos vilacondenses, que assim se mantêm com apenas três pontos obtidos nos sete jogos caseiros já disputados.

O FC Porto mantém-se dois pontos atrás do líder Sporting, e recebe o aflito Olhanense no próximo fim-de-semana. Na época passada houve um inesperado empate neste encontro, pelo que os dragões não podem baixar a guarda.

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por Miran Pavlin às 12:16

Sábado, 14.12.13

Sporting 3 - Belenenses 0 - Contra o Autocarro

 

Este jogo acabou por ser um dos menos interessantes desta época, sem ter sido uma má exibição do Sporting. Infelizmente o Belenenses veio formatado para o 0-0, com um 4-5-1 muito possante e pressionante, que nem por estar a perder mudou de figurino. Deste modo, as oportunidades de golo escassearam de parte a parte, mas felizmente sem grande prejuízo para o Sporting. Era escusado esta atitude excessivamente defensiva do Belenenses (o guarda-redes começou a perder tempo logo nos primeiros minutos) assim como era escusado o equívoco do arbitro auxiliar no penalty que deu origem ao primeiro golo do Sporting (a haver falta é ainda fora da área). É certo que a seguir ficou por assinalar um penalty (desta vez existente!) sobre o Montero, mas de qualquer forma, a vitória é incontestável já que o Belenenses praticamente não existiu em termos ofensivos durante todo o jogo. Mais um bom jogo de André Martins, a mostrar a sua importância contra equipas que jogam muito recuadas, e do resto dos elementos do meio campo (Adrien & William) que disputaram dezenas de bolas no meio campo, muitas vezes em inferioridade numérica. É certo que Montero não marcou (dispôs apenas de uma oportunidade, de resto andou sempre entalado no meio dos centrais), mas felizmente e mais uma vez, o Sporting mostrou que dispõe de alternativas ao colombiano, com a curiosidade de hoje os 3 golos terem sido marcados por 3 jogadores made in Alcochete.

 

Destaque para as exibições de André Martins (um golo e uma assistência), Adrien & William (muita luta), Carrilo (mais consistente, assiste no segundo golo) e Wilson (entrou a tempo de marcar)

 

Confesso que continuo a entender o posicionamento de Capel na direita e Carrillo na esquerda. Desta forma, os ataques pelas faixas laterais raramente são concluídos pelos dois extremos e ficam dependentes da subida dos laterais. Este entrave teve, a meu ver, também influência no baixo número de oportunidades criadas a Montero. Mas Jardim la sabe.... e pelos vistos sabe bem. 

Segue-se o Nacional, uma equipa tradicionalmente difícil e bem orientada. Será necessário manter os mesmos níveis de concentração e a mesma atitude, que felizmente a equipa tem vindo a manter apesar de entre os adeptos começar a haver uma ligeira euforia disfarçada... hoje foram 37000 nas bancadas, e daqui a uma semana serão certamente tantos ou mais. Um prémio merecido para a qualidade que a equipa tem demonstrado.

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por Kirovski às 22:29

Quarta-feira, 11.12.13

Liga dos Campeões - Atlético Madrid 2-0 FC Porto - Infelicidade dos postes não disfarça

Dirão alguns portistas que o FC Porto foi infeliz em Madrid. Três bolas aos ferros e uma grande penalidade desperdiçada assim o indicarão. No entanto, a verdade é que pouco mais há a dizer em abono do FC Porto, que pareceu uma equipa derrotada à partida, jogando sem crença e sem capacidade para importunar um Atlético que já tinha a sua continuidade assegurada.

Também é verdade que o Zenit voltou a querer ajudar os dragões, ao sair de Viena copiosamente derrotado por 4-1, mas o lugar na fase seguinte seria mesmo seu. A dimensão do fracasso portista na Champions 2013/14 fica espelhada neste aspecto: desde que as vitórias valem três pontos, o Zenit tornou-se na primeira equipa a passar com apenas seis.

Importa também referir que desde o título de há dez anos, é a terceira vez que o FC Porto não passa da fase grupos, o seu ponto de honra em qualquer participação na prova. E esta época ficou bem visível que falta aos portistas a dimensão Champions que outros plantéis tiveram. Se alguns dos jogos anteriores não foram suficientes para o demonstrar, a sombria exibição na capital espanhola tornou inequívoco que este FC Porto não mereceria passar.

