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CORTE LIMPO


Domingo, 04.06.17

CD NACIONAL 2016/17

Nos últimos anos o Nacional vinha deslizando progressivamente pela classificação abaixo. Quintos classificados em 2013/14, os alvinegros fizeram depois um 7.º e um 11.º lugares, que em ambos os casos disfarçaram épocas difíceis, em que o Nacional começou mal e só endireitou por volta do meio do campeonato. Desta vez, o mal não conheceu cura, e os insulares desceram mesmo de divisão, ao fim de 15 temporadas de I Liga recheadas de sucessos, nomeadamente as cinco participações europeias, em resultado de classificações nos primeiros cinco lugares.

As quatro derrotas nas jornadas iniciais foram um soco no estômago do qual o Nacional nunca recuperou. As jornadas 5 e 6 trouxeram duas vitórias – Marítimo (c) e Feirense (f) – mas o ânimo terminou por aí. Esses triunfos totalizaram metade dos conseguidos pelo Nacional em todo o campeonato, e foram sucedidos por nada menos que seis, e depois 14 jogos sem ganhar, a mais longa sequência da época. O triunfo no Estoril (0-1, 28.ª jornada) seria o último de uma equipa que passou 24 jornadas na zona de despromoção, lá permanecendo em definitivo desde a ronda 16.

O Nacional nunca esteve irremediavelmente longe da salvação, mas sem ganhar nunca se conseguiu aproximar dos últimos emblemas a salvo, e ficou matematicamente despromovido à jornada 31. Promovido em 2002 juntamente com a Académica, o Nacional reencontrá-la-á agora na II Liga, um ano depois da descida dos estudantes.

 

TREINADORES

Manuel Machado desta vez não conseguiu inverter a curva descendente da equipa como nos anos anteriores e acabou por sair após a 15.ª jornada.

Para o lugar do técnico minhoto veio Predrag Jokanović, homem que se confunde com o futebol madeirense e que já tinha tomado conta do Nacional noutros momentos difíceis. O treinador sérvio teve que assistir ao massacre da sua equipa no Dragão (7-0, a derrota mais robusta do ano) e demitir-se-ia ele próprio ao fim de 11 partidas (seis empates, cinco derrotas). João de Deus ficou com a dolorosa das oito jornadas finais, somando uns magríssimos quatro pontos.

 

FIGURAS

O argelino Hamzaoui fez cinco golos, três deles na visita ao Feirense (0-3), no que parece uma anomalia no panorama global da equipa, que teve em Salvador Agra a capacidade de luta que outros jogadores porventura não tiveram. O guarda-redes Adriano, muito solicitado entre os postes na descida do Gil Vicente em 2014/15, viveu uma situação semelhante esta época. Pela negativa, Aly Ghazal; o egípcio marcou nada menos que três auto-golos – Benfica, Estoril e Rio Ave –, num total de cinco oferecidos pela equipa aos adversários.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 18.º lugar, 4v-9e-21d, 22gm-58gs, 21 pontos; despromovido à II Liga;

Taça de Portugal: afastou o Estarreja (1-3), antes de perder na 4.ª eliminatória diante do Torreense (1-0) com um golo de Pedro Bonifácio aos 90’+1’ minutos;

Taça da Liga: afastou o Cova da Piedade (2-1) na 2.ª eliminatória; terceiro classificado no grupo A (3 pontos), atrás de Setúbal e Sporting, e à frente do Varzim.

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por Miran Pavlin às 13:00

Domingo, 04.06.17

FC AROUCA 2016/17

Era expectável que o Arouca não conseguisse terminar sequer perto do fantástico 5.º lugar da época anterior, mas não se previa de todo que a queda fosse tão abrupta. A equipa não sofreu mudanças de vulto, nem sequer a nível técnico, pelo que só a aprendizagem e distracção de um primeiro ano nas provas da UEFA poderia causar problemas inesperados. Mas nem isso pode ser visto como causa do desastre arouquense, já que a participação na Liga Europa foi positiva, apesar de curta. Frente ao também estreante Heracles Almelo, o Arouca passou nos golos fora (1-1f, 0-0c), encontrando no play-off o gigante grego Olympiakos, orientado na altura por Paulo Bento, que venceu a primeira mão (0-1). No jogo de retorno no Pireu, o Arouca levou valorosamente a eliminatória para o prolongamento, onde finalmente o Olympiakos deu a volta ao marcador.

Assim que começou o campeonato o Arouca rapidamente descarrilou, embarcando logo à 3.ª jornada numa viagem de seis partidas sem vencer. A parte central do calendário trouxe melhorias, com a equipa a conseguir sete vitórias nos doze jogos entre as rondas 9 e 20, que a fizeram subir do 17.º para o 10.º posto. Tudo parecia ter voltado ao normal, mas após a 21.ª jornada o técnico Lito Vidigal não resistiu ao convite do Maccabi Haifa e abandonou o clube.

