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CORTE LIMPO


Domingo, 04.06.17

CD NACIONAL 2016/17

Nos últimos anos o Nacional vinha deslizando progressivamente pela classificação abaixo. Quintos classificados em 2013/14, os alvinegros fizeram depois um 7.º e um 11.º lugares, que em ambos os casos disfarçaram épocas difíceis, em que o Nacional começou mal e só endireitou por volta do meio do campeonato. Desta vez, o mal não conheceu cura, e os insulares desceram mesmo de divisão, ao fim de 15 temporadas de I Liga recheadas de sucessos, nomeadamente as cinco participações europeias, em resultado de classificações nos primeiros cinco lugares.

As quatro derrotas nas jornadas iniciais foram um soco no estômago do qual o Nacional nunca recuperou. As jornadas 5 e 6 trouxeram duas vitórias – Marítimo (c) e Feirense (f) – mas o ânimo terminou por aí. Esses triunfos totalizaram metade dos conseguidos pelo Nacional em todo o campeonato, e foram sucedidos por nada menos que seis, e depois 14 jogos sem ganhar, a mais longa sequência da época. O triunfo no Estoril (0-1, 28.ª jornada) seria o último de uma equipa que passou 24 jornadas na zona de despromoção, lá permanecendo em definitivo desde a ronda 16.

O Nacional nunca esteve irremediavelmente longe da salvação, mas sem ganhar nunca se conseguiu aproximar dos últimos emblemas a salvo, e ficou matematicamente despromovido à jornada 31. Promovido em 2002 juntamente com a Académica, o Nacional reencontrá-la-á agora na II Liga, um ano depois da descida dos estudantes.

 

TREINADORES

Manuel Machado desta vez não conseguiu inverter a curva descendente da equipa como nos anos anteriores e acabou por sair após a 15.ª jornada.

Para o lugar do técnico minhoto veio Predrag Jokanović, homem que se confunde com o futebol madeirense e que já tinha tomado conta do Nacional noutros momentos difíceis. O treinador sérvio teve que assistir ao massacre da sua equipa no Dragão (7-0, a derrota mais robusta do ano) e demitir-se-ia ele próprio ao fim de 11 partidas (seis empates, cinco derrotas). João de Deus ficou com a dolorosa das oito jornadas finais, somando uns magríssimos quatro pontos.

 

FIGURAS

O argelino Hamzaoui fez cinco golos, três deles na visita ao Feirense (0-3), no que parece uma anomalia no panorama global da equipa, que teve em Salvador Agra a capacidade de luta que outros jogadores porventura não tiveram. O guarda-redes Adriano, muito solicitado entre os postes na descida do Gil Vicente em 2014/15, viveu uma situação semelhante esta época. Pela negativa, Aly Ghazal; o egípcio marcou nada menos que três auto-golos – Benfica, Estoril e Rio Ave –, num total de cinco oferecidos pela equipa aos adversários.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 18.º lugar, 4v-9e-21d, 22gm-58gs, 21 pontos; despromovido à II Liga;

Taça de Portugal: afastou o Estarreja (1-3), antes de perder na 4.ª eliminatória diante do Torreense (1-0) com um golo de Pedro Bonifácio aos 90’+1’ minutos;

Taça da Liga: afastou o Cova da Piedade (2-1) na 2.ª eliminatória; terceiro classificado no grupo A (3 pontos), atrás de Setúbal e Sporting, e à frente do Varzim.

