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CORTE LIMPO


Quarta-feira, 31.05.17

VITÓRIA SC 2016/17

O Vitória de Guimarães foi uma das poucas histórias de sucesso desta edição da Liga NOS. O quarto lugar final é a melhor classificação do clube desde o terceiro posto conseguido em 2007/08, e faltou apenas um triunfo mais para igualar o melhor registo do Vitória na I Liga (19 jogos, em 1995/96). 10.º classificado ao fim de cinco jornadas, o Guimarães venceria sete dos dez jogos seguintes, chegando a essa 15.ª jornada já no quinto posto, a apenas oito pontos do topo. Seguir-se-ia um período de maior instabilidade entre as jornadas 19 e 25 – apenas uma vitória nesses sete jogos –, antecedendo a sequência que viria a definir a temporada do Vitória no campeonato. Foram nada menos que sete triunfos consecutivos – Rio Ave (c), Nacional (f), Tondela (c), Chaves (f), Boavista (c), Setúbal (f) e Arouca (c) –, que guindaram os conquistadores até esse quarto lugar, numa numa saborosa troca de posições com o Braga. Foi ingrato para o Vitória ver a série terminar com uma goleada (5-0) que assinalou o título do Benfica, ainda para mais quando estava perante o adversário que encontraria na final do Jamor apenas duas semanas depois. Independentemente do desfecho desse jogo, uma coisa estava desde logo garantida: o quarto lugar deu acesso à fase de grupos da Liga Europa.

 

TAÇA DE PORTUGAL

A carreira vitoriana começou não muito longe de onde haveria de terminar alguns meses mais à frente. O 1-2 na visita ao Santa Iria, dos distritais da capital, foi apertado, mas os da casa só marcaram na compensação. A 4.ª eliminatória trouxe um osso bem mais duro, na forma de uma ida ao Bessa. Se já no campeonato este jogo é um clássico, na Taça muito mais, e o Guimarães só o resolveu (1-2) aos 118 minutos, por intermédio de Hurtado. O peruano voltou a ser decisivo ao apontar o único golo da vitória sobre o Vilafranquense nos oitavos-de-final. Na eliminatória seguinte, novo triunfo à tangente, agora diante do Covilhã – marcou Hernâni.

A meia-final entrou directamente para a galeria de clássicos da Taça, ao colocar os conquistadores frente a frente com um Chaves que trazia consigo os escalpes de FC Porto e Sporting. O Guimarães avançou para a segunda mão com dois golos à maior – bis de Hernâni –, que os flavienses logo trataram de obliterar, por Perdigão (1’), Renan Bressan (32’) e Nuno André Coelho (63’). Marega apontou o fatídico golo fora logo depois (66’), e Douglas foi herói ao defender uma grande penalidade de Braga já em tempo de descontos. Impróprio para cardíacos. Na final, o Vitória criou um punhado de boas oportunidades no primeiro tempo, mas não tendo capitalizado, sucumbiu a dois golos em oito minutos no arranque da segunda metade e viu o troféu fugir para as mãos do Benfica, com o golo de Zungu a servir de consolação.

 

PONTO ALTO

Na jornada 7 da Liga, a 1 de Outubro, o Vitória tornou-se na primeira equipa desde 2004/05 a recuperar de três golos de desvantagem, na recepção ao Sporting. A vinte minutos do tempo os leões venciam tranquilamente com golos de Marković, Coates e Elias, e pareciam encaminhados para uma vitória tranquila, mas o Guimarães tinha outras ideias. Em apenas dois minutos, entre os 74 e os 75, Marega relançou o jogo com um par de golos, cabendo a igualdade a Soares (89’), num lance que deixou dúvidas por alegada carga ao guarda-redes.

 

FIGURAS

Marega fez 13 golos no campeonato, reencontrando-se com as redes depois da passagem difícil pelo FC Porto em 2015/16. Hernâni, também emprestado pelos dragões, marcou oito, mais um que Soares, que saiu para o FC Porto no mercado de inverno. Hurtado, Texeira, Josué e Pedro Henrique foram outros dos nomes em foco.

