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CORTE LIMPO


Sábado, 03.06.17

FC PAÇOS DE FERREIRA 2016/17

Habitual cliente do binómio bom futebol/boas classificações, por uma vez o Paços realizou uma temporada discreta, deambulando pelo meio da tabela, mas sem nunca poder baixar a guarda relativamente à zona perigosa. Nem podia ser de outra maneira, já que os castores estiveram no 14.º ou 15.º lugares em 15 jornadas. As escassas oito vitórias traduziram-se numa série de sete jogos sem vencer, e duas de cinco partidas. A estreia do pacense Carlos Pinto como treinador na I Liga duraria onze jogos, nos quais o Paços somou dez pontos, vencendo apenas Setúbal (1-4) e Rio Ave (2-1).

Substituído pelo adjunto Vasco Seabra, não é que a sorte da equipa tenha mudado sobremaneira, mas o jovem técnico deu a melhor conta de si, estabilizando a equipa e impedindo-a de entrar em pânico por nunca conseguir subir acima do décimo lugar ao longo do campeonato. De facto, a única vez em que o Paços de Ferreira esteve acima desse lugar foi logo na primeira jornada, quando foi nono colocado. Quem não leva boas recordações da capital do móvel foram as equipas que terminaram o campeonato nos primeiros seis lugares, dos quais só o Sporting venceu (0-1). Benfica, FC Porto e Marítimo todos empataram a zero, enquanto Guimarães (2-0) e Braga (3-1) saíram mesmo derrotados.

 

TAÇAS

As restantes competições internas não serviram de distracção para a carreira menos positiva no campeonato. Na Taça de Portugal os castores começaram por eliminar o Aves (1-2) – que viria a subir à I Liga –, com todos os golos a surgirem no prolongamento, mas caíram logo na ronda seguinte, com surpresa, em casa do Vilafranquense. Marocas foi o herói do conjunto ribatejano ao assinar o único golo do jogo (77’).

A Taça da Liga trouxe o resultado mais volumoso da temporada, um 4-0 sobre o Nacional na 2.ª eliminatória, seguindo-se dois pontos na fase de grupos, fruto de empates com Guimarães (2-2 fora) e Vizela (2-2 em casa). Na ida à Luz verificou-se uma derrota por 1-0.

 

FIGURA

Welthon foi o melhor marcador da equipa na Liga, com 12 golos, bem à frente dos cinco marcados por Pedrinho, que chegou do vizinho Freamunde e se estreou na I Liga.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 13.º lugar, 8v-12e-14d, 32gm-45gs, 36 pontos;

Taça de Portugal: afastado pelo Vilafranquense na 4.ª eliminatória, depois de afastar o Aves;

Taça da Liga: afastou o Nacional na 2.ª eliminatória; terceiro classificado no grupo D (2 pontos), atrás de Benfica e Guimarães, e à frente do Vizela.

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por Miran Pavlin às 12:00

Domingo, 14.05.17

Liga NOS, 33.ª jornada – FC Porto 4-1 FC Paços de Ferreira – Brio

Nas épocas mais recentes o FC Porto tem chegado ao seu último jogo em casa com a face do abismo colada ao nariz. Mais uma vez falhados os objectivos mínimos a que por inerência se propõe, o FC Porto mais uma vez se despedia dos adeptos apenas com a honra em jogo. Alguns poderão recordar que na época passada os dragões ainda tinham a final da Taça pela frente, mas tal foi uma excepção por ser a única ida ao Jamor em seis temporadas. O FC Porto, portanto, tem vindo a cumprir uma indesejável regra de resultados insuficientes. Enquanto os adeptos se debatiam com esta ideia e a equipa demorava a encontrar o ritmo certo para o jogo, o Paços de Ferreira adiantava-se num lance fortuito (31’). André Leal rematou um tanto ou quanto frouxo e a bola desviou o suficiente em Ricardo Valente para trair Casillas.

