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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário



Sexta-feira, 20.06.14

Mundial 2014 - Jogos de 19 Junho

sapodesporto

GRUPO C – Estádio Nacional, Brasília

COLÔMBIA                     2 (James Rodríguez 64’, Quintero 70’)

COSTA DO MARFIM       1 (Gervinho 73’)

Quem vencesse ficava com pé e meio na fase a eliminar, e foi a Colômbia quem juntou mais um argumento à sua candidatura a equipa-sensação deste Mundial.

A primeira parte do desafio, contudo, foi morna, sem que as equipas dessem grandes espaços uma à outra. Na segunda metade a Colômbia cresceu no jogo, e chegou a uma boa vantagem no espaço de seis minutos, mas os elefantes reagiram de pronto, num bom lance individual de Gervinho, relançando a partida.

Até final a Costa do Marfim ameaçou o empate em várias ocasiões, mas os milhares de adeptos cafeteros que estiveram em Brasília puderam mesmo festejar. O resultado do Japão-Grécia definirá o que fica em jogo na última jornada.

 

GRUPO D – Arena de São Paulo, São Paulo

URUGUAI           2 (Luis Suárez 39’, 85’)

INGLATERRA     1 (Rooney 75’)

O jogo era vital para ambas as formações, que em caso de derrota teriam que ficar agarradas à calculadora. E foi um dos melhores jogos até agora; intenso, emotivo, num ambiente excepcional.

Os ingleses não precisariam de aviso para o perigo que Luis Suárez representa, já que o avançado alinha no Liverpool e foi Bota de Ouro ex æquo com Cristiano Ronaldo em 2013/14, mas foi ele mesmo o herói do jogo, ao apontar os dois golos da celeste. Rooney também poderia ter bisado, mas o seu cabeceamento na pequena área, ainda na primeira parte, bateu no ferro.

A Inglaterra está no Mundial por um fio, e aguarda pelo resultado da outra partida do grupo para saber se pode ir começando a fazer as malas; o Uruguai pode respirar melhor.

 

GRUPO C – Estádio das Dunas, Natal

JAPÃO                  0

GRÉCIA                0

Japão e Grécia não foram além de um nulo, num jogo monótono, que a única coisa que decidiu foi que a Colômbia se apura para os oitavos-de-final.

Os gregos, mais fortes fisicamente, não precisavam de fazer o jogo físico que apresentaram, e que valeu a expulsão de Katsouranis ainda antes do intervalo. Seria nesses minutos até ao descanso que a Grécia criaria alguns lances de perigo, nomeadamente pelo inconformado Torosidis, mas na segunda parte regressaria à sua já tradicional estratégia defensiva.

Com muita entrega, mas também muitas limitações, os japoneses procuraram o golo durante praticamente toda a segunda parte, mas sem sucesso, faltando-lhes um pouco do estofo que a versão de 2010 tinha.

O resultado deixa ambos os conjuntos ligados à máquina.

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por Miran Pavlin às 12:00

Quinta-feira, 19.06.14

Mundial 2014 - Jogos de 18 Junho

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GRUPO B – Estádio Beira-Rio, Porto Alegre

AUSTRÁLIA        2 (Cahill 21’, Jedinak (P) 54’)

HOLANDA          3 (Robben 20’, van Persie 58’, Depay 65’)

A Holanda poderia pensar que os restantes jogos do grupo seriam fáceis, depois da goleada sobre a Espanha, mas a Austrália tratou de mostrar que nada é fácil num Mundial.

O jogo despertou à passagem dos vinte minutos, com um golo para cada lado – o de Cahill é um golaço – que espevitou os socceroos, que fizeram um jogo bastante melhor que na estreia. Mostraram mais ideias, causaram mais perigo nas idas ao ataque, e estiveram mesmo em vantagem, quando Jedinak converteu uma grande penalidade.

A sobranceira Holanda focou-se, e dez minutos depois já vencia por 2-3, com Ryan a ser muito mal batido no terceiro golo, que seria final, significando que a Holanda é a primeira equipa a garantir os oitavos-de-final, e a Austrália a primeira a saber que não passará da fase de grupos.

 

GRUPO B – Estádio Maracanã, Rio de Janeiro

ESPANHA           0

CHILE                 2 (Vargas 20’, Aránguiz 43’)

No mesmo dia em que Filipe VI foi proclamado novo Rei de Espanha, também o futebol ficou a saber que terá um novo rei. O sólido Chile, que realizou uma exibição de grande classe, atirou a Espanha para fora do Mundial, ao mesmo tempo que garantiu a sua própria passagem aos oitavos-de-final.

