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CORTE LIMPO



Segunda-feira, 19.12.16

Liga NOS, 14.ª jornada – FC Porto 2-1 GD Chaves – Intenso

Volvido um mês e um dia sobre a eliminação da Taça de Portugal aos pés deste mesmo Chaves, o momento do FC Porto não podia ser mais diverso na hora de o reencontrar. Se nessa altura os dragões vinham de um inglório empate caseiro com o Benfica e iniciavam um calvário de quatro nulos consecutivos, desta vez subiam ao relvado na crista de uma série de quatro vitórias. Já o Chaves, apesar da súbita perda do técnico Jorge Simão, mantinha a boa forma, tendo sofrido apenas duas derrotas em 13 jornadas. A teoria não joga, já se sabe, mas o Chaves fez questão de sublinhar que não entrou na jornada em sétimo lugar por acaso. Os flavienses foram um osso bem duro de roer.

O aviso estava lá desde essa partida da Taça, mas, por jogarem em casa, talvez o FC Porto não estivesse à espera – parafraseando Luís Freitas Lobo – da agressividade táctica com que o Chaves abordou os primeiros minutos. A pressão sobre o portador da bola e as saídas rápidas para o contra-ataque à mínima oportunidade não deixavam que os azuis-e-brancos assentassem o seu jogo. Até que ao minuto 13 o azar bateu à porta do FC Porto. Num regresso aos momentos menos bons do início da época, Felipe entregou a bola ao adversário, que logo iniciou mais um contra-ataque. Como se isso não bastasse, Felipe escorregou quando se preparava para cortar, e o Chaves avançou até à entrada da área, onde Rafael Lopes desferiu um remate que ressaltou em Danilo Pereira e caiu redondo dentro da baliza.

Em vantagem, e mesmo não esquecendo o contra-ataque, o Chaves aumentou os níveis de agressividade física nas disputas de bola. A ansiedade dos portistas era também crescente, os ânimos iam aquecendo, e as reclamações multiplicavam-se, de parte a parte, a cada decisão do árbitro Vasco Santos. O guardião flaviense António Filipe, herói da Taça, montou mais um álbum de boas defesas, enquanto do outro lado Casillas não lhe ficou atrás, efectuando mesmo a sua melhor defesa desde que está no FC Porto, num cabeceamento à queima-roupa de Leandro Freire (34’), à qual se juntaram outras duas intervenções de qualidade a repelir traiçoeiros remates de Braga e Perdigão.

No segundo tempo o FC Porto passou de ansioso a determinado, começando efectivamente a carregar sobre o último reduto transmontano. Mais recuado no terreno, o Chaves já não conseguia municiar Fábio Martins, Braga e Perdigão como fizera na primeira parte; Rafael Assis é que passou a ser o destaque definitivo no tocante a infracções, escapando sem ver o segundo cartão amarelo. Logo aos 52 minutos André Silva, de cabeça, fez golo, mas o árbitro assistente invalidou-o por fora-de-jogo que não existiu, motivando fortes protestos do banco portista assim que a informação lá chegou. António Filipe mantinha-se intransponível, e continuou a sê-lo durante um bom tempo, adicionando uma majestosa defesa, em tudo idêntica àquela anterior de Casillas, em novo cabeceamento de André Silva (64’). Uma grande penalidade terá ficado por assinalar, numa carga de Carlos Ponck sobre Maxi Pereira, e a necessidade de mais presença na área levou Depoitre ao jogo, por troca com Diogo Jota (63’). Desastrado nas suas prévias aparições, desta vez o belga foi certeiro, correspondendo de cabeça a um cruzamento de Alex Telles para o golo do empate (72’). A reviravolta demorou apenas mais cinco minutos, altura em que Danilo Pereira arrancou um golo de levantar o estádio, num forte remate de fora da área, que entrou bem junto ao poste direito das redes flavienses.

Feito o 2-1, Nuno Espírito Santo optou por segurar o jogo, fazendo entrar Rúben Neves para o lugar de Óliver Torres – boa exibição – (82’) e João Carlos Teixeira para o posto de Brahimi (85’), que foi o mais castigado pela impiedosa marcação adversária. O Chaves ainda tentaria um último atrevimento em busca do empate, mas nesses minutos finais já faltavam as pernas, e o marcador não voltaria a alterar-se. Apesar de as estatísticas finais darem superioridade ao FC Porto, o Chaves é também responsável pela grande intensidade com que se jogou, e que incrivelmente só fez alguns jogadores transbordar – ligeiramente – após o apito final, a propósito de um desentendimento entre André Silva e os flavienses Ponck e Nélson Lenho. Só os intervenientes poderão esclarecer o motivo.

Foi a terceira reviravolta na Liga – quarta na época. Um bom indicador, que não significa necessariamente que tudo esteja bem no reino do Dragão. É certo que o FC Porto voltou nos últimos jogos a mostrar mais consistência, mas falta provar que não voltará a entrar num ciclo negativo como no mês de Novembro.

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por Miran Pavlin às 23:55




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