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CORTE LIMPO



Sábado, 30.03.19

Liga NOS, 27.ª jornada - SC Braga 2-3 FC Porto - À portuguesa

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Se um triunfo sofrido conseguido nos derradeiros minutos é apelidado de "à italiana", então uma reviravolta igualmente sofrida obtida com duas grandes penalidades só pode ser uma vitória à portuguesa. Ainda com aspirações legítimas em matéria de título, o Braga tinha aqui um dos dois jogos absolutamente cruciais que lhe restam - ainda há uma recepção ao Benfica mais à frente. Na verdade, todos os jogos envolvendo Braga e FC Porto até final o são, já que nenhum dos dois se pode dar ao luxo de perder pontos. E foram os guerreiros a entrar melhor, capitalizando logo na primeira oportunidade do encontro (4'). Dyego Sousa lançou Claudemir pela esquerda e o brasileiro cruzou para Wilson Eduardo empurrar para o golo. Talvez Casillas pudesse ter feito mais - defendido, mesmo -, mas preocupou-se mais em levantar o braço a reclamar fora-de-jogo, perdendo assim uma preciosa fracção de segundo. O lance, de resto, é perfeitamente legal. O golo foi a confirmação de que o FC Porto ia mesmo precisar de trabalhar muito. Talvez por causa desse golo madrugador assistiu-se a uma partida aberta, em que ambos os conjuntos lutaram com afinco, não havendo autocarros nem artimanhas afins. Os dragões igualaram à passagem do minuto 26, quando Soares, à boca da baliza, encostou de cabeça após canto de Corona e desvio de Felipe ao primeiro poste; o bracarense Bruno Viana nem deve conseguir dormir, de tão desnecessário que foi o canto. O arranque do segundo tempo trouxe novo dissabor aos azuis-e-brancos. Desta vez, foi um desentendimento entre Casillas e Éder Militão a deixar Murilo a sós com a baliza (47'). Não havia como não marcar. Estava desequilibrado novamente o marcador, mas em campo o nó mantinha-se. Ambas as equipas continuaram o que estavam a fazer até aí, numa luta de igual para igual. Era impossível prever quem venceria. E seria o juiz Jorge Sousa a chamar a si os restantes desenvolvimentos (69' e 77'). No segundo lance parece claro que Claudemir derruba Fernando Andrade, mas a primeira grande penalidade, entre o mesmo Claudemir e Éder Militão, é muito duvidosa. Alex Telles lesionou-se na conversão de forma tão caricata quanto cómica, num misto de ballet com dança contemporânea. Mais escorreito, Soares também não deu hipótese a Tiago Sá, que teve que se contentar com duas belas defesas noutros momentos. O FC Porto prevaleceria, mas houve jogo até ao fim. Para a história, como sempre, fica o resultado. O Braga aparentemente belisca de forma irremediável a sua corrida. Já o FC Porto volta a fazer a sua parte.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 16.03.19

Liga NOS, 26.ª jornada - FC Porto 3-0 CS Marítimo

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:59

Domingo, 10.03.19

Liga NOS, 25.ª jornada - CD Feirense 1-2 FC Porto

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quarta-feira, 06.03.19

Liga dos Campeões, oitavos-de-final, 2.ª mão - FC Porto 3-1 AS Roma (a.p.) - Fôlego

