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CORTE LIMPO



Domingo, 15.01.17

Liga NOS, 17.ª jornada – FC Porto 3-0 Moreirense FC – Lar, doce lar

Os avisos, bem visíveis, estavam lá desde o dia anterior. Os deslizes dos outros dois grandes eram para ser levados bem a sério pelo FC Porto, ainda para mais quando reencontrava a equipa que há menos de duas semanas o eliminou da Taça da Liga. Além disso, sendo o Moreirense orientado por Augusto Inácio, velha raposa com história no FC Porto, era mesmo necessário triplicar os cuidados. Os cónegos efectivamente mostraram que vinham ao Dragão sem complexos, procurando jogar em todo o campo, mas o factor-casa prevaleceria. Enquanto visitados os portistas têm sido, grosso modo, irrepreensíveis nos jogos da I Liga.

A primeira oportunidade, contudo, foi do Moreirense, num remate de Francisco Geraldes a que Casillas se opôs bem (4’). Jogando aberto, o conjunto minhoto expunha-se, e o FC Porto depressa começou a fazer pender a balança para o seu lado, por entre algumas arrancadas de Dramé, que se cotou como elemento mais inconformado do Moreirense. O guardião Makaridze chegou para as encomendas até à meia hora, altura em que o FC Porto abriu o activo. O georgiano começou por defender bem um livre de Alex Telles, mas a jogada não morreu aí porque Marcano, imagine-se, acorreu à sobra do lado esquerdo junto à bandeirola de canto, inventando espaço para um cruzamento atrasado que encontrou Óliver Torres esquecido na área. O remate do espanhol saiu rasteiro e colocado. A pressão de Sagna sobre Marcano na linha de nada adiantou.

A tranquilidade chegaria ao minuto 41. Diogo Jota pegou na bola uns quinze metros à frente da área portista, trabalhou com classe sobre um contrário e avançou decidido até ao último terço, onde deu para Corona, que flectiu para dentro e rematou forte; Makaridze defendeu para o lado, onde estava André Silva, que mergulhou para o 2-0. Se ainda houvesse dúvidas, elas dissiparam-se segundos depois, quando Francisco Geraldes acumulou amarelos e se despediu do jogo. Com um homem a mais o FC Porto sufocou o Moreirense no arranque da segunda parte, coleccionando lances de perigo através de rápidas – e bonitas, diga-se – trocas de bola. A finalização é que não esteve à altura, impedindo que Makaridze se mostrasse um pouco mais, e que o marcador se avolumasse. Haveria apenas mais um golo a registar (62’), por Marcano, que cabeceou no centro da área após um canto, com a bola a entrar pelo meio das pernas do guarda-redes. Foi o terceiro golo do central neste campeonato.

Com a vitória no bolso a intensidade do futebol portista decresceu e o Moreirense voltou a subir um pouco mais no terreno, impelido principalmente pelo referido Dramé e também por Podence, mas não voltaria a incomodar Casillas. Nuno Espírito Santo refrescou a equipa com as entradas de André André para o lugar de Óliver (69’) e de Rui Pedro para o posto de Diogo Jota (78’), ao mesmo tempo que proporcionou o regresso de Kelvin – substituiu Corona – ao relvado do Dragão (69’), mas ainda não foi desta que o brasileiro se descolou da memória daquele célebre minuto 92 em Maio de 2013.

Nem era isso que dele se esperava esta noite, de resto. Conseguido o objectivo essencial para esta partida, o FC Porto regressa aos quatro pontos de desvantagem para o topo, que poderiam ser dois não fosse o tropeção da jornada anterior – não vale a pena ir mais atrás lamentar outros resultados negativos. Que falta tem feito transportar alguma da doçura do lar portista para os jogos longe do Dragão…

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por Miran Pavlin às 21:30




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