 

TREINADOR

Pedro Martins deu continuidade à sua sólida trajectória, fundada no bom trabalho realizado quando orientou o Marítimo e o Rio Ave. Foi um dos cinco sobreviventes da autêntica roda viva de treinadores esta temporada.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 4.º lugar, 18v-8e-8d, 50gm-39gs, 62 pontos; apurado para a fase de grupos da Liga Europa;

Taça de Portugal: finalista vencido;

Taça da Liga: isento da 2.ª eliminatória; eliminado no grupo D (4 pontos), atrás do Benfica e à frente de Paços de Ferreira e Vizela.

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por Miran Pavlin às 12:00

Sábado, 11.02.17

Liga NOS, 21.ª jornada – Vitória SC 0-2 FC Porto

Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:00

Sábado, 10.09.16

Liga NOS, 4.ª jornada - FC Porto 3-0 Vitória SC

Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:30

Quarta-feira, 25.05.16

VITÓRIA SC 2015/16

Santos da casa não fazem milagres. O ditado é antigo, e explica parte daquilo que foi a temporada do Vitória. Com o homem da casa Armando Evangelista ao leme, os dissabores sucederam-se, e bem cedo na época. O primeiro desaire apareceu logo no início de Agosto, quando o Guimarães saiu do comboio da Liga Europa frente ao modesto SCR Altach, que se estreava nas provas da UEFA. Se perder a primeira mão na Áustria por 2-1 não era suficiente para grandes sinais de alarme, o jogo de retorno clarificou sem margem para dúvidas que algo não estava bem. Por muito humilde que fosse, o Altach venceu no D. Afonso Henriques por 1-4, deixando o conjunto vimaranense a caminhar sobre brasas.

Começar o campeonato com uma visita ao FC Porto era ingrato, e os dragões venceriam sem grande dificuldade (3-0). Apesar da exigência de uma visita a casa de um grande, o arranque em falso foi mais um sinal de que o Vitória estava praticamente parado na casa de partida. Empates com Belenenses (1-1), União (0-0) e Setúbal (2-2), aliados a uma vitória (1-0) sobre o Tondela obtida com um auto-golo, não chegavam para mais que um 13.º lugar, e Armando Evangelista abandonou a equipa. Estava-se ainda nos idos de Setembro.

Sérgio Conceição tomou aí as rédeas da equipa, não sem antes passar por uma conferência de imprensa de apresentação presenciada por sócios do clube. O treinador, que orientou nada menos que o Braga na época anterior, logo tratou de frisar que estava de corpo e alma com o clube, e isso deu-lhe a tranquilidade necessária para trabalhar. Mas os resultados continuaram a não surgir. A estreia de Conceição, de resto, não podia ter corrido pior, sofrendo uma derrota caseira precisamente diante do Braga (0-1, golo de Rafa aos 74 minutos). A jornada 7 traria uma pesada derrota em Alvalade (5-1), seguida das eliminações da Taça da Liga, a 10 de Outubro, e da Taça de Portugal, a 18 do mesmo mês. O regresso do campeonato, a 24 de Outubro, trouxe um empate caseiro com a aflita Académica (1-1). E era justamente a Liga NOS tudo o que restava ao Guimarães até final da época.

A equipa aos poucos daria uma resposta. Primeiro em casa do Paços de Ferreira (0-1), à jornada 9, depois no Bessa (1-2), duas rondas mais tarde. Os conquistadores entrariam de seguida na sua melhor fase da época, um período de 13 jogos – jornadas 12 a 24 – dos quais perderam apenas dois. O Guimarães vergou Rio Ave (3-1), Estoril (0-1), Moreirense (3-4), FC Porto (1-0) e União (3-1), chegando à 20.ª jornada no sexto lugar.

