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CORTE LIMPO


Domingo, 10.12.17

Liga NOS, 14.ª jornada - Vitória FC 0-5 FC Porto - Porto seguro

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O interregno durou apenas uma temporada, e as margens do Sado voltaram a ser porto seguro para o FC Porto, que serviu ao Vitória a mesma dose de golos que ao Mónaco, desta vez sem sofrer. Sérgio Conceição mexeu nos titulares em relação ao último jogo, introduzindo Maxi Pereira na lateral direita e fazendo subir Ricardo, enquanto Reyes ocupou o posto de Felipe no centro da defesa. As possíveis entrelinhas desta última mudança não foram esclarecidas pelo técnico, mas fica toda a ideia de ter sido uma lição precoce para o central brasileiro, para juntar àquela que terá quando vir da bancada o jogo da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. A subida posicional de Ricardo remeteu também André André para o banco, mas ressalvadas as devidas distâncias, não se notou diferença no rendimento ofensivo, nem na acutilância dos dragões. Ainda assim, o jogo não teve grandes aberturas até ao primeiro golo, salientando-se apenas uma desmarcação prometedora de Brahimi (23'), negada pela saída do guardião sadino Cristiano. Pouco depois (31'), Aboubakar abria o marcador ao desviar na pequena área um canto de Alex Telles. Os setubalenses queixaram-se de que o avançado empurrou Edinho antes de cabecear para o golo, mas o árbitro Tiago Martins não foi do mesmo entendimento. O treinador sadino José Couceiro protestou junto ao auxiliar e o que quer que tenha dito foi suficiente para ser expulso. Sem o timoneiro o Setúbal entrou em deriva e concederia outros dois golos até ao descanso, primeiro num lance às três tabelas (40'), depois num castigo máximo (45'+4'). No segundo golo Aboubakar rematou forte, Cristiano defendeu como pôde, Maxi Pereira enviou a recarga ao poste e o ressalto autenticamente foi ter Marega, que marcou quase sem querer. Já na grande penalidade, à primeira vista Aboubakar ter-se-á aproveitado da mão de Vasco Fernandes nas suas costas para cair enquanto rodava sobre si, mas o juiz da partida confirmou a decisão inicial após rever as imagens. Aboubakar converteu com segurança. No segundo tempo o encontro esteve algum tempo na sombra de uma mortal conjugação de factores: chuva e vento com maior intensidade, resultado aparentemente encaminhado e Brahimi a descansar mais cedo por troca com Corona. Até Aboubakar completar o hat-trick (68') com uma finalização simples após cruzamento atrasado de Marega, que se impôs junto à linha de fundo. O maliano faria ele próprio mais um golo (82'), isolado, no aproveitamento de um corte falhado de Pedro Pinto a um passe pelo ar de Aboubakar. Marega não tremeu na cara do golo, picando sobre o guarda-redes.
Na conferência de imprensa pós-jogo José Couceiro apontou a controvérsia do primeiro golo como causa de uma derrota que, apesar de tudo, considerou justa. É certo que tanto esse lance como o da grande penalidade serão passíveis de mais que uma interpretação, mas, tal como em incontáveis casos passados - e futuros -, isso é fruto da subjectividade inerente às leis do jogo. Por mais recomendações e uniformizações de critério que se façam, a solução para os "casos" está longe sequer de estar no horizonte.

