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CORTE LIMPO



Domingo, 26.01.14

Taça da Liga - FC Porto 3-2 CS Marítimo - Dragões vencem primeira sessão

sapodesporto

Não terá sido um jogo de fina água, mas em termos de emoção foi o oposto da partida com o Setúbal. Teve cinco golos, duas reviravoltas, e só no termo dos descontos se fixou o resultado final.

A chave deste grupo B da terceira fase acabou por residir na diferença de golos. Só FC Porto e Sporting tinham hipóteses de passar, e os dragões tinham um tento de vantagem. O inevitável Jackson abriu as hostilidades ao fim de 20 minutos, e poderia pensar-se que o FC Porto marcaria ainda um ou outro golo, face ao desinteresse que o Marítimo teria sobre este jogo em particular.

Mas rapidamente esses pensamentos se desvaneceram. Por vezes um jogo sem objectivos competitivos é o melhor para fazer uma equipa se soltar. E foi isso que o Marítimo fez, igualando praticamente de seguida e provocando o escândalo aos 34 minutos, ao passar para o comando do marcador.

Nesta fase os insulares praticavam um futebol interessante, diante de um relaxamento porventura exagerado por parte de um FC Porto que até só fez descansar Helton.

E pela primeira vez esta época Paulo Fonseca parece ter percebido o que se estava a passar, e fez entrar Josué para o lugar de Fernando ainda na primeira parte, trocando mais tarde Defour por Ghilas e Maicon por Quintero. Só substituições ofensivas.

Não se sabe se aconteceu porque o jogo não era de campeonato, onde os riscos desmedidos se pagam mais caro, mas certo é que o técnico portista mexeu na equipa com intenção. E progressivamente os dragões empurraram o jogo para o meio-campo maritimista, ainda que não fosse um sufoco na total expressão do termo.

Mas era nitidamente uma reacção à desvantagem. E a quatro minutos do fim, na sequência de um canto, Carlos Eduardo restabeleceu a igualdade. Com o Sporting a vencer por 1-3 no outro jogo, mais um golo bastava para o FC Porto se apurar, e seria Josué a vestir-se de herói, ao converter uma grande penalidade a segundos do termo do encontro, quando o jogo do Sporting já havia terminado.

Premiada a audácia do treinador, o FC Porto segue em frente, para defrontar o Benfica nas meias-finais. Mas pela reacção do presidente do Sporting em Penafiel a história promete não ficar por aqui.

Assim como não fica a de Porto e Marítimo, que se reencontram nos Barreiros no próximo fim-de-semana, a contar para o campeonato.

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por Miran Pavlin às 12:17

Domingo, 19.01.14

FC Porto 3-0 Vitória FC - Continuar no encalço

O FC Porto começou a segunda volta tal como tinha iniciado a primeira: vencendo o Vitória de Setúbal, desta vez sem sofrer golos.

O jogo foi tranquilo, demasiado, até. A pouca capacidade dos setubalenses não obrigou o FC Porto a puxar dos galões para conseguir o resultado, e uma exibição séria foi o suficiente para os dragões somarem três pontos e se manterem no encalço dos grandes da capital.

Para os adeptos mais antigos do Vitória será um exercício doloroso comparar os plantéis dos últimos anos com aqueles que atingiram os pontos mais altos da ilustre história do clube. Entre os anos 60 e 70 o Setúbal venceu Taças de Portugal e realizou campanhas de sonho nas provas da UEFA, eliminando nomes como Fiorentina, Inter Milão ou Leeds United. Quarenta anos depois, e tomando o presente jogo como exemplo, o Vitória apenas fez um remate com perigo, numa tentativa de chapéu de Pedro Tiba – que já havia marcado no Dragão ao serviço do Limianos, na Taça – à qual Helton teve que se aplicar.

Perante a palidez do jogo do Setúbal, o FC Porto chegou ao 2-0 em pouco mais de meia hora, esvaziando de conteúdo os restantes longos minutos até final. Jackson Martínez voltou a picar o ponto, igualando Montero no topo da lista de marcadores, e Varela duplicou a vantagem num lance individual em que após interceptar um passe no meio-campo, ultrapassou dois defesas e desferiu um potente remate que só parou no fundo das redes.

