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CORTE LIMPO

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Domingo, 30.11.14

I Liga, 11.ª jornada - FC Porto 5-0 Rio Ave FC - Enganador

Por vezes diz-se que “o resultado só surpreende quem não viu o jogo”. Desta vez é ao contrário: só ficou surpreendido quem o viu. A robustez do resultado é enganadora, na medida em que o Rio Ave, com as armas que tem, procurou fazer o jogo pelo jogo, em vez de se encostar à defesa esperando as investidas do adversário. Seria esse o caminho mais rápido para o 5-0. Pelo menos esta noite, já que o FC Porto entrou afoito, trocando a bola com precisão e em progressão.

Caso tivesse encontrado um Rio Ave fechado, o FC Porto poderia ter chegado ao golo logo aí, mas os homens de Vila do Conde não vieram ao Dragão só para defender. Sempre que tinham a bola abriam-se na tentativa de empurrar a acção para a zona mais recuada dos dragões, e diga-se que até tiveram algum sucesso, conseguindo sete pontapés de canto e forçando Fabiano a algumas defesas mais apertadas ao longo do jogo.

Sobretudo em remates de longe, pois perigo inequívoco em frente às balizas foi coisa que esteve arredia. A intensidade do futebol portista foi decrescendo até ao intervalo, mas no reatamento os mais atrasados nem terão conseguido regressar ao lugar – ou ao sofá – a tempo de ver Tello inaugurar o marcador.

Estavam jogados 47 minutos. Embora tenha feito uma melhor segunda parte, o FC Porto não acelerou o ritmo para resolver o encontro; o Rio Ave também não desistiu da matriz de jogo que trazia, evitando assim que o espectáculo se tornasse enfadonho. O chamado “golo da tranquilidade” apareceria a 12 minutos dos descontos, quando Jackson aproveitou um erro da defensiva contrária para trazer a bola até à carreira de tiro e rematar de longe.

Estava encontrado o vencedor. Mas o marcador assinalava apenas 2-0. Como se desmoronou o Rio Ave, então? Com um golpe de sorte do FC Porto, aos 89 minutos. Alex Sandro, imagine-se, levou a bola até à área, mas adiantou-a demais, permitindo que Marcelo aliviasse… contra o próprio Alex Sandro, com o ressalto a ir directo para o fundo das redes. Os vila-condenses só aqui desapareceram do jogo.

Óliver carimbou a sua excelente exibição com o 4-0 (90’+1’), a passe de Quintero, e Danilo, que tanto tinha procurado, acabou por encontrar o caminho do golo, numa cavalgada finalizada com um potente remate ao ângulo (90’+3’). Pela primeira vez na história Danilo candidatou-se a melhor em campo do FC Porto. O que não vale um Dragão de Ouro…

Os números da vitória moralizam, mas mais não fazem que manter o FC Porto na peugada de Benfica e Vitória de Guimarães. É importante não desarmar, em vésperas do confronto directo entre dragões e águias.

Um último comentário sobre o jogo: o FC Porto envergou a famigerada camisola de cor-de-rosa. Não o voltem a fazer, por favor. É horrível.

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por Miran Pavlin às 23:55



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