Até porque enquanto o Zenit desperdiçou cinco pontos nos últimos dois jogos, o FC Porto apenas somou um.

A questão que fica pendente de resposta até Fevereiro é se a queda para a Liga Europa é um mal que vem por bem, ou um caso de saltar da fritadeira para o lume, como reza o provérbio inglês do qual já não me recordo do correspondente em português. Se passasse, este FC Porto inseguro arriscava-se a sofrer uma derrota robusta; não tendo passado, quanto durará agora a presença na Liga Europa?

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por Miran Pavlin às 23:13

Segunda-feira, 09.12.13

Gil Vicente 0 - Sporting 2 - Com confiança

Numa jornada em que tinha a hipótese de se isolar na frente do campeonato, o Sporting não a desperdiçou e veio de Barcelos com os 3 pontos. Foi um bom jogo de parte a parte. O Gil Vicente mostrou que tem uma equipa bem montada, com processos bem trabalhados e bem assimilados e complicou muito a tarefa do Sporting. Pareceu-me procurar algo mais que o empate, e quando assim é, é sempre de louvar. Por seu lado, o Sporting mostrou concentração e atitude, apresentando a receita do costume a nível táctico. Wilson Eduardo voltou ao onze por troca com Carrillo e infelizmente não se mostrou particularmente inspirado. Em contrapartida, André Martins jogou e fez jogar, sendo o elemento chave do meio campo para a frente. Quanto a Montero voltou a marcar os golos que eu gosto mais: os de encostar. Estes golos são sempre bom sinal: querem dizer que a equipa está a criar jogadas de ataque e que o avançado tem faro para o golo, aquela ratice que já não havia no Sporting desde os tempos do melhor Liédson. 

Numa altura em que o Gil Vicente estava a crescer e mostrar ser capaz de chegar ao empate, Peks fez daquelas coisas que deixa qualquer treinador de cabelos em pé: entrou brutamente sobre um adversário a 70 metros da sua baliza e hipotecou as possibilidades da sua equipa discutir o resultado. Depois desse momento, o Sporting chegou naturalmente ao 0-2 e geriu o jogo tranquilamente até ao final. 

Ontem a maior parte dos jogadores esteve em destaque: Patrício (uma bela intervenção a segurar o resultado quando ainda estava 0-1), Cédric & Jefferson (bem a defender, bem a atacar), Maurício & Rojo (sem complicar), William & Adrien (muita entrega), André Martins (encheu o campo), Capel (influente) & Montero (muito bem a tabelar quando descia, mais dois golos plenos de oportunidade).

 

Carrillo, Slimani e Salomão já não vieram a tempo de acrescentar muito ao jogo. Segue-se o Belenenses em Alvalade, uma equipa que esta época já fez mossa ao Porto e que precisa de pontos. É certo que em Agosto ninguém esperava este nível exibicional e esta consistência da equipa do Sporting, mas a cada jogo a surpresa vai-se esbatendo, à medida que o bom futebol continua. Independentemente da classificação final do campeonato, o facto de o Sporting conseguir apresentar este futebol, tão poucos meses depois do descalabro total, é de louvar. 
Uma nota final para as palavras do presidente ontem em Vila do Conde acerca da intenção de não contratar ninguém em Dezembro. Concordo plenamente. Exceptuando 3 casos (Elias, Jeffrén & Labyad) que terão de ser necessariamente resolvidos com a saída dos jogadores, creio que não faz sentido mais ajustes no plantel, dado o curto calendário que espera o Sporting nos próximos meses. Contratar por contratar não faz sentido, e impedir a progressão de alguns dos que já cá estão, também não. 

 

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por Kirovski às 11:05

Sábado, 07.12.13

FC Porto 2-0 SC Braga - Vitória sem justificar mais que meio bilhete

Ainda não foi neste regresso às vitórias que os dragões deixaram de lado a tendência para apresentar duas caras dentro do mesmo jogo. A uma primeira parte de susto seguiu-se uma segunda metade mais conseguida, muito graças a dois aspectos: um golo cedo, e a entrada de Carlos Eduardo.