A roja não foi capaz de encontrar a confiança no seu futebol perdida no desastre de Salvador, e cedeu novamente, perante a outra roja, que segue num estado de espírito diferente, ficando no ar a ideia de final de um ciclo que certamente ficará gravado na história do futebol durante décadas. Busquets desperdiçou a oportunidade mais clara de golo que a Espanha teve, rematando ao lado quando tinha a baliza à sua mercê.

Diego Costa foi um fracasso, e ficou também à vista que a renovação da selecção espanhola terá que passar não apenas pelo avançado, mas também por quem lhe faz chegar a bola.

 

GRUPO A – Arena Amazónia, Manaus

CAMARÕES        0

CROÁCIA           4 (Olić 11’, Perišić 48’, Mandžukić 61’, 73’)

A Croácia goleou e eliminou os Camarões, num jogo sem grande história, como o resultado documenta.

Mais preocupados com os prémios de jogo do que com o futebol jogado, e possivelmente com questões internas por resolver, a avaliar pelo desaguisado em campo entre Assou-Ekotto e Moukandjo, os camaroneses desperdiçam mais um Mundial, mantendo a senda de 1990 como uma distante memória. Os leões indomáveis sofreram o primeiro golo logo aos 11 minutos, e acabaram por desmoronar-se na segunda parte.

O empate no outro jogo do grupo permite à Croácia reentrar na discussão pelo segundo lugar, tendo agora um jogo de tudo-ou-nada contra o México.

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por Miran Pavlin às 12:00

Quarta-feira, 18.06.14

Mundial 2014 - Jogos de 17 Junho

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GRUPO H – Estádio Mineirão, Belo Horizonte

BÉLGICA              2 (Fellaini 70’, Mertens 80’)

ARGÉLIA              1 (Feghouli (P) 25’)

Fotocópia do Suíça-Equador? Apenas na marcha do marcador e no facto de os golos da vitória da equipa que vestia de vermelho terem sido apontados por suplentes, porque em futebol jogado foi bastante diferente. Se essa partida do grupo E foi disputada numa toada atacante, aqui as equipas optaram por uma abordagem mais defensiva.

Era o regresso da Bélgica às fases finais após 12 anos de ausência, e talvez isso justifique o futebol inibido, por vezes hesitante, que os diabos vermelhos apresentaram.

A Argélia adaptou-se bem a esse tipo de jogo, mantendo um coeso bloco defensivo que retirava espaço de manobra ao adversário. Numa das suas poucas incursões ofensivas beneficiou de uma grande penalidade por uma falta porventura desnecessária de Vertonghen. Feghouli converteu o castigo e os raposas do deserto simplesmente continuaram o que estavam a fazer, mas não conseguiriam aguentar a vantagem.

O banco belga acabaria por ser a solução do encontro. Fellaini marcou de cabeça cinco minutos depois de entrar, e Mertens carimbaria a reviravolta a dez minutos do fim, permitindo à Bélgica somar os três pontos de uma estreia aguardada, mas que deixou a desejar.

 

GRUPO A – Estádio Castelão, Fortaleza

BRASIL                0

MÉXICO               0

Guillermo Ochoa. O nome do guarda-redes mexicano é indissociável da história deste jogo, já que foi ele o responsável pela não utilização do marcador.

Numa partida de forte dimensão táctica o México teve períodos, especialmente no início da segunda parte, em que colocou os anfitriões em sentido, mas as melhores oportunidades foram do Brasil. O desgaste físico começou a tomar conta dos mexicanos nos minutos finais, e foi aí que Ochoa brilhou com as defesas apertadas que o colocaram na história do jogo.

O apito final chegaria sem golos, mas não sem que o México mostrasse que ainda tinha forças para obrigar a atenções redobradas na defensiva canarinha.

Nos últimos nove jogos oficiais entre as duas selecções, remontando à Copa América 2001, o Brasil apenas venceu dois, na Copa América 2007 e na Taça das Confederações 2013.

