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CORTE LIMPO

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Quinta-feira, 19.07.18

Mundial Rússia 2018 - GRUPO G

18 Junho - Sochi - Bélgica 3-0 Panamá (Mertens 47', Romelu Lukaku 69', 75')

Nota: 3

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Há dois prismas por que se pode analisar este jogo: uma Bélgica superior venceu um Panamá que pisava território desconhecido; ou então tratou-se da única figura de proa deste Mundial que realizou uma exibição convincente até ao momento. Só na abertura tinha havido um resultado mais desnivelado, o que diz bem das capacidades dos diabos vermelhos. No entanto, foi só na segunda parte que os belgas deixaram à vista os seus pergaminhos, dando assim continuidade à impressionante forma exibida durante a qualificação.

 

18 Junho - Volgograd - Tunísia 1-2 Inglaterra (Sassi g.p. 35')(Kane 11, 90'+1')

Nota: 3

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A Tunísia viveu momentos de pesadelo no seu regresso à fase final doze anos depois da última presença. Sufocante, a Inglaterra teve várias oportunidades flagrantes para resolver o jogo antecipadamente, mas chegou ao intervalo com uma igualdade a uma bola. O golo tunisino, de grande penalidade, era o seu único remate à baliza até aí. Até final os norte-africanos não voltariam a conseguir rematar ao alvo, mas não permitiram as mesmas veleidades aos três leões, e defenderam a igualdade com tudo o que tinham. Faltou apenas um último esforço. Em mais uma tentativa inglesa, já nos descontos, Kane ficou esquecido junto ao segundo poste e só teve que encostar. Foi justo, mas doloroso para a Tunísia.

 

23 Junho - Moscovo (Spartak) - Bélgica 5-2 Tunísia (Eden Hazard g.p. 6', 51', Romelu Lukaku 16', 45'+3', Batshuayi 90')(Bronn 18', Khazri 90'+3')

Nota: 4
O resultado diz tudo sobre o que foi o jogo. A Tunísia nunca deixou de lutar, valorizando o espectáculo, mas a Bélgica foi forte demais. As águias de Cartago tiveram que fazer duas substituições forçadas antes do descanso, o que certamente mexeu com a sua estratégia, e o primeiro golo belga acontece de grande penalidade, mas a Bélgica fez por justificar o avolumar do marcador. Em cima do apito final Khazri acrescentou um golo à conta tunisina. Um justo prémio.

 

24 Junho - Nizhny Novgorod - Inglaterra 6-1 Panamá (Stones 8', 40', Kane g.p. 22, g.p. 45'+1', 62', Lingard 36')(Baloy 78')

Nota: 3,5
Foi como se um furacão varresse a equipa do Panamá. É verdade que houve dois penáltis pelo meio, mas chegar ao intervalo a vencer por 5-0 dificilmente tem contestação. Após o intervalo a Inglaterra abrandou, permitindo ao Panamá ter mais bola e tentar a sua sorte. O momento do jogo surgiria já depois de Kane ter feito o sexto golo inglês, quando Baloy apontou o primeiro golo canalero numa fase final de Mundial. Os panamianos festejaram como se fosse o 0-1. A vitória inglesa entregou o apuramento para os oitavos-de-final também à Bélgica.

 

28 Junho - Kaliningrad - Inglaterra 0-1 Bélgica (Januzaj 51')

Nota: 3
A constituição das equipas não deixava dúvidas: a hora era de gestão, antes dos grandes desafios da fase a eliminar. O caminho para um sensaborão 0-0 estava aberto, mas a verdade é que assim não foi. Certamente desejosos de mostrar alguma coisa aos seus técnicos, os jogadores não estiveram em campo apenas a passar tempo e procuraram vencer o jogo. Até porque estava em disputa o primeiro lugar do grupo. Foi mais feliz a Bélgica, a quem um golo bastou para decidir o encontro.

 

28 Junho - Saransk - Panamá 1-2 Tunísia (Meriah p.b. 33')(Fakhreddine Ben Youssef 51', Khazri 66')

Nota: 3,5
Panamá e Tunísia cumpriram calendário, num jogo que não oferecia mais que a possibilidade de não terminar em último. Os canaleros foram os primeiros a chegar ao golo, mas na segunda parte foram incapazes de segurar a vantagem. A Tunísia deu a volta ao resultado num espaço de quinze minutos. O jogo foi a valer até ao fim. No fundo, as equipas jogaram como se tivessem o apuramento em discussão, valorizando muito o espectáculo.

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por Miran Pavlin às 13:30

Quinta-feira, 19.07.18

Mundial Rússia 2018 - GRUPO F

 

17 Junho - Moscovo (Luzhniki) - Alemanha 0-1 México (Lozano 35')

Nota: 4,5

ALEMEX.jpg

Eis a primeira grande surpresa, ao quarto dia de Mundial: o México bateu a campeã em título Alemanha. Se no marcador um golo bastou, sobre a relva foi necessário que os mexicanos resistissem às inúmeras tentativas germânicas de reverter o resultado - foram, tão só, 37 os remates tentados pela Alemanha. Quer isto dizer que o México passou bastante mais tempo a defender, mas o veneno que el tri colocou em cada contra-ataque ajuda a justificar o triunfo. Ao ponto de se poder mesmo dizer que os mexicanos deixaram golos por marcar. Valeu Lozano. E Ochoa, pois...