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por Miran Pavlin às 23:35

Quarta-feira, 06.12.17

Liga dos Campeões, grupo G - FC Porto 5-2 AS Mónaco FC - Mão firme

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364 dias depois, o FC Porto voltava a jogar a última jornada da fase de grupos em casa, com o apuramento ainda por garantir, e defrontando um adversário já com a vida resolvida, por conseguinte não alinhando com as peças habituais. Os detractores do FC Porto decerto serão lestos a deslustrar os números do resultado invocando o reduzido foco competitivo do Mónaco, mas tal como há quase um ano frente ao Leicester City, os dragões fizeram por merecer a robusta vitória com que reservaram lugar nos oitavos-de-final. Nesse jogo de 2016 os então campeões ingleses sofreram o primeiro golo aos seis minutos. Esta noite o marcador abriu aos nove, quando Aboubakar se isolou na cara do golo numa segunda bola e não perdoou. Era importante marcar cedo, e o golo permitiu ao FC Porto gerir o ritmo do jogo. Mesmo sendo sabido que na Liga dos Campeões todo o cuidado é pouco, a verdade é que o Mónaco ia jogando um futebol circunspecto, de pouca vocação atacante, e à espera de colocar no momento certo os avançados contrários em fora-de-jogo. A armadilha não resultou no primeiro golo e voltou a não surtir efeito no terceiro (45'), com Brahimi em jogo a receber um óptimo passe picado de Aboubakar. Nessa altura já o camaronês tinha bisado (33'), trabalhando bem sobre Glik na área para se enquadrar e rematar rasteiro por baixo do corpo de Benaglio, e Felipe tinha sido expulso (38') por responder a uma provocação de Ghezzal, que lhe meteu a mão na cara após um lance mais viril. O central vai fazer falta no jogo dos oitavos-de-final, assunto que só voltará acima da mesa na altura. Ghezzal foi também expulso, mas Sérgio Conceição ajustou mesmo assim a equipa tirando André André para meter Reyes (42').
Com 3-0 ao intervalo e jogando com dez era plausível que o FC Porto surgisse menos intenso no reatamento. Talvez seja por aí que se explicam os três remates com algum perigo consentidos aos campeões franceses até ao minuto 61, altura em que Glik converteu uma grande penalidade por mão de Marcano que não parece existir. O golo sofrido acabaria mesmo por ser o mote para que os dragões dessem um pouco mais de si, e a resposta não se fez demorar (65'), num belo remate rasteiro cruzado, de fora da área, de Alex Telles. O jogo ganharia novos contornos com as entradas de Falcao e João Moutinho (66'), muito saudados pela plateia, que vieram dar outra solidez ao Mónaco. Falcao marcaria mesmo (78'), na pequena área, após uma saída extemporânea de José Sá a uma bola que não era sua, e à qual também acorria Ricardo. Keita Baldé, que entrara seis minutos antes, recuperou-a e cruzou para a cabeça do colombiano. Corona fora lançado ao minuto 67 e deu nova vida ao flanco direito do ataque. O último golo do encontro (88') nasceu de uma boa finta do mexicano, antes de Ricardo cruzar e Soares - entrado aos 85 minutos - se elevar com firmeza e cabecear certeiro.
Tanta firmeza quanta a da mão portista que agarrou mais uma presença na fase a eliminar da Liga dos Campeões, depois de um início difícil em que somou três pontos em três jogos. Foi um teste à capacidade mental da equipa, que sai com nota positiva, e marcando 15 golos pelo caminho. Só Paris SG (25, recorde), Liverpool (23) e Chelsea (16) marcaram mais. Os dez golos sofridos, no entanto, poderão - ou não - ser sinal de alarme. Dos apurados, só o Sevilha (12) sofreu mais.