O jogo desencravou escassos três minutos depois do intervalo, num remate de Jackson Martínez que desviou nas pernas do ex-FC Porto Nuno André Coelho – algum dia ele jogará no NAC? – e que deixou Carlos Eduardo com caminho livre para marcar mais alguns pontos a seu favor na corrida à titularidade no meio-campo – ainda – pouco mais que experimental do FC Porto.

Antes disso apenas houve a retirar um remate de Josué que forçou Eduardo à defesa da noite, num primeiro parcial onde durante vários minutos foi o Braga quem teve mais bola, obrigando o FC Porto a recuar. Com mais acutilância talvez os minhotos tivessem conseguido um golo, no entanto foi com o marcador em branco que os jogadores regressaram às cabines.

No regresso, como já foi dito, o FC Porto marcou logo a abrir, e por uma vez não deixou escapar a vantagem. Foi mesmo Carlos Eduardo o elo que ligou a manobra da equipa e que permitiu aos azuis-e-brancos empurrar definitivamente o Braga para fora do resultado.

Será o princípio de mais uma dor de cabeça para Paulo Fonseca? O técnico ainda não conseguiu criar um miolo-base, as experimentações sucedem-se, Josué tem sido “queimado” ao jogar fora de posição e as várias disposições tentadas ainda não surtiram efeito duradouro. As respostas ficarão para os próximos capítulos.

Voltando ao jogo, Jackson chegaria mesmo a bisar, ao minuto 80, descansando as hostes portistas, numa altura em que o Braga também já mostrava uma cara bem diferente daquela da primeira parte.

Só os próximos jogos de campeonato dirão se esta vitória frente a um Braga ainda em construção não passa de um paliativo para a crise do dragão, ou se é o primeiro passo rumo à reconquista do topo da classificação. Para já, ainda são ténues os indicadores de que o mau tempo já tenha passado. Depois de Madrid há uma curta deslocação até aos Arcos para defrontar um Rio Ave que tem estado uns furos abaixo da época passada, mas que roubou pontos em Alvalade. A vitória nesse jogo é essencial para o FC Porto.

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por Miran Pavlin às 23:45

Sexta-feira, 06.12.13

Benfica 2 - Arouca 2

Peço desculpa a todos devido à minha grande ausência aqui do Blog, mas para compensar temos um rescaldo bem quentinho.

 

Já não é novidade que a minha exigência perante o Sport Lisboa e Benfica é grande, a exigência que uma pessoa tem que ter quando vê o seu clube com um orçamento superior 80 vezes ao clube oponente, a exigência que se exige a um amante de futebol e não a um amante de promessas de futebol. Mais uma vez, essa minha exigência faz com que a critica deste jogo seja negativa.

 

Toda a gente sabe, sendo o campeonato português desequilibrado, que mesmo que o Benfica jogue mal, a probabilidade de o ganhar é elevada, mas isso hoje nem aconteceu, o que aconteceu hoje foi um 2-2 suado e que me deixa com pensamentos negativos em relação ao futuro.

 

Hoje a critica é direccionada ao Dragon Ball, visto que o Arouca pareceu mesmo uma equipa de super guerreiros, tanto a nível de desempenho como a nível de equipamento.

 

Son Goku (5*) - Super Guerreiro máximo, o exemplo de trabalho, talento e de superação

 

Como é óbvio, ninguém entra neste campo.

 

Vegeta (4*) - O eterno segundo, mas com o mesmo exemplo de trabalho, talento e superação.

 

Rodrigo - Parece que o rapaz anda com vontade de se mostrar, menos individualista e mais matador. 

 

Enzo - Quis mexer com o meio campo, o meio campo é que não foi com a mesma vontade que ele.

 

Maxi - Bom passe para golo, lutador e determinado.

 

Son Gohan (3*) - Até derrotou um grande vilão, mas não evoluiu da forma que toda a gente pensou que ele ia evoluir.

 

Garay - sempre certo e seguro

 

Luisão - tentou atacar, mas já se viu que aquela cabeça esta mal calibrada. 