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por Miran Pavlin às 13:00

Sábado, 04.03.17

Liga NOS, 24.ª jornada - FC Porto 7-0 CD Nacional

Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 20:30

Sábado, 01.10.16

Liga NOS, 7.ª jornada – CD Nacional 0-4 FC Porto – Letra J

Escrever sobre futebol pode, por vezes, parecer fácil, mas há algo que quase sempre tolda as análises de escriba atrás de escriba: os resultados recentes da equipa em questão. É das coisas que mais me preocupa sempre que me sento em frente ao computador com a folha virtual em branco. E mais uma vez me deparo com esse problema; depois de no texto anterior ter apontado esta e aquela lacuna ao FC Porto, eis que a equipa responde com uma vitória folgada, que por si só ameaça colocar em perspectiva as eventuais maleitas de que os dragões padecem. Mas não só. Aqueles com memórias mais longas lembrar-se-ão de que ainda há pouco tempo o FC Porto não conseguia ganhar na Madeira. É certo que a prova-dos-nove só será tirada lá para Maio, quando os azuis-e-brancos visitarem o caldeirão dos Barreiros, mas as últimas três idas à ilha – incluindo este jogo – renderam três vitórias, com um saldo de 10-1 em golos.

Na partida de hoje, o difícil início de época que os alvinegros vivem, pese embora as vitórias nas duas jornadas anteriores, foi um factor determinante. O FC Porto não encontrou problemas de maior em segurar as rédeas do jogo, deixando assim caminho aberto para figura maior da partida: Diogo Jota. Titular pela primeira vez, o jovem não fez a coisa por menos, assinando um hat-trick na primeira parte (11’, 38’, 44’), com dois dos golos a aparecer em lances em que se isolou após boas solicitações dos colegas, não tremendo na hora de finalizar, antes de completar a tripla com um cabeceamento. O último golo da notie surgiria ao minuto 58, por André Silva, novamente solicitado por Otávio. Layún, que tem sido o marcador oficial de livres nas últimas partidas, ainda não afinou a pontaria, com uma das suas tentativas a esbarrar mesmo na trave (88’).

O campeonato conhece nova paragem, regressando apenas no fim-de-semana de 22 e 23 de Outubro. Pelo meio, as selecções voltam ao trabalho no apuramento para o Mundial 2018, antes de compromissos fora de casa para a Taça de Portugal e para a Liga dos Campeões.

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por Miran Pavlin às 23:35

Quinta-feira, 26.05.16

CD NACIONAL 2015/16

Tempos houve em que a Choupana era a casa dos horrores da I Liga. Muito boa gente por lá passou e saiu não apenas derrotada, mas também goleada. Esses anos são hoje uma memória distante, e o único factor de perturbação para quem visita o reduto do Nacional é mesmo o nevoeiro, que ano após ano obriga à interrupção ou adiamento de um par de jogos. É certo que esta época os alvinegros até venceram oito partidas caseiras, mas esse número fica longe das treze conseguidas em 2003/04, que ainda hoje são recorde do clube; e só um pouco aquém das dez somadas na pretérita temporada.

As vitórias foram justamente aquilo que escasseou no trajecto do Nacional, principalmente durante a primeira volta. Os insulares dobraram o campeonato no 15.º lugar, tendo averbado apenas quatro triunfos nessas 18 jornadas. Além disso, nessa altura o Nacional estava numa série de oito jogos sem vencer, que só seria quebrada na jornada 20, quando bateu o Tondela por 3-1.

Na época passada o Nacional renasceu por alturas da viragem do campeonato; este ano o ressurgimento demorou mais a aparecer. Os problemas defensivos terão sido a causa principal desse atraso, já que o Nacional sofreu golos consecutivamente entre as jornadas 11 e 23. As quatro vitórias que se seguiram, frente a Paços de Ferreira (3-0), Boavista (0-1), Rio Ave (1-0) e Guimarães (3-2) constituiriam o melhor período da época, fazendo o Nacional pular cinco posições na classificação, até ao décimo lugar. A jornada 29 traria uma vitória por 4-1 sobre o Estoril, mas até final não haveria mais triunfos, e a equipa acabou por estacionar no 11.º lugar. O Nacional subiu acima do décimo posto apenas em seis das 34 jornadas.

