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CORTE LIMPO

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Quinta-feira, 09.01.14

Retrospectiva Qualificação Mundial 2014 - PARTE IV - PLAY-OFF EUROPEU

sapodesporto

Grécia 3-1 Roménia / Roménia 1-1 Grécia

Ambas as selecções estavam pela segunda vez num play-off de Mundial. E o destino repetiu-se para as duas.

Há quatro anos os gregos venceram a Ucrânia com um golo solitário de Salpigidis em Donetsk; desta vez a vitória helénica foi mais folgada. Já a Roménia, que tinha perdido o play-off para 2002 então diante da surpreendente Eslovénia, voltou a não ter argumentos para ultrapassar esta fase.

No jogo de Atenas a Roménia respondeu ao golo de Mitroglou (14’), empatando por Stancu aos 19’, mas a Grécia não lhes deu tempo para festejar. No minuto seguinte Salpigidis recolocou a equipa da casa na dianteira, com Mitroglou a bisar já na segunda parte (66’).

A eliminatória ficou fora de questão na segunda mão com mais um golo do ponta-de-lança grego nascido na Alemanha, a meio da primeira parte. O autogolo de Torosidis que daria o empate à Roménia (55’) de pouco adiantou.

 

Ucrânia 2-0 França / França 3-0 Ucrânia

Durante quatro dias esteve no ar a ideia de que a França finalmente ia pagar a factura da forma pouco idónea como se tinha qualificado para a África do Sul, nesta mesma fase da competição. A Ucrânia, embalada pelo forte apoio do seu público, arrancou para uma exibição convincente, ainda que o resultado se tenha fixado com um golo aos repelões e uma grande penalidade, ambos na segunda parte.

No jogo de retorno, a França foi ao fundo de si e sufocou a equipa de leste como pôde, empatando a eliminatória no decorrer da primeira parte, por Sakho (22’) e Benzema (34’). A um golo da glória, foi preciso esperar pelo minuto 72 para a explosão de alegria, na forma de um bis de Sakho, um defesa.

A Ucrânia sairá com razões de queixa de um dos golos franceses, obtido em fora-de-jogo, mas resigna-se à sua sina de nunca ter vencido num play-off mundialista – derrotas com Croácia em 1997, Alemanha em 2001 e Grécia em 2009.

 

Portugal 1-0 Suécia / Suécia 2-3 Portugal

Houve quem dissesse que se tratava de um Portugal-Suécia e não de um Cristiano Ronaldo- Zlatan Ibrahimović. Mas só eles fizeram os golos da eliminatória.

Na Luz o jogo foi de nervos, com a Suécia a procurar jogar pela certa e manter a posse de bola o máximo de tempo possível. Com os caminhos para a área nórdica bem tapados, só a oito minutos do fim a muralha quebrou, com Ronaldo a facturar de cabeça.

A segunda mão entrou directamente para a galeria de clássicos. Duas reviravoltas, todos os adeptos de coração nas mãos e unhas entre dentes, e os dois jogadores mais dotados de cada conjunto em alta rotação.

Ronaldo abriu as hostilidades aos 50 minutos, mas a Suécia reagiria. Ibrahimović, de cabeça após um canto (68’), e depois de livre directo (72’) incendiou a novíssima Friends Arena e deixou a Suécia a um golo do apuramento.

Portugal tremeu, mas não caiu. Ronaldo, com dois golos à sua imagem de concentração, força, velocidade e sentido de baliza (77’ e 79’), após passes magistrais, completou o hat-trick e reservou viagem para o Brasil.

Doloroso para quem perde. Mas é por jogos destes que existe play-off para o Mundial. E desta vez o jogo de cartaz correspondeu às expectativas.

 

Islândia 0-0 Croácia / Croácia 2-0 Islândia

Esta era a eliminatória menos cotada de entre as quatro. Em Riquejavique não houve golos, e os homens da casa tiveram que jogar 40 minutos com menos um homem, mas conseguiram deixar tudo em aberto para a segunda mão.

Aí, foi a Croácia quem ficou com menos um jogador, por expulsão de Mandžukić, onze minutos depois de ter aberto o marcador (27’). A perder, os islandeses não conseguiram dar continuidade ao sonho, e sofreriam o segundo e decisivo golo logo a abrir a segunda parte, por Srna.