A segunda parte foi, então, tranquila e permitiu dar minutos a Kelvin e descanso a Quaresma. O recente reforço portista trouxe alguma dinâmica às movimentações da equipa, mas ainda tem caminho a percorrer para chegar à melhor forma.

Para ninguém ir triste para casa, aos 87 minutos Carlos Eduardo marcou um soberbo golo, quase de moinho, que deixou o resultado na conta certa para aquilo que se passou em campo.

Com tudo na mesma na frente da classificação do campeonato, segue-se a conclusão da terceira fase da Taça da Liga.

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por Miran Pavlin às 23:38

Sábado, 18.01.14

Arouca 1 - Sporting 2 - Três pontos trazidos do batatal

Não escrevi a crónica do último jogo com o Marítimo porque, como já mencionei aqui, a Taça da Liga merece-me muito pouco respeito. Mas não é só a mim... ainda no outro dia vi as médias de assistência na competição e voltei a questionar-me para que é que raio se continua a jogar uma Taça pela qual não há interesse nenhum. Mas adiante. O jogo importante esta semana era em Arouca, e teve uma componente de dificuldade extra em virtude do péssimo estado do terreno. Durante o jogo choveu copiosamente e o esperado aconteceu: o relvado passou de estar em más condições, para se transformar num lodaçal autêntico. Jardim voltou a sofrer do "síndrome da equipa titular" e voltou a usar André Martins e Montero no onze. Na flash interview da Sport TV, o treinador explicou que Slimani não estava nas melhores condições e só poderia ser usado 30 minutos; da mesma forma, explicou,  apresentou a equipa habitual para tentar jogar da forma habitual enquanto o relvado se aguentava praticável. Quanto a esta última parte não correu bem. O Arouca entrou forte e dominou os primeiros 20 minutos, chegando ao golo numa jogada bonita. Apesar das dificuldades o Sporting conseguiu empatar ainda na primeira parte, na sequência de uma bola parada (por Rojo), mas só na segunda parte, com a entrada de Slimani, o Sporting conseguiu criar sucessivas situações de perigo, conseguindo chegar à vantagem, com mais um golo à matador do argelino. Duas expulsões (uma para cada lado), muita luta, muita lama, e três pontos para o Sporting, que era o que realmente interessava aqui.

 

Destaque para Slimani (mesmo diminuído é fundamental), William (saiu sem ninguém perceber bem porquê, quando se estava a exibir em bom nível; atirou ao poste numa jogada que daria um grande golo), Maurício (grande sacrifício), Rojo (no melhor e no pior)

 

Segundo Jardim, William saiu porque o Sporting precisava de um "lançador" na posição 6 (o Adrien) e portanto, saiu sacrificado em prol da equipa. Com isto André Martins foi "castigado" com 90 minutos, num jogo nada adequado às suas características, enquanto o jogador com mais presença física e que estava a fazer a diferença no meio campo, abandonou as 4 linhas. Creio que ninguém percebeu esta substituição, mas a verdade é que já não é a primeira vez que Jardim faz coisas que só ele compreende (as substituições em Guimarães) e os resultados dão-lhe depois razão.

Segue-se a Académica num jogo em que é fundamental somar os 3 pontos, antes de uma visita efervescente ao Estádio da Luz.

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por Kirovski às 22:31

Quinta-feira, 16.01.14

FC Porto 2013/14 - Avaliação de Inverno

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Com meia época decorrida, é tempo de tirar ilações sobre a prestação do plantel portista até aqui.

 

GUARDA-REDES

Helton: ao seu nível. Salvador numas ocasiões, comprometedor noutras, especialmente quando há mais gente a ver o jogo.

Fabiano: continua a ser o suplente na Liga e na Europa, ficando com as outras competições a seu cargo. E sempre que joga não compromete, sofre poucos golos, e faz valer a estatura para se impor na área. O FC Porto tem a baliza bem guardada, caso o brasileiro tenha paciência para esperar pela saída de Helton.

 

DEFESAS

Danilo: sem colocar em causa a sua competência, por vezes torna-se difícil perceber por que custou tanto dinheiro.

