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CORTE LIMPO



Quinta-feira, 18.02.16

Liga Europa, 16-avos-de-final, 1.ª mão – BV Borussia 09 Dortmund 2-0 FC Porto – Haja respeito

A tarefa do FC Porto em Dortmund afigurava-se mais difícil que na Luz, por força das baixas que massacraram os sectores recuados. Entre lesões e castigos, Maxi Pereira, Marcano e Danilo Pereira estavam indisponíveis, enquanto Chidozie não foi inscrito na UEFA. Maicon decerto seria opção, mas já não mora no Dragão, uma vez que pagou o erro decisivo no jogo com o Arouca com um empréstimo ao São Paulo.

José Peseiro foi então forçado a puxar pela cabeça para montar o onze e a solução encontrada foi colocar José Ángel na esquerda, Layún a central e, imagine-se, Varela na posição habitual do mexicano na direita. Seria uma receita para o desastre, mas tal não se verificou, por diversas razões.

Desde logo porque o Borussia se adiantou logo aos seis minutos de jogo, numa recarga de Piszczek ao seu próprio remate, que Casillas não conseguira deter; mas também porque talvez o Borussia tenha demonstrado demasiado respeito por um FC Porto de bloco baixo, que deixava Aboubakar como uma ilha remota no meio-campo contrário. Por seu turno, também o FC Porto respeitava o Borussia, já que não terá querido abrir o mínimo espaço junto à sua baliza e simplesmente não se esticou o suficente no relvado para chegar ao ataque. Em muitos momentos nem sequer deu para passar a linha divisória.

Seriam necessárias tantas cautelas? A fama do Dortmund provinha mais da velocidade de Aubameyang e da produtividade ofensiva, do que propriamente de um plantel assustador. Não é que os schwarzgelben não tenham um plantel de qualidade, mas não são o Bayern. E o resultado de tanto respeito mútuo foi um jogo que certamente fez os neutros adormecer. O FC Porto estava então fechado na sua gaiola, e quando dela saía, sucumbia sempre à bem aplicada pressão do conjunto alemão. O Dortmund teve quase sempre a bola, mas não carregou incessantemente sobre a área adversária, preferindo um futebol paciente.

Só assim se explica que o resultado se tenha mantido tanto tempo em 1-0. Foi preciso esperar pelo minuto 71 para um ataque mais veloz do Borussia resultar num remate de Reus, que Martins Indi desviou, traindo Casillas. Só aí o FC Porto se soltou um pouco, já com André André em campo, entrando depois Hyun-Jun Suk, que teve a única oportunidade dos azuis-e-brancos, ao minuto 87. Evandro conseguiu desmarcar-se e o guarda-redes Bürki saiu-se, provocando uma carambola que sobrou para Suk, que já em desequilíbrio acabou por rematar frouxo. Antes, os da casa tiveram lances para fechar a eliminatória, incluindo um cabeceamento de Mkhitaryan ao poste, mas o 2-0 era mesmo final.

A segunda mão pode ter várias leituras. Pelo que se viu em campo, e partindo do princípio de que já terá um onze mais composto, não é impossível o FC Porto reequilibrar a eliminatória. Para isso os dragões terão que se abrir mais, o que poderá fazer com que o Dortmund encontre mais espaço para aproveitar. Por outro lado, considerando que não precisa de arriscar muito, como lidará o Borussia com um FC Porto mais ofensivo?

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por Miran Pavlin às 22:15




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