No final, Šimunić, o homem da entrada assassina, entoou ao microfone um cântico nacionalista fascista do tempo da II Grande Guerra ao celebrar a vitória, e viria ser suspenso por dez jogos. Adeus fase final…

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por Miran Pavlin às 12:13

Quinta-feira, 09.01.14

Retrospectiva Qualificação Mundial 2014 - PARTE III - EUROPA

sapodesporto

GRUPO G – Bósnia 25 pts (Q), Grécia 25 (PO), Eslováquia 13, Lituânia 11, Letónia 8, Liechtenstein 2

O grupo menos forte de todos foi também o mais desnivelado – 12 pontos separaram o terceiro classificado do duo da frente. E a Bósnia aproveitou a menor dificuldade teórica do grupo para conseguir aquilo que já ameaçara nas duas qualificações anteriores, e apurar-se pela primeira vez para uma fase final.

Com um notável registo de oito vitórias e 30 golos marcados, os bósnios venceram aquele que se proporcionou ser o jogo-chave do grupo – 3-1 em casa contra a Grécia – e tiveram ainda que viver um susto, ao sofrer uma derrota intra-muros com a Eslováquia, seguindo até final de mãos dadas com os gregos, mas com vantagem quer em golos, quer no confronto directo. Mantém-se assim a tradição de haver sempre um estreante europeu na fase final do Mundial desde o México’86.

A Grécia de Fernando Santos, que continua a estender o melhor período da sua história futebolística, repete então a presença no play-off, no qual foi feliz há quatro anos, a caminho da África do Sul.

Os restantes competidores não conseguiram acompanhar o passo dos dois primeiros, e cedo ficaram arredados de quaisquer hipóteses, se bem que a Eslováquia ainda acalentou uma ténue esperança, quando venceu o referido jogo na Bósnia, em Setembro último. No entanto, as derrotas contra a mesma Bósnia quatro dias mais tarde, e com a Grécia em Outubro desfizeram as ilusões.

 

GRUPO H – Inglaterra 22 pts (Q), Ucrânia 21 (PO), Montenegro 15, Polónia 13, Moldávia 11, São Marino 0

A Inglaterra sofreu, mas conseguiu o apuramento directo, com mais um ponto que uma Ucrânia que fez uma qualificação de trás para a frente. Depois de somarem apenas dois pontos em três jogos, os de leste venceram seis dos sete encontros restantes. O único que empataram revelar-se-ia decisivo, uma vez que foi precisamente a recepção à Inglaterra, a 10 de Setembro.

Contudo, com dois jogos por realizar no mês seguinte, ainda nada estava decidido, e a Inglaterra teve que se aplicar para vencer um Montenegro (4-1) a quem não tinha ainda vergado nas três tentativas anteriores.

Sem deslizes nessa última dupla jornada tudo se manteve como após o tal jogo de Kiev, e os ucranianos viram-se mesmo na contingência de disputar o play-off.

Já o jovem Montenegro ficou aquém do que tinha feito no caminho para o Euro 2012, apesar do bom arranque. A derrota em casa com a Ucrânia em Junho (0-4) foi uma machadada nas suas aspirações, antes de permitir à Moldávia uma inesperada vitória forasteira por 2-5, na jornada de fecho.

São Marino, como habitualmente, não pontuou, mas fez história ao marcar um golo, ainda para mais por um defesa! Alessandro Della Valle foi o herói na recepção à Polónia, ao apontar de cabeça o primeiro golo competitivo do seu país desde Outubro de 2008. O pequeno estado encravado em território italiano nunca venceu em partidas oficiais – tem apenas um empate a um golo na Letónia, em Abril de 2001, que custou o lugar ao então seleccionador daquele país Gary Johnson.

 

GRUPO I – Espanha 20 pts (Q), França 17 (PO); Finlândia 9, Geórgia 5, Bielorrússia 4

A única dúvida latente no grupo com menos equipas da zona europeia era saber quem ficaria em primeiro lugar.

É certo que a França não atravessava o seu melhor período, depois de um terrível Mundial 2010 e de um Euro 2012 em que se despediu nos quartos-de-final justamente diante da Espanha, num jogo em que ficou bem patente a diferença entre as equipas, mas a dúvida subsistiu até à segunda data da jornada de Março, altura em que a Espanha venceu no Stade de France e não mais largou o topo da classificação.