Maicon: o melhor defesa do actual FC Porto. As lesões têm-no impedido de ganhar ritmo.

Fucile: jogou na Supertaça mas rapidamente se eclipsou, deixando mesmo de fazer parte das escolhas do treinador, entre rumores de mau comportamento no balneário e de uma possível saída para um dos rivais de Lisboa.

Reyes: recém-chegado à Europa, foi pouco utilizado, apesar de ter deixado boas indicações num ou noutro jogo. Deve continuar a ganhar rodagem na equipa B.

Mangala: talvez a chamada à selecção francesa no final da época passada lhe tenha subido à cabeça, pois a entrada nesta temporada foi demasiado tremida. O erro em Belém, que custou dois pontos fê-lo descer à terra, e aos poucos vai regressando à exuberância e ao vigor a que habituou os adeptos.

Alex Sandro: tem sido o elemento mais imune aos erros defensivos da primeira parte da época. Competente tanto a subir no terreno como a defender, falta-lhe ser mais preponderante no cruzamento e a servir o extremo do seu lado.

Otamendi: está longe do nível a que se exibia quando chegou, e que lhe garantia um lugar na selecção argentina. Estará com a cabeça numa saída? Será só um ano mau? Tem meia época para esclarecer a questão.

 

MÉDIOS

Lucho González: a alma do balneário. Mas a idade começa a pesar, e as pernas já não duram 90 minutos como na primeira passagem pelo Dragão. A jogar mais avançado do que com Vítor Pereira, continua a dúvida sobre o porquê de marcar poucos golos.

Josué: há muito que o FC Porto não tinha um jogador assim, de raça e amor à camisola, a fazer lembrar Paulinho Santos. Jogou muitas vezes fora de posição, o que lhe quebrou o rendimento. Ainda assim, precisa de mostrar algo mais do que combatividade a toda a prova.

Quintero: chegou esta época rotulado de craque, mas não foi imediatamente lançado às feras. Quando jogou nem sempre fez a diferença, e a falta de minutos já lhe motivou queixas. É jovem e é o seu primeiro ano na Europa. Recomenda-se mais um pouco de paciência.

Izmailov: o desaparecido. Há meses a tratar de assuntos pessoais, o secretismo à volta da sua situação apenas junta mais pontos de interrogação àqueles que já existiam nos seus tempos de Sporting. Respostas precisam-se.

Herrera: outro recém-chegado, foi infeliz no jogo com o Zenit, e desastrado na visita ao Sporting na Taça da Liga. Parece valer mais do que mostrou até agora. Espera-se que seja só o choque de um ano de aprendizagem num novo ambiente.

Carlos Eduardo: mais um dos reforços, a qualidade que mostrou quando começou a ser utilizado leva a pensar se teriam sido necessários tantos experimentalismos no meio-campo. Com bom toque de bola e visão de jogo, o brasileiro promete. A expulsão em Alvalade e um jogo mais discreto na Luz esvaziaram um pouco o balão, mas a expectativa mantém-se.

Fernando: o “Polvo”. Um dos destaques, senão mesmo “o” destaque até agora. Como sempre mais apto a destruir o jogo adversário do que na construção, se fosse melhor nesse aspecto do jogo certamente seria titular da selecção brasileira.

Defour: o belga é um todo-o-terreno. Não tão espectacular como João Moutinho, mas igualmente adaptável e eficaz. Não se entende por que não é mais utilizado, ainda para mais numa fase em que podia aproveitar a embalagem do bom momento da sua selecção. A insatisfação já está à vista.

 

AVANÇADOS

Jackson Martínez: não tem sido o mesmo Jackson da época passada, mas continua a ser dono e senhor do lugar, e a marcar golos em todas as competições…

Ghilas: … ofuscando este argelino que tão bem se tinha mostrado no Moreirense, e que ainda não marcou qualquer golo nas poucas vezes em que jogou.

Varela: imprevisível. Não no bom sentido. Não se sabe qual o Varela que vai estar em campo – se o que vai driblar, cruzar e ainda tem tempo para visar a baliza, ou o Varela inconsequente e alheio do jogo.

Licá: entrou na época a todo o gás, mas tem vindo a decair de rendimento e de ideias. Muito preso aos mesmos movimentos, ainda não encontrou uma solução para voltar ao nível dos primeiros jogos.

