Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

CORTE LIMPO



Segunda-feira, 14.12.15

Liga NOS, 13.ª jornada – CD Nacional 1-2 FC Porto – Fantasmas da Madeira

Numa jornada que levava 25 golos em cinco jogos, os primeiros quinze minutos deste encontro indicaram que a festa era para continuar, pois o marcador já registava 1-2. A loucura, contudo, acabou por aí e o resultado manteve-se até ao final… que só chegou no dia seguinte. A causa? O nevoeiro, pois! Esse ingrediente extra que todos os anos faz das suas e perturba o curso normal de um par de jogos. Se em anos anteriores acontecera em jogos com pouca audiência, esta temporada as vítimas dão pelo nome de FC Porto e Benfica, o que dá mais visibilidade à coisa – passe o paradoxo.

No caso do FC Porto, jogar na Madeira em 2015/16 não foi apenas difícil; estava a tornar-se proibido, mesmo. Recorde-se que foram precisas duas viagens para efectivamente jogar frente ao União - na primeira o vento impediu a aterragem do avião - e agora os dragões tiveram que dormir mais uma noite na ilha antes de concluir o jogo.

O arranque foi então um toma lá, dá cá. Aos 6 minutos Marcano, de calcanhar, desviou no coração da área o canto cobrado por Layún. Na resposta o Nacional empatou, também de canto, com Willyan a fugir à marcação e a cabecear certeiro. Aos 14 foi Brahimi a recolocar o FC Porto na frente, na conclusão de uma jogada envolvente, que incluiu um cruzamento de Layún, na esquerda, e um remate cruzado de Herrera, ao segundo poste; Rui Silva defendeu como pôde, e a bola caiu redondinha no argelino, que só teve que empurrar.

O jogo continuou vivo, e pese embora não tenham passado por grandes momentos de sufoco, os guarda-redes tiveram que estar atentos em diversas ocasiões. No reatamento o Nacional entrou mais forte, mas o FC Porto foi mais perigoso, com Aboubakar e Herrera a perderem lances bastante prometedores, já numa fase em que só quem estava no estádio conseguia vislumbrar alguma coisa da acção.

Se pensarmos que a Madeira vinha sendo o fantasma do FC Porto, quão irónico foi que o cenário do jogo se tenha tornado também ele fantasmagórico. A partir dos 65 minutos só era possível ver uns vultos sombrios na parte do relvado mais próxima de onde estava a câmara. Tudo o resto eram brumas que, para o bem e para o mal, tudo encobriam. Incrivelmente, ainda se tiraram dois foras-de-jogo e assinalaram faltas, uma delas merecedora de cartão. Presume-se que tenham sido lances claros. O desafio foi definitivamente interrompido ao minuto 83, que na prática era o 75.º, dadas as duas suspensões anteriores, e reatado pelas 12h30 de hoje. Foram quinze minutos horríveis, com o FC Porto apenas interessado em destruir jogo. Não era para menos; estava em causa a eliminação do fantasma madeirense dos portistas.

Marcano foi o homem em destaque, primeiro pelo golo, e mais tarde por estar envolvido em dois lances nos quais os alvinegros reclamaram grande penalidade. No primeiro, o jogador do Nacional cruza a bola a pouca distância do central portista e esta vai directa ao braço, que estava afastado do corpo; no dia seguinte é João Aurélio que leva um valente pontapé de Marcano, numa jogada em que os dois jogadores acorrem em simultâneo à bola, mas o homem dos insulares foi mais rápido.

Numa manhã anormalmente preenchida, o FC Porto conheceu também o seu adversário nos 16-avos-de-final da Liga Europa, e esse dá pelo nome de Borussia Dortmund. Um duro teste, que certamente não será ultrapassado apenas com o futebol pausado que os dragões amiúde exibem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 20:30




Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Dezembro 2015

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031