O Vitória subiria a quinto classificado, nas rondas 21 e 22, mas à custa de empates com Tondela (1-1) e Setúbal (2-2). Essas igualdades foram os primeiros jogos de uma terrível sequência de doze sem vencer, que recolocou o Guimarães praticamente no mesmo ponto em que estava no início da temporada. Foi a segunda pior série sem triunfos da época, ex æquo com outras duas formações. O Vitória só ganharia mais um jogo, frente ao Moreirense (4-1) na 33.ª jornada, e terminou em plena série de dez jogos consecutivos a sofrer golos.

O décimo lugar final ficou então seguro pelos rendimentos dessa boa fase a meio da época. Por muito que a equipa estivesse bem entregue a Sérgio Conceição, ficou à vista que a saída de Rui Vitória foi um golpe de que o plantel não conseguiu recuperar. Nem com os golos de Henrique Dourado – nada menos que 12 –, um jogador que o Vitória decerto gostaria que não estivesse na casa por empréstimo, nem com a iniciativa de Otávio, outro homem cedido, que ainda apontou seis golos. Ricardo Valente fez cinco golos mas não esteve em tão boa forma como na época passada, enquanto Licá, ainda mexeu com o ataque, mas não foi além de outros cinco tentos. O jovem guarda-redes Miguel Silva – ou João Miguel, conforme as fontes – destacou-se num ou noutro jogo, na ausência de Douglas.

O Vitória até foi quinto classificado em 2014/15, mas têm sido tempos difíceis em Guimarães. A saúde financeira do clube não é das melhores, e disso se ressente a qualidade global do plantel. É preciso muito coração e alguma felicidade para corresponder em campo à pressão que a massa associativa vitoriana sempre exerce. A recta final de temporada não foi bonita, mas chegou para estar a salvo da insegurança dos últimos lugares. Um bom arranque na próxima época será de capital importância. Vencer apenas nove dos 38 jogos realizados na temporada é manifestamente pouco.

 

Contas finais

Campeonato: 10.º lugar, com 9v, 13e, 12d, 45gm, 53gs, 40pts

Taça de Portugal: afastado na 3.ª eliminatória

Taça da Liga: afastado na 2.ª eliminatória

Europa: afastado da Liga Europa na 3.ª pré-eliminatória

 

Para mais tarde recordar

28.11.2015, jornada 11 – ao vencer o Boavista por 1-2, o Vitória consegue o seu primeiro triunfo no Bessa desde 1997/98;

17.01.2016, jornada 18 – vence o FC Porto em casa (1-0) pela primeira vez desde 2001/02.

 

Para esquecer

06.08.2015, Liga Europa: eliminado logo na terceira pré-eliminatória;

10.10.2015, Taça da Liga – sai da Taça da Liga ao perder em Vila do Conde por 3-2;

18.10.2015, Taça de Portugal – eliminado da prova rainha logo à primeira tentativa, ao perder por 2-0 em casa do secundário Penafiel;

17.04.2016, jornada 30 – ao perder por 3-0, o Vitória sai derrotado de casa do Marítimo pela sexta época consecutiva.

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por Miran Pavlin às 15:00

Domingo, 17.01.16

Liga NOS, 18.ª jornada – Vitória SC 1-0 FC Porto – À porta do castelo

A época do FC Porto está cada vez mais imprevisível. Líderes à 14.ª jornada, os dragões vêem-se agora em terceiro lugar, cinco pontos atrás do Sporting. Se nos jogos com o Boavista o FC Porto mostrou alguma atitude e união, e lidou bem com a agressividade imposta pelos axadrezados, em Guimarães não foi capaz de encontrar as melhores soluções para vir à tona num jogo que foi um poço de problemas.

O problema maior apareceu bem, bem cedo. Tinham passado apenas quatro minutos quando Casillas complicou ainda mais uma bola já de si traiçoeira, no caso um ressalto que subiu às alturas e caiu já muito chegado à baliza. Talvez o guarda-redes tenha pensado demais em não agarrar a bola molhada, que lhe poderia escorregar por entre as luvas, em vez de pensar unicamente em socar a bola, ou para longe, ou para o lado. O veredicto de Casillas foi dar um tapinha para a frente, onde aparecia Bouba Saré, que aproveitou da melhor maneira a hesitação do internacional espanhol.

