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CORTE LIMPO

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Sábado, 21.11.15

Taça de Portugal, 4.ª eliminatória – SC Angrense 0-2 FC Porto – Lei do mais forte

A presença portista nesta edição da Taça de Portugal tem sido um reencontro com o passado, nomeadamente com a época 2002/03. Depois da primeira visita à Póvoa desde essa temporada, o FC Porto deslocou-se agora aos Açores, onde não jogava desde 8 de Dezembro de 2002, na altura para a I Liga.

O estádio João Paulo II, só com uma bancada, mas tendo vista para as águas num dos topos, assemelha-se a um Restelo dos pobres. Se a isso se juntarem a calmaria do mar, as encostas verdejantes e até a vaca que ocasionalmente aparecia lá ao fundo a pastar, a envolvência ao estádio torna-se deveras idílica. Enquanto alguns se distraíam com o momento e a paisagem, Bueno marcou dois golos e colocou o resultado fora de questão. O primeiro (14’) apareceu num cabeceamento na zona do ponta-de-lança; o segundo (40’) foi mais bonito, já que incluiu um firme domínio de peito antes do remate semi-acrobático, sem hipóteses para o guardião dos açorianos.

Entretanto anoiteceu e já não havia paisagem que pudesse disfarçar a pouca história que o jogo teve depois de o FC Porto chegar à vantagem. Perante uma equipa do Campeonato de Portugal, Julen Lopetegui optou por um onze experimental, dando os primeiros minutos da temporada a José Ángel, Victor García e Sérgio Oliveira. Tal como na eliminatória anterior, Helton, Lichnovsky, Evandro, Varela, Bueno e Osvaldo foram titulares, mas não foi possível tirar grandes notas ou fazer avaliações porque o jogo foi pouco mais que um treino. Salta à vista, sim, a titularidade de Imbula, ele que não o foi nos dois jogos anteriores.

O Angrense, que nesta fase lidera a Série E do ex-CNS, foi um digno vencido, apesar de tudo. Não se amedrontou com o nome do adversário e chegou mesmo a introduzir a bola na baliza de Helton, mas não valeu porque Pedro Aguiar tentou uma mão de Deus, que aqui não passou despercebida ao árbitro. Um lance desses é só para alguns.

Uma vez que a lei do mais forte prevaleceu, não houve Taça. Nem mesmo ameaça de que pudesse haver. O FC Porto segue para os oitavos-de-final da prova, onde, crê-se, a dificuldade deverá aumentar.

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por Miran Pavlin às 22:30



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