Sem derrotas como visitado, o FC Porto não tardou a reagir. Talvez o golo sofrido tenha mesmo sido um mal que veio por bem, já que de outra forma não se saberia de quanto tempo o FC Porto ia precisar para ligar o motor. A reviravolta portista demorou apenas oito minutos a consumar-se. Herrera elevou-se para cabecear forte a cruzamento de Corona após boa jogada (35’), antes de Brahimi (39’) converter um castigo máximo, com a bola a passar de forma ingrata sob o corpo do guardião pacense Mário Felgueiras. Ao intervalo saiu Corona para entrar Diogo Jota, que de imediato fez estragos (47’), com uma finalização convicta após se desmarcar a passe de costas, pelo ar, de Herrera. O FC Porto tomava o controlo do marcador e não o largaria até final. O quarto golo apareceu aos 88 minutos, em nova grande penalidade, desta vez batida por André Silva. Valeu o brio profissional dos jogadores azuis-e-brancos, já que foi notória a pouca alegria no futebol praticado.

Nem podia ser de outra maneira. Campeão no sofá noutras épocas, foi nesse mesmo sofá, na véspera desta recepção aos castores, que o FC Porto viu as hipóteses de ainda atingir o título se esgotarem. O FC Porto chegará então ao final da temporada com o abismo de que escrevia no início bem à sua frente, face a um insucesso continuado que era impensável até há poucos anos. A última jornada reserva uma visita a um Moreirense que ainda não assegurou a manutenção, e que por isso se espera que não seja nem esteja tão tranquilo em campo como este Paços de Ferreira, que diga-se, não veio ao Dragão fazer figura de corpo presente, pelo menos enquanto o resultado se manteve inseguro. O FC Porto acabou por não durar até ao fim do campeonato, mas será bom não esquecer que dentro de campo se joga sempre até ao fim.

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por Miran Pavlin às 22:30

Sábado, 07.01.17

Liga NOS, 16.ª jornada – FC Paços de Ferreira 0-0 FC Porto

Pela segunda vez consecutiva não pude assistir à totalidade do jogo. Desta vez apenas a segunda parte esteve sob o olhar atento do vosso humilde escriba, que por isso não se alongará nos comentários. Numa frase, até aos 75 minutos havia 21 jogadores junto à área do Paços de Ferreira, para nos quinze minutos finais só se ter jogado no meio-campo portista. Uma coisa não mudou em relação à partida anterior: sem um golo que desse cor ao que o FC Porto produziu, a ansiedade foi consumindo o discernimento dos jogadores. Se numas vezes foi o guarda-redes pacense Defendi a aplicar-se, noutras foram os dragões que não conseguiram mais que remates frouxos e/ou à figura. O preço do empate são seis pontos de distância para o líder. Apesar de ainda haver 18 jornadas por disputar, e mesmo sendo plausível que o líder escorregue, é bem possível que o FC Porto tenha entregue aqui o título, uma vez que esta nova sequência sem vitórias deixa dúvidas sobre se a equipa tem a consistência necessária para recuperar os pontos necessários para um final feliz.

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por Miran Pavlin às 23:00

Quarta-feira, 25.05.16

FC PAÇOS DE FERREIRA 2015/16

Pelo segundo ano consecutivo o Paços de Ferreira termina a temporada com uma desilusão. Na última jornada de 2014/15, os castores, então sextos classificados, foram derrotados por 3-0 em casa do Nacional, caindo do sexto para o oitavo lugar. Este ano, chegado à derradeira ronda novamente no sexto posto, o Paços voltou a não conseguir vencer e ficou mais uma vez a ver o navio rumo à Liga Europa zarpar mesmo à sua frente. O Rio Ave ficou apenas um ponto acima.

Apesar disso, o Paços não deixa de ser uma das equipas mais simpáticas da I Liga. É incrível como o clube consegue, ano após ano, ter treinadores e equipas capazes de o levar a boas classificações, sem deixar de praticar futebol positivo. Monotonia é coisa que não há quando o Paços de Ferreira entra em campo.