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por Miran Pavlin às 23:00

Sexta-feira, 01.12.17

Liga NOS, 13.ª jornada - FC Porto 0-0 SL Benfica - Jogo decisor

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Embora com contornos diferentes, tal como na época passada o FC Porto voltou a fazer o suficiente para somar três pontos na recepção ao Benfica, mas tem que se contentar com um empate que não só o mantém sem margem de segurança, como também o deixa agora em igualdade pontual com o Sporting. Se ao intervalo o empate era mais que adequado, ao cabo dos segundos 45 minutos ajustava-se que o algarismo 1 estivesse sob o emblema do FC Porto. Mas assim não foi. E como a primeira parte não teve grandes motivos de interesse quanto ao futebol jogado, tornava-se impossível não notar uma certa dualidade de critérios do juiz Jorge Sousa, com prejuízo do FC Porto. No lance mais difícil, porém, aguardamos pelos corajosos que consigam afirmar que um corte pouco ortodoxo de Luisão (45'), sozinho na área, foi efectivamente com o braço. A oportunidade mais clara do primeiro tempo terá mesmo sido do Benfica (3'), num cabeceamento de Jonas após confusão na área, ao qual José Sá correspondeu com uma atenta palmada. O lance marcou a melhor entrada do Benfica no jogo. Sem bola, o FC Porto naturalmente que não conseguia assentar jogo, e sempre que procurava sair os obstáculos eram muitos e não havia linhas de passe. Os dragões apenas conseguiriam equilibrar a posse de bola para lá dos 30 minutos. Seria o intervalo a refrescar as ideias do FC Porto, que aumentou um nível na intensidade e com isso somou diversas oportunidades claras. O guardião encarnado Bruno Varela foi vital num par de ocasiões; noutras foram os portistas a desperdiçar. Felipe apareceu bem colocado numa sobra na área mas rematou um nada ao lado (68'), Marega atrapalhou-se e não rematou quando só tinha o golo pela frente (86'), Ricardo rematou frouxo em boa posição (90'+2') e Marega cabeceou por cima em posição ainda melhor (90'+5'). O Benfica esteve ele próprio muito perto de marcar num lance fortuito (85'), no caso um alívio de Felipe contra Danilo Pereira que deixou Krovinovic na cara do golo, mas José Sá saiu bem e anulou o perigo. De realçar ainda a participação-relâmpago do benfiquista Zivkovic: entrou aos 76 minutos, e aos 82 acumulou amarelos.
A verdade é que o FC Porto de facto marcou, aos 56 minutos, quando um desvio de Sérgio Oliveira a cruzamento de Brahimi deixou Aboubakar sozinho em frente a Bruno Varela, que defendeu o remate do camaronês, mas não a recarga de Herrera. Havia um homem do Benfica junto à linha, do outro lado do relvado, a colocar toda a gente em jogo, mas o auxiliar assinalou fora-de-jogo. Sendo este um dos jogos de cartaz do futebol português, com ampla transmissão internacional, e jogando-se já a 13.ª jornada da I Liga, não pode haver uma justificação plausível para ainda não serem claros quais os critérios de intervenção do video-árbitro. Não é uma questão de uniformidade dos mesmos. A questão é que se trata de um lance flagrante, grosseiro, em que todos sem excepção concordam que o golo é limpo. É precisamente o tipo de lance que justifica a existência dessa ferramenta auxiliar de decisão, mas não houve qualquer revisão das imagens. Terminado o jogo, o campeonato continua, pois, mas é impossível não questionar e comparar tudo e mais alguma coisa face a esse minuto 56. Como Sérgio Conceição disse na antevisão, não era um jogo decisivo. Terá sido antes um jogo decisor.

