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CORTE LIMPO

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Quinta-feira, 09.01.14

Retrospectiva Qualificação Mundial 2014 - PARTE III - EUROPA

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GRUPO G – Bósnia 25 pts (Q), Grécia 25 (PO), Eslováquia 13, Lituânia 11, Letónia 8, Liechtenstein 2

O grupo menos forte de todos foi também o mais desnivelado – 12 pontos separaram o terceiro classificado do duo da frente. E a Bósnia aproveitou a menor dificuldade teórica do grupo para conseguir aquilo que já ameaçara nas duas qualificações anteriores, e apurar-se pela primeira vez para uma fase final.

Com um notável registo de oito vitórias e 30 golos marcados, os bósnios venceram aquele que se proporcionou ser o jogo-chave do grupo – 3-1 em casa contra a Grécia – e tiveram ainda que viver um susto, ao sofrer uma derrota intra-muros com a Eslováquia, seguindo até final de mãos dadas com os gregos, mas com vantagem quer em golos, quer no confronto directo. Mantém-se assim a tradição de haver sempre um estreante europeu na fase final do Mundial desde o México’86.

A Grécia de Fernando Santos, que continua a estender o melhor período da sua história futebolística, repete então a presença no play-off, no qual foi feliz há quatro anos, a caminho da África do Sul.

Os restantes competidores não conseguiram acompanhar o passo dos dois primeiros, e cedo ficaram arredados de quaisquer hipóteses, se bem que a Eslováquia ainda acalentou uma ténue esperança, quando venceu o referido jogo na Bósnia, em Setembro último. No entanto, as derrotas contra a mesma Bósnia quatro dias mais tarde, e com a Grécia em Outubro desfizeram as ilusões.

 

GRUPO H – Inglaterra 22 pts (Q), Ucrânia 21 (PO), Montenegro 15, Polónia 13, Moldávia 11, São Marino 0

A Inglaterra sofreu, mas conseguiu o apuramento directo, com mais um ponto que uma Ucrânia que fez uma qualificação de trás para a frente. Depois de somarem apenas dois pontos em três jogos, os de leste venceram seis dos sete encontros restantes. O único que empataram revelar-se-ia decisivo, uma vez que foi precisamente a recepção à Inglaterra, a 10 de Setembro.

Contudo, com dois jogos por realizar no mês seguinte, ainda nada estava decidido, e a Inglaterra teve que se aplicar para vencer um Montenegro (4-1) a quem não tinha ainda vergado nas três tentativas anteriores.

Sem deslizes nessa última dupla jornada tudo se manteve como após o tal jogo de Kiev, e os ucranianos viram-se mesmo na contingência de disputar o play-off.

Já o jovem Montenegro ficou aquém do que tinha feito no caminho para o Euro 2012, apesar do bom arranque. A derrota em casa com a Ucrânia em Junho (0-4) foi uma machadada nas suas aspirações, antes de permitir à Moldávia uma inesperada vitória forasteira por 2-5, na jornada de fecho.

São Marino, como habitualmente, não pontuou, mas fez história ao marcar um golo, ainda para mais por um defesa! Alessandro Della Valle foi o herói na recepção à Polónia, ao apontar de cabeça o primeiro golo competitivo do seu país desde Outubro de 2008. O pequeno estado encravado em território italiano nunca venceu em partidas oficiais – tem apenas um empate a um golo na Letónia, em Abril de 2001, que custou o lugar ao então seleccionador daquele país Gary Johnson.

 

GRUPO I – Espanha 20 pts (Q), França 17 (PO); Finlândia 9, Geórgia 5, Bielorrússia 4

A única dúvida latente no grupo com menos equipas da zona europeia era saber quem ficaria em primeiro lugar.

É certo que a França não atravessava o seu melhor período, depois de um terrível Mundial 2010 e de um Euro 2012 em que se despediu nos quartos-de-final justamente diante da Espanha, num jogo em que ficou bem patente a diferença entre as equipas, mas a dúvida subsistiu até à segunda data da jornada de Março, altura em que a Espanha venceu no Stade de France e não mais largou o topo da classificação.

Antes disso, os bleus estragaram os planos espanhóis ao empatar em Madrid com um golo de Olivier Giroud aos 90’+4’, e viram a Espanha colocar-se em apuros ao consentir um improvável empate em Gijón, diante da Finlândia, na partida imediatamente antes desse jogo de Paris.

O posterior empate francês na Geórgia deixou o grupo praticamente decidido, e assim se confirmou. Os outros três integrantes do agrupamento não puderam fazer mais do que bater-se pela terceira posição.

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por Miran Pavlin às 12:12




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