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CORTE LIMPO



Domingo, 21.09.14

I Liga, 5.ª jornada – FC Porto 0-0 Boavista FC – A não-questão

sapodesporto

Petit avisou: “vamos tentar jogar em blocos baixos e tentar sair em transições rápidas”. E assim foi. O FC Porto terminou com 82% de posse de bola e fez 15 remates contra dois do Boavista – embora apenas quatro tenham ido à baliza –, mas a expulsão de Maicon foi um tiro no pé que apenas veio ajudar à estratégia dos axadrezados.

O resultado final foi um nulo que veio lembrar a todos os que projectavam que o Boavista teria muitas dificuldades perante o FC Porto, que um dérbi é sempre um dérbi. Não importa a capacidade teórica das equipas.

O Boavista foi, contudo, inócuo em termos ofensivos. Andrés Fernández, em estreia na baliza do FC Porto, não foi posto à prova uma única vez. Do outro lado, o FC Porto não desistiu de procurar a brecha na muralha boavisteira, mas ela não apareceu, numa noite de pouca inspiração dos atacantes portistas.

Pode mesmo dizer-se que os dragões apenas construíram meia oportunidade de golo. Ainda a jogar com onze, Tello, num contra-ataque de dois para um, viu o seu passe rasteiro para Brahimi ficar preso numa zona empapada junto à marca de grande penalidade. Ninguém garante que seria golo, mas Brahimi poderia desfrutar de um remate sem oposição.

A oportunidade gorou-se, e minutos depois Maicon ia para o balneário mais cedo. Foi óptimo para o Boavista, que passaria então a dispor de mais um homem que o adversário para tapar os caminhos da sua baliza.

O empate motivou questões sobre a rotatividade posta em prática por Julen Lopetegui. Isso não passa de uma não-questão. Caso o FC Porto tivesse vencido, tanto esta noite como em Guimarães, os analistas diriam que os azuis-e-brancos dispunham de um plantel recheado de opções válidas, que entravam e saíam da equipa sem que se notassem flutuações no rendimento colectivo.

A questão essencial é que a segunda igualdade consecutiva deixa o FC Porto a fazer contas mais cedo do que seria esperado, apagando o bom início de campeonato, e até a goleada da partida anterior, ao mesmo tempo que aumenta exponencialmente a pressão. Numa temporada em que os adeptos portistas esperam uma resposta convincente, e tendo em conta o avultado investimento feito em contratações, haverá tolerância zero para sequências de maus resultados.

Com isto o Boavista decerto deixará de ser tido como praticamente um novato nas andanças da I Liga. O xadrez está mesmo de volta, ainda que do seu passado soalheiro só restem Fary e Petit, agora como treinador.

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por Miran Pavlin às 23:50



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