O treinador Manuel Machado, apesar de toda a sua experiência, não conseguiu encontrar antídoto para o maior dos problemas da equipa: vencer como visitante. Na I Liga, tal aconteceu apenas por duas vezes. Em Guimarães (0-1), numa “traição” ao seu clube do coração, e no Bessa, como se escreve acima. Na Taça de Portugal os alvinegros venceram com naturalidade (0-6) em casa do Mosteirense, dos Distritais, mas assim que a capacidade dos adversários aumentou, também cresceram os problemas. Na 5.ª eliminatória foram precisas grandes penalidades para vergar o Desportivo das Aves, da II Liga, depois de um 2-2 ao cabo de 120 minutos de jogo. Nos quartos-de-final, novamente frente a um adversário do escalão secundário, no caso o Gil Vicente, o Nacional perdeu mesmo (1-0).

O trabalho de Manuel Machado, contudo, parece ser reconhecido, uma vez que o técnico está à frente do Nacional há já três épocas e meia. Machado é também um dos treinadores com mais jogos na I Liga, tendo completado 403 partidas, ao serviço de diversos emblemas. Dos treinadores actualmente no activo na Liga NOS, só Jorge Jesus supera Manuel Machado em número de jogos.

O Nacional não teve no seu plantel figuras que se destacassem sobremaneira. O melhor marcador na I Liga, com dez golos, foi o brasileiro Soares, seguido de Salvador Agra, que apontou nove; Rui Correia terminou com cinco golos. O Nacional foi, juntamente com o Guimarães, a equipa que beneficiou de mais auto-golos, num total de quatro. Dois deles surgiram na visita à Académica, num jogo que terminou 2-2.

Contas finais

Campeonato: 11.º lugar, com 10v, 8e, 16d, 40gm, 56gs, 38pts

Taça de Portugal: eliminado nos quartos-de-final

Taça da Liga: eliminado na fase de grupos

 

Para mais tarde recordar

23.08.2015, jornada 2 – venceu pela primeira vez o União em jogos de I Liga.

 

Para esquecer

13.01.2016, Taça de Portugal – eliminado em casa do Gil Vicente, após derrota por 1-0.

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por Miran Pavlin às 12:00

Domingo, 17.04.16

Liga NOS, 30.ª jornada – FC Porto 4-0 CD Nacional – Regresso ao futuro

Quando a época começou, era este o futuro que se esperava para o FC Porto da 30.ª jornada; uma equipa bem oleada, com domínio preciso sobre os processos básicos de jogo e capaz de reduzir o adversário a um par de remates que permitem ao guarda-redes um momento de brilho perdido algures numa noite de pouco trabalho. Tudo isto foi verdade hoje. O caminho até esta jornada é que não foi, de maneira nenhuma, aquele que se esperava.

O grande problema da presente versão do FC Porto, mais que os erros defensivos e a aparente falta de dois ou três elementos de qualidade superior, prende-se com o facto de a equipa não conseguir realizar mais vezes exibições como esta. Naturalmente que é mais fácil quando aos nove minutos de jogo já se vence por 2-0, mas a equipa não adormeceu à sombra dessa vantagem, e buscou sempre ampliá-la, o que acabaria por conseguir.

Varela deu o mote para o resto do jogo logo no segundo minuto, com um soberbo remate em arco, que não deu hipóteses de defesa ao guardião dos insulares. Decorria o minuto nove quando uma jogada envolvente dos dragões culminou no 2-0, por intermédio de Herrera, num remate cruzado a partir do flanco esquerdo. A equipa ainda procurou de todas as maneiras oferecer um golo a André Silva, que se estreava como titular na I Liga, mas o jovem ponta-de-lança, apesar de todas as indicações positivas que deixou, não teve engenho suficiente para fazer o gosto ao pé.

A equipa, no seu todo, funcionou muito bem, pelo que não surpreendeu que o marcador se avolumasse no segundo tempo. Danilo Pereira, na sequência de um canto, cabeceou certeiro na zona fatal (67’), e Aboubakar, que entretanto rendera André Silva, também voltou aos golos, num mini-chapéu após bom trabalho na área (85’). O camaronês estava adiantado, mas as imagens não esclarecem se a bola chegou a si tocada por um defensor contrário.

A prova de que o FC Porto foi dono e senhor do jogo reside no guarda-redes alvinegro Rui Silva, que mesmo tendo concedido quatro golos – todos sem culpas – foi o homem do jogo, à custa da dezena de boas defesas que efectuou.

