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CORTE LIMPO

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Terça-feira, 11.02.14

Retrospectiva Qualificação Mundial 2014 - PARTE VI - ÁSIA

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Na zona asiática o Irão de Carlos Queiroz salvou a honra do mundo islâmico, ao tornar-se no único país da Ásia ocidental a qualificar-se. Mas não sem polémica. Uma troca de galhardetes entre Queiroz e o então seleccionador sul-coreano Kang-Hee Choi aqueceu o ambiente para o último e decisivo jogo em casa desta.

Com Queiroz a desejar que o seu homólogo visse o Mundial em casa, e Choi a alegar más condições proporcionadas aos coreanos em Teerão, o Irão venceu em Ulsan com um golo de Ghoochannejad, e permitiu ao técnico português ser levado em ombros em pleno relvado, erguendo uma réplica da Taça.

Choi demitiu-se na sequência da derrota e vai mesmo ver o Mundial no sofá, mas o gesto de Queiroz talvez tenha sido desnecessário, porque a Coreia do Sul também se apurou neste jogo. O Uzbequistão terminou com os mesmos pontos que os orientais, mas não conseguiu marcar golos suficientes para os ultrapassar na recepção final ao Qatar (venceu por 5-1 mas precisava de mais dois golos).

No outro grupo final, Japão e Austrália qualificaram-se – os samurai com mais tranquilidade que os socceroos, para quem parece estar a pesar um certo excesso de veterania. Jordânia e Omã morderam os calcanhares aos australianos até onde puderam, e discutiram o terceiro posto face a face na última jornada. A vitória por 1-0 deu à Jordânia o acesso a um play-off contra o Uzbequistão, onde aí sim fez história.

O favoritismo estava do lado dos ex-soviéticos, e um empate forasteiro (1-1) fez pensar que a porta estava entreaberta. Mas não estava. Numa segunda mão interminável, que incluiu um corte de energia durante o tempo extra e foi até às grandes penalidades, a Jordânia provocou um choque ao vencer o desempate por 9-8.

Terá sido o maior feito da história do futebol daquele país, que foi, no entanto, impotente no play-off intercontinental frente ao Uruguai. A celeste venceu em Amã por 0-5, transformando a segunda mão num pró-forma. O nulo em Montevideu confirmou o Uruguai como sexto representante sul-americano na fase final.

Voltando ao contexto asiático, onde competem nomes tão improváveis como Camboja, Macau, Maldivas, Palestina ou Sri Lanka, foram precisas duas eliminatórias e uma primeira fase de grupos para encontrar os dez que disputaram a quarta fase, cujo desfecho foi analisado acima.

A desilusão maior foi a Arábia Saudita, que depois de quatro presenças consecutivas em fases finais de Mundial, confirmou estar longe das epopeias do passado, ficando-se pela terceira fase. Por aí se quedou também a China, que mesmo sendo o país mais populoso do mundo, continua de costas voltadas para o futebol – pelo menos a nível de selecções, já que em 2013, dois anos depois de finda a campanha mundialista chinesa, o Guangzhou Evergrande sagrou-se campeão asiático de clubes.

Timor-Leste também entrou em prova, na primeira eliminatória, disputada entre Junho e Julho de 2011. Disputando as duas mãos em Catmandu, os timorenses foram eliminados pelo Nepal por um agregado de 7-1.

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por Miran Pavlin às 09:53

Terça-feira, 11.02.14

Retrospectiva Qualificação Mundial 2014 - PARTE V - AMÉRICA DO SUL

sapodesporto

A sempre fascinante zona sul-americana, feita de rivalidades quase centenárias e fortes identidades nacionais, desta vez escreveu-se apenas em castelhano. E a questão que fica no ar no termo deste autêntico campeonato da América do Sul é novamente esta: porque é que o Uruguai acaba sempre em quinto lugar?

Os qualificados vão mudando, mas a celeste continua sem se apurar directamente para a fase final do Mundial desde 1989. Nem mesmo enquanto campeã continental em título, como aconteceu desta vez. Os seis jogos sem vencer, a meio da campanha, numa série que incluiu derrotas gordas com Colômbia (4-0) e Bolívia (4-1), revelaram-se decisivos para os uruguaios, que por alturas da 14.ª jornada tinham até o quinto lugar em risco; quatro vitórias nos últimos cinco jogos, acabaram por garantir o lugar do play-off.

O primeiro posto foi para a Argentina, que apesar do começo a meio gás, conseguiu a qualificação a dois jogos do fim. Depois de vencer o Chile (4-1) no arranque, a albiceleste perderia contra a Venezuela pela primeira vez na história (1-0), averbando de seguida um embaraçoso empate caseiro com a Bolívia (1-1). Seguiram-se seis vitórias, três empates, e já com a liderança consolidada, a vitória em Assunção (2-5) a dois jogos do fim carimbou o bilhete para o Brasil.

Dois pontos atrás ficou a Colômbia, que assim regressa à fase final, onde esteve pela última vez em 1998. Liderados por Radamel Falcao, os cafeteros realizaram uma qualificação interessante, terminando com a melhor defesa (13 golos sofridos em 16 jogos). No entanto, o apuramento esteve longe de ser um passeio, já que as distâncias pontuais para quem vinha atrás não eram grandes. Os colombianos garantiram o apuramento na penúltima jornada, num jogo louco diante do Chile (3-3). À meia hora os chilenos já venciam por 0-3, mas a equipa da casa faria uma recuperação notável, ainda que dois dos golos surgissem de grande penalidade.

O Chile ficou, então, com tudo adiado para o último jogo, onde uma vitória sobre o Equador (2-1) qualificou, curiosamente, ambas as equipas.

Os equatorianos voltaram a fazer do seu Estádio Atahualpa uma fortaleza. É impressionante constatar que 22 dos 25 pontos do Equador foram conquistados no alto dos 2800 metros de Quito – só a Argentina logrou aí empatar – numa campanha para sempre marcada pela tragédia de Christian Benítez, o número 10 da equipa, que faleceu no Qatar, onde jogava.

No lote dos não apurados ficou a Venezuela, que se atreveu a sonhar, mas que viu tudo esfumar-se ao perder o crucial jogo caseiro contra o Uruguai (0-1), quando lhe faltavam disputar três partidas, com a desvantagem de folgar na última jornada.

Apesar do desaire, os venezuelanos ainda foram a tempo de empurrar definitivamente o Peru – que praticamente já não tinha esperanças – para fora das contas, batendo-o por 3-2 na antepenúltima ronda. Já a Bolívia manteve-se como a mais fraca de todas as selecções sul-americanas, vencendo apenas dois jogos, um deles o acima referido (e inesquecível) 4-1 ao campeão Uruguai.

Mesmo fracos, os bolivianos não ficaram em último. Esse posto ficou nas mãos do Paraguai, que bateu no fundo, depois de quatro presenças consecutivas na fase final, apurando-se para a fase a eliminar em três delas. A ida à final da Copa América 2011 acabou por constituir a última paragem de uma geração que levou bem alto o nome do Paraguai. Agora é tempo de reconstrução.

Até porque a qualificação para o Rússia 2018 começa, em princípio, já no próximo ano. E novamente com o Brasil, que desta vez ficou de poltrona à espera de saber quais os vizinhos que receberá em Junho próximo.

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por Miran Pavlin às 09:50



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