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CORTE LIMPO



Domingo, 27.04.14

Taça da Liga – FC Porto 0-0 SL Benfica (3-4 g.p.) – O bilhete errado da lotaria

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A lotaria andou à roda várias vezes no Dragão. E o FC Porto nunca teve consigo a cautela premiada. Varela e Jackson, em cada extracção, não acertaram sequer na terminação, mantendo a conta do FC Porto a zero.

Seria no sorteio extraordinário – leia-se grandes penalidades – que se saberia quem era o destinatário da taluda, e essa sairia aos visitantes, que mesmo sem querer, seguem em frente para a final.

O FC Porto fez alinhar todas as armas, naquela que era a última hipótese de salvaguardar um raio de sol no filme de terror que esta época tem sido; já o Benfica, com atenções centradas nos outros voos em que está envolvido, apresentou uma equipa de segundas linhas.

Ficou a sensação de que o Benfica iria dar de barato este jogo. Não só por começar a queimar tempo desde muito cedo, mas também porque Steven Vitória, enquanto esteve em campo, foi pouco mais que um buraco.

Face à enorme falta de ritmo do central, a auto-estrada estava aberta, e os azuis-e-brancos, com destaque para Herrera, tudo fizeram para colocar a bola na zona fatal, mas o desperdício foi-se repetindo.

A brincadeira acabou por volta da meia hora, quando Vitória foi expulso e Jesus reequilibrou a equipa fazendo entrar Garay. A partir daí não mais o FC Porto incomodou as redes de Oblak.

Com dez os visitantes recuaram, e muito, as suas linhas. A iniciativa foi entregue ao FC Porto, mas a falta de crença resultante dos muitos desaires vividos por uma equipa em perda desde Novembro mais uma vez subiu à tona.

Novamente contra dez elementos, como em Sevilha e na meia-final da Taça de Portugal, o FC Porto não conseguiu mostrar uma pontinha de superioridade que fosse. Não estivesse o Benfica em poupanças – Fabiano foi espectador – e os dragões poderiam ter pago a onerosa factura nos 90 minutos. Pagariam no desempate por grandes penalidades.

Garay acertou na trave, mas Jackson atirou por cima; Fabiano quis ser herói ao defender o remate de André Gomes, mas Oblak imitou-o ao deter o de Maicon; já na morte súbita, Fernando respondeu à conversão de Ivan Cavaleiro com um remate tão colocado que bateu no poste.

Não houve assobios nem contestação no estádio – apenas resignação. Muitos nem ficaram para ver o desempate que confirmaria que 2013/14 é a época mais aziaga do FC Porto nos últimos trinta anos.

Restam dois jogos para o seu final.

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por Miran Pavlin às 23:23

Quarta-feira, 23.04.14

Paços 1 - Sporting 3 + Sporting 2 - Gil Vicente 0 + Belenenses 0 - Sporting 1

Apesar da minha indisponibilidade para escrever as habituais crónicas aqui no Corte Limpo, não poderia deixar de aproveitar uns minutos de tempo livre para fazer um ponto da situação. Apesar do título de campeão ter ficado entregue no passado fim de semana, o Sporting tem dado uma boa imagem de si nas últimas jornadas, indo já na 6ª vitória consecutiva. É certo que já jogou um futebol mais bonito no decorrer da época, contudo a atitude dos adversários mudou (é bastante mais defensiva) o que obriga o Sporting a jogar de uma forma bastante mais pragmática. E apesar do primeiro lugar estar, desde há 6 jornadas, demasiado longe, a equipa não perdeu a concentração e manteve-se focado naquilo que verdadeiramente interessa: a vitória, jogo a jogo. Há umas semanas fiz um pequeno balanço relativamente ao plantel do Sporting e creio que não há grandes razões para o mudar até agora, já que esta equipa continua a ser igual a si própria. Muitos jogadores pensam já nas férias ou no mundial, por isso será também natural que o ritmo vá baixando. Nestes 3 jogos sem crónica, destaque para o grande golo de Adrien em Paços de Ferreira, o golo à Jardel de Slimani contra o Gil Vicente e o primeiro (e emocionado) golo de Héldon pelo Sporting, também ao Gil Vicente.   

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por Kirovski às 12:16

Segunda-feira, 21.04.14

FC Porto 3-0 Rio Ave FC – De dúvida em dúvida até à certeza final

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Terminaram as dúvidas sobre quem ficará com o terceiro lugar da Liga. Com esta vitória é definitivo que o FC Porto jogará o play-off de acesso à Liga dos Campeões em Agosto próximo.

