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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário



Terça-feira, 17.07.18

Mundial Rússia 2018 - GRUPO C

16 Junho - Kazan - França 2-1 Austrália (Griezmann g.p. 58', Behich p.b. 81')(Jedinak g.p. 62')

Nota: 3
A França segurou os três pontos no jogo inaugural, mas esteve longe de convencer. Talvez acusando a juventude do plantel, os bleus tiveram dificuldades em impor-se no jogo, e chegaram mesmo a apanhar um valente susto, quando um remate australiano desviado num defensor contrário por pouco não traiu Lloris. A vantagem gaulesa só chegaria no segundo tempo, na conversão de uma grande penalidade, mas logo a seguir os socceroos tiveram eles próprios um castigo máximo e Jedinak recolocou tudo na estaca zero. A Austrália voltava ao futebol especulativo, e só a má cara da França ia fazendo com que o empate fosse justo. Essa justiça foi às malvas quando um remate aparentemente inofensivo de Pogba ressaltou para o ar em Behich e ganhou um estranho efeito, batendo depois na trave e no interior da baliza. Mas apenas por um triz. A Austrália já não conseguiu responder de novo.

 

16 Junho - Saransk - Peru 0-1 Dinamarca (Yussuf Poulsen 59')

Nota: 3,5

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As duas selecções estavam de regresso após ausência. Enquanto os nórdicos não picavam o ponto desde 2010, no caso peruano a última presença na fase final do Mundial fora há já 36 anos, pelo que a ansiedade era grande. Tão grande, que Cueva tremeu na hora de bater uma grande penalidade e atirou por cima (45'). Foi a melhor oportunidade das muitas construídas pelo ataque dos incas. E como quem não marca, sofre, a máxima cumpriu-se no segundo tempo. Num rápido contra-atque, Poulsen sentenciou o jogo, premiando uma Dinamarca com menos arte que no passado, mas com a mesma disponibilidade e ainda com Schmeichel a fazer lembrar o pai. Talvez o Peru tenha sido melhor, mas acabou traído pela vertigam causada pelo palco em que jogavam.

 

21 Junho - Samara - Dinamarca 1-1 Austrália (Eriksen 7')(Jedinak g.p. 38')

Nota: 3,5

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O equilíbrio reinou num jogo entretido, em que ambas as equipas procuraram sair a jogar, se bem que nem sempre tivessem o engenho necessário para subir até à área oposta. A Dinamarca entrou melhor e marcou cedo, mas teve que lidar com a reacção australiana, que aparentemente não sentiu o golo sofrido. Notou-se contudo, a falta de uma referência ofensiva que fosse capaz de dar pelo menos um pouco do que Cahill consegue dar; e Nabbout não parece ser essa referência. O facto de três dos últimos cinco golos da Austrália na fase final terem sido de grande penalidade é sintomático dessa falta. Os outros dois foram apontados, pois, por Cahill. O empate final acaba por ser um mal menor, embora a Dinamarca respire um pouco melhor na classificação.

 

21 Junho - Ekaterinburg - França 1-0 Peru (Mbappé 34')

Nota: 3

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Os serviços mínimos bastaram para que a França carimbasse a passagem à fase seguinte, ao mesmo tempo que traçava o indesejado destino do Peru: o regresso a casa. Em virtude de uma certa falta de intensidade dos bleus, o Peru nunca esteve fora do jogo, mas mais uma vez não foi concreto na hora de definir as jogadas no último terço contrário. O mais perto que os peruanos estiveram do golo foi quando encontraram o poste. Difícil de romper, a defensiva francesa segurou a vantagem dada pelo tento solitário de Mbappé.

 

26 Junho - Moscovo (Luzhniki) - Dinamarca 0-0 França

Nota: 1

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Moscovo testemunhou o mais recente exemplo daquilo que é o terror de qualquer terceira e última jornada de fase de grupos: o jogo morno que termina com um 0-0 que satisfaz as pretensões dos dois intervenientes na contenda. Já apurados, os gauleses garantiam o primeiro lugar do grupo com um ponto, ao passo que a Dinamarca, certamente com um ouvido no que se ia passando no outro jogo, não estava interessada em arriscar mais que o ponto que já tem mal o jogo começa. O perigo junto às balizas foi tão pouco que o nulo é o resultado inevitável. É, aliás, o primeiro deste Mundial, a dois dias do fim da fase de grupos.

 

26 Junho - Sochi - Austrália 0-2 Peru (Carrillo 18', Guerrero 50')

Nota: 3

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Necessitada de vencer, a Austrália entrou forte e colocou a defesa contrária em sentido um bom par de vezes. Ao primeiro relaxe, contudo, o Peru subiu ao ataque e abriu o activo, para gáudio dos muitos peruanos nas bancadas. O golpe abalou os australianos, que só conseguiriam recompor-se no arranque do segundo tempo, altura em que voltaram à carga sobre as redes de Gallese. O destino é que não voltou a querer nada com os socceroos, que viram o Peru alargar a distância novamente contra a corrente do jogo. Foi a estocada final na Austrália, que ficava só com o coração para disputar o que faltava do jogo. Tranquilizados, os peruanos ainda poderiam ter elevado o resultado para números mais pesados.

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por Miran Pavlin às 13:30

Terça-feira, 17.07.18

Mundial Rússia 2018 - GRUPO B

15 Junho - São Petersburgo - Marrocos 0-1 Irão (Bouhaddouz p.b. 90'+5')

Nota: 3,5

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Vinte anos depois, o Irão voltou a vencer uma partida num Mundial, e logo da forma que dói mais: com um golo bem dentro dos descontos. Como se isso não bastasse, tratou-se de um auto-golo, com Bouhaddouz - um avançado - a cabecear para as redes erradas um livre lateral de Hajsafi. Foi um soco no estômago para uma formação marroquina que dominou o encontro e construiu diversas oportunidades claras. Apostado no contra-ataque, o Irão foi escapando por entre os pingos da chuva, embora tenha tido ele próprio algumas oportunidades. A decisão do jogo apareceria, no entanto, num golpe de sorte. O futebol é uma caixinha de surpresas.

