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CORTE LIMPO

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Domingo, 17.01.16

Liga NOS, 18.ª jornada – Vitória SC 1-0 FC Porto – À porta do castelo

A época do FC Porto está cada vez mais imprevisível. Líderes à 14.ª jornada, os dragões vêem-se agora em terceiro lugar, cinco pontos atrás do Sporting. Se nos jogos com o Boavista o FC Porto mostrou alguma atitude e união, e lidou bem com a agressividade imposta pelos axadrezados, em Guimarães não foi capaz de encontrar as melhores soluções para vir à tona num jogo que foi um poço de problemas.

O problema maior apareceu bem, bem cedo. Tinham passado apenas quatro minutos quando Casillas complicou ainda mais uma bola já de si traiçoeira, no caso um ressalto que subiu às alturas e caiu já muito chegado à baliza. Talvez o guarda-redes tenha pensado demais em não agarrar a bola molhada, que lhe poderia escorregar por entre as luvas, em vez de pensar unicamente em socar a bola, ou para longe, ou para o lado. O veredicto de Casillas foi dar um tapinha para a frente, onde aparecia Bouba Saré, que aproveitou da melhor maneira a hesitação do internacional espanhol.

Seria o único golo do jogo. Seguiram-se 86 minutos, mais descontos, de infrutífero esforço portista. Com o pássaro na mão, o Vitória fechou-se no seu castelo e o FC Porto estacionou à porta. Foi aí que os problemas se multiplicaram. Novamente mais vertical, mas com alguma lentidão, ainda que não tanta como com Lopetegui, os azuis-e-brancos procuraram todo e qualquer espaço por onde pudessem furar a muralha, mas sem sucesso.

Não que o Vitória não tenha mérito, porque o tem. Primeiro porque o jovem guardião Miguel Silva foi exemplar, e depois porque a equipa soube secar o FC Porto. Naturalmente que é mais fácil estando em vantagem, mas a verdade é que a pressão dos conquistadores foi bem aplicada, estorvando imenso a fluidez do jogo portista.

O FC Porto terminou com mais de 70% de posse de bola, mas o perigo criado foi pouco. Em parte pelo que se escreve no parágrafo anterior, e noutra parte porque é justo dizer que nada saía bem. As diversas jogadas ao primeiro toque que os dragões elaboraram foram sempre como um puzzle em que faltava uma peça, fosse ela um passe certeiro, um bom domínio de quem recebia a bola final, ou até mesmo os mais incontroláveis ressaltos, nos quais o FC Porto não teve sorte.

Ocasiões claras? Porventura apenas uma, segundos antes do golo. Foi mesmo como se tivesse havido dois jogos dentro do mesmo. Um frenético, em que o Guimarães esteve pertíssimo do golo logo aos 13 segundos, seguindo-se esse lance por parte dos visitantes, e culminando no golo; e outro em que a muralha vitoriana suportou firmemente a pressão exercida. O FC Porto ficou mesmo à porta do castelo.

Com o escoar dos minutos ficou claro que só um lance fortuito alteraria o rumo dos acontecimentos. A derrota acontece não tanto por falta de esforço – por enquanto esse problema parece estar adormecido – mas sim porque perante um adversário mais competente voltaram a notar-se as dúvidas que a equipa tem na construção ofensiva, que era sempre demasiado cautelosa na vigência do técnico anterior. É, de facto, emergente que se encerre o dossier treinador. Seja ele novo, ou não.

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por Miran Pavlin às 23:50



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