 

OS TREINADORES SEGUINTES

Manuel Machado, que tinha saído do Nacional à 15.ª jornada, pegou na equipa, mas coleccionou derrotas nos cinco jogos em que esteve à frente do Arouca e acabou por bisar no chicote. Os arouquenses estavam de mãos dadas com a derrota, e o terceiro treinador da temporada, Jorge Leitão, adicionou-lhe mais uma na sua estreia, na jornada 27 (1-2 frente ao Sporting). Leitão conduziria a equipa a mais uma vitória apenas (2-0), na recepção ao Feirense na ronda 29.

 

A QUEDA

Após essa jornada, o Arouca tinha 11 pontos de vantagem em relação à linha fatal quando faltavam jogar 15. As hipóteses de descer eram praticamente nulas, mas faltava o carimbo oficial na permanência. Só os jogadores poderão explicar se foi por excesso de confiança ou por relaxamento excessivo, mas a verdade é que o Arouca, talvez sem o perceber, fez por adiar a chegada da confirmação. E a matemática nunca chegou sequer a estar em vias de ajudar. Na jornada 30 o Arouca perdeu em Vila do Conde (3-0), antes de falhar na tentativa de afundar o Moreirense, ao empatar a dois depois de estar a vencer por 2-0; seguiram-se derrotas em Guimarães (1-0, 32.ª) e, crucialmente, em casa com um Tondela que já vinha ao sprint (1-2, 33.ª).

Restavam três pontos dessa vantagem de 11, e só uma conjugação improvável de resultados na última jornada despromoveria o Arouca. E, como se fossem planetas a alinhar-se, essa conjugação aconteceu. Enquanto o Moreirense vencia o FC Porto (3-1) e o Tondela vergava o Braga (2-0), o Arouca complicava a sua vida na visita ao Estoril, vendo-se a perder por 3-1 à meia hora, depois de entrar no jogo a ganhar (1’). Adilson bisou ao minuto 31, mas Hugo Basto foi expulso pouco antes do intervalo e o Arouca não conseguiu forçar o empate de que precisava. Pelo contrário, viu mesmo Gustavo Tocantins fazer o 4-2 final para os da casa, colocando um ponto final nas quatro épocas do Arouca na I Liga.

A queda depois da ascensão de 2015/16 foi tão grande quanto o choque de uma despromoção inesperada.

 

MOMENTO DA ÉPOCA

Após a derrota em Alvalade (3-0), à 10.ª jornada, os presidentes de Sporting e Arouca, Bruno de Carvalho e Carlos Pinho respectivamente, envolvem-se numa altercação junto aos balneários, com muitas trocas de palavras fortes. As televisões repetiram até à exaustão as imagens de vídeo-vigilância em que Bruno de Carvalho parece cuspir no seu homólogo arouquense; a isto de outro ângulo, dá toda a impressão de se tratar de vapor de cigarro electrónico. A discussão nos media durou semanas. A decisão no Conselho de Disciplina da Liga demora meses.

 

FIGURAS

Kuca marcou seis golos na Liga, seguido de Walter González e Jorginho, ambos com cinco. Mateus, Tomané e Crivellaro também estiveram em destaque, bem como os defesas Hugo Basto e Nuno Coelho.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 17.º lugar, 9v-5e-20d, 33gm-57gs, 32 pontos; despromovido à II Liga;

Taça de Portugal: afastado pelo Real (1-0) logo na 3.ª eliminatória, golo de Nélson (85’);

Taça da Liga: afastou o Cova da Piedade (2-1) na 2.ª eliminatória; terceiro classificado no grupo A (3 pontos), atrás de Setúbal e Sporting, e à frente do Varzim.

Liga Europa: eliminou o Heracles Almelo, antes de perder no play-off com o Olympiakos.

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por Miran Pavlin às 12:30

Domingo, 04.06.17

CD TONDELA 2016/17

Cale-se quem pensava que era irrepetível! O Tondela voltou a contrariar as previsões e alcançou mais uma permanência sobre a meta. Embora não tenha estado pontualmente tão afastado do mágico 16.º lugar como na época anterior, o Tondela voltou a reunir e sobreviver a estatísticas que habitualmente levam o carimbo de “condenado”. Foi lanterna vermelha em 18 jornadas e passou outras nove abaixo da linha de água, só venceu à 7.ª jornada, encadeou séries de sete, e depois nove, jogos sem ganhar e sofreu golos em 13 jornadas consecutivas (6.ª à 18.ª). Mais uma vez o destino parecia traçado.