 

Sulejmani - mexeu mais com o jogo, teve bons centros.

 

Gaitan - Só o coloco aqui porque esteve presente no jogo, nem sempre com qualidade, mas havia garra.

 

Trunks (2*) - Só o do futuro é que fez algo... mas foi durante muito pouco tempo

 

Fejsa - Não sei o que andou ali a fazer, não é jogador para este tipo de jogos... André Gomes teria feito bem melhor.

 

Markovic - Sempre que entra a titular é mais um jogo para esquecer.

 

Lima - O ultimo jogo até esteve bem, mas este voltou a andar para lá perdido, sem mostrar nada...

 

Artur - Meio mal batido no primeiro golo e depois teve a sorte de defender um chapéu, jogada em que estava muito mal colocado.

 

Son Goten (1*) - Ainda muito verde, nunca confiaria o destino do nosso planeta a este membro da família. 

 

Bruno Cortez - que ele corre para a frente corre, que ele não sabe o que faz com a bola e sem ela isso também é uma verdade. 

 

 

Os outros dois que entraram, nem consigo fazer uma avaliação.

 

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por SamuelOkunowo às 22:28

Quarta-feira, 04.12.13

Sporting 4 - Paços de Ferreira 0 - Em piloto automático

 

Desta vez a minha habitual crónica chega com um pequeno atraso. Geralmente costumo escreve-la ainda no próprio dia do jogo, "a quente" mas desta vez não foi possível. Primeiro porque estive em Alvalade no domingo, e depois porque o Sapo não me deixou fazer login durante o dia de ontem... mas resolvidos os problemas, é tempo de voltar ao jogo. 

Nas crónicas anteriores muito tenho falado nas mudanças ao nível do futebol, mas no domingo pude aperceber-me de outras mudanças (na minha opinião, para melhor) que ocorreram. No tempo que esperei ao frio, antes do começo do jogo, gostei de ver a aproximação ao sócio que neste momento ocorre: vários passatempos no relvado, prémios & um mestre de cerimónias muito competente. A iniciativa do 12º jogador, em que o vencedor tem a hipótese de aparecer na foto da equipa tirada antes do começo do jogo, é simplesmente excelente. 
Quanto ao jogo, felizmente não há uma grande história para contar. O Paços de Ferreira vinha a Alvalade jogar no erro do adversário, mas cedo sofreu o golo que fez desabar a estratégia. Sem exercer um domínio avassalador ou criar muitas oportunidades, o Sporting foi dominando os acontecimentos e foi com naturalidade que dilatou o resultado na segunda parte. Creio que os momentos de maior emoção ofensiva ocorreram nos últimos 10 minutos, após a entrada de Wilson Eduardo e Slimani (este último em estado de graça entre os adeptos), desejosos de mostrar serviço. Como tenho dito, este foi um jogo muito mais à medida de André Martins, permitindo-lhe ser muito mais influente no jogo da equipa.

 

Destaco Montero (mais dois golos), William Carvalho (um verdadeiro pilar nesta equipa), Adrien (importante até por sair por lesão), Cédric (a responder muito bem à ameaça de Piris), André Martins (finalmente em destaque) & Capel (muita raça e responsável pela maior parte dos ataques da equipa).

 

Como sempre, Carrillo esteve no melhor e no pior. Vai ser um caminho bastante longo até se tornar num jogador verdadeiramente fiável... infelizmente noto que as bancadas já não têm grande paciência. Uma nota final para a entrada de Gérson Magrão, na minha opinião, um bom jogador, com algo para dar à equipa, mas que em condições normais não terá grandes oportunidades para jogar. 
De forma surpreendente, à 11ª jornada, o Sporting vê-se na frente do campeonato, empatado com o Benfica. É um prémio justo para a consistência desta equipa, que tem jogado um futebol positivo, ofensivo, ganhando e convencendo. A diferença para os rivais é óbvia (como se viu nos confrontos directos), mas a forma séria como tem encarado todos os jogos tem sido o verdadeiro factor X. Segue-se o Gil Vicente, uma equipa bem organizada que tem vindo a fazer um campeonato tranquilo. 

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por Kirovski às 10:00

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