Os estados de espírito de FC Porto e Rio Ave eram diferentes após a jornada de Taça, mas tal não se transpôs para o evoluir deste jogo. Os homens de Vila do Conde, com a manutenção na mão, estão de olhos postos nas duas finais que têm no horizonte, enquanto o FC Porto inicia agora o lamber de feridas de uma época muito abaixo do habitual.

Apesar dos números do resultado, durou cerca de uma hora a dúvida sobre quantos pontos o FC Porto levaria deste jogo. Se o Rio Ave não pareceu capaz de chegar à vitória, os dragões praticamente não conseguiram ligar o motor, e quando o faziam o futebol era pouco mais que inconsequente.

No rescaldo do jogo é impossível não olhar para Quintero e dizer que foi ele – mesmo sem ter marcado – o responsável pela vitória, por ter participado nas jogadas dos golos, mas foi preciso um empurrão, neste caso do central vila-condense Marcelo, para o FC Porto chegar ao golo, numa grande penalidade forçada q.b., transformada por Jackson, que terá fechado a cadeado o topo da lista de marcadores.

Foi como se o golo limpasse a consciência da equipa, que acabaria por fazer mais dois golos, por Herrera e Danilo, cujo livre pessimamente cobrado ressaltou na barreira e traiu o guarda-redes Ederson.

As dúvidas, essas, permanecem quanto a Quintero, apesar deste jogo. Ainda não foi possível perceber se o colombiano, que partira para a época rotulado de promessa, é sobrevalorizado, ou se o seu esplendor só virá realmente ao de cima com um colectivo melhor à sua volta – uma questão que só o futuro responderá.

Olhando para o passado, não podia haver um maior contraste com o presente. Após a 28.ª jornada de 2012/13 estava tudo por decidir na Liga: título, Champions, Liga Europa e manutenção. Um ano depois, apenas a manutenção continua em aberto.

A próxima jornada reserva um escaldante Arouca-Gil Vicente – quem vencer garante a permanência – e poderá selar a despromoção do Olhanense, que recebe justamente o FC Porto.

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por Miran Pavlin às 23:55

Quinta-feira, 17.04.14

Taça de Portugal - SL Benfica 3-1 FC Porto - Fora do Jamor com um "até já"

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Depois de Sevilha, o FC Porto voltou a ver o chão fugir-lhe debaixo dos pés, e está fora de mais uma competição, em novo capítulo negativo de uma época que se perfila como séria candidata a pior da era Pinto da Costa.

Num ano em que poucas vezes se viu o futebol de posse, ao primeiro toque, que se tornou imagem de marca do FC Porto, este jogo veio relembrar o quanto a equipa vive dependente de rasgos individuais. O golo de Varela terá sido o único ponto luminoso de mais uma exibição sem ideias, com pouco ou nenhum fio de jogo, nem mesmo perante um adversário que esteve em inferioridade numérica durante mais de uma hora.

Com onze, o Benfica ia paulatinamente inclinando o jogo para o último reduto adversário, através de rápidas transições que os portistas nem sempre conseguiram acompanhar. A expulsão de Siqueira por persistência faltosa, quando o Benfica já vencia, obrigou-o a baixar o bloco e o ritmo de jogo. E estamos de regresso à ideia do parágrafo anterior – o FC Porto não soube como dar a volta a um adversário reduzido a dez.

O lateral encarnado foi a primeira vítima do vendaval de cartões que assolou a Luz, fruto de um jogo muito físico, quezilento, repleto de entradas ríspidas e com nervos crescentemente à flor da pele.

Uma grande penalidade duvidosa recolocou o Benfica na dianteira do marcador, e só aos 79 minutos, quando André Gomes marcou o golo da sua vida, o Benfica ficou na frente da eliminatória, selando a passagem à final do Jamor.

A partir deste lance não houve mais jogo. A juntar aos adeptos benfiquistas que invadiram o relvado para festejar com os jogadores – e que a segurança privada demorou imenso tempo a remover –, um desaguisado entre Quaresma e Maxi Pereira – testa com testa, e nada mais – desencadeou um sururu entre jogadores das duas equipas e o banco do Benfica; Jorge Jesus invadiu ele próprio a área de jogo e foi expulso, e Luís Castro, por palavras, seria igualmente expulso, minutos mais à frente.

Também Quaresma foi ao banho mais cedo por palavras, por entre substituições de última hora, assistência médica a Artur Moraes e adeptos da casa a não devolver a bola a Mangala para este executar um lançamento.

Notas finais de uma derrota que impede o FC Porto de continuar em prova. Recuperando o remate do texto sobre o jogo anterior, FC Porto e Benfica dizem “até já”, uma vez que ainda se vão encontrar mais duas vezes até final da época.