 

GRUPO H – Arena Pantanal, Cuiabá

RÚSSIA                                1 (Kerzhakov 74’)

COREIA DO SUL                  1 (Keun-Ho Lee 68’)

Talvez o segredo esteja mesmo no banco. Dois golos, ambos obtidos por suplentes lançados minutos antes. Num jogo em que as defesas ameaçavam ser sempre melhores que os ataques, a muralha abriu quando Akinfeev deu um frango que deixou a Rússia em desvantagem, ao tentar parar um remate à figura. Seis minutos mais tarde, Kerzhakov aproveitou uma bola que o guardião sul-coreano não conseguiu segurar para restabelecer a igualdade.

O espaço entre golos foi o melhor de uma partida disputada com entrega, mas que por vezes caiu na monotonia. Talvez o nervosismo do primeiro jogo se tenha feito notar, principalmente no caso da Rússia, que não jogava na fase final do Mundial há 12 anos.

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por Miran Pavlin às 12:00

Terça-feira, 17.06.14

Mundial 2014 - Jogos de 16 Junho

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GRUPO G – Arena Fonte Nova, Salvador

ALEMANHA       4 (Müller (P) 12’, Hummels 32’, Müller 45’+1’, Müller 78’)

PORTUGAL       0

Já é tradição a Alemanha iniciar o Mundial marcando, no mínimo, quatro golos. Assim é desde 2002, e a surpresa desta vez é o nome da vítima ser Portugal. A Mannschaft esteve intratável, e vê abrirem-se perspectivas de mais uma longa campanha no Mundial.

Já os lusos fizeram uma exibição sofrível, autoflagelaram-se com a expulsão de Pepe, viram Hugo Almeida e Fábio Coentrão sair por lesão – este já na segunda parte – e chegaram ao intervalo a perder por 3-0, evaporando a margem de erro que pudessem ter para os restantes jogos de um grupo que não se antevê fácil.

 

GRUPO F – Arena da Baixada, Curitiba

IRÃO                    0

NIGÉRIA              0

Foi o espectáculo mais pobre até agora. Sem golos, com muitos passes falhados, futebol desarticulado e poucas oportunidades claras.

Terá saído mais satisfeito o Irão de Carlos Queiroz, menos cotado, e que assim contornou, na medida do possível, as previsões mais fatalistas que lhe apontam.

A campeã africana Nigéria, que chega sempre ao Mundial debaixo de grandes expectativas, continua sem vencer um jogo em fases finais de Mundial desde 1998 (3-2 contra a Espanha), e agora que o grau de dificuldade vai subir, tem forçosamente de ser mais esclarecida na posse de bola, sob pena de a porta da fase a eliminar se fechar.

Houve assobios no final da partida. Pelo título que ostenta talvez a Nigéria os mereça, mas não o Irão.

 

GRUPO G – Estádio das Dunas, Natal

GANA                                1 (Andre Ayew 82’)

ESTADOS UNIDOS           2 (Dempsey 1’, Brooks 86’)

Este jogo não foi um; foram três. Um que começou com o apito inicial, outro que começou depois do primeiro golo dos Estados Unidos, e foi ainda outro jogo após o empate ganês.

Ter marcado logo aos 30 segundos fez com que os Estados Unidos adoptassem uma postura de contra-ataque, com enfoque progressivamente maior na organização defensiva. O Gana teve o grosso da posse de bola, atacou quase sem descanso, evidenciando uma incrível condição física, e acabou por ver o esforço premiado a oito minutos do final com o golo de Andre Ayew.

Justiça feita? Sim. Tónico para o ataque final? Nem por isso. Os norte-americanos, que andaram recolhidos durante praticamente todo o segundo tempo, beneficiaram de um canto numa das suas poucas saídas ao ataque, e na cobrança o central Brooks apareceu na área a cabecear certeiro.

Um soco no estômago do Gana, que ainda tentou um último assomo, mas sem sucesso. O grupo G promete.

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por Miran Pavlin às 12:00

Segunda-feira, 16.06.14

Mundial 2014 - Jogos de 15 Junho

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GRUPO E – Estádio Nacional, Brasília

SUÍÇA                2 (Mehmedi 48’, Seferović 90’+3’)

EQUADOR          1 (Enner Valencia 22’)

O arranque do grupo E foi pautado pelo equilíbrio. Metro a metro, jogada a jogada, as equipas equivaleram-se, num jogo disputado ao ataque, e com grande entrega. O Equador chegou ao intervalo a sorrir, mas seria a Suíça a rir por último. Os europeus, contudo, precisaram de ir ao banco de suplentes buscar a chave que abriria as portas do triunfo.