No entanto o Tondela foi conseguindo alguns resultados vistosos aqui e ali; empatou com o FC Porto (0-0 em casa, 5.ª jornada) e o Sporting (1-1 fora, 8.ª), e bateu o Guimarães (2-1, 11.ª), mas sofreria um golpe potencialmente fatal ao perder com o então último classificado Nacional (3-2, 13.ª), que lhe passou a lanterna para a mão. Os beirões só voltaram a dar sinal de vida quanto bateram o Chaves (2-0) à jornada 19, antes do período negro que só terminaria na ronda 29 com um triunfo (2-1) sobre o Rio Ave. Na jornada 30, um requinte: a vitória tondelense sobre o Nacional (2-0) devolveu a lanterna aos insulares.

O Tondela não olharia mais para trás, e venceria Setúbal (2-1, 32.ª), Arouca (1-2, 33.ª) e Braga (2-0, 34.ª) na recta final para escapar no último segundo ao desmoronamento precisamente do Arouca. Incrível.

 

TREINADORES

Petit procurou dar seguimento ao milagre da época transacta, mas assim que se aproximou a viragem do campeonato, e estando já fora das duas Taças, o antigo internacional português apresentou a demissão ao fim de 16 jogos.

Pepa, que tinha saído do Moreirense apenas cinco jornadas antes, assumiu de pronto os comandos para a repetição da façanha do seu antecessor, a quem indirectamente ainda deu uma mãozinha. Ao empatar com o Tondela em casa na jornada 26, Augusto Inácio saiu do Moreirense para entrar Petit.

 

FIGURAS

Cláudio Ramos foi mais uma vez um guarda-redes com grande capacidade de sofrimento. E foi bem preciso, já que o Tondela foi uma de três equipas que marcaram menos de 30 golos. Daí que o melhor marcador na Liga, Jhon Murillo terminasse com o estonteante total de cinco golos. Kaká voltou a colocar a ordem possível na defesa e ainda marcou o tento que assegurou a permanência, enquanto Wagner e Osorio asseguraram outros golos decisivos. Pedro Nuno bisou no crucial jogo de Arouca. O mesmo Kaká (frente ao Nacional, 13.ª jornada) e Pica (contra o Setúbal, 15.ª) bisaram nos auto-golos

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 16.º lugar, 8v-8e-18d, 29gm-52gs, 32 pontos;

Taça de Portugal: ultrapassou Sertanense (0-4) e Aljustrelense (1-2), antes de ser eliminado pelo Leixões (2-1) nos oitavos-de-final;

Taça da Liga: afastado na 2.ª eliminatória pelo Feirense (3-0).

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por Miran Pavlin às 12:00

Sábado, 03.06.17

MOREIRENSE FC 2016/17

Se alguém fez história em 2016/17, foi o Moreirense, mas foi por pouco que o grande feito dos cónegos não ficava soterrado por uma descida de divisão. Os minhotos até começaram razoavelmente bem o campeonato, empatando em casa com o Paços de Ferreira (1-1) e vencendo na Feira (0-3), mas uma série de cinco derrotas atirou o Moreirense para o último lugar da tabela à 7.ª jornada. A partir daí, a equipa não conseguiu subir acima do 14.º lugar – à jornada 19 – o que justifica bem a insegurança que se viveu ao longo da campanha da Liga NOS. A segunda volta traria uma série de dez encontros sem vencer – jornadas 19 a 28 – que colocou o espectro da II Liga bem à frente do nariz do Moreirense. Além disso, o Moreirense passou 13 jornadas sempre a sofrer golos – 3.ª à 15.ª – e teve a mais longa série sem marcar, nos cinco encontros entre as jornadas 3 e 7, uma sequência só igualada pelo Boavista mais à frente na temporada. Os cónegos começaram a segunda volta com cinco pontos à maior sobre a zona fatal, mas terminaram apenas um acima, em função dos parcos 19 pontos somados nesse período.

 

TAÇA DA LIGA

O troféu voltou ao Minho quatro anos depois de lá ter estado, mas não para a localização mais provável tendo em conta os participantes na final a quatro. Foi mesmo o Moreirense a trazer o caneco para casa, numa final totalmente minhota que se tornou no ponto mais alto da história do clube, que até esta temporada contava dois títulos da II Liga e outros dois na antiga II Divisão B. A campanha dos cónegos arrancou na 2.ª eliminatória, com um triunfo sobre o Estoril (1-0).

Na fase de grupos o Moreirense ganhou de imediato vantagem, batendo o Feirense (1-2) e beneficiando do empate do teórico favorito, o FC Porto. A segunda ronda trouxe uma boa dose de sofrimento, já que ao minuto 73 o Belenenses fazia o 1-3, mas o Moreirense encontrou engenho para igualar o marcador, batendo depois o FC Porto na última jornada (1-0), com um golo de Francisco Geraldes.

