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CORTE LIMPO



Domingo, 21.02.16

Liga NOS, 23.ª jornada – FC Porto 3-2 Moreirense FC – Força de vontade

Poder-se-á pensar que o triunfo do FC Porto foi arrancado das garras da derrota com a dose de crença, de esforço e de sofrimento de que se fizeram tantas vitórias do FC Porto no passado. É certo que todos esses ingredientes foram bem visíveis, além de muita força de vontade da equipa para virar um marcador que aos 28 minutos assinalava 0-2, mas a verdade é que jogos como este não deviam acontecer frente ao Moreirense, mas sim diante do Braga, do Guimarães, do Sporting, ou do Dinamo Kiev. É incrível como os dragões continuam a permitir que as equipas mais humildes da I Liga marquem primeiro. Ao mesmo tempo, a forma sofrida como o FC Porto ultrapassou o Moreirense é, ironicamente, deveras positiva quando se toma em consideração que no próximo jogo é preciso fazer uma recuperação idêntica para continuar na Europa.

O Moreirense é um adversário tradicionalmente incómodo no Dragão, mas nas cinco visitas anteriores para a I Liga nunca tinha conseguido comandar um jogo da forma que fez neste final de tarde. Mostrando grande à-vontade no contra-ataque, os cónegos chegaram à vantagem logo aos dez minutos, por Iuri Medeiros, na recarga a um primeiro remate de Emmanuel Boateng. Perto da meia-hora foi Fábio Espinho a elevar para os visitantes, num lance em que Casillas parece nem sequer tentar defender o remate do médio do Moreirense. Pelo meio o FC Porto ia dando algum trabalho ao guardião Stefanović, mas só marcaria numa grande penalidade que castigou um lance discutível entre André Micael e Maxi Pereira. Derrube ou simulação? O juiz da partida considerou a primeira e Layún converteu o castigo (41’).

Se na Luz o FC Porto conseguiu tirar o máximo partido de poucos lances, aqui, tal como frente ao Arouca, a profusão de lances junto à baliza adversária parecia não ser suficente para que os dragões chegassem ao golo. O Moreirense ainda se aventurou mais um par de vezes em busca do terceiro golo, forçando mesmo Casillas a três intervenções atentas no arranque do segundo tempo, mas a partir dos 55 minutos os azuis-e-brancos carregaram com mais fulgor sobre o último reduto dos minhotos.

Aos 63 minutos Peseiro arriscou e trocou o central Chidozie pelo extremo Marega, forçando Danilo Pereira a descer para compensar. Dez minutos mais tarde, Hyun-Jun Suk, que já muito tinha porfiado, finalmente marcou, desviando ao primeiro poste um canto batido por Layún. A reviravolta consumou-se volvidos mais três minutos, altura em que Evandro, que substituíra Corona ao intervalo, finalizou uma jogada envolvente em que a bola foi cruzada na esquerda por Layún e mantida em jogo in extremis com uma acrobacia de Herrera na direita, antes de chegar à cabeça do médio brasileiro no lado esquerdo da pequena área.

Apesar de todas as contrariedades, a empatia entre público e equipa parece ter voltado, já que não houve assobios. A equipa continua a ter nos ombros o peso do prejuízo a recuperar, mas a atitude em campo aos poucos vai aparecendo. O mérito da reabilitação do plantel vai sendo de José Peseiro, que tem insistido no termo “família” para designar o grupo. Por enquanto, contudo, o futebol da equipa continua fundado apenas no colectivo; ainda falta quem consiga complementar o jogo do FC Porto com a dose ideal de individualidade.

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por Miran Pavlin às 22:10



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