Ricardo: demasiado discreto, ainda que não comprometa. Já foi testado a lateral.

Kelvin: outro dos menos utilizados, o que dificulta descolá-lo do golo ao Benfica na época passada.

Iturbe: apenas esteve no início da época, sendo depois emprestado ao Verona. No Porto ora parecia inconsequente, ora queria correr, driblar, passar e rematar, tudo ao mesmo tempo. Em Itália tem marcado golos, o que adensa a dúvida: quereria mesmo jogar no FC Porto?

 

O mercado de Janeiro trouxe Quaresma, que apenas teve tempo de fazer um jogo e meio.

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por Miran Pavlin às 11:29

Quarta-feira, 15.01.14

Taça da Liga - FC Porto 4-0 FC Penafiel - O preço da chuva

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A Taça da Liga é a competição que menos diz ao FC Porto. Mas depois de uma derrota na Luz os dragões não se podiam dar ao luxo de passar o tempo, apesar da intempérie que por momentos assolou a cidade do Porto.

Não assisti aos primeiros 45 minutos, que coincidiram com o final do dia de trabalho. Só mais tarde vi a obra de arte de Quaresma que abriu o activo, mas só não abre telejornais porque o jogo não tinha significado competitivo por aí além. O antigo Mustang marcou um raro golo de cabeça, de costas para a baliza, mas cheio de intenção, para gáudio dos poucos que estiveram no estádio.

Num jogo com bilhetes ao preço da chuva, foi por pouco que a chuva saiu realmente cara, nos primeiros minutos da segunda parte. Antes disso, porém, foi o vento a fazer das suas ao enviar um placard de publicidade para o relvado. Segundos depois, a forte chuvada alagou o relvado e obrigou à suspensão do encontro por cerca de meia hora.

No reatamento o jogo naturalmente ressentiu-se do relvado pesado, e passou a desenrolar-se predominantemente pelo ar, e pelo lado nascente, onde a relva não estava tão empapada. E foi daí que surgiu o cruzamento de Ghilas, de letra, para Jackson elevar a contagem.

Com o jogo na mão, ainda houve espaço para Jackson bisar e Varela picar o ponto, em posição de fora-de-jogo, que passou despercebida ao assistente.

O 4-0 final permite ao FC Porto entrar para a última ronda da fase de grupos com um golo de vantagem sobre o Sporting. Tudo fica então para decidir dentro de semana e meia, quando o Marítimo visitar o Dragão e o Sporting se deslocar a Penafiel.

Caso o FC Porto passe, tem encontro marcado com o Benfica nas meias-finais. E na Taça de Portugal também, se ambos passarem os quartos-de-final!

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por Miran Pavlin às 23:08

Terça-feira, 14.01.14

SL Benfica 2-0 FC Porto - Mística encarnada mais forte

Foto do dia

O FC Porto perdeu o segundo jogo que os portistas mais abominam perder. Mais doloroso, só mesmo se for em casa. Nesta visita à Luz a exibição do FC Porto simplesmente não esteve à altura. Multiplicaram-se as desatenções e os passes sem nexo, numa prestação colectiva que pouco ou nada teve de positivo.

A frente de ataque portista, fruto desses passes falhados, dispôs de poucas bolas que lhe permitissem criar perigo. Perto do final da primeira parte Jackson apareceu cara-a-cara com Oblak, mas a mancha do guardião encarnado impediu o colombiano de fazer melhor que um desvio um pouco ao lado do poste.

Teria havido mais um – apenas um – lance claro de perigo para o lado portista, não fosse a decisão do árbitro em interromper a jogada para admoestar um jogador do Benfica, quando Jackson já seguia isolado para a baliza. O momento tornar-se-ia decisivo para todo o encontro, uma vez que Danilo, por protestos, viu o primeiro de dois cartões amarelos. O segundo ser-lhe-ia exibido por simulação na área benfiquista, num lance que deixou dúvidas.