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Conforme vaticinado no remate do texto relativo à primeira mão, de certo modo o esquilíbrio de forças manteve-se. Houve, contudo, uma diferença essencial: desta vez a equipa da casa assumiu o jogo, ao contrário do que tinha acontecido no encontro de Roma. Tal esteve à vista logo desde os primeiros minutos, com os homens do FC Porto a pressionar - e bem - cada posse de bola da Roma e a acompanhar cada movimentação. Ficou também claro desde cedo que os romanos vinham interessados em que o jogo terminasse como começou, pelo menos a avaliar pelas constantes demoras na reposição, principalmente por parte do guarda-redes Olsen. Valeu que o FC Porto foi uma equipa proactiva. Não se pense, porém, que os dragões foram donos e senhores do jogo, pois do outro lado estava um adversário de qualidade e com uma defesa coesa. Daí que o FC Porto tenha optado por jogar com a bola segura no pé, mudando de flanco, recuando e avançando pela certa, à procura de um espaço por onde furar. Esse espaço apareceu ao minuto 26. Marega ganhou a bola a Manolas perto da linha divisória, tabelou com Corona e cruzou para Soares desviar à boca da baliza. De seguida, o óbvio aconteceu: a Roma acelerou os processos. E se Éder Militão estava a viver uma noite tórrida à conta da actividade de Perotti e Kolarov, pior ficou quando cometeu grande penalidade sobre o argentino. Uma falta escusada, mas indiscutível. De Rossi converteu com mestria (37') e assim materializou tudo o que o FC Porto não queria, ou seja, sofrer o golo que o obrigaria a marcar três. Ainda houve tempo para Herrera fazer os adeptos portistas se levantarem das cadeiras (45'), mas Olsen fez uma óptima defesa ao remate bem colocado do mexicano.
Não havendo outro remédio senão marcar mais dois golos, o FC Porto entrou no segundo tempo de prego a fundo. Soares mergulhou para um cabeceamento que saiu a centímetros da trave (49'), Marega rematou cruzado para defesa apertada de Olsen (51') e a recuperação alta funcionava bem. O que vale por dizer que a Roma ia sendo submetida a grande pressão. Até que o golo apareceu (53'), por Marega, que se desmarcou bem ao segundo poste para desviar na cara do guarião giallorosso um cruzamento de Corona. Foi na segunda parte que se tornou evidente a vontade com que o FC Porto jogava, consubstanciada numa enorme disponibilidade para acorrer a todas as solicitações e responder aos problemas colocados pela Roma. Nem a troca do lateral Karsdorp - ele próprio a viver uma noite difícil com as diabruras de Corona e as subidas de Alex Telles - pelo mais experimentado Florenzi (55') fez com que os italianos passassem a respirar melhor. Enquanto Pepe e Dzeko travavam um despique intenso, Brahimi foi a jogo na vez de Corona (69'), significando duas pernas frescas a obrigar a Roma a correr tanto, ou mais, mas os 90 minutos não foram suficientes. Foi só no prolongamento que se começou a notar o desgaste nos dragões, que permitiram a Dzeko diversas oportunidades, uma delas bem flagrante (111'); é incrível como o remate do bósnio não entrou. Um minuto mais tarde Dzeko voltou a aparecer sozinho na cara do golo, picando sobre Casillas rumo à baliza deserta. Salvador, Pepe apareceu no último momento a tirar a bola. Era o último cartucho de que os giallorossi dispunham. O assustador espectro das grandes penalidades começou aí a pairar sobre o jogo. Contudo, mesmo já para lá das forças o FC Porto não baixava os braços. Ao minuto 117, uma bola bem metida para a pequena área à qual Fernando Andrade chegou uma fracção de segundo atrasado transformou-se numa grande penalidade, pois Florenzi puxou o avançado. Um puxão imperceptível à vista desarmada, mas descortinado pelo vídeo-árbitro. Alex Telles converteu o castigo, lançando a euforia no Dragão. Ainda assim, continuava a bastar um golo adversário para tudo ir por água abaixo, pelo que os romanos não deixaram de tentar o tudo-por-tudo, partindo o jogo e abrindo espaço a dois contra-ataques perigosíssimos do FC Porto. Faltou aos dragões o discernimento para definir da melhor maneira. Um quarto golo seria saboroso, mas exagerado. Por muito que Casillas tenha terminado os 120 minutos sem registar uma única defesa.
Foi sem fôlego e já sem o coração - no caso dos adeptos - que chegou ao final mais uma noite europeia no Dragão. Esta fica na prateleira das memórias positivas, pois leva o FC Porto aos quartos-de-final pela primeira vez desde 2014/15.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 02.03.19