Na meia-final novo choque, e com números mais expressivos. A vítima foi o Benfica, talvez surpreendido pela crença e energia dos cónegos, principalmente depois de os encarnados se encontrarem a vencer desde o minuto 6, por Salvio. Na segunda parte o detentor do troféu não teve reacção para os golos de Dramé (46’) e Emmanuel Boateng (54’), e ainda consentiu um terceiro golo, novamente por Boateng (71’).

Na final o Moreirense não foi tão exuberante, necessitando apenas de uma grande penalidade de Cauê (45’+2’) para garantir o troféu, face a um Braga que terá gasto as suas fichas na meia-final frente ao Setúbal.

 

TREINADOR VENCEDOR

Augusto Inácio chegou ao clube apenas à 12.ª jornada, quando o Moreirense já tinha realizado o primeiro jogo na fase de grupos, e foi bem claro em declarações à RTP na noite da vitória: “os adeptos que hoje nos aplaudem são os mesmos que nos vão cobrar se não ganharmos o próximo jogo da I Liga”. De facto. A conquista da Taça da Liga não funcionou como tónico para a carreira no campeonato, já que a tal série de dez partidas sem vencer começou precisamente no jogo seguinte à final. Inácio sairia sete jogos mais tarde, após a jornada 26.

 

RESTANTES TREINADORES

Pepa iniciou a época, sendo uma escolha oblíqua, apesar de contar uma subida de divisão pela Sanjoanense, em 2013/14, e 37 jogos na época passada pelo Feirense, que subiria de divisão já sem o técnico. A aventura no Minho durou então dez jornadas, à conta dos resultados insuficientes. O adjunto Leandro Mendes assegurou na 11.ª jornada a transição para Augusto Inácio. A recta final ficaria a cargo de Petit, obreiro da incrível manutenção do Tondela em 2015/16. Será que Petit se está a tornar num Vítor Oliveira das permanências?

 

FIGURAS

Daniel Podence (na foto da final) e Francisco Geraldes estiveram em destaque até à final da Taça da Liga, altura em que foram resgatados do empréstimo pelo Sporting. Emmanuel Boateng foi o melhor marcador da equipa na Liga. Quando de luta arduamente pela manutenção é difícil não reparar em quem está na baliza, e o georgiano Makaridze esteve à altura do exigido, numa equipa em que também ficaram na retina os nomes de Cauê, Dramé, Nildo e Rebocho. Sougou regressou à I Liga anos depois de se notabilizar ao serviço do Leiria, mas com pouco impacto.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 15.º lugar, 8v-9e-17d, 33gm-48gs, 33 pontos;

Taça de Portugal: afastado logo na 3.ª eliminatória pelo Vizela (1-0);

Taça da Liga: vencedor.

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por Miran Pavlin às 13:00

Sábado, 03.06.17

CF OS BELENENSES 2016/17

A convulsão interna do Belenenses parece ter passado para a equipa, que pareceu sempre em perda, depois de um breve período de algum fulgor até à sexta jornada da Liga NOS. Duas vitórias – Tondela (f) e Nacional (c) – e três empates – Boavista (c), Guimarães (f) e Arouca (c) – colocavam os azuis no sétimo lugar, mas a jornada seguinte traria mudanças. Além de ver a sua equipa sair de Chaves derrotada (3-1), Julio Velázquez não pôde contar com Sturgeon, devido a um processo disciplinar que o técnico espanhol não entendeu nem aceitou. Extremadas as posições, o treinador saiu.

Já com Quim Machado ao volante o Belenenses apurou-se para a fase de grupos da Taça da Liga ao vencer no Bessa (0-1), mas no campeonato foram precisos mais dois jogos até obter um triunfo, que apareceu então na 10.ª jornada, na Feira, com um tento precisamente de Sturgeon. Seria o início da última fase positiva do Belenenses na Liga, antecedendo uma segunda volta marcada pelas nove derrotas, sete das quais consecutivas, entre as jornadas 25 e 31. É certo que os homens da cruz de Cristo não perderam entre as jornadas 19 e 24, mas a série negra teve efeitos nefastos, já que fez o clube descer até ao 13.º lugar ao fim de 29 jogos.

 

MOMENTO DA ÉPOCA

A derrota caseira com o Estoril (1-3) nessa jornada 29 causou grande mal-estar nos adeptos azuis, que fizeram questão de mostrar o seu desagrado com uma espera à equipa à saída do Restelo. Abel Camará foi o jogador mais visado, sendo mesmo apertado por alguns adeptos. Quim Machado não resistiu a essa pressão e chegou a acordo para a rescisão do seu contrato, sendo substituído por Domingos Paciência.