 

18 Junho - Nizhny Novgorod - Suécia 1-0 Coreia do Sul (Granqvist g.p. 65')

Nota: 2,5

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É preciso recuar a 1958 para encontrar a última vez em que a Suécia entrou a ganhar num Mundial. Face ao domínio que exerceram num encontro em que a Coreia do Sul não conseguiu usar da melhor maneira a velocidade que é sua imagem de marca, os nórdicos poderiam ter sentenciado o jogo de outra forma, mas sucumbiram àquilo que já são fetiches deste Mundial: os golos de bola parada e o chamado golo solitário. Incluindo este, dos doze jogos disputados até ao momento, precisamente metade tiveram um único golo.

 

23 Junho - Rostov-do-Don - Coreia do Sul 1-2 México (Heung-Min Son 90'+3')(Vela 26', Javier Hernández 66')

Nota: 3
O primeiro grande objectivo dos mexicanos está conseguido, graças a uma justa vitória sobre uma Coreia do Sul mais enérgica que na estreia, mas que não conseguiu forçar desequilíbrios na defesa adversária. Os coreanos ainda foram a tempo de saborear um golo cosmético, que deixa para história um resultado que não reflecte as incidências do jogo. Enquanto o México já está apurado, a Coreia do Sul está por um fio, e será mesmo eliminada caso a Suécia vença no outro jogo do grupo.

 

23 Junho - Sochi - Alemanha 2-1 Suécia (Reus 48', Kroos 90'+5')(Toivonen 32')

Nota: 5

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Talvez ainda abalada pela entrada em falso, depressa a Alemanha se via num daqueles jogos que exigem suor para arrancar o resultado. Os suecos defendiam com unhas e dentes e expunham mais uma vez a vulnerabilidade alemã aos contra-ataques. O golo de Toivonen, de contra-ataque, podia não ter sido o único da Suécia até ao intervalo. Esperava-se uma reacção da Mannschaft no reatamento, e ela apareceu, um tanto ou quanto aos trambolhões, logo ao terceiro minuto. A Suécia, porém, nunca desarmou. O golo seguinte era essencial, mas não aparecia. Já mais desgastada, a Suécia preferiu reagir à expulsão de Jérôme Boateng (82') defendendo o ponto que tinham na mão. Era um convite para a Alemanha tentar um último assomo. O tal golo essencial apareceria num livre lateral a castigar uma falta desnecessária. Quando dói mais. O ângulo era pouco mas Kroos arriscou e foi feliz.

 

27 Junho - Kazan - Coreia do Sul 2-0 Alemanha (Young-Gwon Kim 90'+3', Heung-Min Son 90'+6')

Nota: 4,5

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Com estrondo, o campeão em título caiu e está fora do Mundial. A surpresa é grande, não só porque a tarefa dos alemães não era, à partida, do outro mundo, mas também porque a equipa revelou uma ansiedade nada característica. A Coreia do Sul, que ainda tinha uma ténue hipótese de passar, não teve medo de jogar olhos nos olhos com a Mannschaft e construiu diversas oportunidades claras, mas só marcaria quando a Alemanha já tinha feito de tudo, menos acertar com a baliza. Em diversos lances, foi mesmo o central Hummels quem andou pela área contrária em busca do golo. O tento coreano só foi confirmado no vídeo-árbitro, que reverteu a decisão inicial de fora-de-jogo; a bola tinha sido jogada em último lugar pelo alemão Kroos. No desespero, Neuer saiu da baliza e integrou-se no ataque. Não no barulho da grande área, mas sim algures na ala esquerda. Como se não bastasse, alguém lhe entregou a bola, que o guardião logo perderia. A bola estava a uns 75 metros da baliza, mas um lançamento longo permitiu a Heung-Min Son empurrar para a confirmação do histórico triunfo dos guerreiros Taeguk. Uma vitória insuficiente, contudo. Já a Alemanha nunca se tinha despedido do Mundial na fase de grupos.

 

27 Junho - Ekaterinburg - México 0-3 Suécia (Augustinsson 50', Granqvist g.p. 62', Álvarez p.b. 74')

Nota: 4
Tal como a Rússia, também o México teve que descer à terra no fecho da fase de grupos. Talvez aburguesados pelos resultados anteriores, os mexicanos tiveram muitas dificuldades para contrariar a iniciativa de uma equipa sueca que precisava vencer para se apurar. O desenrolar do outro jogo acabou por retirar aos nórdicos a necessidade de se preocuparem com a diferença de golos em caso de desempate com a Alemanha, mas mesmo assim os suecos avançaram até um marcador final robusto, que os fez saltar do terceiro posto para a vitória no grupo. Atordoado, o México caiu para o segundo lugar.

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por Miran Pavlin às 12:30



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