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CORTE LIMPO

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Domingo, 25.01.15

I Liga, 18.ª jornada – CS Marítimo 1-0 FC Porto – O peso da história

Uma frase apenas define este jogo: uma das equipas passou imenso tempo no meio-campo adversário e teve diversas oportunidades de golo, mas venceu aquela que foi só uma vez à baliza. Para mal dos seus pecados, foi o FC Porto que ficou no lado errado do resultado.

Pode mesmo dizer-se que os dragões foram vergados pelo peso da história. Quiçá mais do que no Estoril, é no terreno do Marítimo que todos os fantasmas portistas ressurgem. Contando já com esta época, o FC Porto só venceu metade das últimas dez deslocações a casa dos verde-rubros – o triunfo mais recente foi em 2011/12.

O FC Porto apenas começou a carburar na segunda parte, muito por culpa de mais uma experiência de Julen Lopetegui, que deixou Tello no banco para apostar em Quintero a extremo. A posição não beneficia o jogo do jovem colombiano e o prejuízo na manobra ofensiva portista foi evidente. O primeiro remate à baliza, ainda que à figura, demorou 25 minutos a aparecer.

Quintero deu o lugar a Tello ao intervalo e o FC Porto começou a criar mais perigo. Continuou a ter mais posse de bola e domínio territorial, e conquistou uma dezena de pontapés de canto, mas teve em Salin um obstáculo de peso. O guarda-redes francês esteve inspirado, negando diversos lances, incluindo a mais clara oportunidade de todas, quando Martins Indi, a dois metros do golo, não acertou a recarga a uma defesa incompleta. Antes disso já tinha havido um remate de Tello ao poste, na única vez em que um passe de ruptura permitiu uma desmarcação por entre os centrais.

Todo o esforço do FC Porto foi inútil, por via do golo de Bruno Gallo aos 32 minutos. O Marítimo não mais visou a baliza de Fabiano; o seu mérito esteve apenas e só na tenacidade defensiva. Tapando os espaços por onde as movimentações adversárias poderiam passar, e com alguma virilidade à mistura, os insulares impediram o FC Porto de fazer o seu jogo, e nem a expulsão de Raul Silva, já perto da recta final do jogo, os fez tremer.

As consequências desta derrota podem ser dramáticas para o FC Porto, tendo em conta que o Sporting se aproximou perigosamente e que o Benfica pode cavar uma distância de nove pontos caso vença amanhã. Por muito que este seja o primeiro ano de uma nova etapa – como escrevi na antevisão da época – e que os Barreiros sejam quase a kryptonite do FC Porto, a justificação lopeteguiana a cada desaire não convence. Dizer que “é futebol” não chega. Falta no FC Porto alguém que exorte os jogadores a superarem-se em nome do clube.

O sinal de perigo que desde Dezembro acompanha o FC Porto aumentou exponencialmente de tamanho.

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por Miran Pavlin às 22:25



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