A resposta efectiva às críticas chegou ao terceiro jogo do novo técnico, e logo no jogo teoricamente mais difícil que o Belenenses ainda tinha pela frente. Na visita a Alvalade, até foi o Sporting a abrir o marcador (Bruno César, 52’), mas o Belenenses reagiu, e de que maneira, operando uma reviravolta histórica, com golos de Abel Camará (g.p., 65’) – festejado efusivamente –, Dinis Almeida (84’) e Gonçalo Silva (88’). Era a primeira vitória do Belenenses em casa do seu vizinho desde, imagine-se, 1954/55, e levou os mesmos adeptos ao pólo oposto àquele em que estavam semanas antes.

 

FIGURAS

O Belenenses teve o plantel mais português desta edição da Liga NOS, mas o melhor marcador foi o brasileiro Maurides, chegado em Janeiro, com seis golos. Abel Camará apontou quatro, um à frente de Tiago Caeiro. Miguel Rosa ficou-se por um tento apenas. João Diogo foi o elemento em destaque no sector defensivo.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 14.º lugar, 9v-9e-16d, 27gm-45gs, 36 pontos;

Taça de Portugal: afastado logo na 3.ª eliminatória pela Académica (2-0). Para uns estudantes recém-despromovidos, era como se fosse um jogo de I Liga;

Taça da Liga: afastou o Boavista na 2.ª eliminatória; segundo classificado no grupo B, só com empates, atrás do Moreirense, e à frente de Feirense e FC Porto.

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por Miran Pavlin às 12:30

Sábado, 03.06.17

FC PAÇOS DE FERREIRA 2016/17

Habitual cliente do binómio bom futebol/boas classificações, por uma vez o Paços realizou uma temporada discreta, deambulando pelo meio da tabela, mas sem nunca poder baixar a guarda relativamente à zona perigosa. Nem podia ser de outra maneira, já que os castores estiveram no 14.º ou 15.º lugares em 15 jornadas. As escassas oito vitórias traduziram-se numa série de sete jogos sem vencer, e duas de cinco partidas. A estreia do pacense Carlos Pinto como treinador na I Liga duraria onze jogos, nos quais o Paços somou dez pontos, vencendo apenas Setúbal (1-4) e Rio Ave (2-1).

Substituído pelo adjunto Vasco Seabra, não é que a sorte da equipa tenha mudado sobremaneira, mas o jovem técnico deu a melhor conta de si, estabilizando a equipa e impedindo-a de entrar em pânico por nunca conseguir subir acima do décimo lugar ao longo do campeonato. De facto, a única vez em que o Paços de Ferreira esteve acima desse lugar foi logo na primeira jornada, quando foi nono colocado. Quem não leva boas recordações da capital do móvel foram as equipas que terminaram o campeonato nos primeiros seis lugares, dos quais só o Sporting venceu (0-1). Benfica, FC Porto e Marítimo todos empataram a zero, enquanto Guimarães (2-0) e Braga (3-1) saíram mesmo derrotados.

 

TAÇAS

As restantes competições internas não serviram de distracção para a carreira menos positiva no campeonato. Na Taça de Portugal os castores começaram por eliminar o Aves (1-2) – que viria a subir à I Liga –, com todos os golos a surgirem no prolongamento, mas caíram logo na ronda seguinte, com surpresa, em casa do Vilafranquense. Marocas foi o herói do conjunto ribatejano ao assinar o único golo do jogo (77’).

A Taça da Liga trouxe o resultado mais volumoso da temporada, um 4-0 sobre o Nacional na 2.ª eliminatória, seguindo-se dois pontos na fase de grupos, fruto de empates com Guimarães (2-2 fora) e Vizela (2-2 em casa). Na ida à Luz verificou-se uma derrota por 1-0.

 

FIGURA

Welthon foi o melhor marcador da equipa na Liga, com 12 golos, bem à frente dos cinco marcados por Pedrinho, que chegou do vizinho Freamunde e se estreou na I Liga.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 13.º lugar, 8v-12e-14d, 32gm-45gs, 36 pontos;

Taça de Portugal: afastado pelo Vilafranquense na 4.ª eliminatória, depois de afastar o Aves;

Taça da Liga: afastou o Nacional na 2.ª eliminatória; terceiro classificado no grupo D (2 pontos), atrás de Benfica e Guimarães, e à frente do Vizela.