Os castores foram outra das equipas que construíram uma série de jogos a marcar mais longa que FC Porto e Sporting, no caso de dez jogos, entre as rondas 11 e 20. Foi nessa fase que o Paços subiu ao quinto posto, que ocupou entre as jornadas 16 e 20, mas a equipa não conseguiu manter a pedalada e logo entrou num período de oito jogos sem vitórias. O primeiro triunfo da segunda volta só surgiria à jornada 26, e logo fora de casa. E onde mais poderia essa vitória aparecer senão em Guimarães, onde os pacenses perderam apenas por três vezes em 17 visitas a contar para a I Liga.

Na recta final da prova o Paços ainda venceu quatro partidas de enfiada, frente a FC Porto (1-0), União (3-4), Braga (1-0) e Belenenses (0-2), mas fraquejou na pior altura, perdendo com Tondela (1-4) e empatando em Setúbal (0-0) no fecho – curiosamente duas equipas que ainda precisavam de pontos para garantir a permanência. Esses pontos perdidos custaram então caro ao Paços.

O Rio Ave não foi carrasco do Paços de Ferreira apenas no campeonato; também na Taça de Portugal a equipa de Vila do Conde foi feliz, eliminando os pacenses no Capital do Móvel com um triunfo por 1-2, na 5.ª eliminatória.

 

Treinador

Tendo em conta a reputação do clube, Jorge Simão estava no lugar certo para trabalhar em paz. Ainda um novato nas andanças da I Liga, escalão no qual apenas orientara o Belenenses nos últimos nove jogos da época passada, e treinador principal só desde 2013, Simão conseguiu corresponder às expectativas do clube, que sob o seu comando conseguiu alguns resultados dignos de nota, casos da vitórias caseiras sobre FC Porto e Braga, mas também do empate em Alvalade, logo à terceira jornada.

 

Figuras

O Paços de Ferreira foi uma das quatro equipas – as outras foram Benfica, Sporting e Braga – que terminaram a I Liga com dois jogadores a atingir os dois dígitos na coluna dos golos marcados. Bruno Moreira (14 golos) e Diogo Jota (12) foram, por isso, os elementos em absoluto destaque no plantel pacense. Jota despertou mesmo o interesse do Atlético Madrid. O guarda-redes Marafona também chamou a atenção, no caso a do Braga, que o recrutou no mercado de Janeiro. Hélder Lopes e Marco Baixinho foram os esteios da defesa, com Pelé a dar músculo ao meio-campo.

 

Contas finais

Campeonato: 7.º lugar, com 13v, 10e, 11d, 43gm, 42gs, 49 pontos

Taça de Portugal: afastado na 5.ª eliminatória (Rio Ave, 1-2)

Taça da Liga: eliminado na fase de grupos

 

Para mais tarde recordar

18.10.2015, Taça de Portugal – na 3.ª eliminatória, os castores goleiam no recinto da Naval 1.º Maio por 1-7;

12.12.2015, jornada 13 – vence o União por 6-0, igualando a sua maior vitória de sempre na I Liga, que remontava a Março de 2002, então frente ao Salgueiros;

10.04.2016, jornada 29 – ao vencer por 1-0, o Paços somou o seu primeiro triunfo sobre o FC Porto desde 2002/03

 

Para esquecer

03.04.2016, jornada 28 – ao perder por 1-0, o Paços continua sem ganhar em casa do Estoril para a I Liga;

14.05.2016, jornada 34 – o empate a zero no Bonfim afastou o Paços da ida à Liga Europa. Os castores eram sextos classificados à entrada para a derradeira ronda.

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por Miran Pavlin às 13:00

Domingo, 10.04.16

Liga NOS, 29.ª jornada – FC Paços de Ferreira 1-0 FC Porto – Ressaca

O FC Porto que subiu ao relvado da antiga Mata Real estava de ressaca. Não apenas do desaire com o Tondela, mas também da bula que Pinto da Costa emitiu dias antes na antena do Porto Canal. Nessa entrevista, o líder do clube afirmou sem margem para dúvidas que a presente época estava encerrada, servindo os restantes jogos para separar o trigo do joio, no sentido de aferir com quem se pode contar para a campanha 2016/17.