No final, os adeptos portistas puderam esquecer por uns dias a vergonha e a tristeza das partidas anteriores. É este tipo de atitude e de exibição que se pede para o Jamor. Restam quatro jornadas para afinar o que houver a afinar com vista à decisão da Taça de Portugal, onde as dificuldades serão exponencialmente maiores.

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por Miran Pavlin às 23:35

Segunda-feira, 14.12.15

Liga NOS, 13.ª jornada – CD Nacional 1-2 FC Porto – Fantasmas da Madeira

Numa jornada que levava 25 golos em cinco jogos, os primeiros quinze minutos deste encontro indicaram que a festa era para continuar, pois o marcador já registava 1-2. A loucura, contudo, acabou por aí e o resultado manteve-se até ao final… que só chegou no dia seguinte. A causa? O nevoeiro, pois! Esse ingrediente extra que todos os anos faz das suas e perturba o curso normal de um par de jogos. Se em anos anteriores acontecera em jogos com pouca audiência, esta temporada as vítimas dão pelo nome de FC Porto e Benfica, o que dá mais visibilidade à coisa – passe o paradoxo.

No caso do FC Porto, jogar na Madeira em 2015/16 não foi apenas difícil; estava a tornar-se proibido, mesmo. Recorde-se que foram precisas duas viagens para efectivamente jogar frente ao União - na primeira o vento impediu a aterragem do avião - e agora os dragões tiveram que dormir mais uma noite na ilha antes de concluir o jogo.

O arranque foi então um toma lá, dá cá. Aos 6 minutos Marcano, de calcanhar, desviou no coração da área o canto cobrado por Layún. Na resposta o Nacional empatou, também de canto, com Willyan a fugir à marcação e a cabecear certeiro. Aos 14 foi Brahimi a recolocar o FC Porto na frente, na conclusão de uma jogada envolvente, que incluiu um cruzamento de Layún, na esquerda, e um remate cruzado de Herrera, ao segundo poste; Rui Silva defendeu como pôde, e a bola caiu redondinha no argelino, que só teve que empurrar.

O jogo continuou vivo, e pese embora não tenham passado por grandes momentos de sufoco, os guarda-redes tiveram que estar atentos em diversas ocasiões. No reatamento o Nacional entrou mais forte, mas o FC Porto foi mais perigoso, com Aboubakar e Herrera a perderem lances bastante prometedores, já numa fase em que só quem estava no estádio conseguia vislumbrar alguma coisa da acção.

Se pensarmos que a Madeira vinha sendo o fantasma do FC Porto, quão irónico foi que o cenário do jogo se tenha tornado também ele fantasmagórico. A partir dos 65 minutos só era possível ver uns vultos sombrios na parte do relvado mais próxima de onde estava a câmara. Tudo o resto eram brumas que, para o bem e para o mal, tudo encobriam. Incrivelmente, ainda se tiraram dois foras-de-jogo e assinalaram faltas, uma delas merecedora de cartão. Presume-se que tenham sido lances claros. O desafio foi definitivamente interrompido ao minuto 83, que na prática era o 75.º, dadas as duas suspensões anteriores, e reatado pelas 12h30 de hoje. Foram quinze minutos horríveis, com o FC Porto apenas interessado em destruir jogo. Não era para menos; estava em causa a eliminação do fantasma madeirense dos portistas.

Marcano foi o homem em destaque, primeiro pelo golo, e mais tarde por estar envolvido em dois lances nos quais os alvinegros reclamaram grande penalidade. No primeiro, o jogador do Nacional cruza a bola a pouca distância do central portista e esta vai directa ao braço, que estava afastado do corpo; no dia seguinte é João Aurélio que leva um valente pontapé de Marcano, numa jogada em que os dois jogadores acorrem em simultâneo à bola, mas o homem dos insulares foi mais rápido.

