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CORTE LIMPO



Domingo, 27.08.17

Liga NOS, 4.ª jornada - SC Braga 0-1 FC Porto - Pássaro na mão

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Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer. O ditado, como todos, é antigo, e adaptando-o a este jogo dá qualquer coisa como "marcar cedo e não sofrer, dá pontos e faz crescer". Num jogo vivo, disputado a bom ritmo, fica a dúvida se um segundo golo se ajustaria à produção do FC Porto, pelo menos a julgar pelas várias defesas apertadas a que o guarda-redes Matheus foi forçado, nomeadamente durante o primeiro tempo. O primeiro a causar algum perigo, no entanto, foi o improvável Sequeira, cujo mau cruzamento quase se transformava em golo, caindo sobre a rede superior de Casillas (3'). Quando o FC Porto se mostrou, foi a valer. Brahimi rompeu até junto da área contrária, Marcelo Goiano opôs-se com um corte para onde estava virado, e a bola sobrou para Corona, descaído sobre a direita do ataque; o mexicano fez um véu a Sequeira e rematou de pronto, com a bola a passar por entre as pernas de Matheus. Decorria o minuto 7 e fixava-se aí mesmo o resultado final.
O segundo golo portista mostrou então a cara por diversas vezes. Aos 19 minutos Felipe apareceu na área em posição prometedora mas Rosic cortou; sete minutos mais tarde, três remates na pequena área não foram suficientes para voltar a mexer com o marcador, com Brahimi, Aboubakar e Felipe a encontrarem sempre alguém dos guerreiros no caminho. O quarto remate, pelo mesmo Felipe, saiu por cima. Depois da meia hora foi Marega a tentar, primeiro numa recarga a remate de Aboubakar (31') - Matheus voltou a estar lá - e de seguida num cabeceamento (36') que o guardião brasileiro segurou para a fotografia.
O FC Porto jogava com ímpeto, tal como o Braga, mas com uma diferença: enquanto os dragões chegavam à baliza oposta, os donos da casa nem por isso. Em nenhum momento pareceu que os azuis-e-brancos pudessem sofrer, por muito que o resultado se mantivesse na sempre incerta margem mínima. O arranque da segunda parte trouxe um livre de laboratório, cobrado através de um passe rasteiro de Alex Telles para Otávio - entrado ao intervalo -, que já com pouco ângulo ainda conseguiu rematar e ganhar um canto (47'), mas os dragões não voltariam a criar tanto perigo como antes do descanso, excepção feita a um lance ao minuto 79, no qual o mesmo Alex Telles forçou Matheus a mais uma defesa apertada, com um remate que ainda tocou no poste após a intervenção do guarda-redes. Aliás, assim que o cronómetro se aproximou da recta final, o FC Porto adoptaria uma postura mais de contenção, preferindo segurar o pássaro firme na mão. Talvez já desgastados, os bracarenses nem assim passaram a impressão de que pudessem ainda escrever uma história diferente.
O pássaro ficaria mesmo na posse do FC Porto, que assim se mantém no grupo da frente. Um grupo que ficou reduzido a apenas dois elementos - já não é um grupo, portanto -, mercê do empate da noite anterior entre Rio Ave e Benfica. Conforme tem sido hábito nas últimas décadas, a passagem de Agosto para Setembro está reservada às selecções. No fundo, é como se a temporada só começasse a sério depois desta paragem, já com o mercado fechado e com a fase de grupos das provas da UEFA na curva seguinte. O FC Porto chega a essa "partida real" sem ter deixado nada caído pelo caminho.

