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CORTE LIMPO

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Quinta-feira, 28.08.14

Liga dos Campeões – Antevisão grupo H

sapodesporto

O sorteio da Liga dos Campeões foi amigo do FC Porto por não lhe pôr nenhum tubarão no caminho, castigador por obrigar a duas viagens ao leste do continente, e ainda caprichoso por colocar o treinador frente-a-frente com um clube geograficamente próximo das suas raízes.

A generalidade das pessoas pensará que é bom evitar gigantes nesta prova, mas no caso do FC Porto, e face ao seu estatuto, isso aumenta imediatamente a pressão sobre a equipa. Perante Shakhtar Donetsk, Athletic Bilbao e BATE Borisov a obrigação é só uma: passar em primeiro.

Um grupo que não inclua um nome de respeito encerra outras particularidades. Qualquer equipa pode potencialmente roubar pontos às outras tornando-o num inferno, ao mesmo tempo que pode conduzir o teórico favorito a excessos de confiança que nunca são bons – como se verificou em 2011/12, quando o FC Porto ficou em terceiro lugar atrás de APOEL e Zenit, vencendo apenas os jogos com este mesmo Shakhtar.

Todo o cuidado será pouco, uma vez que, infelizmente, o conflito na Ucrânia pode dar uma certa margem não só ao FC Porto, mas também às outras equipas, tendo provocado o desmembramento da boa equipa que o Shakhtar teve nos anos recentes e obrigando os mineiros a fazer os jogos caseiros no oeste do país, longe da belíssima e majestosa Donbass Arena, que inclusivamente sofreu danos. Uma pena que o FC Porto não possa voltar a um dos estádios mais modernos da Europa.

Porém, não será por isso que o FC Porto não visitará um estádio ainda a cheirar a tinta. O Nuevo San Mamés, a novíssima casa do Athletic promete ser uma arma, juntamente com o espírito de uma equipa que traz consigo a mística de só aceitar jogadores bascos. Motivação não lhes faltará na sua primeira aventura na Champions em 16 anos, e não deverá ser necessário recordar que ainda há escassas três épocas os leões de Bilbau foram à final da Liga Europa, com Paris SG, Manchester United, Schalke 04 e Sporting entre as vítimas. Só Falcao os travou.

FC Porto e Athletic reeditam o primeiro confronto europeu das suas histórias, ocorrido na jurássica época 1956/57.

Também o BATE Borisov poderá ser uma ameaça. O octocampeão bielorrusso já ultrapassou em número de títulos o Dinamo Minsk e assume-se como a maior força do futebol daquele país. Chega à fase de grupos com o ritmo competitivo de um campeonato que começou em Março e encarará a presença sem quaisquer pressões, o que certamente jogará a seu favor.

Além disso, pela primeira vez o sorteio foi meigo – cruzou-se com Real Madrid e Juventus em 2008/09, Barcelona e Milan em 2011/12 – e o BATE até é mais experiente na prova do que outro dos integrantes do grupo, pois é a sua quarta presença contra duas do Athletic. Reforçando o que foi escrito acima, todo o cuidado é pouco, até porque um olhar pelo histórico europeu do BATE revela que Juventus, Milan e Bayern Munique não conseguiram vencer na Bielorrússia, e nomes como Anderlecht, Everton e – curiosamente – Lille foram mesmo surpreendidos em casa no passado.

Mas o passado não joga, como se sabe. No presente o FC Porto tem todas as condições para ultrapassar este grupo H com maior ou menor dificuldade. Caso tenha sucesso, possivelmente ficará por esclarecer de que estofo é feita esta equipa do FC Porto devido a um factor específico: a falta do tal tubarão que a ponha à prova.

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por Miran Pavlin às 22:30



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