Antes disso, os bleus estragaram os planos espanhóis ao empatar em Madrid com um golo de Olivier Giroud aos 90’+4’, e viram a Espanha colocar-se em apuros ao consentir um improvável empate em Gijón, diante da Finlândia, na partida imediatamente antes desse jogo de Paris.

O posterior empate francês na Geórgia deixou o grupo praticamente decidido, e assim se confirmou. Os outros três integrantes do agrupamento não puderam fazer mais do que bater-se pela terceira posição.

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por Miran Pavlin às 12:12

Quinta-feira, 09.01.14

Retrospectiva Qualificação Mundial 2014 - PARTE II - EUROPA

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GRUPO D – Holanda 28 pts (Q), Roménia 19 (PO), Hungria 17, Turquia 16, Estónia 7, Andorra 0

De prego a fundo, a Holanda chegou ao Brasil igualmente só com dois pontos desperdiçados, num empate a dois golos na Estónia a 6 de Setembro de 2013. Assim, o visto para o Mundial só foi obtido quatro dias depois, num jogo praticamente de treino em Andorra.

O segundo posto ficou para a Roménia, que após uma luta férrea com Hungria e Turquia, foi bafejada pela sequência do calendário, após uma derrota com os turcos (0-2) num encontro-chave em Bucareste a dois jogos do termo. Enquanto os romenos tinham dois jogos simples, os turcos fechavam a qualificação diante da Holanda, que mais uma vez não permitiu veleidades.

Pela primeira vez em muitos anos a Hungria esteve na luta até ao último jogo, mas a copiosa derrota por 8-1 em casa da impiedosa Holanda ameaça recolocar tudo na estaca zero quando chegar o apuramento para o Euro 2016.

A pior equipa deste apuramento competiu, passe o verbo, neste grupo. Foi Andorra, que não pontuou, nem sequer marcou.

 

GRUPO E – Suíça 24 pts (Q), Islândia 17 (PO), Eslovénia 15, Noruega 12, Albânia 11, Chipre 5

Este era outro grupo aparentemente imprevisível, sem gigantes. E o destaque vai todo para a pequena Islândia, que pela primeira vez atinge o play-off, muito à custa dos jogos fora, em que só perdeu em Chipre (1-0).

Num grupo em que a batalha pelo segundo lugar foi vertiginosa – à entrada para a dupla jornada de Junho era a Albânia que o ocupava – o ponto de viragem da campanha islandesa surgiu em Setembro, quando recuperou de 4-1 para 4-4 em casa da Suíça. Duas vitórias e um empate depois, os nórdicos puderam celebrar um feito inédito.

A Suíça realizou uma caminhada sem derrotas, que lhe permitiu apurar-se para o seu terceiro Mundial consecutivo, décimo no total, enquanto a Noruega fica com o nada invejável título de único cabeça-de-série que não conseguiu seguir em frente.

 

GRUPO F – Rússia 22 pts (Q), Portugal 21 (PO), Israel 14, Azerbaijão 9, Irlanda do Norte 7, Luxemburgo 6

Num grupo que se revelou nivelado por baixo, Portugal deu demasiados tiros no pé e pagou bem caro, ao ver-se relegado mais uma vez para a aflição do play-off.

A natureza até esteve do lado dos portugueses, ao forçar o adiamento do jogo da Rússia em Belfast, que permitiu à equipa das Quinas liderar o grupo durante várias jornadas, ainda que com dois jogos a mais sobre os russos.

A Rússia viria mesmo a perder esse jogo em atraso, mas quando o calendário acertou viu-se definitivamente o peso dos empates lusos com a Irlanda do Norte em casa (1-1) e em Israel (3-3).

A Rússia acabou por se qualificar, um ponto à frente de Portugal, deixando uma interrogação no ar: se Portugal tivesse ganho a Israel em casa ter-se-ia apurado, mas será que a Rússia teria empatado na mesma no último jogo no Azerbaijão?

Os três últimos classificados apenas ganharam um jogo cada, com a Irlanda do Norte a cotar-se como a equipa mais bipolar da zona europeia. Roubou pontos aos dois primeiros, mas foi incapaz de derrotar os frágeis Azerbaijão e Luxemburgo.

Estes últimos merecem ambos uma nota final: o Azerbaijão nunca tinha perdido tão poucos jogos numa só campanha de apuramento (três), enquanto a equipa do grão-ducado conseguiu o incrível feito de vencer uma partida pela quarta fase de qualificação consecutiva.