De resto, o juiz Artur Soares Dias teve uma tarde quiçá tão infeliz como a do FC Porto, acumulando várias decisões que dificilmente gerarão consenso entre quem tem que analisar e comentar o jogo. Além desses lances de Jackson e Danilo, o FC Porto queixou-se de outra grande penalidade não assinalada, e o Benfica de um lance em que Mangala corta a bola com a mão, igualmente dentro da área.

Do canto resultante desse corte surgiu o 2-0, que acabou por apagar a influência que o lance teria tido no desfecho do jogo.

Motivados pela oportunidade de fechar bem uma semana marcada pelo falecimento de Eusébio, os jogadores do Benfica realizaram um jogo de qualidade, reduzindo ao mínimo o espaço de manobra do FC Porto, que não conseguiu encontrar antídoto para a pressão alta dos donos da casa.

O jogo marcou ainda o regresso de Ricardo Quaresma aos dragões. Apesar da vontade, o extremo não conseguiu mexer com o jogo como talvez os portistas sonhassem – ele que havia dado a vitória na Luz em 2007/08.

A vitória do Benfica obriga o FC Porto a apagar o quadro e reescrever a equação para a segunda metade da época. Os azuis-e-brancos estão agora em terceiro lugar, três pontos atrás do adversário de hoje, e um atrás do Sporting. A meio da semana há jogo para a Taça da Liga, para limpar as ideias, antes da visita do Setúbal.

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por Miran Pavlin às 09:42

Sábado, 11.01.14

Estoril 0 - Sporting 0 - Muita luta, pouco futebol

 

Tirando os jogos com o Porto e o Benfica, este foi o primeiro jogo em que o Sporting perdeu pontos exclusivamente por demérito próprio. Não é que o Estoril não seja uma belíssima equipa, muito bem organizada e muito combativa, mas de facto, hoje a maior parte dos jogadores teve uma desinspiração indisfarçável no último terço do terreno. Foi um jogo com poucas oportunidades, em que os médios defensivos foram reis e senhores da sua zona de acção, e quando assim é, pouco sobra para jogar. Leonardo Jardim hoje ficou refém daquilo que eu designo por "síndrome da equipa titular", isto é, pôs a jogar a equipa-tipo, aquela que tem mais tempo de jogo, em vez daquela que seria a melhor para esta partida. As alterações a fazer seriam apenas duas, mas fariam toda a diferença: André Martins não tem corpo para jogos onde impera o físico (Gonçalo Santos varreu tudo) e Montero entalado entre os centrais não tem produção nenhuma, pelo que a entrada tardia de Slimani e outro elemento para o meio campo (entraram Capel e Mané, mas Vítor de inicio talvez fosse mais produtivo) serviram apenas para entregar mais de meia parte ao adversário. É claro que às vezes um lance pode mudar o rumo dos acontecimentos, mas aqui... nada mudou.
 
Destaque para William (imperial), Patrício (decisivo em duas ocasiões) e Cédric (em grande forma).
 
Carrillo voltou à titularidade apático - como infelizmente é habitual, Adrien esteve muito mal na finalização, Piris cumpriu numa altura em que vai manter a titularidade no próximo jogo (desta vez à direita) e Wilson Eduardo foi o mais perigoso a cruzar. Os outros lutaram muito, muitas vezes sem grande discernimento, mas bateram-se bem. Este é/foi um dos jogos mais difíceis do campeonato e pronto, já passou. Perderam-se dois pontos que espero que não se voltem a perder desta forma. Segue-se o Arouca, num campo parecido com este onde espero que se corrijam os erros e sobretudo que se afine melhor a pontaria. Note-se que pelo meio há um jogo para a Taça da Liga, onde espero que Jardim dê rodagem aos menos utilizados. 

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por Kirovski às 22:26

Quinta-feira, 09.01.14

Retrospectiva Qualificação Mundial 2014 - PARTE IV - PLAY-OFF EUROPEU

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Grécia 3-1 Roménia / Roménia 1-1 Grécia

Ambas as selecções estavam pela segunda vez num play-off de Mundial. E o destino repetiu-se para as duas.

Há quatro anos os gregos venceram a Ucrânia com um golo solitário de Salpigidis em Donetsk; desta vez a vitória helénica foi mais folgada. Já a Roménia, que tinha perdido o play-off para 2002 então diante da surpreendente Eslovénia, voltou a não ter argumentos para ultrapassar esta fase.