Lançado para a segunda parte, Mehmedi igualou a contenda num lance tirado a papel químico do golo equatoriano, ao aparecer na zona fatal a cabecear após cruzamento da esquerda. O equilíbrio manteve-se até aos segundos finais, quando o outro homem que Hitzfeld fez entrar iludiu a marcação do Equador e atirou a contar.

A festa foi helvética, e impediu que se registasse a primeira igualdade neste Mundial.

 

GRUPO E – Estádio Beira-Rio, Porto Alegre

FRANÇA             3 (Benzema (P) 45’, Valladares (PB) 48’, Benzema 72’)

HONDURAS       0

Desde 1998 que a França não entrava no Mundial com uma vitória. Conseguiu-o finalmente, à custa de uma frágil equipa das Honduras, que praticou um jogo muito físico, com algumas entradas ríspidas à mistura.

Apesar disso, a França controlou todo o encontro, e viu a vida ficar mais facilitada perto do descanso, quando Wilson Palacios cometeu grande penalidade e acumulou amarelos. A abrir o segundo tempo surgiu o 2-0, naquele que foi o primeiro lance a precisar de tecnologia de linha de golo.

A nova funcionalidade da FIFA decretou que a bola cruzou a linha de golo na totalidade, mas as imagens televisivas, de vários ângulos, não dão essa ideia. O golo seria atribuído a Noel Valladares, na própria baliza, o que impediu Benzema de iniciar a campanha mundialista com um hat-trick, já que tinha sido ele o autor do remate cujo ressalto na trave o guardião hondurenho não conseguiu deter.

A França averbou então uma vitória tranquila, enquanto as Honduras ficam com vida muito difícil.

 

GRUPO F – Estádio Maracanã, Rio de Janeiro

ARGENTINA       2 (Kolašinac (PB) 3’, Messi 65’)

BÓSNIA-H.        1 (Ibišević 85’)

Dos principais pretendentes à vitória final, a Argentina terá sido o que teve o arranque mais sólido. Sem deslumbrar, contudo, a albiceleste montou uma teia defensiva à qual a estreante Bósnia teve muitas dificuldades em responder.

Começar com um autogolo logo aos três minutos não foi a melhor maneira de a Bósnia assinalar o seu primeiro jogo em fases finais, e ajudou a Argentina a impor a sua lei, ou pelo menos a controlar o jogo, mantendo-o em lume brando.

A Bósnia demorou a esquecer o deslize inicial e a aparecer no jogo. Só na segunda parte o conjunto europeu começou a pressionar mais assiduamente o sector recuado da Argentina, mas sem conseguir incomodar seriamente Romero. O golo bósnio surgiria mesmo, a cinco minutos do fim, quando Ibišević irrompeu pela esquerda e colocou a bola por entre as pernas de Romero, que saíra dos postes para fechar o ângulo.

Já era tarde. Antes disso já Messi, numa transição rápida do ataque argentino, tinha marcado o seu primeiro golo mundialista desde que em 2006, prestes a fazer 19 anos, marcou à Sérvia e Montenegro.

A Argentina, dada a pouca dificuldade teórica do seu grupo, pode ter aberto aqui o caminho para os oitavos-de-final.

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por Miran Pavlin às 12:00

Domingo, 15.06.14

Mundial 2014 - Jogos de 14 Junho

sapodesporto

GRUPO C – Estádio Mineirão, Belo Horizonte

COLÔMBIA         3 (Armero 5’, Gutiérrez 58’, James Rodríguez 90’+3’)

GRÉCIA               0

A Colômbia regressa ao Mundial, 16 anos depois da última presença, mas não se pode dizer que tenha precisado de adaptação. A vitória sobre os gregos foi categórica.

O golo madrugador de Armero tranquilizou os cafeteros, e impeliu-os para uma exibição convincente, como que a avisar os mais distraídos que a Colômbia não está no Mundial apenas para participar.

A Grécia apresentou-se demasiado semelhante ao que já se vira em competições anteriores. À falta de ideias ofensivas, recua e espera que as oportunidades caiam do céu. Gekas teve na cabeça o único lance de perigo dos helénicos, mas a bola bateu com estrondo na trave.

Pelo jogo conseguido, a Colômbia promete, e nem se deu pela falta de Falcao. Já a Grécia tem agora que arrepiar caminho.

