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CORTE LIMPO



Domingo, 24.01.16

Liga NOS, 19.ª jornada – FC Porto 1-0 CS Marítimo – Benefício do tempo

Há quem diga que a História, de tempos a tempos, se repete. Em Janeiro de 2002 o FC Porto seguia na terceira época desde o último título de campeão nacional e os resultados negativos fizeram com que o chicote estalasse nas costas de Octávio Machado. O homem que se seguiu foi José Mourinho, que orientou o seu primeiro jogo no quarto fim-de-semana do mês, diante do Marítimo.

14 anos depois, o paralelismo com esse Janeiro é por demais evidente. O FC Porto encontra-se novamente na terceira temporada desde a última vez que celebrou o título e o treinador voltou a não resistir. O substituto também dá pelo nome de José, mas Peseiro, e tal como nesses tempos idos, estreia-se no comando da equipa no quarto fim-de-semana de Janeiro, igualmente frente ao Marítimo. Num último requinte, tal como nesse jogo de 2002, o técnico maritimista é Nelo Vingada e o marcador abriu com um auto-golo dos insulares – na altura foi Briguel o infeliz. As coincidências terminam por aqui, uma vez que o resultado desse jogo (2-1) não se repetiu. Naturalmente que só o tempo dirá se estas ligações quase esotéricas com o passado são premonitórias. Por enquanto, a única confirmação é a de que José Peseiro tem muito trabalho pela frente, na medida em que a exibição portista esteve longe de convencer.

O FC Porto teve hoje um pouco da sorte que lhe faltou em outros jogos. Primeiro no golo (22’), num remate de André André que ressaltou nas costas do guarda-redes Salin após bater na trave, depois no cabeceamento de Dyego Sousa à trave (25’), e ainda na saída por lesão de Marega (32’), que é o segundo melhor marcador do Marítimo na I Liga. Apenas houve mais uma oportunidade flagrante de golo, quando aos 72 minutos Corona rematou cruzado, em arco, para uma soberba defesa de Salin para canto. Nessa altura já estava em campo Hyun-Jun Suk, que entrou para os últimos vinte minutos, estreando-se assim pelos dragões em jogos da I Liga. O sul-coreano, apesar de esforçado, acabou por não ter grande influência no jogo.

Este foi o nono jogo entre FC Porto e Marítimo nas últimas três épocas, e talvez a familiaridade dos verde-rubros com o futebol dos dragões justifique o atrevimento que demonstraram ao longo de toda a partida, ao ponto de se pensar que talvez até o empate se justificasse. Por outro lado, é possível que tenham sido as quatro vitórias nesses nove encontros a dar aos insulares uma crença extra. Numa terceira hipótese, talvez fosse só uma reacção positiva à entrada de um novo treinador.

Na zona de entrevistas rápidas, José Peseiro relativizou a pobreza da exibição da equipa, salientando que neste momento são mais importantes os pontos. Acabou por valer a sorte que tantas vezes tem virado as costas ao FC Porto nos últimos tempos. Peseiro merece o benefício não da dúvida, mas do tempo, o qual ainda não teve para perceber que tipo de jogadores tem em mãos. Mãos à obra, então.

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por Miran Pavlin às 23:40



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