Numa manhã anormalmente preenchida, o FC Porto conheceu também o seu adversário nos 16-avos-de-final da Liga Europa, e esse dá pelo nome de Borussia Dortmund. Um duro teste, que certamente não será ultrapassado apenas com o futebol pausado que os dragões amiúde exibem.

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por Miran Pavlin às 20:30

Sábado, 06.06.15

CD Nacional 2014/15 – 7.º lugar – 13v, 8e, 13d, 45gm-46gs, 47 pts

O Nacional começou a temporada com o pé esquerdo, mas terminaria livre de tremores e suores frios, e a lutar pelo acesso à Liga Europa. Os insulares deram sequência à eliminação no playoff da Liga Europa 2014/15, frente ao Dinamo Minsk, com uma primeira volta terrível, em que viram o rosto do pesadelo bem de perto. Cinco vitórias e três empates nos primeiros 17 jogos deixavam os alvinegros no 12.º lugar, mas o campeonato virou quando iam numa série de quatro triunfos, a sua melhor da época. O tónico para uma segunda volta mais conseguida terão sido os triunfos em casa de Paços de Ferreira e Moreirense (ambos por 2-3), nas jornadas 17 e 18, no arranque de uma série de quinze jogos sempre a marcar golos.

Eram as primeiras vitórias longe da Choupana – só haveria mais uma, na 33.ª jornada – e abriram caminho a mais sete triunfos e cinco empates. O Nacional só chegaria à primeira metade da classificação à passagem da jornada 20, e apenas atingiu o sétimo lugar precisamente na última jornada. É mais uma prova de que Manuel Machado não perde o controlo quando orienta clubes que equipam de preto e branco. Assim foi em Guimarães, e continua a ser no Nacional.

O futebol da equipa melhorou de qualiade com o avançar da competição. Mario Rondón e Lucas João contribuíram com alguns golos, nomeadamente a meio da campanha, mas o verdadeiro obreiro da recuperação do Nacional foi Marco Matias. O avançado viveu a melhor época da sua carreira, apontando nada menos que 17 golos, que fizeram de si o melhor marcador português do campeonato. Excluindo o naturalizado Liedson, não havia um português a marcar tantos golos numa época desde os 18 de Simão Sabrosa em 2002/03.

A presença nas meias-finais da Taça de Portugal acabou por ser o ponto alto da temporada. Os insulares desenvencilharam-se de Alcanenense (6-1), Ribeirão (2-0) e Santa Maria (2-1), antes de um confronto mais difícil nos quartos-de-final. O adversário era o Marítimo, e o jogo arrastou-se até às grandes penalidades, que duraram oito rondas, até o holandês Ramsteijn falhar, dando ao Nacional uma vitória por 5-6. Nos 120 minutos verificara-se um 1-1, com ambos os golos a surgirem também de grande penalidade. Nas meias-finais, o Sporting repetiu o que já tinha acontecido em 2011/12 e eliminou o Nacional em duas mãos (agora com 3-2 no agregado).

No final, podia ter sido pior para o Nacional, que começou candidato a um lugar europeu e rapidamente teve que redefinir objectivos. Conseguirá apresentar uma candidatura mais forte na próxima época?

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por Miran Pavlin às 15:15

Sábado, 21.03.15

Liga NOS, 26.ª jornada – CD Nacional 1-1 FC Porto – Leite derramado

A notícia chegou enquanto o FC Porto aquecia no relvado da Choupana. O Benfica era derrotado em Vila do Conde, transformando este jogo numa oportunidade de ouro para os dragões encurtarem para um singelo ponto a distância relativamente ao topo da classificação.

O FC Porto passava a ter nas mãos justamente a mesma missão que quer Benfica, quer Sporting, tiveram em diversas ocasiões há uns sete, oito anos, e que repetidamente falharam: aproveitar na mesma jornada um deslize do comandante.

Analisando por outro prisma, as deslocações dos azuis-e-brancos à Madeira são já um caso crónico de dificuldades e desinspiração. O que não desculpa a pouca intensidade que o FC Porto imprimiu ao jogo, principalmente na etapa complementar. Não é que o chuveirinho fosse solução, e é verdade que o FC Porto enviou duas bolas aos ferros, todavia faltou-lhe aquilo a que os ingleses chamam bite. Capacidade de morder a baliza adversária. Acutilância, portanto.

