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CORTE LIMPO



Segunda-feira, 26.05.14

Balanço da época 2013/14 - Parte III

sapodesporto

GD ESTORIL-PRAIA

Não se pode dizer que a edição 2013/14 da divisão maior tenha tido uma equipa-revelação. Teve antes uma confirmação, e foi exactamente o Estoril, que igualou a sua melhor classificação de sempre, obtida há 66 anos.

Mesmo perdendo jogadores importantes como Steven Vitória, Jefferson, Licá e Carlos Eduardo, o técnico Marco Silva teve o mérito de não deixar a equipa seguir a indesejada tradição de tantos emblemas de menor dimensão que caem a pique depois de uma época de sonho.

Marco Silva teve tanto mérito como os jogadores que o conseguiram, pois o Estoril fez ainda melhor que na época passada. Com um impressionante pecúlio de quinze vitórias – metade dos jogos disputados, incluindo Dragão, Alvalade, Guimarães e Barreiros – os canarinhos podem orgulhar-se de ter perdido menos jogos que o FC Porto.

Com nomes como Vagner, Tiago Gomes, Evandro, Bruno Lopes, Carlitos ou Balboa em destaque, o Estoril apresentou um futebol sem autocarros, antes com entreajuda, calma, matreirice, propósito, e com os sectores bem ligados entre si, conforme tive oportunidade de testemunhar na visita ao Dragão.

Esta época assinalou ainda a estreia estorilista nas provas europeias, onde deixou uma imagem mais humilde, mas ainda assim marcando golos em oito dos dez jogos efectuados na Liga Europa, e arrancando um empate em casa do Sevilha, que venceria a competição.

Na Taça atingiu os quartos-de-final, perdendo em casa do FC Porto (2-1), numa partida em que talvez lhe tenha faltado um pouco mais de ambição. Para a história fica também o póquer de Bruno Lopes na goleada sobre o Leixões (1-5) nos oitavos-de-final.

É uma boa altura para ser adepto do Estoril, mas o futuro torna-se agora uma incógnita. Marco Silva anunciou o adeus no final da temporada, e foi apresentado como próximo treinador do Sporting.

O Estoril tem mais uma participação europeia no horizonte, na esperança de que não bata à porta a tal tradição da queda a pique.

 

 

CD NACIONAL

Manuel Machado tem de ter uma receita mágica que só utiliza no nevoeiro da Choupana. É a terceira vez que o treinador minhoto qualifica os alvinegros para a Taça UEFA/Liga Europa.

A época foi discreta, mas regular o suficiente para garantir com antecedência o posto europeu. Invicto diante de FC Porto e Sporting, o Nacional provou ser uma equipa sólida, mas é melhor não olhar para a Taça de Portugal, onde caiu à primeira tentativa, aos pés do Santa Maria (1-0), que milita no CNS.

Com Candeias a organizar jogo, e Diego Barcellos e Mário Rondón a converter oportunidades, o Nacional apontou 43 golos, a melhor marca a seguir aos três grandes, no ano em que conseguiu a sua maior vitória de sempre fora de portas (0-5 em Paços de Ferreira). Foi mesmo o triunfo mais gordo de todo o campeonato.

O guarda-redes Gottardi, e ainda Marçal e Claudemir cotaram-se como os pilares da defesa insular.

 

 

CS MARÍTIMO

O outro emblema madeirense realizou uma época de trás para a frente. Começou a meio gás, passou por uma série de cinco derrotas entre as jornadas 5 e 9, e terminou a primeira volta com 17 pontos.

Somou 24 durante a segunda metade do campeonato, e acabou por chegar ao sexto posto final, apesar de ter perdido o avançado Heldon para o Sporting.

O treinador Pedro Martins despede-se ao fim de quatro temporadas ao leme verde-rubro, que incluíram uma aceitável participação na Liga Europa em 2012/13.

 

 

VITÓRIA FC

O Vitória sadino conseguiu a sua melhor classificação em sete anos, ao terminar no sétimo posto. E se Manuel Machado tem a chave para o sucesso no Nacional, só José Couceiro sabe como fazer as coisas acontecer em Setúbal.

O treinador substituiu José Mota à passagem da jornada 8, quando o clube tinha míseros seis pontos, e logo fez do Setúbal um dos quatro clubes que conseguiram vencer na Amoreira. Foi a primeira de três vitórias em quatro jogos.

Seguiram-se quatro derrotas na viragem do campeonato, mas logo a equipa se reencontrou, somando 23 pontos e marcando 24 golos nos últimos 14 jogos.

Uma das revelações, Rúben Vezo, mudou-se em Janeiro para Valência, abrindo espaço a Rafael Martins e Ricardo Horta, que foram os jogadores em foco na formação sadina.

De saída está o próprio Couceiro, a caminho do Estoril. Será o regresso do Vitória de Setúbal à metade baixa da tabela?

 

 

A. ACADÉMICA DE COIMBRA

Os estudantes, por sua vez, obtiveram a melhor classificação em cinco anos, sob a liderança do efervescente Sérgio Conceição.

O jovem técnico de 39 anos é o quarto antigo jogador do FC Porto a orientar a Académica no mesmo espaço de tempo, e à falta tanto de nomes sonantes como de um goleador, montou uma equipa combativa, bem segura nas luvas de Ricardo, e na resistência de homens como Fernando Alexandre, Marinho ou Salvador Agra.

Os 25 golos marcados são o pior registo dos academistas desde 1986/87, mas o Paços de Ferreira não acreditará nestas linhas, já que sofreu oito golos nas duas partidas com a Académica.

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por Miran Pavlin às 09:21


1 comentário

De jogos de casino betclic a 01.06.2014 às 22:39

Depois de três épocas brilhantes seria uma pena ver o Estoril cair a pique! Encontrar um sucessor à altura de Marco Silva não vai ser fácil... o futuro é mesmo uma incógnita para esta equipa.

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