 

GRUPO D – Estádio Castelão, Fortaleza

URUGUAI           1 (Cavani (P) 23’)

COSTA RICA      3 (Campbell 54’, Duarte 57’, Ureña 84’)

O Uruguai apresenta-se no Brasil com praticamente a mesma equipa que atingiu um brilhante quarto lugar na África do Sul. Quatro anos mais velha, a celeste tem pela frente o grupo da morte, e o arranque foi comprometedor. A Costa Rica, tida como parente pobre do grupo, operou uma sensacional reviravolta, naquela que é a primeira surpresa deste Mundial.

Talvez o Uruguai tenha confiado em excesso nas sentenças de morte traçadas antecipadamente aos ticos, especialmente depois de se ver em vantagem no marcador. Nos primeiros minutos do segundo tempo a Costa Rica fez dois golos de rajada, que atordoaram a celeste, ao ponto de não conseguir reentrar no jogo. Já perto do fim a Costa Rica colocaria o resultado fora de questão com o terceiro golo.

Para ambas as equipas, contudo, os testes mais sérios ainda estão para vir.

 

GRUPO D – Arena Amazónia, Manaus

INGLATERRA     1 (Sturridge 37’)

ITÁLIA               2 (Marchisio 35’, Balotelli 50’)

Ingleses e italianos entraram em prova oferecendo um excelente espectáculo de futebol, no calor e humidade da selva amazónica. Jogando com vontade, e sem a carga defensiva que estes encontros por vezes têm, houve oportunidades em ambas as balizas, e só a caminho dos minutos finais a intensidade decresceu.

A Inglaterra reagiu de pronto ao primeiro golo italiano, mas não foi capaz de fazer o mesmo após o cabeceamento certeiro de Balotelli, apesar de ter criado vários lances de perigo nos minutos subsequentes. O progressivo desgaste dos ingleses acabou por tornar o jogo mais confortável para a Itália, que ainda viu a barra devolver um soberbo livre de Pirlo, já na compensação. Teria sido um golão.

Ainda assim, foi admirável a disponibilidade física dos atletas, que debaixo de condições climáticas nada habituais para europeus, mantiveram a intensidade do jogo durante bastantes mais minutos do que seria de esperar.

 

GRUPO C – Arena Pernambuco, Recife

COSTA DO MARFIM       2 (Bony 64’, Gervinho 66’)

JAPÃO                            1 (Honda 16’)

O jogo valeu principalmente pela segunda parte, já que os primeiros 45 minutos foram mornos, pontuados pelo bom golo de Honda, que apareceu sem que nada o fizesse prever. A vantagem levou a que o domínio fosse japonês, mas o intervalo quebrou-o.

Mais mexida depois do descanso, a Costa do Marfim começou a remeter o Japão para a defesa, e o rumo do jogo mudaria definitivamente com a entrada do mítico Didier Drogba. Escassos quatro minutos mais tarde os elefantes já estavam na frente do marcador, em dois golos que pareceram fotocopiados – cruzamentos da direita, com desvio à frente da baliza. O golpe foi forte, e o Japão não mais conseguiu inclinar o tabuleiro para o seu lado.

Depois de dois mundiais ingratos, a Costa do Marfim tem agora uma séria hipótese de seguir em frente. O primeiro passo está dado.

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por Miran Pavlin às 12:00

Sábado, 14.06.14

Mundial 2014 - Jogos de 13 Junho

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GRUPO A – Estádio das Dunas, Natal

MÉXICO               1 (Peralta, 61’)

CAMARÕES        0

Debaixo da chuva de Natal, o México entrou no Mundial a vencer, em mais uma partida que não fica isenta de polémica. O México teve dois golos mal invalidados, que podiam ter custado caro, não fosse Peralta ter facturado no único desequilíbrio que os centro-americanos criaram na defensiva camaronesa.

Os leões indomáveis, por sua vez, tiveram apenas dois lances de perigo em todo o jogo. Eto’o rematou centímetros ao lado do poste direito de Ochoa, ainda na primeira parte; já sobre o apito final ainda haveria um cabeceamento perigoso de Moukandjo, que Ochoa segurou firme.

O ascendente mexicano no segundo tempo justificou a vitória, depois de um primeiro parcial dividido, sem grandes aberturas de parte a parte.

A tri entra com o pé direito na fase final, depois de uma qualificação em que esteve com o coração nas mãos, e só no play-off se apurou.

