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CORTE LIMPO



Segunda-feira, 04.04.16

Liga NOS, 28.ª jornada – FC Porto 0-1 CD Tondela – Matemática

Tinha passado tanto tempo sobre o último jogo, que até parecia que este era o início de uma nova temporada. Bastaram alguns minutos para que se percebesse que não; ainda se trata efectivamente da época 2015/16. Por esta altura já os leitores portistas mais acirrados estarão a questionar se a conversa fiada com que este que vos escreve iniciou o texto servirá para assobiar para o lado, fazendo de conta que nada de extraordinário se passou. Nada disso. O que se viu sobre o relvado do Dragão foi uma amostra do quão inconstante este FC Porto consegue ser. Esta derrota torna até difícil acreditar como terá sido possível que os dragões tenham vencido na Luz, há sensivelmente mês e meio, ainda para mais de reviravolta.

Se no papel esta parecia ser uma jornada tranquila, a verdade é que o FC Porto recebia um adversário não só sem margem para perdas de pontos, mas também com o seu estatuto de primodivisionário conservado apenas pela matemática. Ser último classificado com onze pontos de distância para o primeiro lugar a salvo da descida não é, de facto, bom prenúncio. Mas talvez tenha sido isso a libertar o Tondela de quaisquer amarras que pudessem prender o seu futebol.

Sujeito a uma pressão enorme quando defronta adversários “do seu campeonato”, aqui o Tondela não tinha nada a perder, pelo que nem sequer pensou em estacionar o autocarro à frente da sua baliza, jogando o jogo pelo jogo. O FC Porto, por seu turno, apresentou-se lento e com poucas ideias, talvez esperando que mais cedo ou mais tarde o golo aparecesse, o que veio mesmo a acontecer, mas nas redes de Casillas (59’), através de um chapéu de Luís Alberto. E pode até dizer-se à boca cheia que foi um golaço.

A derrota foi apenas a ponta do iceberg de razões que não deixam alternativa ao FC Porto senão tapar a cara de vergonha. É inadmissível que os jogadores tenham abordado o desafio de forma tão leviana, tendo em conta o caminho que os azuis-e-brancos vêm trilhando. O Tondela construíu diversos contra-ataques perigosos, que deixaram bem exposta a fragilidade de um FC Porto que sofre golos em casa pela quarta vez consecutiva na I Liga.

Por muito inaceitável que seja uma equipa que contava três vitórias em toda a época sair do Dragão com os três pontos, no fundo o Tondela fez o que não conseguiu fazer contra quase todos os restantes emblemas. Não disponho de compêndios que me permitam aferir se esta foi a primeira vez que o FC Porto perdeu em casa com um último classificado, numa fase tão adiantada da competição. E se o Tondela entrou no jogo agarrado à matemática, no final também o FC Porto fica agora à espera que se esgotem as hipóteses matemáticas. Os dragões ficam a nove pontos do topo, quando faltam disputar 18, agora também com o apuramento directo para a Liga dos Campeões em risco.

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por Miran Pavlin às 22:15




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