No jogo de Atenas a Roménia respondeu ao golo de Mitroglou (14’), empatando por Stancu aos 19’, mas a Grécia não lhes deu tempo para festejar. No minuto seguinte Salpigidis recolocou a equipa da casa na dianteira, com Mitroglou a bisar já na segunda parte (66’).

A eliminatória ficou fora de questão na segunda mão com mais um golo do ponta-de-lança grego nascido na Alemanha, a meio da primeira parte. O autogolo de Torosidis que daria o empate à Roménia (55’) de pouco adiantou.

 

Ucrânia 2-0 França / França 3-0 Ucrânia

Durante quatro dias esteve no ar a ideia de que a França finalmente ia pagar a factura da forma pouco idónea como se tinha qualificado para a África do Sul, nesta mesma fase da competição. A Ucrânia, embalada pelo forte apoio do seu público, arrancou para uma exibição convincente, ainda que o resultado se tenha fixado com um golo aos repelões e uma grande penalidade, ambos na segunda parte.

No jogo de retorno, a França foi ao fundo de si e sufocou a equipa de leste como pôde, empatando a eliminatória no decorrer da primeira parte, por Sakho (22’) e Benzema (34’). A um golo da glória, foi preciso esperar pelo minuto 72 para a explosão de alegria, na forma de um bis de Sakho, um defesa.

A Ucrânia sairá com razões de queixa de um dos golos franceses, obtido em fora-de-jogo, mas resigna-se à sua sina de nunca ter vencido num play-off mundialista – derrotas com Croácia em 1997, Alemanha em 2001 e Grécia em 2009.

 

Portugal 1-0 Suécia / Suécia 2-3 Portugal

Houve quem dissesse que se tratava de um Portugal-Suécia e não de um Cristiano Ronaldo- Zlatan Ibrahimović. Mas só eles fizeram os golos da eliminatória.

Na Luz o jogo foi de nervos, com a Suécia a procurar jogar pela certa e manter a posse de bola o máximo de tempo possível. Com os caminhos para a área nórdica bem tapados, só a oito minutos do fim a muralha quebrou, com Ronaldo a facturar de cabeça.

A segunda mão entrou directamente para a galeria de clássicos. Duas reviravoltas, todos os adeptos de coração nas mãos e unhas entre dentes, e os dois jogadores mais dotados de cada conjunto em alta rotação.

Ronaldo abriu as hostilidades aos 50 minutos, mas a Suécia reagiria. Ibrahimović, de cabeça após um canto (68’), e depois de livre directo (72’) incendiou a novíssima Friends Arena e deixou a Suécia a um golo do apuramento.

Portugal tremeu, mas não caiu. Ronaldo, com dois golos à sua imagem de concentração, força, velocidade e sentido de baliza (77’ e 79’), após passes magistrais, completou o hat-trick e reservou viagem para o Brasil.

Doloroso para quem perde. Mas é por jogos destes que existe play-off para o Mundial. E desta vez o jogo de cartaz correspondeu às expectativas.

 

Islândia 0-0 Croácia / Croácia 2-0 Islândia

Esta era a eliminatória menos cotada de entre as quatro. Em Riquejavique não houve golos, e os homens da casa tiveram que jogar 40 minutos com menos um homem, mas conseguiram deixar tudo em aberto para a segunda mão.

Aí, foi a Croácia quem ficou com menos um jogador, por expulsão de Mandžukić, onze minutos depois de ter aberto o marcador (27’). A perder, os islandeses não conseguiram dar continuidade ao sonho, e sofreriam o segundo e decisivo golo logo a abrir a segunda parte, por Srna.

No final, Šimunić, o homem da entrada assassina, entoou ao microfone um cântico nacionalista fascista do tempo da II Grande Guerra ao celebrar a vitória, e viria ser suspenso por dez jogos. Adeus fase final…

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por Miran Pavlin às 12:13

Quinta-feira, 09.01.14

Retrospectiva Qualificação Mundial 2014 - PARTE III - EUROPA

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GRUPO G – Bósnia 25 pts (Q), Grécia 25 (PO), Eslováquia 13, Lituânia 11, Letónia 8, Liechtenstein 2

O grupo menos forte de todos foi também o mais desnivelado – 12 pontos separaram o terceiro classificado do duo da frente. E a Bósnia aproveitou a menor dificuldade teórica do grupo para conseguir aquilo que já ameaçara nas duas qualificações anteriores, e apurar-se pela primeira vez para uma fase final.