 

15 Junho - Sochi - Portugal 3-3 Espanha (Cristiano Ronaldo g.p. 3', 44', 88')(Diego Costa 24', 54', Nacho 58')

Nota: 5

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Fossem todos os dérbis assim. Muitos golos, alternância no marcador, uma reviravolta, e um empate final que deixa mais contentes uns que outros. Portugal entrou bem no jogo, mas a Espanha reagiu em força à desvantagem. Os lusos voltariam ao comando num frango de De Gea, mas a roja teve forças para dar a volta ao marcador - que golaço de Nacho num remate de longe - e podia até ter decidido o resultado. Não o fazendo ficou sujeita ao incerto, o que pode ser fatal se estiver do outro lado um dos melhores jogadores do mundo. E seria, pois, um livre de Cristiano Ronaldo a fixar o resultado final. Portugal bem lhe pode estar grato; pareceu até que este jogo foi uma missão a solo de Ronaldo. A igualdade tardia, apesar de tudo, veio tirar alguma justiça ao resultado.

 

20 Junho - Moscovo (Luzhniki) - Portugal 1-0 Marrocos (Cristiano Ronaldo 4')

Nota: 4

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Portugal voltou a escapar de boa, ao cabo de um jogo em que consentiu demasiados lances perigosos a uma muito incómoda equipa marroquina. O golo madrugador deixava antever outro desfecho, mas a verdade é que Marrocos reagiu, e de que maneira, ao ponto de parecer que os papéis se tinham invertido e que Portugal era a equipa teoricamente inferior. Rui Patrício teve que se aplicar para deter um cabeceamento de Belhanda (57'), na melhor oportunidade dos leões do Atlas. Noutros lances, foi a pontaria a trair Marrocos, quando o golo parecia perto. Portugal sobreviveu. Por pouco.

 

20 Junho - Kazan - Irão 0-1 Espanha (Diego Costa 54')

Nota: 4
Este jogo é um bom exemplo do que pode acontecer quando uma equipa compensa a sua teórica inferioridade com garra e coragem. Sem medo do choque, os iranianos lutaram por cada bola como se fosse a última, e com isso a roja nunca conseguiu assentar o seu jogo como decerto desejaria. No final prevaleceu a lei do mais forte, mas apenas graças a um ressalto feliz. O Irão chegou mesmo a marcar, mas os efusivos festejos pararam na bandeira que apontava o fora-de-jogo. O resultado atira desde já Marrocos para fora do Mundial. Tudo o resto fica para decidir no último capítulo do grupo B.

 

25 Junho - Kaliningrad - Espanha 2-2 Marrocos (Isco 19', Iago Aspas 90'+1')(Boutaib 14', En-Nesyri 81')

Nota: 5
Marrocos já estava eliminado, mas fez questão de vender bem caro o apuramento que a Espanha acabou por averbar com o empate. Num jogo em que os nervos estiveram à flor da pele, os norte-africanos adiantaram-se ainda cedo, e por pouco não fizeram o segundo logo de seguida. O tento de Isco não teria um efeito calmante na roja, que mais uma vez não assentou jogo e revelou mesmo uma estranha insegurança. Os marroquinos voltaram a marcar à entrada da recta final do encontro, quando En-Nesyri se elevou para desviar, na zona frontal e com convicção, um canto. Faltou, mais uma vez, segurar o resultado. O segundo golo espanhol, em cima dos descontos, necessitou de confirmação no vídeo-árbitro, que determinou que Aspas não estava adiantado. Face ao resultado final do outro jogo a Espanha apurar-se-ia mesmo perdendo, mas o segundo golo foi salvador, já que fez a roja saltar do segundo para o primeiro posto do grupo.

 

25 Junho - Saransk - Irão 1-1 Portugal (Ansarifard g.p. 90'+2')(Quaresma 45')

Nota: 4,5

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Com o destino em suas mãos, o Irão serviu a Portugal a mesma receita que a Espanha degustara dias antes: garra. E muita! A tensão foi uma constante ao longo de todo o encontro, principalmente do lado dos iranianos, que reclamaram de inúmeras decisões do árbitro paraguaio Enrique Cáceres, mesmo em lances que não ofereciam grandes dúvidas. Uma trivela de Quaresma deu o golo a Portugal instantes antes do intervalo, mas não se fez sentir o efeito psicológico de marcar nessa altura. A equipa das Quinas não conseguia fechar a sete chaves o jogo, nem mesmo quando dispôs de uma grande penalidade. Cristiano Ronaldo permitiu a defesa a Beiranvand (53'). O Irão redobrou esforços após esse lance. Já não era disputar cada bola como se fosse a última; era como se disso dependesse a própria vida. A crença do Team Melli chegou mesmo a fazer Portugal ver a vida passar-lhe à frente dos olhos. Já nos descontos, uma grande penalidade de fronteira deu a Ansarifard a hipótese de igualar. O Irão precisava agora de mais um golo, que só não aconteceu por um triz, logo a seguir ao 1-1. A finalização de Jahanbakhsh saiu um nada ao lado do poste. Não era garantido que Rui Patrício lhe chegasse, se a bola tivesse ido à baliza. Não passou de um susto para os portugueses, que mesmo mostrando um futebol de poucas ideias saem vivos do inferno que foi este grupo.

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por Miran Pavlin às 12:30



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