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CORTE LIMPO



Domingo, 10.01.16

Liga NOS, 17.ª jornada – Boavista FC 0-5 FC Porto – Resposta cabal

A notícia surgiu na noite seguinte ao encontro com o Rio Ave. Julen Lopetegui já não era treinador do FC Porto. Nesse jogo o técnico tinha visto a sua segunda dose de lenços brancos, com o empate a significar mesmo o fim da linha. O treinador-adjunto Rui Barros é novamente o homem que trava o sinal de alarme e, presume-se, assegura a transição. Já em Agosto de 2006 o diminuto antigo médio tinha tomado as rédeas da equipa, vencendo até uma Supertaça, antes da chegada de Jesualdo Ferreira.

Com pouco tempo para preparar o encontro, Rui Barros fez aquilo que o seu antecessor nunca se terá lembrado de fazer: repetiu o onze do último jogo, pedindo aos jogadores mais intensidade e mais rapidez na saída para o ataque. No fundo, mais proactividade. E a equipa correspondeu, estando à altura de um jogo tão exigente quanto um dérbi tripeiro no Bessa.

Logo aos 12 minutos Herrera abriu o marcador com um golo de belo efeito. André André picou a bola para a desmarcação do médio mexicano, que sempre em andamento se virou para receber de peito, rodou sobre si e finalizou com classe. A vantagem era preciosa, até porque o FC Porto se batia com um Boavista mais lutador que perigoso. O jogo foi bastante viril de parte a parte, e ficaram alguns cartões por mostrar aos axadrezados.

A luta dos da casa durou até aos 62 minutos, altura em que Corona se iluminou, fintou dois adversários com mestria e rematou colocado para o 0-2. A partir daí o FC Porto praticamente teve via verde, acrescentando números ao resultado. Aboubakar finalmente terminou a travessia do deserto e bisou (72’ e 81’), antes de Danilo Pereira fixar o resultado final, nos últimos segundos da compensação, com um golpe de calcanhar na sequência de um canto cobrado ao primeiro poste.

Tratando-se de um dérbi, a resposta da equipa em campo à turbulência por que o FC Porto tem passado foi cabal. Não se deve esquecer, porém, que neste jogo o técnico boavisteiro Erwin Sánchez teve que gastar as três substituições por lesões dos seus jogadores, o que o deixou sem margem de manobra para eventuais correcções na equipa. Aliado à aflitíssima situação que as panteras vivem na classificação, é sinal de que quando as coisas estão a correr mal, tudo acontece.

Terminada a primeira volta, o FC Porto vê-se quatro pontos atrás do Sporting e está no que se julga ser um interregno entre treinadores. O regente Rui Barros, tal como há quase dez anos, conseguiu motivar a equipa a apresentar um futebol em tons mais garridos. Sinal de que o FC Porto tem um plantel com mais qualidade e potencial do que tem exibido até agora. Será que chega para escrever uma história diferente na segunda metade da época? A luta continua já a meio da semana, no mesmo local com os mesmos intervenientes, agora para a Taça de Portugal.

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por Miran Pavlin às 22:00




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