Seria o único golo do jogo. Seguiram-se 86 minutos, mais descontos, de infrutífero esforço portista. Com o pássaro na mão, o Vitória fechou-se no seu castelo e o FC Porto estacionou à porta. Foi aí que os problemas se multiplicaram. Novamente mais vertical, mas com alguma lentidão, ainda que não tanta como com Lopetegui, os azuis-e-brancos procuraram todo e qualquer espaço por onde pudessem furar a muralha, mas sem sucesso.

Não que o Vitória não tenha mérito, porque o tem. Primeiro porque o jovem guardião Miguel Silva foi exemplar, e depois porque a equipa soube secar o FC Porto. Naturalmente que é mais fácil estando em vantagem, mas a verdade é que a pressão dos conquistadores foi bem aplicada, estorvando imenso a fluidez do jogo portista.

O FC Porto terminou com mais de 70% de posse de bola, mas o perigo criado foi pouco. Em parte pelo que se escreve no parágrafo anterior, e noutra parte porque é justo dizer que nada saía bem. As diversas jogadas ao primeiro toque que os dragões elaboraram foram sempre como um puzzle em que faltava uma peça, fosse ela um passe certeiro, um bom domínio de quem recebia a bola final, ou até mesmo os mais incontroláveis ressaltos, nos quais o FC Porto não teve sorte.

Ocasiões claras? Porventura apenas uma, segundos antes do golo. Foi mesmo como se tivesse havido dois jogos dentro do mesmo. Um frenético, em que o Guimarães esteve pertíssimo do golo logo aos 13 segundos, seguindo-se esse lance por parte dos visitantes, e culminando no golo; e outro em que a muralha vitoriana suportou firmemente a pressão exercida. O FC Porto ficou mesmo à porta do castelo.

Com o escoar dos minutos ficou claro que só um lance fortuito alteraria o rumo dos acontecimentos. A derrota acontece não tanto por falta de esforço – por enquanto esse problema parece estar adormecido – mas sim porque perante um adversário mais competente voltaram a notar-se as dúvidas que a equipa tem na construção ofensiva, que era sempre demasiado cautelosa na vigência do técnico anterior. É, de facto, emergente que se encerre o dossier treinador. Seja ele novo, ou não.

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por Miran Pavlin às 23:50

Sábado, 15.08.15

Liga NOS, 1.ª jornada – FC Porto 3-0 Vitória SC – Calçar os sapatos

Nos últimos vinte anos o FC Porto tem sido exímio na reposição dos níveis da sua fonte de golos, principalmente quando alguns arriscam pensar em seca. Começando em Domingos e passando por Jardel, McCarthy, Lisandro López e Falcao até chegar a Jackson Martínez, todos partiram deixando sapatos mais ou menos pesados para o seguinte calçar.

A pré-época até levantou algumas questões no departamento ofensivo, mas quando a bola rolou a sério bastaram oito minutos para que não houvesse nem questões, nem lembranças. Ainda que com a ajuda de um ressalto em João Afonso, Vincent Aboubakar marcava aquele que talvez seja, até agora, o seu mais saboroso golo pelo FC Porto. Confirmando as indicações positivas que foi deixando ao longo da época passada, o camaronês calçou sem problemas os sapatos de Jackson. E não se ficou por aí, já que aos 61 minutos bisou mesmo, num forte remate na passada, de longe, semelhante àquele que lhe dera um golo frente ao Shakhtar em Dezembro de 2014.

Com a sucessão aparentemente em bons pés, ninguém teve tempo para se lembrar do passado, nem de que o FC Porto mudou grande parte da equipa titular de 2014/15. Com cinco caras novas em campo, os dragões foram assertivos, gerindo e pressionando conforme o jogo o proporcionava. É verdade que o Vitória está a começar a temporada de pé esquerdo e não colocou problemas de maior, mas nem por isso o FC Porto cedeu à tentação de cair num futebol pastoso e desinteressado.

