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CORTE LIMPO

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Quarta-feira, 03.06.20

Liga NOS, 25.ª jornada - FC Famalicão 2-1 FC Porto - Muda tudo e não muda nada

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Cerca de três meses depois, o futebol de I Liga retomou a actividade. Fora das quatro linhas está tudo bastante diferente. As precauções sanitárias são mais que muitas e as bancadas, em vez da chamada moldura humana, estão emolduradas por lonas alusivas ao clube da casa. Dentro das quatro linhas, porém, é como se nada tivesse mudado. Sem mostrar futebol variado, o FC Porto dominou o primeiro tempo e construiu uma ou outra oportunidade, mas não teve engenho suficiente para converter em golo. Umas vezes por demérito, outras porque o guardião famalicense Defendi fez jus ao nome; nomeadamente ao minuto 35, quando foi buscar, com a perna, uma finalização de Soares colocadíssima ao cantinho inferior do poste direito. Nada mudou, escrevíamos, porque assim que o Famalicão marcou (48'), foi como se o FC Porto ligasse o mais estridente alarme e com isso não conseguisse a concentração necessária para responder em condições à desvantagem. Ainda para mais, os dragões sofreram um golo evitável. Pressionado por Diogo Gonçalves, Manafá atrasou para Marchesín, que devia ter imediatamente batido a bola para longe, pois o famalicense continuou na pressão. Ao invés, o argentino quis lembrar os tempos de Helton, ao fintar e jogar para o lado contrário. Fábio Martins farejou o erro, intrometeu-se, e só teve que empurrar. Paradoxalmente, o golo mudou tudo no jogo. Se o Famalicão esteve confortável numa postura mais retraída, melhor ficou; o FC Porto, como acima se alude, passou a ter mais sofreguidão, mas, à conta desse futebol pouco variado, de pouco lhe servia. Seria Corona - tamanha ironia nos tempos que correm - a acender uma luz de esperança à passagem do minuto 74, com um remate cruzado desde a direita. Foi sol de pouca dura, pois logo a seguir (78') Pedro Gonçalves, com um remate colocado de fora da área, voltou a bater Marchesín, perante o demasiado espaço dado pela defensiva azul-e-branca. Sérgio Conceição já tinha inclinado a equipa para a frente trocando Danilo Pereira por Zé Luís (72') - talvez o segundo golo tenha sido o preço pago pela retirada do internacional português -, e ainda refrescou o ataque com Aboubakar no lugar de Soares, mas foi uma noite em que os avançados portistas - mais Marega - primaram pela inconsequência. Até final, nota para um lance em que Aboubakar ficou a reclamar grande penalidade, não se sabe bem se por eventual derrube, ou eventual mão de Nehuén Pérez. Como sempre, ninguém garante que o eventual penálti seria convertido. O empate seria mais justo, mas só contam as que entram, também como sempre. E assim, as dúvidas - da mais diversa ordem - que havia sobre o recomeço do campeonato estendem-se ao relvado. Quão surreais serão estas jornadas?

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por Miran Pavlin às 23:59



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