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por Miran Pavlin às 23:55

Sábado, 25.11.17

Liga NOS, 12.ª jornada - CD Aves 1-1 FC Porto - Jogo de Champions

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É impossível não colocar a piada fácil no título. Perante um FC Porto para quem aparentemente o jogo não devia ter sido hoje, o Aves acabou por ver a sua coragem recompensada e voou com um ponto no bico. E como na antevisão o técnico dos avenses Lito Vidigal referiu que o FC Porto é uma equipa que luta pela Liga dos Campeões, pode até dizer-se que foi mesmo um jogo de Champions, pois tal como nos seus recentes jogos para essa prova, os dragões marcaram naquela que terá sido a sua única oportunidade clara. Logo ao minuto 5, Ricardo marcou numa movimentação rápida com a surpresa Soares junto à área. Não se esperava que o ponta-de-lança fosse a jogo, tal como Marega, que substituiu Aboubakar aos 68 minutos, mas não terá sido por aí que o FC Porto sentiu problemas. Ou talvez só em parte, porque de facto pela forma como o Aves jogou era necessário que os titulares estivessem com ritmo. O próprio golo do FC Porto surge encravado entre duas oportunidades dos da casa, num remate de Salvador Agra a rasar o poste (4') e numa bola de Arango à trave (10'). A partir daí o Aves não voltou a incomodar seriamente a baliza portista, mas manteve-se insubmisso perante uma certa lentidão de processos do adversário. A expulsão de Corona por acumulação (51') obrigou Sérgio Conceição a corrigir com a entrada de Maxi Pereira para o lugar de Soares (56'), mas não foi suficiente para impedir o golo do Aves, num cabeceamento de Vítor Gomes em posição frontal (62'). De seguida, Aboubakar falhou um lance flagrante (68'), na única resposta azul-e-branca ao golo sofrido. Perdido na eternamente ténue linha entre o coração e a cabeça, o FC Porto não encontrou inspiração para contornar a determinação do Aves. É caso para pensar que ter pela frente um adversário que veste de vermelho e tem uma ave no topo do emblema na véspera de defrontar o Benfica causou frio na barriga ao FC Porto. Ou talvez seja mais um sinal da exigência de abordar uma temporada com um plantel curto. Sérgio Conceição tem dado voltas e voltas para construir cada onze titular, e é assinalável que esta seja apenas a segunda cedência de pontos na Liga. Uma eventual cedência na próxima jornada terá certamente outras consequências.

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por Miran Pavlin às 23:50

Terça-feira, 21.11.17

Liga dos Campeões, grupo G - Beşiktaş JK 1-1 FC Porto - Imunidade

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Sempre que um dos gigantes de Istambul aparece na rota dos clubes portugueses, as antevisões referem invariavelmente as palavras "inferno" e "ambiente escaldante" ou "efervescente", mas o FC Porto, à quarta visita à maior cidade turca, mantém-se imune a tudo isso e mais uma vez regressa sem perder; o que não quer dizer que tenha sido fácil, até porque desafogo só na partida de 2010/11 frente a este mesmo Beşiktaş, que terminou com resultado de 1-3. Principalmente na segunda parte, os bicampeões turcos forçaram o FC Porto a recuar, transformando-o quase numa daquelas equipas menos capazes da I Liga, quando jogam em casa de um dos ditos grandes. Antes, contudo, a única vantagem do jogo foi dos dragões, que executaram na perfeição uma manobra de laboratório. Num livre lateral, Ricardo correu para a bola como quem ia bater para a área mas limitou-se a deixá-la em jogo com um toque, Alex Telles devolveu na direita, e Ricardo cruzou para Felipe, que sozinho no centro da área rematou forte e certeiro (29'). Até aí o encontro fora pautado pelo equilíbrio, havendo a assinalar apenas um remate de Babel que obrigou Jose Sá a uma defesa apertada (19'), completada por um corte de Felipe. À segunda, o Beşiktaş marcou mesmo, após boa finta de Cenk Tosun, que picou a bola sobre Felipe antes de avançar para a área sem oposição, onde ofereceu o golo a Talisca, que só teve que empurrar (41').
O empate ao intervalo era justo. No apito final talvez nem tanto, à conta das oportunidades criadas pelo Beşiktaş. Babel rematou com estrondo à trave (57') e Quaresma, que já tinha posto José Sá à prova no primeiro tempo, voltou a fazê-lo ao minuto 61, ultrapassando Maxi Pereira com classe, antes de desferir um remate directo ao ângulo, onde apareceu a mão de Sá a negar a tentativa do ex-dragão. O FC Porto só por uma vez ameaçou (62'), quando Ricardo teve as portas do golo à sua frente mas finalizou de trivela para onde estava virado. Ou seja, bastante ao lado. A cinco minutos dos descontos Marcano ainda assustou com um cabeceamento que passou perto do golo, mas apenas isso.
Por essa altura já se tinha tornado difícil fazer a leitura das incidências. O empate qualifica desde já o Beşiktaş para a fase a eliminar, e só assim se percebe que as águias negras tenham procurado segurar a igualdade nesses minutos finais, enquanto o FC Porto parecia conformar-se ele próprio com o empate, ainda que só garantisse já hoje o apuramento caso o RB Leipzig não pontue - esse jogo dos alemães no Mónaco ainda decorre, no momento desta publicação. Sem os dados todos sobre a mesa, regista-se apenas essa continuação da imunidade azul-e-branca em solo turco. Não só em Istambul, uma vez que o historial do FC Porto guarda ainda um empate em casa do Denizlispor (2-2), na Taça UEFA de 2002/03, vencida precisamente pelos dragões.