Com um notável registo de oito vitórias e 30 golos marcados, os bósnios venceram aquele que se proporcionou ser o jogo-chave do grupo – 3-1 em casa contra a Grécia – e tiveram ainda que viver um susto, ao sofrer uma derrota intra-muros com a Eslováquia, seguindo até final de mãos dadas com os gregos, mas com vantagem quer em golos, quer no confronto directo. Mantém-se assim a tradição de haver sempre um estreante europeu na fase final do Mundial desde o México’86.

A Grécia de Fernando Santos, que continua a estender o melhor período da sua história futebolística, repete então a presença no play-off, no qual foi feliz há quatro anos, a caminho da África do Sul.

Os restantes competidores não conseguiram acompanhar o passo dos dois primeiros, e cedo ficaram arredados de quaisquer hipóteses, se bem que a Eslováquia ainda acalentou uma ténue esperança, quando venceu o referido jogo na Bósnia, em Setembro último. No entanto, as derrotas contra a mesma Bósnia quatro dias mais tarde, e com a Grécia em Outubro desfizeram as ilusões.

 

GRUPO H – Inglaterra 22 pts (Q), Ucrânia 21 (PO), Montenegro 15, Polónia 13, Moldávia 11, São Marino 0

A Inglaterra sofreu, mas conseguiu o apuramento directo, com mais um ponto que uma Ucrânia que fez uma qualificação de trás para a frente. Depois de somarem apenas dois pontos em três jogos, os de leste venceram seis dos sete encontros restantes. O único que empataram revelar-se-ia decisivo, uma vez que foi precisamente a recepção à Inglaterra, a 10 de Setembro.

Contudo, com dois jogos por realizar no mês seguinte, ainda nada estava decidido, e a Inglaterra teve que se aplicar para vencer um Montenegro (4-1) a quem não tinha ainda vergado nas três tentativas anteriores.

Sem deslizes nessa última dupla jornada tudo se manteve como após o tal jogo de Kiev, e os ucranianos viram-se mesmo na contingência de disputar o play-off.

Já o jovem Montenegro ficou aquém do que tinha feito no caminho para o Euro 2012, apesar do bom arranque. A derrota em casa com a Ucrânia em Junho (0-4) foi uma machadada nas suas aspirações, antes de permitir à Moldávia uma inesperada vitória forasteira por 2-5, na jornada de fecho.

São Marino, como habitualmente, não pontuou, mas fez história ao marcar um golo, ainda para mais por um defesa! Alessandro Della Valle foi o herói na recepção à Polónia, ao apontar de cabeça o primeiro golo competitivo do seu país desde Outubro de 2008. O pequeno estado encravado em território italiano nunca venceu em partidas oficiais – tem apenas um empate a um golo na Letónia, em Abril de 2001, que custou o lugar ao então seleccionador daquele país Gary Johnson.

 

GRUPO I – Espanha 20 pts (Q), França 17 (PO); Finlândia 9, Geórgia 5, Bielorrússia 4

A única dúvida latente no grupo com menos equipas da zona europeia era saber quem ficaria em primeiro lugar.

É certo que a França não atravessava o seu melhor período, depois de um terrível Mundial 2010 e de um Euro 2012 em que se despediu nos quartos-de-final justamente diante da Espanha, num jogo em que ficou bem patente a diferença entre as equipas, mas a dúvida subsistiu até à segunda data da jornada de Março, altura em que a Espanha venceu no Stade de France e não mais largou o topo da classificação.

Antes disso, os bleus estragaram os planos espanhóis ao empatar em Madrid com um golo de Olivier Giroud aos 90’+4’, e viram a Espanha colocar-se em apuros ao consentir um improvável empate em Gijón, diante da Finlândia, na partida imediatamente antes desse jogo de Paris.