Nesta era titubeante que o FC Porto atravessa, essas declarações foram tudo menos bem-vindas, na medida em que significaram um esvaziar de objectivos competitivos que não podia dar bom resultado. E assim, no espaço de uma semana, os dragões duplicaram a distância a que estavam da liderança – de seis para doze pontos – além de terem definitivamente hipotecado as possibilidades de assegurar entrada directa na próxima edição da Liga dos Campeões – o próprio título ainda era possível antes desta mini-queda livre, mas face à tendência geral talvez não passasse de um sonho louco, por muito que o futebol e o inesperado tantas vezes andem de mãos dadas.

Se no último jogo só restou ao FC Porto tapar o rosto para esconder a vergonha, aqui ainda houve margem para deixar os olhos a descoberto. Em parte porque os dragões foram um pouco mais mexidos em campo, mas também porque o Paços de Ferreira jogava em casa, tem argumentos de que o Tondela não dispõe e segue mais bem colocado na classificação. Não quer isto dizer que os castores tenham feito uma exibição de encher o olho, porque na verdade o jogo foi nivelado por baixo. O Paços não quis arriscar e o FC Porto fez, como o presidente sugeriu, um jogo de início de pré-época, com pouca intensidade e pouca objectividade.

As oportunidades contam-se pelos dedos da mão. Enquanto o FC Porto apenas apareceu em esporádicos remates que nem sempre saíram perto da baliza, o Paços de Ferreira capitalizou naquela que foi porventura a única oportunidade de golo que construiu, nascida de uma perda de bola de Layún. O pacense Bruno Santos ficou com caminho livre para tirar um cruzamento desde a direita, que encontrou Diogo Jota, cujo remate à entrada da pequena área ainda bateu em Martins Indi antes de se anichar nas redes de Casillas. Jogava-se o minuto 80, e o FC Porto ainda teve tempo de colocar à prova Defendi. O guardião brasileiro do Paços fez jus ao nome, e negou as duas investidas de André Silva com duas boas defesas, particularmente a segunda, na qual tirou a bola do seu ângulo superior esquerdo. Estes lances não devem apagar as dificulades que os azuis-e-brancos sentiram em chegar à área contrária depois do golo.

Ficou então por esclarecer quem serão os nomes em melhor posição para atacar a próxima época. Não é a única dúvida no ar neste momento. Falta também saber se a resposta ao desafio lançado por Pinto da Costa ficou adiada para os restantes cinco jogos de campeonato, ou se os adeptos portistas terão que assistir a uma via sacra antes da final da Taça de Portugal.

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por Miran Pavlin às 22:00

Sábado, 05.12.15

Liga NOS, 12.ª jornada – FC Porto 2-1 FC Paços de Ferreira – Noite mexicana

Jogava-se há oito minutos quando Bruno Moreira escreveu mais um rodapé da História, ao abrir o activo para o Paços de Ferreira. Faltava uma semana e pico para o FC Porto completar um ano sem sofrer golos no Dragão em jogos da I Liga. Esquecido na área, o avançado pacense quebrou então a longa sequência dos dragões, oferecendo à sua equipa uma prenda inesperada.

Foi aí que o jogo efectivamente começou. Com o Paços a fechar-se na sua concha, o FC Porto teve que recorrer à estratégia habitualmente usada para resolver 15 dos 17 jogos caseiros de cada campeonato: espalhar a equipa pelos últimos 40 metros do relvado e bater até a pedra furar. Os golos mais uma vez apareceram em quantidade suficiente. Quando assim é, as outras questões tendem a ficar em segundo plano. Lateralizar, cruzar, voltar atrás e começar de novo, mudar de flanco e procurar desequilíbrios aqui e ali foi mais uma vez suficiente, mas será que chega para resolver o campeonato no seu todo? No fundo, o FC Porto de hoje teve a mesma cara de tantos outros jogos. É só quando os golos não surgem que se nota realmente que a equipa parece não ter um plano B, ficando refém da ansiedade.