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por Miran Pavlin às 12:11

Quinta-feira, 09.01.14

Retrospectiva Qualificação Mundial 2014 - PARTE I - EUROPA

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GRUPO A – Bélgica 26 pts (Q), Croácia 17 (PO), Sérvia 14, Escócia 11, P. Gales 10, Macedónia 7

De início este parecia ser o grupo mais duro de todos os da zona europeia. Não tinha nenhum tubarão, nem nenhum dos tradicionais bombos da festa, daí que não fosse descabido pensar que qualquer uma das equipas pudesse roubar pontos aqui ou ali às adversárias e baralhar as contas.

Mas não foi isso que aconteceu. Bem cedo belgas e croatas se destacaram na classificação, fruto de um arranque com quatro vitórias e um empate entre si, e esvaziaram de conteúdo os restantes jogos, até mesmo o potencialmente explosivo Sérvia-Croácia que se disputou a três jornadas do fim – de explosiva só a entrada assassina do croata Josip Šimunić sobre o benfiquista Lazar Marković.

Seguindo taco a taco com a Croácia até ao penúltimo jogo, a Bélgica carimbou aí o passaporte para o Brasil ao vencer em casa desta última, que teve de se contentar com o play-off, não só devido a esta derrota, mas também por não ter conseguido um ponto sequer diante dos escoceses.

A dificuldade do grupo acabaria por ficar espelhada apenas no facto de ter tido o último classificado mais pontuado. A Macedónia foi também o único dos últimos classificados que conseguiu vencer duas partidas.

 

GRUPO B – Itália 22 pts (Q), Dinamarca 16, Rep. Checa 15, Bulgária 13, Arménia 13, Malta 3

A squadra azzurra, apesar dos quatro empates,apurou-se tranquilamente para o Mundial, no infortunado grupo da fava, onde a luta pelo play-off foi tão acesa que acabou por prejudicar quem ficou com o segundo lugar final.

A goleada da Dinamarca sobre Malta (6-0) no último jogo de nada serviu, e o já dinossáurico técnico Morten Olsen não vai poder juntar ao seu currículo mais uma presença na fase final do Mundial.

Apesar do quarto lugar, a Arménia voltou a dar mostras de ser um osso cada vez mais duro de roer, ao somar quatro vitórias, três delas como visitante, e conseguindo mesmo infligir à infeliz Dinamarca a sua pior derrota caseira de sempre (0-4). A nódoa caiu no pano arménio na recepção a Malta (0-1), que assim venceu o seu primeiro jogo em apuramentos de Mundiais desde um triunfo na Estónia em 1993.

Quanto aos checos, confirmaram a tradição de se apurarem para os Europeus, mas ficarem para trás na caminhada dos Mundiais. Não tivesse sido uma derrota caseira face à Arménia e a fava do pior segundo lugar teria caído nas mãos da Croácia…

 

GRUPO C – Alemanha 28 pts (Q), Suécia 20 (PO), Áustria 17, Irlanda 14, Cazaquistão 5, Ilhas Feroé 1

A Alemanha foi autoritária neste apuramento, desperdiçando apenas dois pontos, naquele que foi seguramente o melhor jogo de todos os grupos europeus. A vencer por 4-0 aos 56 minutos, não estaria nas previsões de ninguém que a Suécia ainda conseguisse resgatar um ponto em pleno Olímpico de Berlim. Mas foi mesmo o que aconteceu, com o golo da desilusão germânica a surgir aos 90’ 3’.

Os suecos foram a equipa das recuperações, conseguindo pontos em quatro jogos nos quais começaram a perder. Mesmo assim não se livraram de provar do mesmo veneno no jogo de retorno contra os alemães, que encerrou a qualificação. Já com tudo decidido, e depois de estar a vencer por 2-0, a Suécia viria a perder por 3-5.

Apesar de a Áustria ter feito uma qualificação interessante, o lugar no play-off ficou um passo à frente das suas capacidades, enquanto os irlandeses, depois de em 2012 terem participado numa fase final pela primeira vez em dez anos, só conseguiram derrotar os parentes pobres do grupo.

Com 36 golos marcados, a Alemanha teve o melhor ataque da zona europeia.

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por Miran Pavlin às 12:09



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