Liga NOS, 24.ª jornada - FC Porto 1-2 SL Benfica - Fio da navalha

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A época passada ofereceu, por um par de semanas, um vislumbre dos terríveis - para o FC Porto - anos anteriores, com os dragões a perderem a liderança para o Benfica, recuperando-a face a face. Pouco menos de um ano volvido, essas memórias ressurgem não como um vislumbre, mas como uma fotografia de alta resolução. Jogando no fio da navalha, que é como quem diz, com uma vantagem pontual reduzida ao mínimo, o FC Porto estava perante a hipótese de ganhar folga no comando. A busca por esse desiderato começou da melhor maneira, com Alex Telles a rematar com perigo logo na bola de saída. Com o jogo ainda por desatar, o FC Porto beneficiou de um livre em boa posição. Adrián López, imagine-se, foi chamado à cobrança; o primeiro remate ficou na barreira, mas a recarga saiu para o cantinho do poste, onde Vlachodimos já não conseguiu chegar (19'). O lance foi revisto, pois havia dúvidas sobre se Pepe estaria em fora-de-jogo no momento em que se baixa para a bola passar; mais uma vez foi necessário medir até à biqueira da bota antes de confirmar o golo. Podia pensar-se que estava feito o mais difícil, mas o Benfica não tremeu e respondeu pouco depois (26'), numa transição rápida que nasceu em Seferovic na esquerda e terminou com uma entrada de João Félix na zona fatal, sem oposição. Por duas vezes a bola podia ter sido aliviada, pelo mesmo Adrián e por Manafá, mas os dois perderam no corpo a corpo com o suíço. De uma forma talvez demasiado fácil. A primeira parte ainda ia a meio, mas ficou a sensação de que o FC Porto não contava sofrer aquele golo e ficou sem saber bem o que fazer. Além de que este não era o melhor jogo para Brahimi trazer a sua versão menos altruísta. De cada vez que procura escavar mais um pouco com a bola, o argelino acaba por baralhar os próprios colegas de equipa, que acabam por não saber para onde se devem mexer, e em que momento. O intervalo chegou em boa hora. No reatamento, contudo, se houve reacção ela não passou de um esboço. A pressão que os encarnados faziam a cada saída de bola obrigava a voltar a trás e começar de novo. Sem conseguir fazer a bola chegar em condições aos homens da frente o FC Porto ficava exposto ao pior. O que viria a acontecer logo ao minuto 52, numa bola metida por Grimaldo para a área; Felipe cortou para o sítio errado e o resto da defesa entrou em pânico. Rafa recolheu a bola, deu-a a Pizzi e recebeu-a logo de seguida, já enquadrado com a baliza para o remate certeiro. Pepe ainda tentou chegar para remediar, mas o mal já estava feito. Sérgio Conceição só refrescaria a equipa nove minutos mais tarde, lançando Soares e Otávio para os lugares de Adrián e Corona. A mexida fez o FC Porto crescer, mas no melhor lance construído pelos dragões no segundo tempo, Samaris tirou não só o pão, como também a manteiga e até o fiambre da boca de Herrera quando o mexicano já tinha armado um remate flagrante (74'). Houve outros lances de perigo para o lado do FC Porto, nomeadamente em remates de longe. Num deles (90'), Vlachodimos fez a defesa da noite, tirando do ângulo o disparo de Felipe. Minutos antes (85') o central acertara na trave ao desviar de cabeça um canto de Alex Telles. O Benfica foi oportuno na forma como deu a volta ao resultado, mas também foi uma equipa muito física. Por muito que tenha feito um grande corte, Samaris devia ter sido expulso por uma entrada a matar sobre Óliver (60'); Jorge Sousa apenas viu caso para cartão amarelo. A reclamação não serve de desculpa para nada. O resultado significa que o FC Porto vê a sua liderança tomada de assalto e está agora dois pontos atrás dos encarnados. Continua no fio da navalha, no fundo. A lâmina é que fere mais depressa a quem corre atrás do prejuízo.

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por Miran Pavlin às 23:59



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