Não foi o caso esta noite, portanto. O FC Porto conseguiu criar ocasiões de golo em proporção ao volume de jogo que teve junto ao último reduto dos castores. O empate apareceu aos 29 minutos, com Corona a desmarcar-se pelo meio e a finalizar com classe, após solicitação de Brahimi. Aos 64, foi outro mexicano a ser protagonista. Acreditando que era possível retirar algo de uma bola que parecia perdida, Herrera pressionou Marafona e Marco Baixinho, que sentiram tanto a bola a queimar que o segundo acabou por derrubar o médio portista. Foi a primeira grande penalidade de que o FC Porto beneficiou esta época, contabilizando todas as provas. Como a noite estava a ser dos mexicanos, foi Layún quem converteu o castigo máximo, fixando o resultado final.

O FC Porto teve então muitas oportunidades para alargar o marcador, mas Aboubakar primou pelo desperdício. Nem isolado frente a Marafona o camaronês teve a lucidez necessária para fazer o mesmo que Corona fizera no lance do primeiro golo.

A dança das substituições começou imediatamente a seguir ao 2-1. André André foi o primeiro a ir descansar (66’), seguido de Brahimi (78’) e Herrera (88’). Desta vez não houve experiências. Todas as trocas serviram para refrescar a equipa, mas nenhum dos suplentes utilizados (Danilo Pereira, Tello e Evandro) mudou o que quer que fosse na face do jogo. O Paços ainda teve um lance que passou perigosamente perto da baliza de Casillas, mas não conseguiu entornar o balde de água fria em cima do fim.

Com os três pontos no bolso, o FC Porto segue agora para um dos jogos mais importantes da época. A visita a Stamford Bridge, na quarta-feira, decide o futuro imediato dos dragões nas provas da UEFA.

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por Miran Pavlin às 23:00

Sábado, 06.06.15

FC Paços de Ferreira 2014/15 – 8.º lugar – 12v, 11e, 11d, 40gm-45gs, 47 pts

Paulo Fonseca fez aquilo que poucos treinadores fazem depois de treinar um grande: voltou ao leme de um clube menos proeminente, neste caso precisamente aquele que deixara em 2013. Era uma situação vantajosa para ambas as partes, que precisavam recuperar de uma temporada 2013/14 muito aziaga. Fonseca não deu conta do recado no FC Porto, enquanto o Paços só garantiu a manutenção num playoff diante do Desportivo das Aves.

As segundas núpcias do técnico na Capital do Móvel deram certo, já que além de reabilitar a sua própria imagem, devolveu o Paços ao futebol positivo que se tornou imagem de marca do clube. O arranque, no entanto, foi mais uma vez duro. Se em 2013/14 o Paços defrontou FC Porto e Benfica dentro das primeiras quatro rondas, desta vez os dois gigantes eram nada menos que os dois primeiro adversários e os castores nem sequer um ponto salvaguardaram.

Daí para a frente foi sempre a subir. Com efeito, o Paços começou em 16.º lugar, galgando posições consecutivamente até à nona jornada, na qual atingiu, imagine-se, o quarto posto, ao cabo de uma goleada sobre o Setúbal (4-1). Seguiu-se um meritório empate em Alvalade (1-1), seguido de nova igualdade, agora caseira com o Estoril (1-1). Os castores contavam então nove jogos sem perder, com cinco triunfos e quatro empates, mas não conseguiram manter o ritmo e as vitórias começaram a custar mais a aparecer.

Apesar disso, o Paços estava estabilizado na primeira metade da tabela. Moveu-se entre o sexto e o oitavo lugar até final do campeonato, e foi infeliz em não conseguir um lugar europeu, até porque era a equipa melhor colocada para tal à entrada para a derradeira ronda, onde defrontava um adversário directo. A derrota por 3-0 na Choupana nesse último dia foi um castigo imerecido. Ultrapassados por Belenenses e pelo próprio Nacional, os pacenses viram fugir o lugar nas pré-eliminatórias da Liga Europa no último suspiro.

