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CORTE LIMPO



Sábado, 30.01.16

Liga NOS, 20.ª jornada – GD Estoril Praia 1-3 FC Porto – Bálsamo

Vencer em casa do Estoril é a mais difícil das tarefas que o FC Porto pode ter em mãos. A História fala por si: antes deste jogo contavam-se apenas oito vitórias dos dragões em 23 visitas. O presente, esse, também dispensa comentários: o FC Porto subia ao relvado da Amoreira na ressaca de uma negra sequência de dez jogos em que só venceu quatro. Os azuis-e-brancos tinham ainda contra si o facto de não vencerem na Grande Lisboa há mais de três anos. A última vez que o FC Porto o conseguiu tinha sido precisamente em casa do Estoril. E tal como nesse dia 28 de Outubro de 2012, hoje também foi preciso operar uma reviravolta para trazer os três pontos para a Invicta.

Face à dimensão da proposição, a vitória tem que ser encarada como um bálsamo, não só para uma equipa extremamente necessitada de algo de positivo a que se agarrar, mas também para um treinador que ainda não tinha lançado uma primeira pedra sólida o suficiente para começar a construir.

O golo do Estoril apareceu logo aos quatro minutos, quando Diego Carlos cabeceou certeiro na sequência de um canto. Ao contrário do que acontecera em Guimarães, onde o FC Porto pareceu indeciso sobre a resposta a dar ao golo sofrido e acabaria por deixar a questão em branco, desta vez não houve dúvidas: inclinar o jogo sobre o último reduto estorilista era a solução. Aos 18 minutos Aboubakar finalizou um ataque rápido com um desvio na zona fatal, a cruzamento de Layún. Aos 33, foi Danilo Pereira a marcar, também de cabrça, também na cobrança de um canto. Era a melhor fase do FC Porto no jogo.

A segunda parte foi diferente. Os jogadores decidiram não facilitar a tarefa ao árbitro e os cartões começaram a saltar que nem pipocas. Com o jogo mais rasgadinho, Gerso e Maxi Pereira protagonizaram o mais notório despique, acabando ambos amarelados. Quem pagou foi o jogo em si, que descresceu de qualidade.

Mesmo assim, foi o FC Porto a estar mais perto do golo, quando Aboubakar (77’) conseguiu falhar um golo cantado, rematando por cima quando estava a dois metros da baliza. A perdida foi inacreditável. O golpe final surgiria ao minuto 82, altura em que André André fez o 1-3 com um remate cruzado na direita, após defesa incompleta de Kieszek a um disparo de Corona.

O triunfo dos azuis-e-brancos foi merecido. Quase tão importante como os três pontos é o facto de a exibição finalmente ter sido convincente. Levando em linha de conta que este foi o quinto jogo consecutivo da I Liga em que o FC Porto utilizou o mesmo onze, será que uma coisa tem a ver com a outra?

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por Miran Pavlin às 22:15



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