Talvez seja a motivação do novo arranque. Todos quiseram mostrar alguma coisa. Varela trabalhou bem na direita para de ângulo apertado fazer o 3-0 (84’), Danilo Pereira e Imbula deram consistência ao meio-campo, Tello agarrou bem a oportunidade que lhe foi fugindo durante os jogos de preparação e Maxi Pereira participou em dois golos. A fava calhou a Herrera. O mexicano certamente não estava nos seus dias, e destoou do resto da equipa, perdendo mesmo uma ocasião clara já perto do intervalo, ao chegar uma fracção de segundo atrasado ao excelente passe de ruptura de Aboubakar.

Após o intervalo o Vitória apareceu mais espevitado, mas bastou um lance de perigo (53’) para que o FC Porto tomasse novamente conta das operações. O guarda-redes vitoriano Douglas não segurou um cruzamento de Varela, Tello estava no lugar certo e teve nos pés o golo, mas rematou com força quando seria mais avisado colocar. A bola bateu em cheio em João Afonso, sobrando para Imbula, que teve pontaria a mais e tirou tinta ao poste esquerdo.

Foi, acima de tudo, uma noite tranquila no Dragão, que esteve perto de encher. Não terá sido só por ser Agosto e estarem cá os emigrantes. Terá funcionado a crença de que esta equipa é uma laranja com bastante sumo. O primeiro gomo assim o indica. O próximo porá à prova outras crenças, tradições e agoiros. É a temida visita aos Barreiros, a primeira de três idas à pérola do Atlântico durante a primeira volta.

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por Miran Pavlin às 23:55

Sábado, 06.06.15

Vitória SC 2014/15 – 5.º lugar – 15v, 10e, 9d, 50gm-35gs, 55 pts

Numa situação financeira semelhante à da época anterior, Rui Vitória operou um novo milagre em Guimarães, este com contornos muito mais definidos que em 2013/14. O quinto lugar final foi obtido nos ombros de uma equipa jovem e aguerrida, com muitos portugueses, e leva os conquistadores até à Liga Europa. Será a 15.ª participação europeia na história do clube.

A temporada vimaranense teve, no entanto, duas caras. A uma primeira volta com dez vitórias e quatro empates, seguiu-se uma segunda metade em que o Vitória pareceu viver de rendimentos, já que apenas somou mais cinco triunfos, saindo derrotado em seis partidas. Ainda assim, e face a um certo relaxamento do Braga, o Vitória terminou a época com hipóteses de usurpar o quarto lugar aos seus arqui-rivais, naquilo que seria uma vingança da eliminação caseira sofrida na Taça de Portugal.

Tal não veio a acontecer, mas no cômputo geral o Vitória fez uma época de grande nível. O arranque de campeonato foi auspicioso, com nove golos marcados nas primeiras três jornadas. Na quarta ronda o FC Porto foi travado no Minho (1-1), e a primeira derrota dos vitorianos só apareceria à sexta jornada, quando foram goleados pelo Marítimo por 4-0. Os minhotos não perderam tempo a lamber feridas, arrancando aí para uma série de cinco triunfos consecutivos, que incluíram um 3-0 contra o Sporting. Nessa fase, uma vez que jogou quase sempre primeiro que os tradicionais candidatos ao título, o Vitória pôde desfrutar de alguns dias como líder provisório, dando outra emoção à prova. De resto, o Vitória nunca esteve abaixo do quinto posto.

Bernard Mensah, Hernâni e Tomané assumiram as despesas da equipa durante a primeira volta, mas foi André André quem mais se destacou, não só por ser o motor da equipa, mas também porque coneguiu aí os golos que lhe permitiram ser o artilheiro da equipa, com 11 – oito dos quais de grande penalidade, departamento onde André André se mostrou exímio.