A primeira parte teve mais FC Porto, mas pouco perigo junto à baliza. O Nacional foi uma equipa competitiva, mostrando que está num momento da época bem diferente do da primeira volta. Nem o golo sofrido numa altura crucial (45’), num remate colocado de Tello, abateu os insulares, que no segundo tempo não se fizeram rogados no aproveitamento da ligeireza portista.

Com Danilo e Alex Sandro especialmente permeáveis, os atacantes do Nacional iam explorando bem as alas, e o golo surgiria de um desses lances (62’), num cruzamento que passou por toda a pequena área portista até encontrar Wagner ao segundo poste. Alex Sandro estava atrasado.

Um ligeiro balanceamento ofensivo do FC Porto na resposta ao empate quase custava a reviravolta, mas Lucas João teve um falhanço inacreditável a poucos metros da baliza. Lopetegui lançou Quintero – mostrou pouco – e Quaresma – muito activo, mas pouco concreto – na tentativa de recolocar o jogo nos mesmos moldes do primeiro tempo, mas nesta fase já o Nacional estava mais confortável sobre o terreno, pelo que as alterações não surtiram o efeito desejado.

Atendendo àquilo que foi o jogo, o empate acaba por ser justo, mas não deixa de ser um luxo a que o FC Porto não se pode dar, muito menos quando havia em cima da mesa um brinde para reclamar. E agora não vale a pena chorar sobre leite derramado. Passam a ser três os pontos que separam o FC Porto do topo. Nas presentes condições, só uma vitória por 0-3 na Luz conferirá vantagem aos dragões.

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por Miran Pavlin às 23:50

Sábado, 01.11.14

I Liga, 9.ª jornada – FC Porto 2-0 CD Nacional

 

Infelizmente não vou poder analisar o jogo porque apenas vi alguns minutos dele, que coincidiram com a altura em que Brahimi erigiu um monumento que fixou o resultado final.

Um excelente movimento à entrada da área, adornado por uma ginga do argelino, que assim encontrou espaço para desferir um remate em arco, sem hipóteses para o guardião dos insulares.

O triunfo mantém o FC Porto um ponto abaixo do primeiro lugar.

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por Miran Pavlin às 23:35

Segunda-feira, 26.05.14

Balanço da época 2013/14 - Parte III

sapodesporto

GD ESTORIL-PRAIA

Não se pode dizer que a edição 2013/14 da divisão maior tenha tido uma equipa-revelação. Teve antes uma confirmação, e foi exactamente o Estoril, que igualou a sua melhor classificação de sempre, obtida há 66 anos.

Mesmo perdendo jogadores importantes como Steven Vitória, Jefferson, Licá e Carlos Eduardo, o técnico Marco Silva teve o mérito de não deixar a equipa seguir a indesejada tradição de tantos emblemas de menor dimensão que caem a pique depois de uma época de sonho.

Marco Silva teve tanto mérito como os jogadores que o conseguiram, pois o Estoril fez ainda melhor que na época passada. Com um impressionante pecúlio de quinze vitórias – metade dos jogos disputados, incluindo Dragão, Alvalade, Guimarães e Barreiros – os canarinhos podem orgulhar-se de ter perdido menos jogos que o FC Porto.

Com nomes como Vagner, Tiago Gomes, Evandro, Bruno Lopes, Carlitos ou Balboa em destaque, o Estoril apresentou um futebol sem autocarros, antes com entreajuda, calma, matreirice, propósito, e com os sectores bem ligados entre si, conforme tive oportunidade de testemunhar na visita ao Dragão.

Esta época assinalou ainda a estreia estorilista nas provas europeias, onde deixou uma imagem mais humilde, mas ainda assim marcando golos em oito dos dez jogos efectuados na Liga Europa, e arrancando um empate em casa do Sevilha, que venceria a competição.

