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CORTE LIMPO



Sábado, 04.02.17

Liga NOS, 20ª jornada – FC Porto 2-1 Sporting CP – Pão para a boca

De entre todos os jogos que ao longo de cada época são apelidados de decisivos, uns são mais decisivos que outros. É certo que ficam a faltar ainda catorze jornadas para o fim – no fundo, fica tudo por decidir –, mas a verdade é que este encontro era mesmo decisivo, na medida em que ambos os intervenientes tinham muito em jogo. O FC Porto acabara de se colocar a apenas um ponto da liderança e precisava de uma vitória num clássico como de pão para a boca, até porque não venceu nenhum dos da primeira volta; o Sporting chegava aqui em convalescença de uma série de resultados menos positivos que deixou com um pé na cova as intenções leoninas de discutir o título, pelo que só um triunfo lhe permitiria não ser riscado desde já de toda e qualquer luta pelos lugares cimeiros.

A pressão começou a ser sacudida logo ao minuto 6, altura em que Soares, reforço de inverno que se estreou pelo FC Porto logo como titular, cabeceou colocado para o primeiro golo da noite, a cruzamento de Corona. Letais os dragões, pois até esse momento ainda não tinha acontecido praticamente nada. O avançado brasileiro não ficou satisfeito e faria o bis perto do intervalo (40’), num contra-ataque tirado directamente dos compêndios. Ainda no meio-campo portista, Brahimi e Palhinha embrulharam-se e a bola ficou à disposição de Danilo Pereira, que logo lançou Soares com um excelente passe em profundidade. Em velocidade, Soares ultrapassou a última linha do Sporting e contornou Rui Patrício antes de finalizar. O resultado era justíssimo. O FC Porto controlou o jogo sem cometer loucuras e o Sporting, quase sempre através da imprevisiblidade de Gelson Martins, ficou reduzido a esporádicos remates que não causaram grande perigo.

No reatamento o FC Porto quis manter o controlo da partida da mesma forma como fizera no primeiro parcial, subindo em bloco sem pôr velocidade excessiva no jogo, mas a verdade é que não o conseguiu e acabou por passar quase todo o tempo em sobressalto. Não terá sido apenas pela troca de Matheus Pereira por Alan Ruiz, mas o Sporting regressou do descanso com outro ânimo e não demorou a inclinar o jogo sobre a baliza de Casillas. Os leões eram mais rápidos na execução e no desenvolvimento das jogadas, e com isso passavam quase sem problemas pelo miolo portista, nomeadamente nos flancos. Os livres laterais junto à área do FC Porto sucediam-se, mas o perigo maior veio de um remate de ressaca de Adrien Silva (57’) que encontrou a trave. Se os avisos não eram suficientes, o Sporting adicionou algo de concreto através do golo de Alan Ruiz (60’), num remate de fora da área após solicitação de Dost. Casillas ainda tocou na bola, mas o selo era mesmo de golo.

Nuno Espírito Santo respondeu tirando André Silva para reforçar a zona central com André André (64’), ainda que sem grandes efeitos, já que o jogo continuou a desenrolar-se nas imediações da área do FC Porto. De seguida saiu Brahimi para entrar Diogo Jota (70’) e Corona cedeu o lugar a João Carlos Teixeira (83’), mas o FC Porto só seria capaz de causar algum frisson em lances de bola parada. O Sporting há muito que já tinha tornado o empate moralmente justo, mas só contam as que entram, e aí Casillas teve uma palavra mais que decisiva a dizer, quando se lançou para uma monstruosa defesa junto ao poste direito, respondendo a um cabeceamento de Coates (90’+3’). Jogava-se o último segundo da partida e os verdes-e-brancos estavam no auge da pressão, mas não seriam felizes.

O FC Porto precisava de uma vitória com contornos semelhantes a esta. Dois golos do reforço acabado de chegar, boas defesas de um guarda-redes que tão criticado foi na época passada, e uma equipa que susteve as investidas contrárias, não entrando em pânico. Conseguido o objectivo de colocar pressão total sobre o líder é impossível não começar a olhar para o que resta do calendário, e a conclusão é simples: o do Benfica é aparentemente mais favorável que o do FC Porto. Mantenham-se as cautelas, portanto.

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por Miran Pavlin às 23:59




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