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CORTE LIMPO



Quinta-feira, 26.05.16

BOAVISTA FC 2015/16

A tarefa do Boavista adivinhava-se mais difícil que na época passada. Já não havia factor surpresa, nem relvado sintético para eventualmente causar dificuldades aos adversários. A perspectiva era de uma luta extenuante, do ponto de vista mental, no sentido de cruzar a meta, no mínimo, em 16.º lugar. O arranque do campeonato, contudo, contrariou as previsões. Logo no começo, em Setúbal, os axadrezados recuperaram dois golos de desvantagem já a jogar com menos um homem e lograram um empate. Seguiram-se uma vitória tangencial sobre o Tondela (1-0), outra em Coimbra (0-2) e um nulo caseiro com o Sporting; de permeio, derrotas com o Braga (4-0) e o Paços de Ferreira (0-1). Oito pontos em seis jornadas não era um pecúlio propriamente mau, e o Boavista encontrava-se nessa altura no nono lugar. As complicações, porém, começaram a partir deste ponto.

Nessa sexta jornada o Boavista embarcava numa viagem de doze jogos sem vencer, em que somou escassos três pontos. O xadrez chegava à 17.ª jornada sem marcar golos há quatro partidas, sofria há nove jogos seguidos, e era derrotado em casa pelo FC Porto por 0-5. O treinador Petit demitira-se após a 11.ª jornada, invocando razões pessoais. O cenário era, de facto negro, mas começaria a mudar assim que começou a segunda volta.

Com efeito, o Boavista entrou na segunda metade da Liga NOS com três vitórias e dois empates, e apenas um golo sofrido. Era o balão de oxigénio de que a equipa tanto precisava. As panteras começaram por bater o Setúbal por 4-0, antes de uma vitória estratégica em Tondela (1-2) e um empate com o Braga (0-0). Ainda haveria tempo para vencer em Paços (0-1) e empatar no Bessa com a Académica (0-0), que apesar de ser mais um ponto somado, não era o resultado mais conveniente. Até porque o Boavista passou grande parte da época num jogo das cadeiras com a Briosa. Os dois conjuntos alternaram no 16.º e 17.º lugares entre as jornadas 12 e 28. Nessa luta a vantagem, primeiro psicológica, mais tarde real, era do Boavista, que tinha então vencido no terreno da Académica.

Os axadrezados ainda tiveram que sofrer mais um pouco até perto do final do campeonato, mas conseguiram acrescentar os pontos necessários para celebrar a manutenção à 32.ª jornada. Nesse último esforço a equipa obteve uma vitória no recinto do Marítimo (0-3), deu luta ao Benfica, que só venceu com um golo no último suspiro, empatou em Guimarães (1-1) e derrotou o Belenenses (1-0), antes de garantir o objectivo maior empatando em Moreira de Cónegos (1-1).

Parte das forças que o Boavista encontrou vieram de fora das quatro linhas. O substituto de Petit no banco foi nada menos que outra glória do clube, Erwin Sánchez. A estrutura do futebol do Boavista contou ainda com o adjunto Jorge Couto, que orientou a equipa interinamente na 12.ª jornada, mas também com Fary e Ion Timofte, além do técnico de guarda-redes Alfredo Castro. Tudo homens com história de xadrez ao peito.

Dentro de campo, o guarda-redes Mika deu o que tinha, Carlos Santos foi o pilar da defesa, em conjunto com Tengarrinha, enquanto o senegalês Idris foi o motor do meio-campo. Zé Manuel foi o melhor marcador da equipa na Liga, com cinco tentos. Foi o único jogador do Boavista que apontou mais que dois golos no campeonato. Anderson Carvalho e Paulo Vinícius foram outros dos nomes em foco na equipa.

A presença na Taça da Liga durou apenas um jogo, com as panteras a perderem nas grandes penalidades na visita ao Feirense (1-1 nos 90 minutos). Na Taça de Portugal o Boavista eliminou Loures (1-2 após prolongamento), Operário (1-0) e Académica (1-0), antes de tombar em casa nos quartos-de-final, numa batalha frente ao FC Porto (0-1), na qual desperdiçou uma grande penalidade no último minuto da compensação. Apesar do estatuto que tem na prova rainha, por enquanto não é essa a história que o Boavista quer escrever; é no campeonato que o xadrez coloca todas as suas peças. E para o ano elas lá estarão no tabuleiro da Liga NOS.

 

Contas finais

Campeonato: 14.º lugar, com 8v, 9e, 17d, 24gm (pior ataque), 47gs, 33pts

Taça de Portugal: eliminado nos quartos-de-final

Taça da Liga: afastado na 2.ª eliminatória

 

Para mais tarde recordar

18.01.2016, jornada 18 – vitória por 4-0 sobre o Setúbal; desde 1979/80 que o Boavista não batia os sadinos em casa tão folgadamente. Além disso, foi a maior vitória dos axadrezados na I Liga desde 2001/02, quando derrotou o Paços de Ferreira por 5-0;

11.03.2016, jornada 26 – ao vencer por 0-3, o Boavista consegue a sua maior vitória de sempre em casa do Marítimo.

 

Para esquecer

10.01.2016, jornada 17 – derrota caseira com o FC Porto por 0-5; a pior do Boavista no Bessa desde 1981/82 (0-6, também contra os dragões).

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por Miran Pavlin às 13:00




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