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CORTE LIMPO



Quarta-feira, 06.01.16

Liga NOS, 16.ª jornada – FC Porto 1-1 Rio Ave FC – Tudo para nada

Esqueçam tudo o que viram em Alvalade. Hoje frente ao Rio Ave não houve uma equipa letárgica. Não houve revolução no onze inicial. Não houve tanta lentidão de processos, apenas alguma, a espaços. Nem houve substituições absurdas. Houve, sim, muito ataque, ao ponto de toda a segunda parte se ter desenrolado no meio-campo do Rio Ave. Houve muitos remates. Houve 18 cantos a favor do FC Porto e só um para o adversário. Até houve Aboubakar e André Silva a jogar em simultâneo nos minutos finais. Houve um pouco de tudo. E o FC Porto não venceu.

Por uma vez, não é possível apontar grandes defeitos à equipa. É verdade que os pontapés de canto e os inúmeros cruzamentos não resultaram em qualquer oportunidade clara de golo, mas o FC Porto rematou vezes sem conta. Maxi Pereira e Layún apareceram com frequência no ataque, Brahimi não foi tão individualista como o habitual, Corona foi mais concreto que em outros jogos, André André mais uma vez deu o que tinha e o miolo, em geral, funcionou. Pena que Aboubakar não esteja numa fase particularmente produtiva. Pena que o último passe nunca tenha saído para onde estava quem o pudesse receber. Pena também que a maior parte dos remates dos azuis-e-brancos tenha ficado presa na teia defensiva do Rio Ave. O guarda-redes Cássio também esteve em bom plano, mas está lá para defender. Que o diga André André, que perdeu um lance clamoroso aos 40 minutos, com a bola a ir ao poste antes de o brasileiro fazer um milagre na recarga.

Fica a ideia de que este empate é um sinal dos tempos. O FC Porto poderia e deveria ter sido mais eficaz num ou noutro aspecto, e as dificuldades que a equipa sente são resultado do que vem de trás, mas hoje, pelo menos timidamente, pode dizer-se que o FC Porto fez por merecer três pontos. Noutras eras, um FC Porto mais apagado teria saído vencedor por 1-0, mas nos dias que correm, além de não convencerem, os dragões não têm a pontinha de fortuna necessária para passar incólumes.

Infelicidade é mesmo a palavra-chave do encontro. O golo de Herrera (22’), num remate de fora da área, sofre um ligeiro desvio num defensor vila-condense. A resposta certeira de João Novais (33’), também num remate à distância, deflectiu em Danilo Pereira e traiu Casillas. O golo do empate foi o ponto alto do único período em que o Rio Ave se aventurou em terrenos mais afastados da sua baliza. Daí para a frente, não mais se viu a equipa de Pedro Martins senão no momento defensivo. O conjunto de Vila do Conde quis que fosse assim, e conseguiu-o, sobrevivendo a todas as investidas dos dragões.

Enquanto o Rio Ave deitou para trás das costas a derrota caseira com o lanterna vermelha Tondela, o FC Porto vê o desaire de Alvalade diluir-se num par de jogos sem vencer, que o deixam não só em igualdade pontual com o Benfica, como também quatro pontos atrás do Sporting.

Seguem-se três jogos fora de casa, todos teoricamente difíceis. Há dose dupla no Bessa – campeonato e depois Taça de Portugal – antes de visitar Guimarães. Segurem-se. Os próximos dias serão agitados.

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por Miran Pavlin às 23:45




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