Pelo futebol apresentado, o Paços de Ferreira merecia o acesso à UEFA mais que o Belenenses. Contabilizando apenas o campeonato, porque nas duas taças os castores acabaram por passar ao lado. Na Taça de Portugal ainda golearam por duas vezes, frente a Atlético de Reguengos (4-0) e Riachense (9-0), mas seriam surpreendidos em casa pelo Famalicão (1-2) nos oitavos-de-final; já na Taça da Liga despediram-se mal entraram em prova, na segunda fase, perdendo em duas mãos com o União da Madeira (6-4 no agregado).

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por Miran Pavlin às 15:25

Domingo, 01.02.15

I Liga, 19.ª jornada – FC Porto 5-0 FC Paços de Ferreira – Faltam palavras

Mais uma jornada, mais uma vitória, a quarta em que o FC Porto atinge a marca dos cinco golos. Começam a faltar palavras para descrever tantos jogos que parecem saídos da mesma linha de montagem. Não quer isto dizer que os portistas estejam prestes a verter lágrimas de alegria pelos resultados mais robustos que a equipa tem conseguido. São antes as similitudes entre este jogo e outras noites de 2014/15 que dificultam a prosa.

Mais uma vez o FC Porto entrou forte, pressionou e ao fim de meia hora finalmente quebrou uma equipa para quem a defensiva adversária ficava longe demais. O autor do golo? Jackson Martínez, pois. O colombiano marcou pelo sexto jogo caseiro em dez possíveis na I Liga. É praticamente um picar de ponto.

Desta vez o FC Porto nem sequer esperou pela segunda parte para fazer crescer o marcador. Ao intervalo já se registava um 3-0 que permitiria aos dragões encararem o resto do jogo em velocidade de cruzeiro. O que não significou que não quisessem mais, como ficou claro logo aos 46 minutos, quando Herrera fez o quarto golo à boca da baliza, após trabalho de Jackson na esquerda. Também Tello, tantas vezes inócuo, aproveitou para mostrar dotes, fechando o resultado na cobrança irrepreensível de um livre directo (83’). Na gaveta.

O momento da noite tinha aparecido muito antes (44’), na forma de uma trivela de Quaresma saída dos livros de história. O golo que o Cigano há muito procurava. Era o seu segundo no jogo, quatro minutos depois de marcar na conversão de um castigo máximo.

O Paços de Ferreira, como se refere acima, mostrou pouco – ou nada – daquilo que exibira na jornada anterior, mas ainda teria um momento que quase dava um grande golo. O tiro de Seri explodiu na trave, fazendo ricochete para fora (48’).

Na próxima jornada o FC Porto entra em campo primeiro. O adversário é o Moreirense e o jogo é de vida ou morte, porque no dia seguinte há um encontro que inevitavelmente terá implicações que concernem directamente ao FC Porto. É o Sporting-Benfica. Porventura não se quereriam defrontar já.

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por Miran Pavlin às 23:45

Sábado, 23.08.14

Liga, 2.ª Jornada – FC Paços Ferreira 0-1 FC Porto – Poupanças?

sapodesporto

O FC Porto pode dar-se por feliz por este jogo pertencer à temporada 2014/15, porque se esta exibição um tanto ou quanto desligada tivesse ocorrido em 2013/14, os dragões não teriam conseguido vencer. Terá sido a mudança de estado de espírito colectivo que uma nova temporada traz a oferecer os três pontos, com o golo a aparecer mesmo num dia menos bom.

Principalmente na segunda parte, o FC Porto foi uma equipa passiva, que falhou muitos passes, nem sempre jogou bonito, e permitiu ao Paços de Ferreira terminar o jogo com bastantes mais oportunidades de golo, levando os não-portistas e os neutros a pensar que quem merecia vencer esta partida seriam os castores.

