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CORTE LIMPO



Quinta-feira, 14.01.16

FC Porto – Check-up de Inverno

O FC Porto vai ao médico. É uma consulta de rotina.

 

SINTOMAS

Campeonato: situação não muito diferente da época passada. Há novamente pontos para recuperar face ao actual líder, a quem de novo não conseguiu vencer.

Taça de Portugal: depois de um jogo no Bessa para homens de barba rija, os dragões apuraram-se para as meias-finais, onde encontrarão, a duas mãos, o Gil Vicente, que segue bem classificado na II Liga.

Taça da Liga: a passagem à fase seguinte está comprometida, mas os azuis-e-brancos mais uma vez parecem dar de barato esta competição.

Europa: a saída da Liga dos Campeões foi indigesta. Despromovido à Liga Europa, o FC Porto tem agora pela frente o Borussia Dortmund, em Fevereiro. Um duro osso.

 

RAIO X

A TAC ao plantel.

 

GUARDA-REDES

Casillas: titular no campeonato e na Liga dos Campeões, o histórico guardião sofre golos mais por inépcia da defesa do que por incompetência própria, mas sofreu um ou outro golo infeliz, com o Dinamo Kiev, em dose dupla, a saltar imediatamente à memória.

Gudiño: não foi utilizado.

Helton: quem sabe nunca esquece. Quando vai a jogo, na Taça de Portugal e na Taça da Liga, é o Helton dos velhos tempos. No recente jogo para a Taça de Portugal frente ao Boavista defendeu uma grande penalidade que efectivamente garantiu a passagem às meias-finais.

 

DEFESAS

Cissokho: falhou no golo sofrido em casa do Marítimo, na 2.ª jornada da Liga, e não mais foi opção para Lopetegui. Rescindiu ainda durante o mês de Dezembro.

José Ángel: utilizado apenas na Taça de Portugal e na Taça da Liga, ainda não conseguiu encontrar o seu espaço no FC Porto.

Layún: entrou bem na equipa e os adeptos gostaram da propensão ofensiva do lateral mexicano. Sabe cruzar, remata bem e leva já três golos, incluindo todas as competições.

Lichnovsky: alinhou duas vezes na Taça de Portugal.

Maicon: tem estado menos assertivo que em épocas anteriores, o que lhe custa alguns lances mais caricatos. Precisa de ganhar confiança no seu jogo.

Marcano: não costuma complicar na resolução dos lances, mas é propenso a erros e hesitações que custam golos. Na equipa de, digamos, Vítor Pereira, talvez não conseguisse mais que ser quarto ou quinto central.

Martins Indi: competente e eficaz, está a realizar mais uma época de bom nível.

Maxi Pereira: a entrega e dedicação são totais. Em vários jogos pareceu ser o único em campo disposto a dar tudo. Faltam-lhe duas coisas: o golo e melhor interacção com o extremo à sua frente.

Víctor García: tendo sido utilizado apenas na equipa B, subiu ao plantel principal para um jogo em cada uma das Taças.

 

MÉDIOS

André André: um poço de energia. Incansável a pressionar a circulação de bola dos adversários. O reverso da medalha é o desgaste, que o fez perder jogos por fadiga muscular. Por muito incompreensível que às vezes fosse, talvez a rotação preconizada por Lopetegui fosse bem-vinda no seu caso específico. Marcou o único golo do jogo com o Benfica, em Setembro.

Danilo Pereira: trinco eficaz na recuperação da bola e distribuição de jogo, além de dar algum músculo ao meio-campo. Marcou de calcanhar diante do Boavista.

Evandro: suplente frequentemente utilizado, é um recurso importante no equilíbrio da equipa. É pena não jogar mais vezes.

Herrera: o chamado box to box. Ajuda no início da construção de jogo e ainda aproveita as descidas de Aboubakar para aparecer na zona de finalização. Também tem jogos menos conseguidos, mas nas últimas semanas tem estado em grande forma. Leva cinco golos na I Liga e marcou de calcanhar à Académica.

Imbula: tem-se mostrado descontente com os poucos minutos de utilização. Quando joga, nem sempre se percebe porque foi o jogador mais caro alguma vez contratado por um clube português. Talvez ainda não tenha jogado na posição que mais lhe agrada.

Ruben Neves: foi o jogador mais jovem de sempre a capitanear uma equipa na Liga dos Campeões, mas tal não lhe deu qualquer estatuto, já que foi um dos mais penalizados pela rotação da equipa. É tão competente como Danilo Pereira, mas ainda tem rodagem para fazer.

Sérgio Oliveira: apenas foi opção na Taça de Portugal e na Taça da Liga.

 

AVANÇADOS

Aboubakar: em abstracto, é tão bom ou melhor que Jackson Martínez, mas falta-lhe ser mais prolífico. Em parte porque passa muito tempo a vir buscar jogo atrás, mas também porque não é tão constante como o seu antecessor.

André Silva: lançado às feras em Alvalade, ainda não encontrou o jogo ideal para ganhar confiança e mostrar realmente o que vale.

Brahimi: mais eficaz quando joga por dentro do que pela extrema, mas por defeito joga quase sempre colado à linha. Tende a perder-se em fintas, mesmo quando tem alguém a quem dar a bola. Marcou um golaço frente ao Tondela, que ajudou a decidir o jogo.

Bueno: quando joga parece saber o que faz, mas ser utilizado apenas a espaços não lhe permite nem ganhar ritmo, nem criar rotinas com os colegas.

Corona: extremo de qualidade inequívoca, marcou dois golos na estreia e parecia ser a solução para os problemas da equipa, mas desvanece-se do jogo demasiadas vezes. Parece mais à vontade quando sobe acossado por adversários.

Osvaldo: recuperando palavras escritas após o seu primeiro jogo, é pesado e pouco móvel. Foi pouco utilizado e pouco mostrou nessas ocasiões. Já saiu do clube, a caminho do Boca Juniors. Ao menos leva um golo de dragão ao peito.

Tello: por ter sido menos utilizado que na época passada, é notório que quando entra em campo tem pouco ritmo. Ainda não confirmou em definitivo as suas credenciais.

Varela: face aos poucos minutos que jogou, por vezes até se esquece que faz parte do plantel. Tem condições para mais do que aquilo que tem exibido, mas as coisas teimam em não acontecer.

 

TREINADOR

Já bem dentro da época, tornou-se claro que a performance da equipa estava a ser demasiado igual à de 2014/15. Uma corrida atrás do prejuízo, com perdas de pontos nos jogos mais importantes e a equipa a denotar défice físico e de ideias. Nem a Liga dos Campeões correu de feição. Julen Lopetegui pagou o preço e deixou o comando técnico ao cabo da 16.ª jornada. O seu adjunto Rui Barros tomou conta da equipa, e logo se viu mais atitude e entrega. O antigo médio dos dragões mantém, até ao momento, a sua aura de vitória enquanto treinador: três jogos, três vitórias. Uma em 2006 que valeu uma Supertaça, conseguindo agora uma goleada e um apuramento para as meias-finais da Taça de Portugal.

 

DIAGNÓSTICO

Falta de pontos e espírito de grupo. Vai ser necessário tomar um anti-stress para aguentar o que aí vem. A luta decerto continuará até ao fim, mas mais uma vez a desvantagem pontual será um problema para o sistema nervoso do FC Porto.

 

OBSERVAÇÃO

O avançado sul-coreano Hyun-Jun Suk, do Setúbal, é dado como reforço dos dragões para a segunda metade da época.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 12:00




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