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CORTE LIMPO



Sábado, 05.12.15

Liga NOS, 12.ª jornada – FC Porto 2-1 FC Paços de Ferreira – Noite mexicana

Jogava-se há oito minutos quando Bruno Moreira escreveu mais um rodapé da História, ao abrir o activo para o Paços de Ferreira. Faltava uma semana e pico para o FC Porto completar um ano sem sofrer golos no Dragão em jogos da I Liga. Esquecido na área, o avançado pacense quebrou então a longa sequência dos dragões, oferecendo à sua equipa uma prenda inesperada.

Foi aí que o jogo efectivamente começou. Com o Paços a fechar-se na sua concha, o FC Porto teve que recorrer à estratégia habitualmente usada para resolver 15 dos 17 jogos caseiros de cada campeonato: espalhar a equipa pelos últimos 40 metros do relvado e bater até a pedra furar. Os golos mais uma vez apareceram em quantidade suficiente. Quando assim é, as outras questões tendem a ficar em segundo plano. Lateralizar, cruzar, voltar atrás e começar de novo, mudar de flanco e procurar desequilíbrios aqui e ali foi mais uma vez suficiente, mas será que chega para resolver o campeonato no seu todo? No fundo, o FC Porto de hoje teve a mesma cara de tantos outros jogos. É só quando os golos não surgem que se nota realmente que a equipa parece não ter um plano B, ficando refém da ansiedade.

Não foi o caso esta noite, portanto. O FC Porto conseguiu criar ocasiões de golo em proporção ao volume de jogo que teve junto ao último reduto dos castores. O empate apareceu aos 29 minutos, com Corona a desmarcar-se pelo meio e a finalizar com classe, após solicitação de Brahimi. Aos 64, foi outro mexicano a ser protagonista. Acreditando que era possível retirar algo de uma bola que parecia perdida, Herrera pressionou Marafona e Marco Baixinho, que sentiram tanto a bola a queimar que o segundo acabou por derrubar o médio portista. Foi a primeira grande penalidade de que o FC Porto beneficiou esta época, contabilizando todas as provas. Como a noite estava a ser dos mexicanos, foi Layún quem converteu o castigo máximo, fixando o resultado final.

O FC Porto teve então muitas oportunidades para alargar o marcador, mas Aboubakar primou pelo desperdício. Nem isolado frente a Marafona o camaronês teve a lucidez necessária para fazer o mesmo que Corona fizera no lance do primeiro golo.

A dança das substituições começou imediatamente a seguir ao 2-1. André André foi o primeiro a ir descansar (66’), seguido de Brahimi (78’) e Herrera (88’). Desta vez não houve experiências. Todas as trocas serviram para refrescar a equipa, mas nenhum dos suplentes utilizados (Danilo Pereira, Tello e Evandro) mudou o que quer que fosse na face do jogo. O Paços ainda teve um lance que passou perigosamente perto da baliza de Casillas, mas não conseguiu entornar o balde de água fria em cima do fim.

Com os três pontos no bolso, o FC Porto segue agora para um dos jogos mais importantes da época. A visita a Stamford Bridge, na quarta-feira, decide o futuro imediato dos dragões nas provas da UEFA.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:00




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