Contudo, o inevitável Jackson Martínez apareceu ao segundo poste a desviar para o único golo do jogo, aos 40 minutos de uma primeira parte pouco emocionante, em que o FC Porto sofreu o primeiro revés da época, ao ver Tello lesionar-se sozinho ao fazer um pique.

Depois do intervalo o Paços de Ferreira assumiu as despesas do jogo, mas o desacerto dos seus atacantes impediu males maiores para as redes de Fabiano, com o inusitado Minhoca a mostrar alguns bons pormenores.

Aos pacenses saiu a fava do calendário, defrontando Benfica e FC Porto nas primeiras jornadas, mas este jogo era de facto muito importante, não tanto pela questão classificativa – não é destes pontos que o Paços precisa para o seu campeonato –, mas antes porque era uma oportunidade de Paulo Fonseca, regressado a um banco que conhece, exorcizar fantasmas da sua passagem pelo FC Porto.

E foi bem visível o quanto o Paços queria retirar um resultado positivo deste encontro, não apenas pela entrega demonstrada pelos jogadores, mas também pelo número de vezes que os elementos do banco se levantaram em conjunto a contestar as decisões mais apertadas do árbitro Manuel Mota.

Poderá ser o regresso do FC Porto às poupanças em véspera de jogo europeu – Julen Lopetegui assumiu na sala de imprensa que “a equipa estava cansada” – mas enquanto não há resposta definitiva para esta questão, é mais premente perceber o que se passa com Ricardo Quaresma, que sentiu o pulso firme do técnico após o mal-estar de Lille, e ficou de fora desta deslocação.

Se para o Paços de Ferreira o campeonato começa agora, o FC Porto aguarda que a convocatória para o jogo de retorno contra os franceses traga outra luz sobre a questão Quaresma. Falando em luz, no próximo fim-de-semana há um Benfica-Sporting do qual o FC Porto pode retirar dividendos classificativos caso bata o Moreirense.

Fora do campo falta ao FC Porto a calma que só uma janela de transferências fechada proporciona. Para quando a antecipação do fecho para 31 de Julho?

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por Miran Pavlin às 22:30

Segunda-feira, 26.05.14

Balanço da época 2013/14 - Parte V

sapodesporto

GIL VICENTE FC

O clube de Barcelos respirou de alívio ao conseguir a permanência a um jogo do fim. Foi uma temporada de sobressaltos, que incluiu, descontando um jogo de Taça que foi a grandes penalidades, uma série sem vencer entre o início de Novembro e o início de Março.

O arranque do Gil Vicente foi auspicioso, vencendo a Académica (2-0), levando o Benfica ao desespero na Luz – o Gil perdeu por 2-1 com o Benfica a marcar só na compensação – e derrotando a seguir o Braga (1-0), com o golo a aparecer quando os gilistas já jogavam com nove unidades.

A fase negra chegaria, curiosamente, após uma série de três vitórias. Tanto tempo sem vencer leva a questionar como terá conseguido aguentar-se o treinador João de Deus, dada a impaciência dos dirigentes portugueses quando as séries negativas parecem não terminar.

O guarda-redes Adriano realizou uma temporada de qualidade, assim como Luís Martins, César Peixoto e Diogo Viana.

O médio brasileiro Luan, que marcou ao Braga, não foi a mais-valia que se esperava, bem como os ex-portistas Bruno Moraes e Cláudio Pitbull.

 

 

CF OS BELENENSES

Se o Gil Vicente respirou de alívio, o Belenenses terá soltado um longo suspiro quando Carlos Xistra apitou para o final do último jogo.

Só aos 87 minutos dessa recepção ao Arouca é que os azuis viram a luz aparecer no fundo do túnel, através de um golo de Deyverson. Antes disso, foi sofrer a bom sofrer, não só nesse jogo em particular, mas em todo o campeonato.

