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CORTE LIMPO



Domingo, 10.04.16

Liga NOS, 29.ª jornada – FC Paços de Ferreira 1-0 FC Porto – Ressaca

O FC Porto que subiu ao relvado da antiga Mata Real estava de ressaca. Não apenas do desaire com o Tondela, mas também da bula que Pinto da Costa emitiu dias antes na antena do Porto Canal. Nessa entrevista, o líder do clube afirmou sem margem para dúvidas que a presente época estava encerrada, servindo os restantes jogos para separar o trigo do joio, no sentido de aferir com quem se pode contar para a campanha 2016/17.

Nesta era titubeante que o FC Porto atravessa, essas declarações foram tudo menos bem-vindas, na medida em que significaram um esvaziar de objectivos competitivos que não podia dar bom resultado. E assim, no espaço de uma semana, os dragões duplicaram a distância a que estavam da liderança – de seis para doze pontos – além de terem definitivamente hipotecado as possibilidades de assegurar entrada directa na próxima edição da Liga dos Campeões – o próprio título ainda era possível antes desta mini-queda livre, mas face à tendência geral talvez não passasse de um sonho louco, por muito que o futebol e o inesperado tantas vezes andem de mãos dadas.

Se no último jogo só restou ao FC Porto tapar o rosto para esconder a vergonha, aqui ainda houve margem para deixar os olhos a descoberto. Em parte porque os dragões foram um pouco mais mexidos em campo, mas também porque o Paços de Ferreira jogava em casa, tem argumentos de que o Tondela não dispõe e segue mais bem colocado na classificação. Não quer isto dizer que os castores tenham feito uma exibição de encher o olho, porque na verdade o jogo foi nivelado por baixo. O Paços não quis arriscar e o FC Porto fez, como o presidente sugeriu, um jogo de início de pré-época, com pouca intensidade e pouca objectividade.

As oportunidades contam-se pelos dedos da mão. Enquanto o FC Porto apenas apareceu em esporádicos remates que nem sempre saíram perto da baliza, o Paços de Ferreira capitalizou naquela que foi porventura a única oportunidade de golo que construiu, nascida de uma perda de bola de Layún. O pacense Bruno Santos ficou com caminho livre para tirar um cruzamento desde a direita, que encontrou Diogo Jota, cujo remate à entrada da pequena área ainda bateu em Martins Indi antes de se anichar nas redes de Casillas. Jogava-se o minuto 80, e o FC Porto ainda teve tempo de colocar à prova Defendi. O guardião brasileiro do Paços fez jus ao nome, e negou as duas investidas de André Silva com duas boas defesas, particularmente a segunda, na qual tirou a bola do seu ângulo superior esquerdo. Estes lances não devem apagar as dificulades que os azuis-e-brancos sentiram em chegar à área contrária depois do golo.

Ficou então por esclarecer quem serão os nomes em melhor posição para atacar a próxima época. Não é a única dúvida no ar neste momento. Falta também saber se a resposta ao desafio lançado por Pinto da Costa ficou adiada para os restantes cinco jogos de campeonato, ou se os adeptos portistas terão que assistir a uma via sacra antes da final da Taça de Portugal.

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por Miran Pavlin às 22:00




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