O posterior empate francês na Geórgia deixou o grupo praticamente decidido, e assim se confirmou. Os outros três integrantes do agrupamento não puderam fazer mais do que bater-se pela terceira posição.

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por Miran Pavlin às 12:12

Quinta-feira, 09.01.14

Retrospectiva Qualificação Mundial 2014 - PARTE II - EUROPA

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GRUPO D – Holanda 28 pts (Q), Roménia 19 (PO), Hungria 17, Turquia 16, Estónia 7, Andorra 0

De prego a fundo, a Holanda chegou ao Brasil igualmente só com dois pontos desperdiçados, num empate a dois golos na Estónia a 6 de Setembro de 2013. Assim, o visto para o Mundial só foi obtido quatro dias depois, num jogo praticamente de treino em Andorra.

O segundo posto ficou para a Roménia, que após uma luta férrea com Hungria e Turquia, foi bafejada pela sequência do calendário, após uma derrota com os turcos (0-2) num encontro-chave em Bucareste a dois jogos do termo. Enquanto os romenos tinham dois jogos simples, os turcos fechavam a qualificação diante da Holanda, que mais uma vez não permitiu veleidades.

Pela primeira vez em muitos anos a Hungria esteve na luta até ao último jogo, mas a copiosa derrota por 8-1 em casa da impiedosa Holanda ameaça recolocar tudo na estaca zero quando chegar o apuramento para o Euro 2016.

A pior equipa deste apuramento competiu, passe o verbo, neste grupo. Foi Andorra, que não pontuou, nem sequer marcou.

 

GRUPO E – Suíça 24 pts (Q), Islândia 17 (PO), Eslovénia 15, Noruega 12, Albânia 11, Chipre 5

Este era outro grupo aparentemente imprevisível, sem gigantes. E o destaque vai todo para a pequena Islândia, que pela primeira vez atinge o play-off, muito à custa dos jogos fora, em que só perdeu em Chipre (1-0).

Num grupo em que a batalha pelo segundo lugar foi vertiginosa – à entrada para a dupla jornada de Junho era a Albânia que o ocupava – o ponto de viragem da campanha islandesa surgiu em Setembro, quando recuperou de 4-1 para 4-4 em casa da Suíça. Duas vitórias e um empate depois, os nórdicos puderam celebrar um feito inédito.

A Suíça realizou uma caminhada sem derrotas, que lhe permitiu apurar-se para o seu terceiro Mundial consecutivo, décimo no total, enquanto a Noruega fica com o nada invejável título de único cabeça-de-série que não conseguiu seguir em frente.

 

GRUPO F – Rússia 22 pts (Q), Portugal 21 (PO), Israel 14, Azerbaijão 9, Irlanda do Norte 7, Luxemburgo 6

Num grupo que se revelou nivelado por baixo, Portugal deu demasiados tiros no pé e pagou bem caro, ao ver-se relegado mais uma vez para a aflição do play-off.

A natureza até esteve do lado dos portugueses, ao forçar o adiamento do jogo da Rússia em Belfast, que permitiu à equipa das Quinas liderar o grupo durante várias jornadas, ainda que com dois jogos a mais sobre os russos.

A Rússia viria mesmo a perder esse jogo em atraso, mas quando o calendário acertou viu-se definitivamente o peso dos empates lusos com a Irlanda do Norte em casa (1-1) e em Israel (3-3).

A Rússia acabou por se qualificar, um ponto à frente de Portugal, deixando uma interrogação no ar: se Portugal tivesse ganho a Israel em casa ter-se-ia apurado, mas será que a Rússia teria empatado na mesma no último jogo no Azerbaijão?

Os três últimos classificados apenas ganharam um jogo cada, com a Irlanda do Norte a cotar-se como a equipa mais bipolar da zona europeia. Roubou pontos aos dois primeiros, mas foi incapaz de derrotar os frágeis Azerbaijão e Luxemburgo.

Estes últimos merecem ambos uma nota final: o Azerbaijão nunca tinha perdido tão poucos jogos numa só campanha de apuramento (três), enquanto a equipa do grão-ducado conseguiu o incrível feito de vencer uma partida pela quarta fase de qualificação consecutiva.

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por Miran Pavlin às 12:11

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