Hernâni foi para o FC Porto em Janeiro, mas a sua saída foi rapidamente colmatada com Ricardo Valente, recrutado ao Leixões. Em estreia na divisão maior, Valente apontou oito golos, com um dos quais a ser suficiente para bater o Braga, à jornada 29.

Guimarães foi o único recinto onde nenhum dos três grandes conseguiu vencer em 2014/15; só Belenenses e Setúbal saíram do D. Afonso Henriques com os três pontos. Diz bem do quão combativo foi este Vitória.

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por Miran Pavlin às 15:05

Sexta-feira, 13.02.15

Liga NOS, 21.ª jornada – FC Porto 1-0 Vitória SC – Colocar pressão

Não ficará para a história como mais que um rodapé, mas foi preciso esperar 21 jornadas para que a I Liga tivesse um patrocinador, como vinha sendo hábito desde 2002. Já foi Superliga Galp Energia, Liga Betandwin.com, Liga Bwin, Liga Sagres, Liga Zon Sagres, agora é Liga NOS.

Era sexta-feira 13 mas não houve azares que pudessem pôr em causa o onze que na próxima semana subirá ao relvado em Basileia para a Liga dos Campeões, embora Casemiro bem tenha tentado, com uma entrada sobre Danilo – sim, sobre o próprio colega – logo nos primeiros minutos. Talvez fosse uma maneira de demonstrar que ninguém estava a pensar na ida à Suíça, conforme Lopetegui tinha pedido.

Só na segunda parte essa deslocação lentamente começou a invadir as mentes dos jogadores, o que talvez justifique a exibição menos conseguida do FC Porto. Baixar a intensidade poderia ter sido um risco, mas a verdade é que nem os dragões perderam o controlo das operações, nem o Guimarães conseguiu incomodar sobremaneira a baliza de Fabiano, pelo menos da mesma forma que os da casa fizeram antes do intervalo.

O FC Porto criou um punhado de ocasiões até Brahimi, de volta à titularidade, aproveitar um desequilíbrio no lado direito da defensiva minhota para marcar o único golo da noite (31’), o seu quinto no campeonato. Um regresso em cheio, na noite que marcou a estreia de Hernâni, contratado precisamente ao Guimarães no mercado de inverno. Apenas jogou uns minutos, suficientes para ainda ter um cabeceamento com perigo.

O triunfo portista obriga quer Benfica, quer Sporting a jogar em pressão. Que é coisa que não faltará no reino do Dragão nas próximas semanas. Este jogo foi o início de mais um ciclo forte da época, que envolve deslocações ao Bessa e a Braga, a visita do Sporting e uma eliminatória europeia.

 

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por Miran Pavlin às 23:50

Domingo, 02.03.14

Vitória SC 2-2 FC Porto - Eclipse no Minho

sapodesporto

Os adeptos do FC Porto estão à beira da esquizofrenia. No espaço de uma semana contestaram a equipa à saída do Dragão, aplaudiram no aeroporto à chegada de Frankfurt, e agora voltam a esperar a equipa no Dragão para novos protestos. O sobe-e-desce de estados de espírito reproduz as desventuras de uma equipa que nos últimos cinco jogos consentiu nove golos, tantos quantos os pontos a que fica de distância do líder Benfica após este empate.

Um empate bem amargo. Quaresma abriu o marcador na conversão de um castigo máximo, Ghilas acertou na trave, e Licá, após defesa incompleta de Douglas fez o 0-2, com 41 minutos decorridos. O FC Porto fazia uma exibição competente, aparentemente moralizada pelo resultado na Liga Europa, mas um golo de Maazou, no limite do fora-de-jogo, relançou a segunda parte.

E o FC Porto eclipsou-se. O reinício amorfo dos dragões foi castigado quando um passe a rasgar do mesmo Maazou encontrou um buraco no meio dos centrais, que permitiu a Marco Matias, solto na cara de Helton, fazer o empate. Já não há explicação para a “síndrome das duas caras” que continua a afectar o FC Porto.

