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CORTE LIMPO



Domingo, 08.11.15

Liga NOS, 10.ª jornada – FC Porto 2-0 Vitória FC – Reagir bem

Não há engano. O FC Porto saltou mesmo da oitava para a décima jornada, em virtude do adiamento da partida com o União, que deveria ter-se disputado no pretérito fim-de-semana. Houve engano, sim, sobre o relvado. Ao contrário das últimas visitas ao Dragão, desta vez o Vitória não foi uma equipa pálida e encolhida, e procurou esticar o seu jogo o mais que pôde, na tentativa de chegar a terrenos mais avançados com a bola no pé.

O FC Porto, por seu turno, não se terá incomodado muito com isso, uma vez que pressionou melhor que em outros jogos, pese embora o ocasional rodriguinho, principalmente quando a bola chegava a Brahimi. O argelino deverá ter alergia ao jogo de equipa, pois prefere rodopiar sobre si uma e outra vez quando está acossado pelos defesas contrários e longe dos colegas, que, diga-se, pouco apoio lhe dão em termos de abertura de linhas de passe.

Porque estava então a pressionar melhor, o FC Porto acabou por conseguir criar mais lances de perigo do que na partida com o Braga, mas o golo tardou em aparecer. A resistência dos sadinos durou longos 70 minutos, altura em que Aboubakar finalmente marcou, depois de ter perdido diversos lances mais ou menos claros. Aos 84 minutos Layún coroou mais uma sólida exibição – mais em termos ofensivos que defensivos, pois praticamente não teve trabalho nesse sector – com um golo semelhante ao que apontara em Israel, num remate cruzado sem hipótese para o guarda-redes.

Ruben Neves deu mais uma mostra da sua qualidade na distribuição de jogo, mas cedeu o lugar a André André para a segunda parte. O suplente mexeu com o jogo, dando ao miolo portista a alta rotação que faltou até aí. Com o jogo ainda encravado, Lopetegui teve a rara decisão de colocar outro avançado junto a Aboubakar, fazendo entrar Osvaldo. Mesmo sem acção directa do italo-argentino, a manobra resultou, e o técnico logo fez voltar a equipa à forma anterior, trocando Brahimi por Imbula.

Não fosse o claro domínio dos azuis-e-brancos e poderia pensar-se que o triunfo foi tirado a ferros. O mais que o Vitória conseguiu foi dar ao técnico Quim Machado uma pílula para dourar sempre que precise de motivar as suas tropas. Mesmo tendo sido mais expansivo, o resultado foi nulo e assim continua em vigor a série negra do Setúbal, que não marca no Dragão para a I Liga desde 2006/07, e aí não pontua desde 2005/06. Já o FC Porto acaba por reagir bem quer à desvantagem pontual face ao líder, quer à agravante psicológica de ter um jogo em atraso, que o faz ver-se um pouco mais afastado da frente.

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por Miran Pavlin às 22:30




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