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por Miran Pavlin às 12:00

Sexta-feira, 02.06.17

VITÓRIA FC 2016/17

Tantas vezes o Corte Limpo pediu, que o seu desejo foi satisfeito: José Couceiro regressou a Setúbal, trazendo consigo a saída para as aflições por que o Vitória costuma passar em termos classificativos. Contando com um dos plantéis mais portugueses da Liga NOS, o Setúbal entrou na temporada com duas vitórias e dois empates, juntando-lhe mais quatro triunfos e duas igualdades até à viragem do calendário. Não sendo números invejáveis, eram suficientes para levar o clube até a um tranquilo décimo lugar, dez pontos acima da zona proibida da tabela. Duas vitórias no arranque da segunda volta içaram os sadinos até ao sexto lugar, em mais um sinal de que com Couceiro, pelo menos até aí, o Setúbal teve outra cara.

 

ENGRANDECIMENTO

O Vitória foi o maior empecilho dos ditos grandes em 2016/17. Logo à segunda jornada o Setúbal ficou a oito minutos de um raro triunfo na Luz, mercê do golo de Frederico Venâncio (66’), mas o Benfica empataria numa grande penalidade convertida por Jiménez (82’). À jornada 9 foi a vez de o FC Porto perder pontos, num nulo no Bonfim. O Setúbal ainda festejou um golo aos 75 minutos, mas Fábio Pacheco estava em fora-de-jogo.

A jornada 19 trouxe o quebrar de um enguiço, com o Setúbal a bater o Benfica em casa (1-0) pela primeira vez desde 1998/99, através de um golo de Zé Manuel (21’), homem emprestado pelo FC Porto. Para que não houvesse queixas, na 26.ª jornada foi um jogador emprestado pelo Benfica a tirar dois pontos ao FC Porto, no caso João Carvalho (56’), em resposta ao golo de Corona (45’+1’). Este empate foi a estocada que deu início ao desmoronamento dos dragões.

 

TAÇA DA LIGA

O quinhão do Sporting foi entregue na Taça da Liga. Na última jornada da fase de grupos, um triunfo sobre os leões (2-1) forçou a aplicação daquele que decerto será o critério de desempate mais invulgar do futebol: a média de idades maia baixa. Frederico Venâncio (19’) abriu o activo e Elias igualou (79’), antes da grande penalidade decisiva de Edinho (90’+4’). O lance motivou fortes protestos do Sporting, mas não havia nada a fazer; com as equipas totalmente empatadas em pontos e em golos, foi a juventude dos sadinos a fazer a diferença. Até este ponto, o Vitória tinha eliminado o Santa Clara (2-0) na segunda ronda, para na fase de grupos perder no reduto do Varzim (1-0), e vencer o Arouca (1-0). Na final-a-quatro no Algarve, o Braga não deu hipóteses ao Vitória, triunfando por 0-3 na primeira meia-final.

 

SEGUNDA VOLTA

José Couceiro só não conseguiu fazer com que a equipa durasse até final da época, o que justifica o 12.º lugar final. Depois de chegar então ao sexto posto à jornada 19, o Vitória só somou mais dois triunfos – Moreirense (c) e Nacional (f) – e quatro empates, descendo mesmo até ao 13.º lugar na penúltima jornada. A época terminaria com nuvens negras a adensarem-se sobre o Sado, na forma de cinco derrotas consecutivas (jornadas 29 a 33), quatro jogos sem marcar (28.ª à 31.ª) e seis encontros consecutivos a sofrer golos (da 29.ª jornada até final). Depois do razoável percurso até Janeiro, a época terá terminado na altura certa.

 

FIGURAS

Edinho entrou na equipa apenas no mercado de inverno, mas ainda foi a tempo de ser o melhor marcador da equipa, com oito golos. O guarda-redes Bruno Varela, também emprestado pelo Benfica, valorizou-se. Frederico Venâncio foi o patrão da defesa, enquanto João Amaral, homem descoberto no Pedras Rubras, apontou cinco golos no campeonato. O camaronês Meyong, símbolo do Vitória, terminou a carreira, e foi o único estrangeiro a marcar pelo Setúbal neste campeonato.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 12.º lugar, 10v-8e-16d, 30gm-39gs, 38 pontos;

Taça de Portugal: eliminou o Trofense (0-0 a.p., 2-4 g.p.) e o Benfica de Castelo Branco (0-2), caindo nos oitavos-de-final frente ao Sporting (0-1);

Taça da Liga: eliminado nas meias-finais pelo Braga.

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por Miran Pavlin às 13:00

Sexta-feira, 02.06.17

GD CHAVES 2016/17

O Desportivo de Chaves estava de volta à I Liga após 17 anos de ausência, mas a avaliar pela primeira volta não sentiu essa espécie de fosso geracional futebolístico. Pelo contrário, evocou mesmo memórias dos seus verdes anos na divisão principal, altura em que obteve dois quintos lugares (1986/87 e 1989/90) e um sexto (1985/86), bem como uma ida à Taça UEFA (1987/88). Com efeito, à 18.ª jornada os flavienses eram sextos classificados e tinham perdido apenas três partidas até aí – Benfica (c), Braga (f) e FC Porto (f). A mobilidade da frente de ataque ia causando estragos e as boas exibições sucediam-se, resistindo mesmo à mudança súbita de treinador registada após a 13.ª jornada. Por essa altura, estavam reunidos os ingredientes para classificar o Chaves de equipa sensação.