 

GRUPO B – Arena Fonte Nova, Salvador

ESPANHA           1 (Xabi Alonso (P), 27’)

HOLANDA          5 (van Persie 44’, Robben 53’, de Vrij 64’, van Persie 72’, Robben 80’)

O tiki-taka morreu. Ou então está muito doente. Nunca um campeão mundial iniciara a defesa do título com uma derrota tão pesada.

No entanto, a primeira parte não apontava nesse sentido. Foi a Espanha quem teve o controlo do jogo, especialmente após ter chegado ao golo, enquanto a Holanda, ainda que matreira, tinha pouca bola e apostava quer em contra-ataques, quer no jogo directo para van Persie.

Em cima do intervalo o rumo dos acontecimentos começou a mudar, com o referido van Persie a marcar um golaço, num chamado salto de peixe, após passe longo, pelo ar, de Blind.

O castelo de cartas espanhol desmoronou-se não tanto com este golo, mas sim quando Robben, no primeiro lance de perigo do segundo tempo, materializou a cambalhota no marcador. A Espanha desapareceu do mapa e a Holanda galvanizou-se, até chegar a números históricos, se bem que o terceiro golo deixe dúvidas, tanto na falta assinalada a Piqué, como na acção sobre Casillas que permitiria a de Vrij desviar em cima da linha.

Polémica à parte, os dois homens mais avançados da selecção laranja tiveram uma noite de sonho, infligindo quase a solo a pior derrota da roja em 50 anos. Robben deixou mesmo Casillas de gatas à procura da bola no quinto golo.

O real significado deste resultado só se saberá à luz dos jogos seguintes.

 

GRUPO B – Arena Pantanal, Cuiabá

CHILE                    3 (Alexis Sánchez 12’, Valdívia 14’, Beausejour 90’+2’)

AUSTRÁLIA        1 (Cahill 35’)

Tal como há quatro anos, o Chile entra no Mundial a vencer, somando três importantes pontos antes de medir forças com as selecções europeias do grupo.

O início chileno foi forte, e ao quarto de hora já vencia por 2-0. As limitações dos socceroos foram bem visíveis, com um futebol lento e previsível, baseado no contra-ataque e em bolas longas à procura do veterano Tim Cahill, autêntico farol de uma equipa em construção para a Taça Asiática que a Austrália recebe em Janeiro próximo.

Com uma equipa mais consolidada, o Chile raramente perdeu o controlo do jogo, nem mesmo depois do golo australiano, numa cabeçada certeira precisamente de Cahill. Terá sido o único lance com princípio, meio e fim que a Austrália elaborou.

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por Miran Pavlin às 12:00

Sexta-feira, 13.06.14

Mundial 2014 - Jogo de Abertura - 12 Junho

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GRUPO A – Arena de São Paulo, São Paulo

BRASIL                 3 (Neymar 29’, Neymar (P) 71’, Óscar 90’+1’)

CROÁCIA             1 (Marcelo (PB) 11’)

Aquele que ameaça ser o Mundial dos protestos começou justamente com motivos para isso, mas apenas do lado da Croácia, a propósito da grande penalidade que consumou a reviravolta do escrete. E não só, já que o juiz japonês Yuichi Nishimura acumulou outras decisões controversas, umas mais visíveis que outras, em prejuízo da Croácia.

Os donos da casa entraram a ganhar, mas não com a facilidade que o resultado quiçá indique. A Croácia foi uma equipa muito organizada durante praticamente todo o jogo, e enquanto pôde não se rendeu ao maior poderio teórico dos seus adversários.

Os croatas estiveram na frente do marcador, e só ficaram fora da discussão pelo resultado nos descontos, quando esticaram a manta à procura do 2-2 e acabaram por destapar os pés. Em contra-ataque o Brasil fez o 3-1, num lance que também deixou dúvidas, aquando da recuperação de bola a meio-campo.

Talvez o Brasil não contasse com uma Croácia tão aguerrida; ou talvez tenha acusado o nervosismo da estreia no aguardado Mundial como anfitrião, com Marcelo a marcar na própria baliza ao fim de onze minutos. Em vantagem os brasileiros demoraram a matar o jogo, quase não o faziam, e depositaram a sua confiança em Neymar. A estrela correspondeu, embora tenha manchado a exibição com uma cotovelada num adversário, que passou em claro.

Já vem sendo hábito o jogo de abertura do Mundial ser interessante de seguir. Que seja um mote para o resto da competição.

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por Miran Pavlin às 12:00

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