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CORTE LIMPO



Quarta-feira, 20.01.16

Taça da Liga, fase de grupos – FC Famalicão 1-0 FC Porto – Jogo de amigos

Não se podiam mesmo pedir dias mais agitados no reino do dragão. Depois de três jogos sob a batuta de Rui Barros, o FC Porto foi a jogo ainda com o antigo médio nos comandos, mas já com o novo treinador na bancada. O escolhido, ao cabo de quase duas semanas de indefinição, é José Peseiro, que se desvinculou dos egípcios do Al-Ahly para rumar à Invicta. Infelizmente para o técnico, o que a equipa lhe mostrou decerto não terá deixado as melhores impressões.

A falta de empenho dos dragões na Taça da Liga já tem barbas, mas mesmo pesando esse factor, este terá sido o pior jogo de sempre do FC Porto nesta competição. Possivelmente por não querer sobrecarregar os principais nomes da equipa na véspera da entrada de Peseiro em funções, Rui Barros montou um onze altamente experimental, lançando mão a nomes como Víctor García, Lichnovsky, Sérgio Oliveira e André Silva, hoje como extremo. O encontro marcou também a estreia de Hyun-Jun Suk pelo FC Porto.

A perspectiva por que se poderia ver o jogo cai por terra a partir do momento em que o Famalicão também entra com um onze alternativo e certos jogadores do FC Porto simplesmente não se conseguiram superiorizar. José Ángel não acertou um passe e Varela terá feito uma das piores exibições da sua carreira. Imbula quase não existiu em campo. É necessário ainda perguntar a alguém se este Maicon é o mesmo que há uns anos jogava no FC Porto. Até Helton esteve desconcentrado, sendo muito mal batido no golo de Mauro Alonso (58’), que decidiu a partida. O livre cobrado pelo brasileiro do Famalicão bateu no chão mesmo à frente do veterano guarda-redes, deixando-o muito mal na fotografia. No decorrer do segundo tempo Corona foi lançado na tentativa de mexer com o jogo, o que não viria a acontecer. Francisco Ramos e Ismael Díaz, da equipa B, ainda tiveram oportunidade de jogar uns minutos.

No final, não é possível recordar mais que um cabeceamento de Suk à trave, aos 85 minutos. Foi um suplício assistir ao jogo. Pareceu mesmo um jogo de amigos marcado no próprio dia por mensagem, em que só alguns se conhecem entre si. Pior que isso, só pensar que o FC Porto fica matematicamente eliminado da Taça da Liga, ainda com um jogo por disputar, e está no último lugar de um grupo que inclui duas equipas da II Liga.

Na zona de entrevistas rápidas, questionado sobre o ânimo do plantel neste momento, Helton disse “precisamos de nos ajudar, mas também precisamos de ajuda”. Palavras tão sinceras quanto esclarecedoras sobre o estado de alma actual do FC Porto. Espera-se que o início da primeira sessão de treino de José Peseiro no Olival seja o regresso de alguma normalidade ao dia-a-dia portista. Até quando resistirá o fôlego da entrada do novo treinador?

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por Miran Pavlin às 23:00



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