Por pouco que o Vitória não conseguia mesmo uma reviravolta histórica, de consequências imprevisíveis. Primeiro o poste e depois Danilo impediram que Nii Plange e Tomané festejassem. Seria injusto, já que depois do 2-2 nenhuma das equipas se conseguiu sobrepor ao adversário.

A inconstância dos azuis-e-brancos numa prova de regularidade como o campeonato deixou-os mais perto do quarto lugar que do primeiro. Por outro lado, este FC Porto parece ser uma equipa de momentos – Supertaça, recepção ao Sporting, reviravolta com o Marítimo na Taça da Liga, Frankfurt. Se a regularidade não parece ser o forte desta equipa, valerá a pena apostar no imediatismo das competições a eliminar, onde não existe a obrigatoriedade das vitórias em série nem a pressão dos pontos?

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por Miran Pavlin às 23:23

Domingo, 24.11.13

Vitória de Guimarães 0 - Sporting 1 - Sofrimento desnecessário

 

Na flash interview do final do encontro, Leonardo Jardim explicou que não podia pôr Slimani em campo sem que a equipa estivesse preparada para o receber. Portanto, antes do argelino entrar, trocou os dois alas e só aos 80 (!!!!) minutos coloca o segundo avançado em campo. Não há nada a dizer acerca da explicação... afinal Jardim percebe mais de futebol a dormir do que eu acordado. Contudo a pergunta que fica na cabeça de todos os adeptos do Sporting é: era MESMO preciso esperar pelos 80 minutos para tirar o André Martins? Apesar de ser apreciador das qualidades técnicas do André, as suas características não se adequam a todos os jogos... e este era um deles.  

O Vitória desde cedo colocou bastante intensidade no seu jogo, impondo o físico em todas as bolas disputadas e não tendo qualquer problemas em jogar feio, com muito chutão para longe, muitas bolas divididas no futebol aéreo, muitas bolas para a bancada. No geral este foi um jogo mais mal jogado do que bem jogado, com poucas oportunidades de parte a parte, onde os defesas estiveram em evidência, mas os guarda-redes nem por isso...
Em Guimarães, Jardim fez alinhar Carrillo de inicio, e, apesar dos assobios que ouviu quando foi substituído, gostei da sua exibição. Foi o único que fez a diferença em termos ofensivos, conduziu algumas jogadas com inteligência, ajudou até a defender, mas infelizmente nenhuma das suas iniciativas deu golo. Num jogo extremamente físico, Montero, entalado entre os centrais, poucas oportunidades teve de visar a baliza e não havia maneira do Sporting criar perigo. Esta análise podia já ser feita ao intervalo e é por isso que se estranha a entrada muito tardia de Slimani: Montero não conseguia ganhar bolas na frente, André Martins estava claramente em desvantagem na luta do meio campo, o tempo estava a passar e todos os lances pareciam acabar da mesma maneira. É certo que o Sporting teve vários cantos e livres a favor, mas até à entrada de Slimani, foram todos pouco mais do que inofensivos. Quanto ao argelino, continua a impressionar-me no rácio de golos por minutos jogados! Note-se que hoje concretizou uma outra oportunidade (lance anulado correctamente por fora de jogo), e teve um impacto muito positivo nos últimos minutos a segurar a bola no ataque. Uma aposta em cheio de Jardim, que só pecou por fazer toda a gente sofrer até tão tarde.

 

Os destaques de hoje vão para Slimani (mudou tudo), Maurício (a cargo da difícil tarefa de marcar Maazou, esse autêntico "corpo sem alma", esteve bem), Cédric (bom regresso, apoiou o ataque, defendeu com garra), William Carvalho (muito sereno, mesmo condicionado pelo amarelo que recebeu na primeira parte), Dier (exibição positiva)

 

Hoje o Sporting teve aquela ponta de sorte que lhe faltou na eliminatória da Taça contra o Benfica, e que já tinha tido em Braga. Segue-se o Paços de Ferreira e a luta por mais três pontos, num jogo em que espero sobretudo um futebol mais bem jogado, por parte das duas equipas. 

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por Kirovski às 23:24



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