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CORTE LIMPO



Domingo, 17.04.16

Liga NOS, 30.ª jornada – FC Porto 4-0 CD Nacional – Regresso ao futuro

Quando a época começou, era este o futuro que se esperava para o FC Porto da 30.ª jornada; uma equipa bem oleada, com domínio preciso sobre os processos básicos de jogo e capaz de reduzir o adversário a um par de remates que permitem ao guarda-redes um momento de brilho perdido algures numa noite de pouco trabalho. Tudo isto foi verdade hoje. O caminho até esta jornada é que não foi, de maneira nenhuma, aquele que se esperava.

O grande problema da presente versão do FC Porto, mais que os erros defensivos e a aparente falta de dois ou três elementos de qualidade superior, prende-se com o facto de a equipa não conseguir realizar mais vezes exibições como esta. Naturalmente que é mais fácil quando aos nove minutos de jogo já se vence por 2-0, mas a equipa não adormeceu à sombra dessa vantagem, e buscou sempre ampliá-la, o que acabaria por conseguir.

Varela deu o mote para o resto do jogo logo no segundo minuto, com um soberbo remate em arco, que não deu hipóteses de defesa ao guardião dos insulares. Decorria o minuto nove quando uma jogada envolvente dos dragões culminou no 2-0, por intermédio de Herrera, num remate cruzado a partir do flanco esquerdo. A equipa ainda procurou de todas as maneiras oferecer um golo a André Silva, que se estreava como titular na I Liga, mas o jovem ponta-de-lança, apesar de todas as indicações positivas que deixou, não teve engenho suficiente para fazer o gosto ao pé.

A equipa, no seu todo, funcionou muito bem, pelo que não surpreendeu que o marcador se avolumasse no segundo tempo. Danilo Pereira, na sequência de um canto, cabeceou certeiro na zona fatal (67’), e Aboubakar, que entretanto rendera André Silva, também voltou aos golos, num mini-chapéu após bom trabalho na área (85’). O camaronês estava adiantado, mas as imagens não esclarecem se a bola chegou a si tocada por um defensor contrário.

A prova de que o FC Porto foi dono e senhor do jogo reside no guarda-redes alvinegro Rui Silva, que mesmo tendo concedido quatro golos – todos sem culpas – foi o homem do jogo, à custa da dezena de boas defesas que efectuou.

No final, os adeptos portistas puderam esquecer por uns dias a vergonha e a tristeza das partidas anteriores. É este tipo de atitude e de exibição que se pede para o Jamor. Restam quatro jornadas para afinar o que houver a afinar com vista à decisão da Taça de Portugal, onde as dificuldades serão exponencialmente maiores.

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por Miran Pavlin às 23:35




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