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por Miran Pavlin às 20:55

Sexta-feira, 17.11.17

Taça de Portugal, 4.ª eliminatória - FC Porto 3-2 Portimonense SC

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:00

Sábado, 04.11.17

Liga NOS, 11.ª jornada - FC Porto 2-0 CF Os Belenenses - Espuma dos dias

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A percepção que há meses boiava na espuma dos dias finalmente deu à costa, trazida por uma leve corrente de lesões. Trata-se da exiguidade do plantel do FC Porto, que pela primeira vez foi posta à prova. Sem Danilo Pereira nem Marega, ainda sem Soares, e com Corona tocado, foi necessária alguma ginástica para montar o onze, no qual Reyes jogou a trinco e Herrera aproveitou para somar créditos. Pela exibição realizada, as alternativas não ficaram a dever nada àqueles que têm jogado mais vezes, sujeitando o Belenenses a momentos de grande sufoco junto à baliza. Não é que os do Restelo tivessem vindo com ideias de jogar com o autocarro, mas as oportunidades de subir no terreno escassearam. Excepção feita a um ou outro remate mais ou menos colocado à baliza do FC Porto, a primeira parte foi uma batalha entre o ataque portista e o guarda-redes Muriel, que só cedeu ao minuto 42, e por muito pouco não defendia também essa recarga de Herrera após ressalto no centro da área. O Belenenses teve a sua melhor oportunidade em cima do intervalo (45'+2'), mas o desvio de Yebda na zona fatal apanhou José Sá no caminho.
A intensidade da pressão do FC Porto decresceu um pouco na segunda parte, permitindo ao Belenenses respirar com bola em terrenos mais avançados, mas a defesa dos da casa, sem baixas, não passou por grandes dificuldades. À hora de jogo, Corona acabou por ir a jogo, no lugar de Hernâni, que passou despercebido. Mais tarde, Sérgio Oliveira (75') e Galeno (76') foram a jogo, rendendo André André e Brahimi. Faltava apenas o proverbial golo da tranquilidade, que se fez esperar até ao último minuto do tempo regulamentar, altura em que um ataque rápido isolou Aboubakar, que ajeitou e picou com classe sobre Muriel. As curtas linhas deste texto denotam que o jogo não teve muita história. Valeu a boa resposta da equipa face às alterações efectuadas. A boiar na espuma dos dias do FC Porto continua Óliver Torres, que mais uma vez foi suplente não utilizado.