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por Miran Pavlin às 00:26

Domingo, 13.04.14

SC Braga 1-3 FC Porto - Ora poupas tu, ora poupo eu

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Na antecâmara da visita à Luz, que decide quem seguirá para a final da Taça, o FC Porto repetiu as poupanças que já se tinham verificado na partida com a Académica.

O jogo marcou o regresso de Maicon, Josué e Licá à titularidade, mas a nota principal vai para Victor García, que se estreou com a camisola do FC Porto na lateral direita e, imagine-se, fez cruzamentos melhores que os que Danilo – ou Varela – fez durante toda a época.

Também o Braga poupou unidades, pois ainda está igualmente envolvido na Taça de Portugal, mas nem por isso o jogo foi desinteressante de seguir, embora não tenha sido de parada-resposta.

O FC Porto esteve por cima na primeira parte, onde marcou por Varela, e na segunda metade foi o Braga a tomar conta dos acontecimentos, e a chegar ao empate por Moreno.

Por momentos pairou a sensação de que os arsenalistas conseguiriam mesmo dar a volta ao jogo. Se não fosse através das movimentações de Rafa e Pardo, poderia ter acontecido por intermédio de… Abdoulaye, que teve um dos seus piores jogos da época. Distraído, desastrado mesmo, a sua perda de bola aos 86 minutos poderia ter tido outras consequências se não fosse Fabiano – já antes o guardião tinha feito outra defesa vistosa, com os pés, num remate de Éder que sofreu um desvio num defensor azul-e-branco.

O FC Porto mantinha-se então no jogo, e na sequência do tal lance de Abdoulaye surgiria o segundo golo, numa cabeçada colocada de Carlos Eduardo, a cruzamento de Josué. Um prémio para o médio brasileiro, que vinha sendo infeliz nos jogos mais recentes.

A última investida do Braga em busca de novo empate abriu espaços, e já para lá da hora Quintero sentenciou o encontro, a concluir um contra-ataque de cinco para dois.

Arrumada mais uma jornada da Liga, na quarta-feira saber-se-á se Braga e Porto disseram “até já”, ou “até para o ano”.

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por Miran Pavlin às 23:12

Quinta-feira, 10.04.14

Liga Europa - Sevilha FC 4-1 FC Porto - A ponte ruiu

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O FC Porto estava então no meio da ponte depois da primeira mão. Mas não teve hipóteses de se mexer fosse para que lado fosse, porque a ponte ruiu. Após trinta minutos de impotência, os dragões – ou a sua sombra – viam-se a perder por 3-0 e eram levados pela enxurrada para fora das provas europeias.

Desenganem-se aqueles que possam pensar que a reacção demonstrada no início da segunda parte não merecesse tamanho castigo. A realidade é que isso apenas aconteceu porque o Sevilha baixou a intensidade do seu jogo. Mesmo assim, face ao peso dessa entrada em falso na partida, o FC Porto não conseguiu usar a bola com assertividade e raramente incomodou Beto.

Nem a expulsão de Coke por acumulação de cartões alterou o desenrolar do jogo. Seria mesmo o Sevilha a chegar ao quarto golo, quando o FC Porto já praticamente não tinha táctica.

A entrada de Kelvin no jogo é reflexo da falta de soluções credíveis que consigam colmatar as baixas que se vão verificando ao longo da época, e que ficam muito mais a nu quando se olha para um meio-campo desequilibrado e sem critério na ausência de Fernando. Mas principalmente desequilibrado.

Disso se ressentiu o ataque, onde se contam pelos dedos as vezes em que Ghilas recebeu a bola. Também Quaresma contribuiu para a seca do ataque, ao preferir jogar sozinho nas poucas vezes em que poderia ter soltado a bola para uma jogada colectiva.

A discutível grande penalidade assinalada – e convertida – logo aos três minutos foi um dos dois aspectos que contribuíram decisivamente para o descalabro do FC Porto, uma vez que deitou por terra qualquer estratégia que Luís Castro tivesse delineado, antes mesmo que ela pudesse ser posta em prática.

O outro aspecto, e não o usando para desculpar o que quer que seja, foi o rigor excessivo que o árbitro Gianluca Rocchi teve para com as disputas de bola dos jogadores portistas, através de cartões amarelos e avisos verbais, quando era bastante mais permissivo com iguais lances dos sevilhanos. Roçou o caseirismo em certos momentos, e ainda teve tempo para expulsar Luís Castro por motivos que a transmissão televisiva não esclareceu.

2013/14 tem sido para esquecer, e é por isso incrível que o FC Porto tenha chegado a Abril ainda inserido nas competições europeias. Mas o facto é que chegou. A despedida foi assinalada com um golaço de Quaresma, mas nem por isso foi menos dura.