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por Miran Pavlin às 23:50

Domingo, 20.08.17

Liga NOS, 3.ª jornada - FC Porto 3-0 Moreirense FC - Do controlo ao domínio

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De volta ao Dragão, o FC Porto voltou a ser dominador, diante de um Moreirense que ficou preso na teia da velha máxima de uma equipa só conseguir jogar o que a outra deixa. A posse de bola quase constante dos da casa pouco espaço deixava para que os minhotos pudessem montar a eventual estratégia que traziam para o jogo. À posse portista juntava-se a pressão, nesses vinte minutos iniciais muito inclinados sobre o último reduto do Moreirense. Através de rápidas trocas de bola - algumas ao primeiro toque - e movimentações inteligentes, o FC Porto efectivamente cortava a respiração do adversário e ameaçava o golo a qualquer instante.
Seria preciso esperar então 18 minutos. Numa jogada simples, Brahimi trabalhou no meio e lançou o lateral Alex Telles, que cruzou certeiro para a cabeça de Aboubakar, que irrompeu solto pelo centro da área. Ainda os adeptos portistas se acomodavam depois do festejo do golo quando o ponta-de-lança bisou (21'), num lance em que os atacantes do FC Porto fizeram fila em frente à baliza como se alguém estivesse a vender alguma coisa. Marega foi o primeiro a rematar, para defesa incompleta de Jhonatan. Óliver Torres tentou uma recarga que o guarda-redes ainda susteve, até que Aboubakar finalmente acertou. E ainda estava lá Brahimi caso fosse necessário novo disparo.
A tranquilidade do 2-0 fez o FC Porto abrandar o ritmo, mas nem assim o Moreirense pôs a cabeça fora da toca. Entre um ou outro lance de maior perigo, quando se deu por ela já ia alta a segunda parte, e não havia indícios de que o jogo conhecesse novos capítulos. O FC Porto não só controlava, como dominava os acontecimentos e Sérgio Conceição aproveitou para dar minutos a Otávio (entrado ao intervalo) e a Hernâni (67'), substituindo respectivamente Brahimi e Corona. O minuto 77 trouxe o terceiro golo, a castigar uma hesitação dos centrais do Moreirense numa bola aparentemente inofensiva. Quem não hesitou foi, novamente, Aboubakar, que avançou decidido e rematou forte para carimbar o seu primeiro hat-trick pelos dragões.
Reduzido a um remate de Arsénio para boa defesa de Casillas (87'), o Moreirense pouco mais fez que sublinhar a justiça do triunfo portista, que assim segue no pelotão da frente da I Liga, formado pelos clientes habituais e pelo Rio Ave, e com a baliza ainda virgem. Um bom arranque, ao qual falta a peça-chave: a ida a Braga, naquele que se prevê ser o teste mais complicado da "primeira etapa" desta edição da Liga.

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por Miran Pavlin às 22:00

Domingo, 13.08.17

Liga NOS, 2.ª jornada - CD Tondela 0-1 FC Porto - À justa

 

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Principalmente enquanto visitante, ao longo dos tempos o FC Porto tem-se cruzado com uma ou outra besta negra que lhe custa pontos atrás de pontos, como o Estoril de meados do século passado, ou, a partir da década de 1990, o Marítimo. Esse testemunho, aparentemente, está agora nas mãos do Tondela, que voltou a impedir os azuis-e-brancos de viver uma jornada tranquila. Este foi o quinto encontro entre os dois emblemas, e só por uma vez o FC Porto terminou com mais que um golo marcado - e em duas ocasiões nem isso conseguiu. Não se pense, porém, que se assistiu a um jogo de Champions, como diria Jorge Jesus. Longe disso. Oportunidades contaram-se três: o golo de Aboubakar (37'), quase fortuito, com o camaronês a aproveitar, à segunda, um remate falhado de Alex Telles que acabou por o deixar sozinho na zona proibida; um remate do mesmo Aboubakar ao poste (63'); e um lance do Tondela (70') que Casillas abordou de forma terrível e quase sofria um golo extraído do seu terrível 2015/16, não fosse o corte in extremis de Alex Telles.
Só aquando do remate de Aboubakar ao poste se tornou possível ponderar se o FC Porto fizera o suficiente para estar em vantagem, o que diz bem das já históricas dificuldades que os dragões encontram quando do outro lado está a formação beirã. Mais ainda quando a defesa tondelense é agora liderada por Ricardo Costa, homem com um passado de glória como jogador do FC Porto. Por outro lado, talvez esta vitória à justa tenha vindo na altura certa para fazer os jogadores e os adeptos portistas manter os pés na terra. A época não vai ser o jackpot de golos que saiu nos jogos de preparação e na partida inaugural. O lado mental e a capacidade de sofrimento terão que estar ao máximo para que o FC Porto atinja o objectivo máximo da época.

