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CORTE LIMPO



Sexta-feira, 19.12.14

I Liga, 14.ª jornada – FC Porto 4-0 Vitória FC – Por obrigação

Por muito debate que haja, por muitas justificações que se busquem, a Liga Portuguesa não é, e dificilmente será, uma das melhores do mundo. Desde logo porque não há imprevisibilidade, visto que 78 dos 80 campeonatos já disputados foram ganhos pelos mesmos três nomes. É verdade que ao longo dessas oito décadas houve diversas equipas valorosas entre os clubes não-grandes, mas o melhor que conseguiram foram vice-campeonatos, que as tornam pouco mais que efémeras. Equilibrar só nivelando a Liga por baixo.

Por isso, face ao estatuto dos clubes grandes e aos plantéis à sua disposição, em condições normais qualquer deles tem a obrigação de ganhar, no mínimo, por 4-0 a mais de metade dos participantes na I Liga. O Vitória de Setúbal é uma dessas equipas.

A postura com que os sadinos abordaram a partida, dando a iniciativa ao FC Porto e ficando à espera de um contra-ataque ou de uma bola parada algures no meio-campo adversário, nada trazia ao jogo e deixava os dragões na inerência de conseguirem um golo o quanto antes, sob pena de a ansiedade tomar conta da manobra da equipa.

O golo apareceria a meio do primeiro tempo, numa grande penalidade que talvez tenha sido mais forçada do que sofrida por Danilo, não obstante o setubalense Manu se ter posto a jeito ao meter os braços sobre o lateral brasileiro. Manu já não vai para novo, e devia saber melhor como os árbitros em Portugal analisam os lances.

Chamado à conversão, o hoje titular Quaresma não tremeu. Quatro minutos mais tarde Jackson Martínez assinava o seu 11.º golo na Liga, escrevendo antecipadamente o nome do FC Porto como vencedor. Assim foi. Uma vez que o Setúbal não foi capaz de reentrar no jogo – terá sequer entrado? –, este manteve-se frio como o tempo, e não deixa nada para memória futura, além dos golos.

Com Campaña em estreia no meio-campo defensivo, a ponta final ainda reservou dois golos. Um por Brahimi, na recarga a um remate de Quintero que o guarda-redes Ricardo Batista defendeu para a frente, e outro no último lance do encontro, em nova grande penalidade, agora batida por Danilo. A falta obrigou o árbitro a expulsar Ricardo Batista, que foi substituído entre os postes pelo extremo Zequinha.

O 4-0 final é muito mais fruto desse Setúbal inerte do que de um FC Porto implacável. Reflexo das ideias com que começa este texto. O Vitória, que não bate o FC Porto desde 1982/83, não consegue fazer melhor, e já não é de agora. Só se chamar José Couceiro.

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por Miran Pavlin às 23:55


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