 

TAÇA DE PORTUGAL

O Chaves causou espanto também na Taça de Portugal, onde tirou do caminho FC Porto e Sporting. Os dragões foram os primeiros a cair, na 4.ª eliminatória, que os transmontanos venceram nas grandes penalidades (3-2) no final de um nulo em 120 minutos. Os oitavos-de-final foram um carrossel de emoções para o Chaves na visita ao Torreense. Os da casa estiveram a vencer (35’), permitiram a reviravolta (58’), e abririam as portas de um prolongamento (90’) com um auto-golo do flaviense Freire, mas o Chaves fechou-as com uma grande penalidade de Battaglia ao minuto 90’+9’. Nos quartos-de-final foi a vez de o Sporting se despedir, por força de um golo de Carlos Ponck (87’), antes de uma meia-final dramática com o Guimarães. O Chaves recuperou de uma desvantagem de dois golos, mas permitiu um fatal golo fora ao Vitória e ainda falhou uma grande penalidade na compensação. Um duro final para uma caminhada que começara bem longe da raia transmontana, com uma vitória sobre o União (0-1) na 3.ª eliminatória.

 

SEGUNDA METADE

O resto de campeonato do Chaves teve pouco do fulgor da primeira metade da temporada. Depois de baterem o Nacional (2-0) na primeira ronda da segunda volta, os flavienses venceriam apenas mais dois jogos, contra Arouca (2-0) e Paços de Ferreira (1-0), este com um auto-golo de Gegé. A época terminou em plena série de sete jogos sem vitórias. Face a um tão fraco pecúlio a partir de Janeiro, acabaram por ser os rendimentos até aí conseguidos a justificar o 11.º lugar final, juntamente com os 14 empates. Ninguém dividiu tanto os pontos neste campeonato.

 

FIGURAS

Fábio Martins foi o artilheiro da equipa com seis golos na Liga, seguido de Rafael Lopes com cinco golos. Renan Bressan e Willian fizeram quatro golos cada.

Braga e Perdigão foram outros nomes em foco no ataque do Chaves. Mais atrás, destacou-se o central Nélson Lenho, o único totalista desta edição da Liga NOS.

 

TREINADORES

Depois de realizar trabalhos interessantes ao comando de Belenenses e Paços de Ferreira, Jorge Simão parecia estar a viver o seu ano de afirmação, mas cortou a árvore pela raiz quando ao fim de 13 jornadas não resistiu ao convite do Braga, que entrou em convulsão e despediu José Peseiro. Nem o Chaves voltou a praticar futebol tão atractivo, nem Simão voltou a ter o mesmo sucesso.

Recrutado ao Vizela, Ricardo Soares procurou não estragar o que estava feito, mas não conseguiu manter a chama da equipa por muito mais tempo. Em Janeiro, no espaço de quatro dias Soares viu o Chaves roubar pontos ao Sporting na Liga (2-2 em casa) e empurrá-lo para fora da Taça, naqueles que seriam os últimos grandes momentos dos flavienses na temporada.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 11.º lugar, 8v-14e-12d,35gm-42gs, 38 pontos;

Taça de Portugal: eliminado nas meias-finais frente ao Vitória de Guimarães;

Taça da Liga: afastado na 2ª eliminatória, ao perder em casa do Rio Ave (1-1, 3-1 gp).

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por Miran Pavlin às 12:30

Sexta-feira, 02.06.17

GD ESTORIL PRAIA 2016/17

O 10.º lugar obtido pelo Estoril é deveras enganador em relação ao que foi a temporada dos canarinhos. Não num bom sentido. O arranque do campeonato foi terrível, e a equipa da Linha era penúltima ao fim de seis difíceis jornadas que renderam apenas uma vitória e um empate e incluíram jogos com FC Porto (f), Braga (c) e Sporting (f). O Estoril ressurgiria entre as jornadas 7 e 13, somando 11 pontos e apenas duas derrotas, a última das quais (2-0 em Setúbal) seria o derradeiro jogo de Fabiano Soares ao comando da equipa, numa saída cuja leitura não foi fácil, até porque a equipa era agora 11.ª colocada.

Para o lugar do técnico brasileiro chegou o espanhol Pedro Gómez Carmona, perfeito desconhecido no futebol português, do qual decerto não levará as melhores memórias; pelo menos a julgar pela sua série inicial de seis derrotas. Carmona duraria apenas mais cinco jogos como técnico estorilista, dos quais venceu apenas um (2-1), na recepção ao Paços de Ferreira (21.ª jornada).