Na Taça atingiu os quartos-de-final, perdendo em casa do FC Porto (2-1), numa partida em que talvez lhe tenha faltado um pouco mais de ambição. Para a história fica também o póquer de Bruno Lopes na goleada sobre o Leixões (1-5) nos oitavos-de-final.

É uma boa altura para ser adepto do Estoril, mas o futuro torna-se agora uma incógnita. Marco Silva anunciou o adeus no final da temporada, e foi apresentado como próximo treinador do Sporting.

O Estoril tem mais uma participação europeia no horizonte, na esperança de que não bata à porta a tal tradição da queda a pique.

 

 

CD NACIONAL

Manuel Machado tem de ter uma receita mágica que só utiliza no nevoeiro da Choupana. É a terceira vez que o treinador minhoto qualifica os alvinegros para a Taça UEFA/Liga Europa.

A época foi discreta, mas regular o suficiente para garantir com antecedência o posto europeu. Invicto diante de FC Porto e Sporting, o Nacional provou ser uma equipa sólida, mas é melhor não olhar para a Taça de Portugal, onde caiu à primeira tentativa, aos pés do Santa Maria (1-0), que milita no CNS.

Com Candeias a organizar jogo, e Diego Barcellos e Mário Rondón a converter oportunidades, o Nacional apontou 43 golos, a melhor marca a seguir aos três grandes, no ano em que conseguiu a sua maior vitória de sempre fora de portas (0-5 em Paços de Ferreira). Foi mesmo o triunfo mais gordo de todo o campeonato.

O guarda-redes Gottardi, e ainda Marçal e Claudemir cotaram-se como os pilares da defesa insular.

 

 

CS MARÍTIMO

O outro emblema madeirense realizou uma época de trás para a frente. Começou a meio gás, passou por uma série de cinco derrotas entre as jornadas 5 e 9, e terminou a primeira volta com 17 pontos.

Somou 24 durante a segunda metade do campeonato, e acabou por chegar ao sexto posto final, apesar de ter perdido o avançado Heldon para o Sporting.

O treinador Pedro Martins despede-se ao fim de quatro temporadas ao leme verde-rubro, que incluíram uma aceitável participação na Liga Europa em 2012/13.

 

 

VITÓRIA FC

O Vitória sadino conseguiu a sua melhor classificação em sete anos, ao terminar no sétimo posto. E se Manuel Machado tem a chave para o sucesso no Nacional, só José Couceiro sabe como fazer as coisas acontecer em Setúbal.

O treinador substituiu José Mota à passagem da jornada 8, quando o clube tinha míseros seis pontos, e logo fez do Setúbal um dos quatro clubes que conseguiram vencer na Amoreira. Foi a primeira de três vitórias em quatro jogos.

Seguiram-se quatro derrotas na viragem do campeonato, mas logo a equipa se reencontrou, somando 23 pontos e marcando 24 golos nos últimos 14 jogos.

Uma das revelações, Rúben Vezo, mudou-se em Janeiro para Valência, abrindo espaço a Rafael Martins e Ricardo Horta, que foram os jogadores em foco na formação sadina.

De saída está o próprio Couceiro, a caminho do Estoril. Será o regresso do Vitória de Setúbal à metade baixa da tabela?

 

 

A. ACADÉMICA DE COIMBRA

Os estudantes, por sua vez, obtiveram a melhor classificação em cinco anos, sob a liderança do efervescente Sérgio Conceição.

O jovem técnico de 39 anos é o quarto antigo jogador do FC Porto a orientar a Académica no mesmo espaço de tempo, e à falta tanto de nomes sonantes como de um goleador, montou uma equipa combativa, bem segura nas luvas de Ricardo, e na resistência de homens como Fernando Alexandre, Marinho ou Salvador Agra.

Os 25 golos marcados são o pior registo dos academistas desde 1986/87, mas o Paços de Ferreira não acreditará nestas linhas, já que sofreu oito golos nas duas partidas com a Académica.

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por Miran Pavlin às 09:21



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