Pese embora tenha roubado pontos a Benfica e FC Porto, o Belenenses parecia ter tudo contra si. Logo na primeira jornada perdeu no Restelo com o Rio Ave (0-3), só à 5.ª jornada conseguiu vencer, e viu o treinador Mitchell van der Gaag desfalecer no banco e ser forçado a abandonar.

O seu adjunto Marco Paulo ficou então com as rédeas da equipa, mas não deu conta do recado e cederia o lugar a Lito Vidigal, que operou um verdadeiro milagre em salvar o clube da descida.

Para o confirmar bastará referir que o Belenenses foi a primeira equipa a conseguir a manutenção com apenas 19 golos marcados – o pior ataque da Liga. Por pouco que ser a quinta melhor defesa (33 golos) não valeria de nada. O Belenenses esteve mesmo sete jogos consecutivos sem marcar, entre as jornadas 10 e 16.

Eliminado da Taça em casa, nas grandes penalidades contra a Académica, o Belenenses teve o seu pior momento da época na Taça da Liga, ao perder em Braga por 5-0.

 

 

FC PAÇOS DE FERREIRA

O Paços foi do céu ao inferno. Não serei o primeiro a escrever estas palavras, mas não há outro prisma por onde ver a carreira pacense, depois de começar a época a jogar o play-off da Liga dos Campeões e terminar jogando o inédito play-off manutenção/descida.

As derrotas com o Zenit (1-4 em casa e 4-2 fora), naturais tendo em conta a diferença entre as equipas, não caíram bem na massa associativa pacense, que não mais deu descanso ao técnico Costinha.

O antigo médio apenas saboreou uma vitória, num jogo louco em casa do Marítimo (3-4), em que os castores estiveram três vezes a perder, cedendo o lugar a Henrique Calisto à oitava ronda.

Substituir um treinador novato por um mais experiente de pouco adiantou. Os alarmes da despromoção continuaram a tocar, a primeira volta fechou com parcos nove pontos – até o Olhanense tinha mais por esta altura – e a inversão da tendência teimava em não chegar.

Com Jorge Costa a orientar a equipa nos últimos dez jogos, foi graças à vantagem no confronto directo que o Paços jogou o play-off contra o Aves, onde finalmente selaria a permanência entre os grandes.

O Aves não conseguiu repetir a gracinha do jogo dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, quando venceu na Mata Real com dois golos de Jaime Poulson, atleta emprestado justamente pelo Paços de Ferreira.

Apesar das contrariedades, Bebé assumiu-se como o homem em foco nos pacenses, que bem podem agradecer os seus inúmeros golos.

 

 

SC OLHANENSE

Cinco anos depois, o Olhanense regressa à Liga 2, ao cabo de uma época cheia de problemas, a começar pelos financeiros, que impediram que o plantel fosse mais que uma manta de retalhos cosida à pressa.

Demasiadas nacionalidades resultaram numa equipa à deriva, dependente de rasgos individuais, quase sempre do italiano Dionisi. Além dos transalpinos (ainda havia Sampirisi e Bigazzi), o plantel continha jogadores de Eslovénia (Belec), França (Coubronne), Albânia (Mehmeti), Croácia (Serić), Nigéria (Balogun) e Dinamarca (Krøldrup).

Ter um treinador em estreia também não ajudou a causa dos algarvios. Abel Xavier, com uma postura desafiante, de punho cerrado e discurso emocionado, duraria apenas oito jornadas, em que somou outros tantos pontos.

Paulo Alves tomou então conta da equipa mas resistiu ainda menos jornadas, dando lugar a Giuseppe Galderisi, italiano de figura semelhante a Jorge Jesus. Apesar do seu vigor no banco, os resultados positivos não apareceram e o rumo dos acontecimentos não se inverteu, mesmo que uma vitória sobre o FC Porto na penúltima ronda tenha feito sonhar.

Uma semana mais tarde, a realidade: o Olhanense era despromovido. Da última vez que abandonou o escalão maior, demorou 34 anos a regressar. Tendo em conta as suas dificuldades financeiras, quantos demorará agora?

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por Miran Pavlin às 09:27



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