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por Miran Pavlin às 23:15

Quarta-feira, 01.11.17

Liga dos Campeões, grupo G - FC Porto 3-1 RB Leipzig - Eficácia

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O sobe-e-desce continua. Alternando derrotas com vitórias, nem o FC Porto, nem ninguém, consegue imaginar como vai ser o final do grupo - como se a Liga dos Campeões já não fosse imprevisível o suficiente. Vencer o Leipzig foi tudo menos fácil para o FC Porto, que mesmo tendo corrigido as falhas defensivas que custaram dois golos no jogo de ida, não conseguiu propriamente estancar as trocas de bola dos vice-campeões alemães. Uma parte da receita para o sucesso num jogo de futebol consiste na boa ocupação dos espaços e na antecipação daquilo que o adversário vai fazer, e nesse particular o Leipzig voltou a demonstrar qualidade, não dando aos portistas meio segundo que fosse para decidir o que fazer. E uma vez que o próprio FC Porto estava mais coeso, multiplicaram-se os momentos em que parecia estar a assistir-se ao jogo das meninas na aula de educação física, com uma multidão ao redor da bola e esta a ressaltar até ao infinito. De resto, foi assim que nasceu o primeiro golo do FC Porto (13'). Alex Telles bateu um canto para o segundo poste, Herrera amorteceu para a zona fatal, e após alguma confusão a bola acabou por sobrar de novo para o mexicano, que rematou forte e rasteiro. Gulácsi ainda lhe tocou, mas o destino era mesmo o fundo das redes. O golo chegou segundos depois do primeiro revés sofrido pelos dragões, no caso a lesão de Marega (11'), que roubou a velocidade necessária nas alas. A resposta do Leipzig surgiu num livre colocado de Forsberg (21'), ao ângulo, ao qual José Sá se opôs com um belo voo. O FC Porto procurou gerir a magra vantagem com bola, mas da forma como as equipas obstaculizavam o jogo uma da outra, o primeiro tempo esgotou-se sem mais oportunidades a registar.
Face aos atributos do Leipzig, dificilmente o FC Porto conseguiria manter-se em gestão até final, e a segunda parte confirmou-o num ápice, com Sabitzer a lançar Werner em profundidade, sobre a esquerda, para uma boa finalização em arco. A igualdade acabaria por mudar ligeiramente o rosto do jogo. O Leipzig abrandou o ritmo sem se tornar displicente, e com isso o FC Porto passava a ter o ónus de encontrar uma forma de abrir o adversário, coisa que também não se revelou fácil, pelo menos de bola corrida. Com efeito, o segundo golo portista apareceu na cobrança de um livre na direita, por Alex Telles, com Danilo Pereira a desviar de cabeça na grande área (61'). A posição de Danilo era duvidosa, e mesmo as imagens televisivas não clarificam se o médio estava adiantado. Só aí o FC Porto conseguiu assentar um pouco o seu jogo, fazendo melhor uso da largura dada por Ricardo, Brahimi e até por Aboubakar, que veio várias vezes à linha lateral receber e segurar a bola. Ao minuto 72, novo azar, agora consubstanciado na lesão de Corona, que cedeu o lugar a Maxi Pereira. Pensou-se que o uruguaio ocuparia a lateral direita e Ricardo passaria para a extrema, mas assim não foi. Maxi entrou mesmo para jogar subido no terreno e seria decisivo na confirmação do triunfo do FC Porto, já que foi dele o terceiro golo (90'+3'). Com o Leipzig na última tentativa de voltar a empatar, um alívio encontra Aboubakar junto ao círculo central, o camaronês domina com um delicioso gesto técnico e desmarca Maxi, que avançou no momento certo, e com via verde para o golo. A finalização, rasteira, foi sem espinhas.
O aperto do resultado resolvia-se tarde, e no final é justo dizer-se que a única oportunidade que ficou por converter foi o referido livre que José Sá defendeu. É mais uma prova da eficácia por que os dragões se têm pautado nesta fase de grupos sempre que a bola pisca o olho ao golo. A vitória leva o FC Porto ao segundo lugar do grupo e os seis pontos deixam-no em condições de se apurar para os oitavos-de-final já na próxima jornada, imagine-se, caso aconteça a conjugação certa de resultados.

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por Miran Pavlin às 23:30

Sábado, 28.10.17

Liga NOS, 10.ª jornada - Boavista FC 0-3 FC Porto

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:00

Terça-feira, 24.10.17

Taça da Liga, fase de grupos - FC Porto 0-0 Leixões SC

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 22:40



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