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CORTE LIMPO

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Quarta-feira, 02.12.15

Liga NOS, 9.ª jornada (em atraso) – CF União 0-4 FC Porto – Ilusões

O final da história é sempre o resultado, mas não se deixem iludir pelas aparências. Os números finais são mais atribuíveis à felicidade que desta vez acompanhou os dragões na Madeira, do que a uma exibição categórica. Foi a primeira vitória portista na ilha desde 2012/13, mas é de salientar que esta surgiu frente a um União que por não disputar a I Liga há tanto tempo, pouco mais é que um neófito. A prova dos nove virá ainda este mês, quando o FC Porto voltar à pérola do Atlântico para defrontar o Nacional, muito mais rodado na divisão maior.

Mas essas são outras contas. Hoje o FC Porto foi, de facto, feliz neste acerto de calendário. Aos 12 minutos um cruzamento de Layún encontrou Herrera solto na zona fatal, com o cabeceamento do médio a ressaltar num defesa contrário, traindo o guarda-redes. Na visita seguinte à área (14’) houve novo golo, agora por Brahimi, num remate bem colocado. Para confirmar que a noite era de felicidade em tons de azul, uma bossa no relvado transformou o cruzamento de Corona num golo, inadvertidamente de belo efeito, com a bola a entrar no ângulo, bem fora do alcance do guardião unionista.

Tinham decorrido apenas 23 minutos, e o FC Porto fechou a loja. Em ritmo assaz lento, os azuis-e-brancos puseram em prática aquilo que melhor sabem: lateralizar. De passe em passe, a bola circulava entre flancos e entre sectores, com pouco interesse pela baliza adversária. É fácil alegar que com o marcador em 0-3 não seria preciso fazer muito mais, mas era exactamente o tipo de jogo que tantas críticas motiva entre os adeptos portistas. Sinal de que os problemas da equipa não se resolveram da noite para o dia, estando apenas abafados pelo resultado.

Sem nada a perder, o União também tentou levar o jogo para o meio-campo ofensivo, e a espaços conseguiu-o. Élio Martins e Amilton, os mais inconformados dos insulares, deram o que tinham, mas não tiveram grande sucesso.

Com o avançar dos minutos o jogo tornou-se mais quezilento. Foram assinaladas demasiadas faltas, umas mais claras que outras. Osvaldo acabou mesmo expulso, um tanto ou quanto injustamente. O avançado veio de longe e entrou de sola ao joelho de Paulo Monteiro. Deve ter doído, mas a entrada talvez não tenha sido suficientemente agressiva para justificar um cartão vermelho. O último golo da noite apareceu já sobre os descontos, com Danilo Pereira a desviar de cabeça um livre batido por Layún.

Foi o toque final que fez esquecer um pouco aqueles longos minutos de futebol quase sem balizas. Repetindo a ideia inicial do texto, é então melhor não deixar que as aparências iludam. Na tabela classificativa também já não há ilusões nem aparências; os dragões voltam a estar apenas dois pontos atrás do líder Sporting.

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por Miran Pavlin às 23:20



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