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CORTE LIMPO



Quarta-feira, 18.02.15

Liga dos Campeões, oitavos-de-final, 1.ª mão – FC Basileia 1-1 FC Porto – Chocolate na língua

No país dos relógios e dos chocolates, houve precisão de mestre por os golos terem acontecido aos onze minutos, e a onze minutos dos 90, e o sabor de um quadrado de Milka na língua do FC Porto, que talvez sem saber como, sai de Basileia em vantagem na eliminatória.

De resto, o jogo teve pouco de suíço. Perante um público ruidoso no apoio a ambos os clubes, os minutos à volta do intervalo foram de autêntico futebol sul-americano, ao ritmo das entradas duras e da profusão de cartões amarelos. Por entre o festival de virilidade, terão ficado cartões por exibir, alguns deles vermelhos. Talvez fosse uma homenagem à Taça Libertadores, cuja fase de grupos arrancou ontem.

Surpreendentemente, era o Basileia a equipa mais agressiva. Mesmo assim conseguiu terminar a partida com onze homens em campo. Óliver, Brahimi e Jackson foram os mais castigados pela impiedosa – faltosa… – marcação movida pelos da casa, com o espanhol a sair mesmo mais cedo, novamente lesionado num ombro. Em conjunto com um bloco muito baixo, os pentacampeões suíços foram um obstáculo muito duro para os dragões.

O FC Porto até entrou bem na partida, solto e com ideias, mas tudo se desmoronou com um dedo apenas, como quem tomba peças de dominó. Uma movimentação simples de passe e desmarcação pôs Derlis González frente-a-frente com Fabiano, e o paraguaio inaugurou o marcador, lesionando-se mesmo ao chocar com o guarda-redes azul-e-branco. Seria o único remate do Basileia à baliza em todo o jogo.

Suficiente, contudo, para atordoar o FC Porto, que praticamente não conseguiu recuperar a fluidez dos minutos iniciais, perante um adversário que, com as devidas distâncias, utilizou uma estratégia não muito diferente daquelas com que o FC Porto se depara semana após semana na I Liga.

Apesar da muita posse de bola, os dragões não conseguiam romper até à baliza, e quando o conseguiam não tinham a sorte pelo seu lado. Na primeira metade o veterano central argentino Walter Samuel usou toda a sua manha para fazer penálti sobre Jackson Martínez sem que o árbitro Mark Clattenburg se apercebesse; após o intervalo foi o juiz inglês a estar em foco, ao anular – correctamente, diga-se – um golo ao FC Porto por fora-de-jogo quando os jogadores já o tinham festejado e regressavam ao seu meio-campo. Na altura do remate de Casemiro, Jackson e Marcano estavam adiantados e a bloquear a área de acção do guarda-redes Vaclík.

Até que a sorte sorriu, quando o mesmo Samuel cometeu uma grande penalidade por mão na bola. Danilo não tremeu na conversão, num momento de enorme importância para o FC Porto. De outra forma, não parecia que o golo fosse surgir, nem mesmo após a entrada de Ruben Neves ter dado outra solidez ao meio-campo portista, hoje muito órfão do melhor Herrera.

O 1-1 final não permite ao Basileia vir ao Dragão tranquilo. A necessidade de um golo pode fazer o conjunto suíço se expor, abrindo espaços que o FC Porto não teve esta noite. Sem descurar o facto de o Basileia ter mostrado, à sua maneira, que se tiver que defender uma vantagem o fará com unhas e dentes, cabe ao FC Porto a tarefa de não se encostar à sombra de nenhuma bananeira.

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por Miran Pavlin às 23:45



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