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por Miran Pavlin às 23:10

Quarta-feira, 09.08.17

Liga NOS, 1.ª jornada - FC Porto 4-0 GD Estoril Praia - Tracção à frente

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A pré-temporada perspectivou-o, a estreia oficial confirmou: o FC Porto está virado para a frente e traz golos na manga. Dito isto, é favor fazer a bandeira descer da haste e ter bem presente que uma andorinha não faz a primavera, e que se tratou apenas do primeiro jogo a doer. A verdade, ainda assim, é que os dragões começam o novo campeonato na mesma forma que exibiram no seu melhor período da época passada. Com uma nuance: os laterais, principalmente o regressado Ricardo, na direita, porporcionaram jogo à largura do terreno de uma forma bastante mais efectiva que na pretérita temporada. Face a esse pendor ofensivo, acaba por ser paradoxal que o FC Porto tenha chegado ao conforto do 2-0 graças a um erro da defensiva estorilista e a um ressalto feliz. O também regressado Marega foi o responsável por castigar a asneira contrária (35'), pressionando Mano na altura certa, quando o lateral canarinho, julgando-se sozinho, devolveu nas calmas um passe ao guarda-redes Moreira; o maliano do FC Porto intrometeu-se então e só teve de empurrar para assinar o primeiro golo azul-e-branco da época. Pouco depois do intervalo (54'), Brahimi furou pelo centro, beneficiou do tal ressalto quando procurava fintar um contrário, e acabou por ficar solto frente ao golo, colocando rasteiro para o golo junto ao poste esquerdo de Moreira.
O Estoril pouco tinha aparecido no ataque até aí, pelo que se tornava evidente que o FC Porto tinha o caminho aberto para a vitória. O resultado acabou por se avolumar mercê da atitude portista, que se manteve inalterável até final. Marega, imagine-se, bisou à boca da baliza a cruzamento de Óliver Torres (62'), e Marcano (70') fechou o resultado, de cabeça, após recurso ao vídeo-árbitro, que corrigiu um fora-de-jogo mal assinalado ao central espanhol. Por esta vez, a nova funcionalidade surtiu o efeito esperado ao emendar essa decisão incorrecta. Só depois do 4-0, e especialmente com Aylton Boa Morte em campo, é que o Estoril deu trabalho a Casillas, que se mostrou atento.
Num final de tarde globalmente positivo para os azuis-e-brancos, Soares ficou com a fava, ao resistir pouco mais de vinte minutos em campo, sendo rendido precisamente por Marega. O treinador Sérgio Conceição, na antevisão à partida, guardara para a hora do jogo a decisão sobre a utilização do ponta-de-lança brasileiro, que acabou por confirmar não estar em condições. Falando de pontas-de-lança, Aboubakar - não apenas o regressado, antes o convencido a regressar - apareceu um pouco por todo o lado na frente de ataque, mas não veria premiadas as suas inúmeras tentativas de facturar. Valeu-lhe o empenho com que jogou, que por ora mostra que está de corpo e alma com o clube.
E porque uma primeira jornada com vitória tranquila do FC Porto, por norma, não deixa muito mais que contar, não resisto a socorrer-me mais uma vez de uma estatística para acrescentar linhas ao texto: o FC Porto não conseguia um triunfo tão folgado na ronda de abertura desde 1998/99, então diante do Rio Ave. Era o início do ano do penta. Essa palavra tão querida do FC Porto, mas que este ano os simpatizantes do Dragão desejam ver proibida. Dê por onde der.

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por Miran Pavlin às 23:30



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