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CORTE LIMPO



Quinta-feira, 26.05.16

CF UNIÃO 2015/16

De regresso à I Liga após vinte anos de ausência, o União passou apenas uma jornada dentro da zona de despromoção. Nada mau para um emblema nesta circunstância… excepto quando se constata que essa queda abaixo da linha de água aconteceu, de forma fatídica, na última jornada. Nem mais. O União viveu muitos dos problemas que costumam afectar clubes que se estreiam, ou que voltam à categoria máxima depois de longos anos arredados. As sequências de dez, e mais tarde de doze jogos sem vencer assim o demonstram, mas os insulares encontraram sempre forma de resistir a baixar à zona proibida.

Se a jogar fora os unionistas foram uma das duas equipas com o pior registo – cinco pontos apenas, a par da Académica –, em casa foram um osso mais duro de roer, tendo vencido seis jogos e empatado outros tantos. Além disso, quem olhasse para o União por alturas da viragem do campeonato encontrava uma equipa em 11.º lugar (à 19.ª jornada), às costas de cinco vitórias em oito jogos.

Foi a melhor fase da época para os madeirenses, que tinham começado em grande, derrotando o Marítimo (2-1), mas não voltariam a vencer até essa 12.ª jornada, na qual se cruzaram com alguém em pior situação que a sua, no caso o Tondela. Na ronda 14 o União bateu o Sporting (1-0), e ainda vergaria Boavista (1-0), novamente Marítimo (0-1) e Nacional (3-0). Os triunfos frente aos rivais locais foram especialmente saborosos, já que elevaram o União acima de ambos, situação pouco crível no arranque da competição. No “campeonato da Madeira” seria mesmo o União a ficar por cima.

A fase positiva, contudo, seria sol de pouca dura. O União só venceria mais um jogo até final, à jornada 32, diante da Académica (3-1). Com as duas equipas desesperadamente necessitadas de pontos, o triunfo valeu mais que três pontos, mas os insulares não seriam capazes de retirar daí ânimo. A penúltima jornada trouxe uma derrota no Bessa (1-0), com o golo a nascer de um erro clamoroso do guarda-redes Gudiño, que tentava bater uma bola para o meio campo quando estava sozinho na área, mas trocou os pés e entregou a bola ao boavisteiro Zé Manuel.

O drama maior estava ainda assim reservado para a última jornada. O União esteve salvo da descida durante 21 minutos. Foi o tempo que mediou o 1-0, apontado por Amilton (36’), e o golo do empate do Rio Ave (57’). Os de Vila do Conde não podiam consdescender com as necessidades do União, visto que estavam eles próprios em busca de um lugar na Liga Europa, e chegaram mesmo ao 1-2, que confirmou tanto esse apuramento, como a despromoção do União.

Dono de uma carreira invulgar, que o levou de jogador mediano a dirigente do Sporting, sem esquecer o período como director da revista Foot, o treinador Norton de Matos passou praticamente toda a época em pé-de-guerra com o presidente Filipe Abreu Silva. O técnico envolveu-se em alguns episódios rocambolescos, como a ida sem avisar a Lisboa para uma consulta no dentista, e chegou a ter o despedimento à sua frente, mas resistiu até final da época.

Os 27 golos marcados foram o segundo pior registo da época. O experiente Danilo Dias apontou sete, seguido de Amilton, com cinco, Élio Martins (quatro) e Toni Silva (três). O venezuelano Cádiz foi outro dos criadores de problemas para as defensivas contrárias, mas ficou-se pelos dois golos.

 

“Campeonato da Madeira”

Dos três clubes do arquipélago, o União foi o que somou mais pontos nos jogos entre si.

1.ª jornada          União 2-1 Marítimo

2.ª jornada          Nacional 1-0 União

11.ª jornada       Nacional 3-1 Marítimo

18.ª jornada       Marítimo 0-1 União

19.ª jornada       União 3-0 Nacional

28.ª jornada       Marítimo 2-0 Nacional

 

1.º União, 9 pontos; 2.º Nacional 6 pontos; 3.º Marítimo 3 pontos.

 

Totalidade

O defesa Diego Galo foi o único totalista desta edição da Liga NOS.

 

Contas finais

Campeonato: 17.º lugar, com 7v, 8e, 19d, 27gm, 50gs, 29pts (despromovido)

Taça de Portugal: afastado na 4.ª eliminatória (Desportivo das Aves, 3-3 a.p., 5-4 g.p.)

Taça da Liga: afastado na 2.ª eliminatória (Paços de Ferreira, 0-1)

 

Para mais tarde recordar

20.12.2015, jornada 14 – vence o Sporting por 1-0; a primeira vez que o União bateu o pé a um grande;

16.01.2016, jornada 18 – vence pela primeira vez em casa do Marítimo em jogos da I Liga (0-1).

 

Para esquecer

22.11.2015, Taça de Portugal – eliminado pelo Desportivo das Aves (II Liga), num jogo louco que terminou 3-3 e precisou de grandes penalidades para encontrar o vencedor (5-4);

12.12.2015, jornada 13 – igualou a sua pior derrota de sempre na I Liga, ao perder por 6-0 em Paços de Ferreira;

14.05.2016, jornada 34 – União despromovido ao perder em casa com o Rio Ave (1-2). Os insulares entraram na jornada de fecho acima da linha fatal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 19:15




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