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CORTE LIMPO



Sábado, 02.01.16

Liga NOS, 15.ª jornada – Sporting CP 2-0 FC Porto – Estaca zero

Nem deu para aquecer o lugar. Uma jornada depois de tomar o comando, o FC Porto caiu em Alvalade e volta à estaca zero, no caso o segundo posto, dois pontos abaixo dos leões. O jogo confirmou a percepção de que a liderança portista era pouco mais que ilusória. Não é que o FC Porto não tivesse hipóteses de sair do clássico com aproveitamento, mas para isso era necessário, no mínimo, incomodar o guarda-redes adversário, coisa que os dragões não fizeram.

A história do jogo é simples de contar. A equipa do FC Porto apresentou-se numa postura mais reactiva que proactiva. Consequentemente, os homens do Sporting ganhavam sempre a bola em antecipação e, mais importante, tinham ideias sobre o que fazer com ela. O primeiro golo da noite saiu da cabeça de Slimani, que aos 27 minutos desviou um livre lateral batido na esquerda do ataque. O FC Porto apenas teve dois lances de algum perigo, ambos em desmarcações de Aboubakar às quais Rui Patrício respondeu com duas saídas atempadas. Também no departamento da velocidade o FC Porto ficou abaixo do Sporting. Os dragões pareceram desgastados, incapazes de ser mais rápidos a chegar à bola.

Na segunda parte o Sporting voltou a criar perigo, com o mesmo Slimani a cabecear à trave, numa fase mais vertiginosa dos leões, antes de Adrien Silva encontrar o poste num remate de longe. A precisar de inverter o resultado, o FC Porto não acelerava o ritmo e Lopetegui trocava de pontas-de-lança, tirando Aboubakar para lançar André Silva às feras, em vez de jogar com ambos. O 2-0 apareceria mesmo, novamente por Slimani (85’), que fez o que o camaronês do FC Porto não conseguira nos lances referidos mais acima. O único remate portista à baliza no segundo tempo surgiu, pasme-se, no final da compensação, por Layún.

No final do encontro, muito mais do que perder, o que custa é ver um FC Porto futebolisticamente tão pequeno à beira do Sporting. Sem ideias, sem processos, sem atitude. Numa palavra, sem rumo. A vitória dos da casa foi justa, mas não esclarecedora, no sentido em que o FC Porto não foi propriamente subjugado. Mesmo jogando futebol sem baliza, os dragões poderiam ter escrito uma história diferente se tivessem ido para a batalha com um plano. O Sporting tinha um, e a diferença entre as equipas reside inteiramente aí. Enquanto uns deram as mãos e fizeram acontecer, outros ficaram à espera que acontecesse por obra e graça do Espírito Santo. A equipa não teve nem um terço da vontade que mostrou no jogo anterior para a I Liga. Não parece haver um objectivo comum entre os atletas do FC Porto. Não existe uma centelha que os guie.

Este desaire só tem um lado positivo: não vai haver grande tempo para o lamentar, pois o próximo jogo do campeonato é já a meio da semana. A corrida atrás do prejuízo volta a fazer parte da ementa. Um prato de que o FC Porto se tem alimentado demasiadas vezes nos tempos recentes.

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por Miran Pavlin às 23:55




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