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CORTE LIMPO

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Sábado, 18.04.15

Liga NOS, 29.ª jornada – FC Porto 1-0 A Académica Coimbra – De passagem

Na antevisão ao jogo, Julen Lopetegui queixou-se de a Liga não ter permitido que fosse adiado. O motivo era mais que válido, uma vez que o jogo surgia encravado entre as duas mãos de uma tão exigente quanto importante eliminatória europeia. Contudo, e vistas bem as coisas, a reclamação chega bastante tarde, uma vez que o calendário da UEFA para esta época saiu em Maio de 2014 e o da Liga NOS é conhecido desde Julho último.

Daí que a bola tenha mesmo rolado no fim-de-semana previsto, e o onze que subiu ao relvado do Dragão não deixou dúvidas quanto às prioridades do FC Porto neste momento em particular. Nomes como José Ángel, Ricardo, Campaña, Quintero ou Hernâni jogaram de início, e até o quase proscrito Reyes foi bafejado com a titularidade, a sua primeira na Liga em 2014/15.

O golo de Hernâni (12’) na recarga ao seu próprio remate ainda fez pensar que, apesar das circunstâncias, os dragões dariam aos adeptos, pelo menos, uma tarde agradável, mas nem a tão criticada rotatividade de Lopetegui resiste a tantas mudanças, ficando no ar a sensação de a equipa estar neste jogo apenas de passagem.

Apesar de os suplentes do FC Porto terem mantido a Académica presa a um colete de forças durante praticamente todo o jogo, foram notórios os motivos pelos quais o golo da tranquilidade nunca apareceu: não houve grande intensidade no futebol portista e Aboubakar estava em dia não, perdendo diversas oportunidades mais ou menos claras de golo.

Lopetegui é que estava tão agitado como em outros jogos, esbracejando e passando inúmeras indicações à equipa. O técnico ainda experimentou outras soluções tácticas quando trocou Quintero por Marcano (60’), mas acabaria por lançar no jogo Óliver (68’) e Jackson Martínez (83’), na tentativa de o resolver.

Jackson deu outra cara aos movimentos de ataque, mas mostrou estar tão desinspirado quanto Aboubakar, falhando um golo cantado, a escassos dois metros da baliza. O desperdício acabou por não ter consequências para o FC Porto, pois a Académica, apesar de algum atrevimento nos minutos finais, apenas num lance, por Esgaio, conseguiu deixar os dragões em sentido. O verdadeiro prejudicado pode vir a ser o próprio Jackson, que viu o encarnado Jonas aproximar-se de si na lista dos melhores marcadores, agora com 16 golos contra os 17 do colombiano.

A verdade é que um segundo golo seria lisonjeiro para o FC Porto, que apenas controlou o jogo, não o dominou. Por muito que Lopetegui não quisesse, as atenções do plantel estão centradas no que aí vem esta semana. Terça-feira joga-se a segunda prestação dos quartos-de-final da Champions. No próximo domingo chega a hora da verdade, com o Benfica-Porto. Dois jogos que ajudarão a definir a que secção dos livros de história pertence a temporada 2014/15 portista.

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por Miran Pavlin às 22:00



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