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CORTE LIMPO



Quinta-feira, 26.05.16

CS MARÍTIMO 2015/16

A palavra-chave da época do Marítimo é: inconstância. Capaz de golear e ser goleado, foi como se o emblema insular passasse toda a época no interminável sobe-e-desce de uma montanha russa. Quem sai da montanha russa fá-lo por baixo, e foi precisamente isso que sucedeu ao Marítimo. O 13.º lugar foi a sua pior classificação desde 1982/83, ao passo que os 63 golos sofridos são novo recorde do clube. Como se não bastasse, nunca antes o clube tinha perdido 19 jogos numa só edição da I Liga.

A primeira dessas derrotas ocorreu logo na jornada inaugural, e não terá sido fácil de digerir. Apadrinhando o regresso do União à categoria máxima, o Marítimo inadvertidamente entrou na festa, ao sair derrotado por 2-1. Na segunda jornada, e pelo quarto ano consecutivo, os verde-rubros roubaram pontos na recepção ao FC Porto (1-1). Era só o primeiro exemplo da disparidade de resultados de que o Marítimo era capaz. Nas jornadas imediatas, o Marítimo brindou o Setúbal com um 5-2, saindo depois de Braga vergado a um robusto 5-1. Como visitante, o Marítimo venceria apenas três jogos, frente a Boavista (0-1), Guimarães (3-4) e Tondela (3-4), perdendo onze, com as goleadas sofridas em Arouca (4-1) e na Luz (6-0) à cabeça. A resposta ao vexame na capital – 5-1 na recepção ao Moreirense – foi apenas mais um exemplo das duas caras dos leões do Funchal.

As duas taças nacionais também trouxeram resultados diametralmente opostos. Enquanto na Taça de Portugal o Marítimo foi vítima do episódio de tomba gigantes do ano, ao ser afastado na 4.ª eliminatória pelo Amarante, do Campeonato de Portugal (1-0, golo de Miguelito aos 44’), na Taça da Liga os maritimistas chegaram até à final, num percurso que incluiu uma vitória por 1-3 em casa do FC Porto na fase de grupos. O Marítimo nunca aí tinha ganho qualquer jogo, incluindo todas as competições. O passaporte para o jogo decisivo seria carimbado com uma vitória por 3-1 sobre o Portimonense, que se tornou na primeira equipa da II Liga a atingir as meias-finais, após concluir a fase de grupos à frente do Sporting.

A final foi uma repetição do encontro da época passada, mas só nos intervenientes e no local, pois desta vez o Benfica esteve intratável e goleou por 6-2 – em 2014/15 tinha havido 2-1. O estádio Cidade de Coimbra é definitivamente de má memória para o Marítimo, que havia perdido também na visita à Académica (1-0) para o campeonato.

Tantos desaires acabaram por custar o lugar ao técnico Ivo Vieira, que se demitiu após a 18.ª jornada, naquele que seria o último chicote a estalar esta época na Liga NOS. O resto da temporada ficaria a cargo de Nelo Vingada, mas o experiente técnico, na sua segunda passagem pelo clube – que orientou entre 1999 e 2002 – não conseguiu recuperar o ânimo do plantel.

Nada menos que 16 jogadores fizeram o gosto ao pé pelo Marítimo na Liga NOS, com Dyego Sousa a facturar 12 golos – nenhum de grande penalidade. Fransérgio (5 golos) e Edgar Costa (4) também estiveram em foco, com este último a apontar talvez o golo do ano, rematando de costas para a baliza, depois de receber a bola e dar dois toques. Marcá-lo frente ao Nacional abrilhantou ainda mais o movimento. Baba regressou ao clube em Janeiro para colmatar a saída de Marega para o FC Porto, mas foi pouco mais que um fracasso; curiosamente, tal como o próprio Marega, que se eclipsou no Dragão. Na defesa, João Diogo e Rúben Ferreira não chegaram para as encomendas.

 

Contas finais

Campeonato: 13.º lugar, com 10v, 5e, 19d, 45gm, 63gs, 35pts

Taça de Portugal: afastado na 4.ª eliminatória

Taça da Liga: finalista vencido

 

Para mais tarde recordar

13.09.2015, jornada 4 – vence o Setúbal por 5-2; não marcava cinco golos num jogo de I Liga desde um 1-5 em Coimbra, em 2010/11;

12.12.2015, jornada 13 – marcou pela primeira vez quatro golos em casa do Guimarães (3-4);

10.01.2016, jornada 17 – vitória sobre o Moreirense por 5-1; a maior de sempre frente aos cónegos na I Liga.

 

Para esquecer

22.11.2015, Taça de Portugal: afastado pelo Amarante, do Campeonato de Portugal;

06.01.2016, jornada 16 – derrota na Luz por 6-0. A pior do Marítimo desde 1995/96, quando perdeu pelo mesmo resultado tanto em Guimarães, como nas Antas.

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por Miran Pavlin às 12:45




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