O Estoril não encontrou quem substituísse Léo Bonatini no departamento da concretização, e a principal referência Kléber terminaria a Liga com apenas oito tentos apontados.

 

TAÇA DE PORTUGAL

O lado positivo da passagem de Pedro Carmona pela Amoreira foi a continuação do percurso do clube na Taça de Portugal. Ainda com Fabiano Soares como treinador os canarinhos ultrapassaram Caldas (0-1, pelo segundo ano consecutivo) e Cova da Piedade (2-0); com Carmona acabado de chegar o Estoril sofreu para bater a Sanjoanense (4-2 após prolongamento), que esteve a vencer por duas vezes e consentiu o empate a dois golos ao minuto 80. Nos quartos-de-final foi a vez de a Académica vender cara a derrota aos estorilistas (2-1), que só fixaram o marcador final aos 85 minutos. Na meia-final coube ao Estoril a tarefa de defrontar o Benfica. Na primeira mão, ainda com as aflições do campeonato presentes, a equipa deu as mãos e só quebrou aos 89 minutos com um golo de Mitroglou (1-2).

A história foi bem diferente na segunda mão, a 5 de Abril. Já com Pedro Emanuel (ao centro) como treinador, no primeiro lance da segunda parte o Estoril empatava a eliminatória, depois de já ter estado a vencer por 0-1. Inesperadamente, o lugar no Jamor estava em aberto. O Benfica precisou mesmo vestir o fato de trabalho e acabou por voltar a adiantar-se ao minuto 72, mas o Estoril não queria ceder e voltaria a colocar-se a um golo de distância na final (78’). Acabou por ser de coração nas mãos que encarnados e canarinhos viveram o jogo, mas o 3-3 final não chegou para o Estoril.

 

RECTA FINAL

Com a chegada de Pedro Emanuel o Estoril transfigurou-se e perdeu apenas dois dos dez jogos que o antigo central orientou. Vitórias foram cinco – Tondela (f), Belenenses (f), Setúbal (c), Chaves (c) e Arouca (c) – e os 18 pontos somados nessa recta final trouxeram os canarinhos do 15.º até ao décimo lugar final. Era a melhor classificação do Estoril desde o nono posto ocupado na jornada 12.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 10.º lugar, 10v-8e-16d,36gm-42gs, 38 pontos;

Taça de Portugal: eliminado nas meias-finais;

Taça da Liga: afastado na 2ª eliminatória, ao perder em casa do Moreirense (1-0).

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por Miran Pavlin às 12:00

Quinta-feira, 01.06.17

BOAVISTA FC 2016/17

No final da época passada aqui se escreveu que a base para os resultados do Boavista se devia ao facto de ter homens associados à casa. Pelo menos ao nível técnico bastou chegar a inícios de Outubro para que esta ideia se desactualizasse, com a saída de Erwin Sánchez.

O treinador não gostou das críticas dos adeptos após uma derrota caseira com o Belenenses (0-1) que ditou o afastamento da Taça da Liga. A direcção axadrezada não ficou indiferente à reacção dos adeptos, e entendeu trazer outro nome para o lugar do técnico boliviano. Por essa altura, no campeonato o Boavista seguia num modesto 13.º lugar, com apenas duas vitórias nesses primeiros sete jogos, marca que não era ela própria favorável a Sánchez.

Com Miguel Leal (de pé, à direita) ao leme, o Boavista haveria de fixar-se no confortável meio da tabela, a salvo das aflições das épocas anteriores e com espaço para arriscar ir um pouco mais alto assim que a manutenção foi garantida. Ainda que sem sucesso nesse aspecto. Leal conseguiu ainda tirar o melhor rendimento da manta de retalhos que o plantel boavisteiro voltou a ser, em especial na vitória sobre o Marítimo (3-0), à 25.ª jornada, naquela que foi a melhor exibição do Boavista esta temporada.

Se o caminho na Taça da Liga foi curto, o da Taça de Portugal durou apenas mais uma eliminatória. Depois de bater a União de Leiria (0-2), o Boavista perdeu em casa com o Vitória de Guimarães (1-2), com o golo decisivo a aparecer a dois minutos do final do prolongamento.

 

FIGURA

Iuri Medeiros foi o principal dinamizador do ataque das panteras, e terminou como melhor marcador da equipa na Liga NOS, com sete golos.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 9.º lugar, 10v-13e-11d,33gm-36gs, 43 pontos;

Taça de Portugal: afastado na 4.ª eliminatória;

Taça da Liga: afastado na 2ª eliminatória.

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por Miran Pavlin às 13:00



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