Que o golo sirva, ao menos, de mote para que não se perca o foco competitivo sobre o que resta de temporada.

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por Miran Pavlin às 23:54

Domingo, 06.04.14

FC Porto 3-1 A Académica de Coimbra – Simples e rápido

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Claramente em poupanças para o compromisso europeu, o FC Porto levou de vencida a Académica, sem grande esforço, graças a um primeiro parcial em que apontou todos os três golos.

Jackson Martínez e Ghilas trocaram afectos, cada um assistindo para o golo do outro, e o colombiano bisou já em cima do descanso, na conversão de uma grande penalidade. A Académica apenas se fez mostrar em dois lances, com Fabiano a ser providencial ao desviar esses remates para os ferros.

Logo no arranque da segunda metade Marcos Paulo fez o gosto ao pé para o lado dos estudantes, a culminar uma boa jogada, mas nem por isso o jogo ficou relançado. O decorrer dos minutos não trouxe motivos que justificassem ficar colado ao ecrã até final, pelo que abandonei o sofá por volta dos 75 minutos, com medo de adormecer.

A rapidez com que o FC Porto resolveu o jogo permitiu-lhe colocar o pensamento no jogo de Sevilha, por muito que Luís Castro quisesse fazer passar a mensagem contrária, ao lançar Danilo e Quaresma no jogo.

Talvez tenha mesmo sido o treinador a ter a interpretação correcta do desafio, já que a Académica ainda criaria um lance de grande perigo, com Fabiano, no meio da confusão, a segurar a bola sobre a linha de golo.

Pouco mais se retém deste jogo além das referidas poupanças operadas pelo técnico azul-e-branco. Ricardo jogou a lateral direito, e depois esquerdo quando entrou Danilo; Abdoulaye fez par com Reyes a central, e foram Herrera e Quintero a jogar à frente de Fernando no meio-campo.

Também o árbitro Manuel Mota entrou na história do jogo, ao colidir com um jogador da Académica e solicitar assistência médica. O juiz aguentou até ao intervalo, tendo sido o quarto-árbitro Ricardo Coimbra a dirigir o encontro a partir daí.

A manutenção do terceiro lugar continua em Braga, na próxima semana.

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por Miran Pavlin às 22:45

Quinta-feira, 03.04.14

Liga Europa - FC Porto 1-0 Sevilha FC - No meio da ponte

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Tal como na eliminatória anterior, e na meia-final da Taça de Portugal, o FC Porto vai para a segunda mão com um golo de vantagem. Mas a tarefa promete ser tão complicada como na visita a Nápoles, desta vez não tanto pela qualidade do plantel adversário, mas pela autoflagelação protagonizada pelos portistas.

Jackson Martínez ficará de castigo após completar a colecção de cartões amarelos – a falta deixou dúvidas, e a ser infracção, não justificava cartão – e Fernando, como já aconteceu no passado, ferveu em demasia e viu, em segundos, um duplo-amarelo por protestar a decisão do árbitro.

Foi a nódoa que caiu na excelente exibição do trinco, que anulou várias ofensivas dos sevilhanos, e a sua exclusão do jogo de retorno fará bastante mais mossa que a de Jackson. Será uma boa oportunidade de os restantes centrocampistas do FC Porto mostrarem a sua competência, mesmo não tendo a capacidade destrutiva de Fernando. Principalmente Defour, que poderá apagar a má imagem deixada na época passada, aquando da visita a Málaga.

Esta noite, o FC Porto fez uma primeira parte de nível, chegando ao golo na cobrança rápida de um livre, curiosamente por Fernando, que solicitou Quaresma, solto na esquerda. O cruzamento de trivela encontrou a cabeça de Mangala, que desviou para o fundo das redes do ex-portista Beto.

Depois do intervalo o pendor sobre a defensiva do Sevilha esmoreceu, numa mistura entre o relaxe dos da casa e um maior atrevimento dos espanhóis. Apesar disso, o Sevilha teve apenas uma oportunidade clara de golo, com o substituto Gameiro a rematar ao lado, na pequena área, após defesa incompleta de Fabiano.

O FC Porto teve duas bolas nos ferros, por Defour e Quaresma, e Beto teve que se aplicar para defender remates do mesmo Quaresma e de Varela.

Preferindo conservar a vantagem, a segunda parte apenas se desequilibraria caso o mustang tivesse novo lance de génio, o que não veio a suceder.

O golo solitário deixa o FC Porto no meio da ponte. Com as baixas referidas acima, e com um Sevilha que pareceu ter jogado em contenção, a segunda mão encerra várias interrogações.

Preparem-se as unhas, pois. É hora de as roer.

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por Miran Pavlin às 23:58



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