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CORTE LIMPO



Quarta-feira, 09.12.15

Liga dos Campeões, grupo G – Chelsea FC 2-0 FC Porto – Aqui jaz

Como as coisas mudam no futebol. Com dez pontos ao cabo de quatro jogos, o FC Porto tinha na mão a chave dos oitavos-de-final. Na quinta jornada, incrivelmente, essa chave transformou-se na pá com que os dragões foram cavando a sua sepultura ao longo dos 90 minutos da recepção ao Dinamo Kiev. Terminada a fase de grupos, confirmou-se o pior cenário, e o FC Porto jaz agora em câmara ardente até ao dia do sorteio da Liga Europa.

A queda para o andar de baixo da UEFA não foi a única confirmação saída do jogo de Londres. Ficou também assente que nos jogos de maior cartaz Julen Lopetegui não resiste a fazer mexidas de vulto na equipa. A aposta de hoje recaiu numa defesa a três (Maicon, Marcano e Martins Indi), com Maxi Pereira e Layún bem abertos nas alas, alternando a defesa com o ataque; Danilo Pereira e Imbula seguraram o meio-campo, permitindo a Herrera aventurar-se no apoio a Corona e Brahimi. Não havia André André devido a um problema muscular, mas o mais gritante, ao olhar para a ficha de jogo, era não haver um único avançado entre os titulares.

Mais do que criticar a opção do treinador – sempre o caminho mais fácil quando se perde – importa dizer que o FC Porto talvez não merecesse ficar em desvantagem da forma infeliz como ficou. Jogava-se o minuto 12 quando Diego Costa se isolou frente a Casillas. O guarda-redes saiu dos postes e anulou o perigo defendendo com o pé a finalização do hispano-brasileiro, mas o ressalto bateu em cheio em Marcano e a bola encaminhou-se tranquilamente para a baliza deserta. Maicon já não chegou a tempo de evitar o pior. Até aí o FC Porto procurara trocar a bola na zona defensiva, chamando os adversários, para depois meter bolas longas no ataque, confiando no virtuosismo de Brahimi e Corona.

Contudo, este FC Porto mais uma vez mostrou ser uma equipa que não sabe bem como fazer a bola chegar à zona de finalização. Uma incapacidade que ficou bastante mais visível depois de estar atrás no resultado. As lateralizações são constantes, e mesmo quando os jogadores abriam linhas de passe para a frente – o que até aconteceu com razoável frequência – a opção do portador da bola era invariavelmente parar e pensar, ou passar para trás. E cada hesitação era um convite à pressão dos homens do Chelsea.

Só depois do 2-0, por Willian (52’), num ataque rápido que o deixou solto na direita para uma conclusão simples, é que Aboubakar veio a jogo, acompanhado de Ruben Neves. Saíram Maxi Pereira e Imbula, e o onze revolucionário do FC Porto assumiu uma disposição táctica mais convencional. Mas a bola continuava a não chegar à área contrária. O FC Porto até visou Courtois em diversos momentos, mas só em remates de longe a que o belga se opôs sem problemas.

Olhando bem para o jogo, a diferença entre Chelsea e FC Porto não foi grande. Os da casa pressionavam sempre quem tinha a bola e só precisavam de dois ou três passes para aparecer em velocidade no ataque, enquanto o FC Porto elaborava demais as jogadas e não tinha quem servisse de referência ofensiva. Este foi, no fundo, um Chelsea acessível. Só era preciso que o FC Porto conseguisse – ou soubesse – gizar alguns movimentos de ataque mais concretos.

No cômputo geral, os dragões não seguem em frente na Champions por culpa própria. Neste jogo em particular faltou um pouco de fortuna e, repetindo-me, um ponta-de-lança. Os males de que o FC Porto padeceu esta noite não são novos. Quantos mais desaires serão necessários para que treinador e jogadores percebam o que está errado?

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por Miran Pavlin às 23:30


1 comentário

De bonus betclic a 10.12.2015 às 09:19

Um aspecto importante na definição do resultado foi um melhor aproveitamento dos ataques rápidos por parte do Chelsea e, o facto do Porto ter sofrido um golo no início do jogo, sabendo que precisava da vitória, também influenciou o resultado. Agora resta esperar por um sorteio favorável na Liga Europa.

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